Vocabulário


por Carlos Eduardo Guilherme (Pacome) - para ter acesso ao vocabulário na íntegra, entre em contato pelo e-mail pacome@terra.com.br


Abafar:
Muitos pensarão que o verbo abafar no voleibol refere-se a um atleta lindo de morrer ou de algum que toma atitudes elegantes – fair play - e, por conta disso, estão abafando com as tietes e com o público. Não é nada disso. O termo “abafar”, na verdade, faz referência à ação das mãos dos bloqueadores em interceptar de forma enérgica e eficiente a passagem da bola por sobre a rede não dando, nesse caso, a mínima possibilidade de êxito ao cortador. Ao abafar a bola, na maioria das vezes, ela volta à quadra do cortador bem próximo dele. Abafar enseja outro termo: “voltar no pé”.


Abrir a rede:
É um termo relativo à trajetória do levantamento, o que, ao pé da letra, significa a utilização de levantamentos nas extremidades da rede. Isso acontece, na maioria das vezes, quando os jogadores de meio de rede estão muito marcados pelos bloqueadores adversários. Para se desvencilhar do sistema defensivo, é mais prudente que o levantador, em vez de insistir com os levantamentos de meio, levante para a ponta ou saída de rede. A isso, dá-se o nome de “abrir a rede”.


Acelerar na ponta:
Esse termo se refere à execução de um levantamento na ponta, entrada de rede, posição 4, com trajetória veloz, semelhante à bola à chutada. A palavra “acelerar”, no voleibol, em quaisquer circunstâncias, sempre irá sugerir uma trajetória muito rápida da bola. O mesmo acontece com o termo “acelerar no meio” ou “acelerar na saída”.


Acelerar o passe:
Antes de esclarecer esse item, para algumas pessoas, ainda há controvérsia sobre o que é passe. Vamos explicar melhor: denominamos passe o primeiro toque na bola de uma equipe. No entanto, a termologia usual é confusa no que concerne a este fato. Todavia, a diferença básica entre o passe e o levantamento é: 1- Passe é primeiro contato com a bola; 2- Levantamento é o segundo contato com a bola. Na verdade, passe é a terminologia que significa recepção do saque. O termo “acelerar o passe”, nada mais é do com a execução da recepção do saque com a trajetória mais rápida às mãos do levantador. Por que se acelera o passe? Ao dar mais velocidade ao passe, naturalmente, a equipe aumenta a rapidez na construção e da organização de seu ataque ou do seu contra-ataque e, com isso, dificulta, sobremaneira, a armação do bloqueio e da defesa do adversário.


Adiantar o braço:
Esse termo se refere à aceleração do salto para a abordagem da cortada e, claro, o adiantamento do braço para finalizar a cortada. Normalmente essa situação ocorre quando o levantamento está com a trajetória muito rápida ou muito baixa. Nesses casos, se o cortador não antecipar o braço para golpear a bola, ele, fatalmente, não chegará a tempo de finalizar com sucesso o ataque.


Alavanca:
Na física, alavanca é uma barra inflexível empregada para mover ou levantar corpos pesados. Mas, no voleibol o termo é empregado para se referir ao enérgico movimento dos braços de frente para trás, e novamente trás para frente no momento da impulsão da cortada e dos saques em suspensão. Com o movimento de alavanca no salto, o atleta ganha centímetros valiosos no alcance da bola. Para melhor compreensão, vale ressaltar que a cortada é divida em corrida, impulsão, elevação, batida na bola e queda. A alavanca se dá no segundo estágio da cortada, ou seja, na impulsão.


Amortecer a cortada:
Dá-se esse termo à cortada que é amortecida pelo bloqueio. Quando isso ocorre, possibilita a construção da equipe defensora de armar um contra-ataque eficiente. Para quê se faz o bloqueio? A finalidade do bloqueio é de interceptar ou de amortecer a bola e, no último caso, de orientar a defesa. Ao amortecer a bola, o bloqueio possibilita à sua equipe a construção de um contra-ataque. Portanto, vale lembrar que, assim como o bloqueio que impede a passagem da bola à sua quadra e faz o ponto, o bloqueio que amortece a bola é também considerado muito bom.


Aquecimento de rede:
É o tempo disponível em que as equipes têm antes dos jogos e mesmo de treinos para se aquecerem na rede efetuando cortadas. Antes do início do jogo, cada equipe pode aquecer-se na rede por três minutos, caso tenham tido à sua disposição uma quadra para aquecimento, caso contrário, cada equipe tem cinco minutos.


Assumir o passe:
É um termo referente à postura determinada de um dos passadores em relação ao saque adversário. Ou seja, é a maneira arrojada do passador de se apresentar para recepcionar o saque. O termo assumir o passe é utilizado para contrapor à omissão da recepção do saque por um dos passadores. Quando um dos passadores se apresenta de forma corajosa na recepção do saque, dá-se esta expressão: fulano está assumindo o passe. Assumindo o que lhe é de dever.


Atacante de força:
É o termo que serve para indicar o atacante de muito vigor físico. Geralmente se referem aos atletas de pontas ou o oposto, no sistema 5x1. Hoje em dia, com a brutal mudança do biotipo e da elevada carga de treinamento dos atletas, todos os atacantes estão muito fortes. Portanto, atualmente, o termo atacante de força é meio pleonasmo.


Atacar de 2ª:
O termo é semelhante à cortada de 2ª. Cuidado! O termo “atacar de 2ª” é diferente de “largar de 2ª”. Atacar de 2ª , como o próprio nome diz, é a finalização de uma cortada no segundo toque que a equipe tem direito. Já a “largada de 2ª” é mais ou menos semelhante a uma “puxada”. O levantador simula que vai levantar e, no último instante, sem que o bloqueio e a defesa percebam, faz a largada com uma das mãos, geralmente à esquerda.


Atacar para cima:
Não devemos confundir esse termo com a expressão abaixo, “atacar por cima”. Atacar por cima será explanado no parágrafo abaixo. Na verdade, a intenção de todos os cortadores é de atacar para baixo, ou seja, na quadra contrária. O termo atacar para cima se refere quando o cortador, ao perceber que não será bem-sucedido na finalização da cortada (os bloqueadores adversários estão bem posicionados, agrupados e altos), corta para frente e, às vezes, até um pouco para cima, com a nítida intenção de explorar o bloqueio. Os cortadores mais habilidosos se utilizam frequentemente desse recurso. A propósito, o cortador Ezinho, mineiro, nascido na cidade de Uberlândia, é especialista nesse tipo de ataque.


Atacar por cima:
Significa dizer que o atacante está golpeando a bola na cortada acima do bloqueio adversário. Não é muito comum de acontecer, mas quando ocorre, na maioria das vezes, é porque o bloqueio saltou fora do “tempo da bola”. É mais por falha do bloqueio do que por méritos do atacante. Devemos admitir: com a extraordinária evolução do voleibol brasileiro, com os atletas cada vez mais altos, mais fortes, e bem treinados, atacar por cima do bloqueio não é um acontecimento comum. Mas devemos admitir, em raras vezes, acontece de o atacante bater na bola por cima dos bloqueadores adversários.


Aumentar a altura da rede:
É uma expressão figurativa muito usada por comentaristas esportivos por ocasiões das substituições táticas dos atacantes. Não podemos interpretar esse termo ao pé da letra: adicionar alguns centímetros na altura da rede durante o jogo. Não é isso. Na realidade, a expressão se refere a uma substituição tática com a utilização de um ou mais atacantes de estatura elevada para executar o bloqueio ou o ataque. Normalmente, esse termo é mais utilizado quando há intenção de se aumentar a altura do bloqueio e, claro, de jamais aumentar a altura da rede

 
Badá:
Não vamos confundir a gíria badá, com o ex-atleta da seleção brasileira Antônio Carlos Gueiros Ribeiro, também conhecido pelo apelido de Badalhoca. Badá, para os íntimos. Quem não o conheceu, vale recordar que ele participou da equipe vencedora da medalha de prata nas Olimpíadas de 1984, em Los Angeles. Foi um dos craques da “Geração de Prata”. Ou do abadá, aquela bata que se utiliza para entrar em um bloco de carnaval e nas famosas micaretas. Badá, gíria específica do voleibol, é a forma simplificada que se dizer sobre o saque executado que passa debaixo da rede. Embora possa parecer um erro típico das categorias de base, não é. Mesmo atletas de alto nível, vez por outra, costumam dar “badás”.


Barreira: 
É uma formação individual ou coletiva que os jogadores da equipe sacadora fazem com a intenção de impedir os adversários de verem o sacador ou a trajetória da bola. A finalidade era criar dificuldades na recepção dos saques. Uma barreira ocorre quando um jogador ou um grupo de jogadores da equipe sacadora agita os braços, salta ou desloca-se para os lados quando saque está sendo efetuado ou permanecem agrupados para impedir a visualização da trajetória da bola. Vale lembrar que, os jogadores da equipe sacadora não podem impedir os adversários, através de barreira individual ou coletiva, de verem o sacador ou a trajetória aérea da bola. Segundo o competente professor Roberto Pimentel, a barreira foi introduzida ao voleibol em 1952 e permaneceu até 1959, quando foi abolida da regra. Atualmente, os atletas da rede podem manter os braços erguidos, como numa ação preparatória para bloqueio, desde que afastados uns dos outros, protegendo-se de impactos da bola sem a intenção precípua de dificultar a visão dos adversários. Eventualmente, ao invés se pronunciar barreira, alguns dizem “cortina”.


Bater com pé trocado: 
É o termo que se dá ao atleta que salta para a cortada utilizando o pé de impulsão do mesmo lado do braço utilizado na cortada. Exemplo: é o cortador destro que salta com o pé de impulsão direito à frente do corpo. Podemos citar também o canhoto que salta com o pé esquerdo à frente do corpo. O correto é o atleta saltar para a cortada com o pé de impulsão contrário à mão que irá golpear a bola. O treinador deverá, assim que iniciar o aprendizado da cortada, fazer todas as correções possíveis para evitar defeitos de iniciação. Com certeza, se não forem corrigidos nessa fase, fica quase impossível à sua correção no futuro. O cerebelo, localizado logo abaixo do cérebro, centro coordenador dos movimentos, equilíbrio e orientação do corpo, uma vez que o movimento é gravado nessa nobre área motor, fica praticamente impossível modificá-lo no futuro. Só para recapitular esse tema, vamos citar o nome de três grandes atacantes do voleibol brasileiro que executavam a cortada como pé trocado: Pampa, Luiz Alexandre e Rivaldo. Todos com brilhantes passagens pela seleção brasileira.

 
Between: 
Refere-se a uma jogada de ataque ensaiada. A dinâmica é esta: o atacante da posição 3, meio de rede, simula atacar bola rápida no meio de rede ou na ponta – chutada -, chamando para si a atenção dos bloqueadores adversários. Imediatamente, o atacante 4, ponta, após o salto do atacante 3, salta e ataca bola rápida e curta, próximo ao levantador no centro da rede. Para caracterizar a jogada que leva esse nome, a cortada tem de ser finalizada entre o atacante 3, meio de rede, e o levantador. Nessa jogada, poderá haver variação. Por exemplo, em vez de o jogador 4 efetuar a cortada no meio de rede, o atacante 3 poderá atacar a mesma bola chutada no meio ou na ponta. Claro, nesse caso, a jogada deixa de ser between. Essa jogada ensaiada é muito pouco utilizada atualmente. Between, em inglês, significa algo entre duas coisas.
 
Bico: 
“Bico”, no voleibol, se refere à ação do jogador que, na defesa da cortada ou da recepção do saque de bolas fácies, deixa-a escapar de forma bisonha de seu domínio não tendo como recuperá-la. Em outras palavras, é o jogador que, por falta de categoria, isola a bola de fácil domínio. O “bico” não é privilégio de jogadores iniciantes. Vez por outra, vemos atletas consagrados maltratando a “redonda”. É bom lembrar que as palavras expressam ideias, ações, conceitos, mas podem ser usadas em sentido figurado, com diferentes significados.

 
Bloqueio defensivo: 
É o bloqueio que não invade o espaço aéreo da quadra contrária. Mesmo com a permissão da invasão do bloqueio, em raríssimas ocasiões, é mais vantajoso fazer o bloqueio defensivo do que o ofensivo. Por que estou afirmando isso? Se por ventura o bloqueador tentar invadir além de sua capacidade de alcance, tocará na borda superior da rede, e, com isso, cometerá infração. Qualquer bloqueador que tentar invadir além do que pode, inevitavelmente, o seu centro de gravidade se desequilibrará para frente. Vale lembrar que o centro de gravidade está intimamente ligado ao equilíbrio corporal. No entanto, a determinação do centro de gravidade do corpo humano é muito difícil, pois este não apresenta densidade uniforme, não é rígido e não é simétrico. Sendo assim, se o bloqueador for baixo e não tiver condições de invadir, que não o faça. Atualmente, essa insólita situação quase não acontece, pois os atletas estão, a cada ano, mais altos e mais fortes. Mas, curiosamente alguns levantadores, principalmente no naipe feminino, mal conseguem ultrapassar a mão por sobre a rede. Por isso ouso afirmar: dependendo da situação do jogo e, é claro, da altura do bloqueador, é mais interessante fazer o bloqueio defensivo ao invés do ofensivo. Em outras palavras, em se tratando de alcance de bloqueio, cada um deve invadir até o seu limite. De maneira alguma, deverá ir além.

 
Bloqueio montado: 
É uma expressão para identificar o bloqueio que salta de modo ofensivo, equilibrado, agrupado, e mais, no tempo certo em relação à altura da bola. Quando isso ocorre, diz-se que o bloqueio está montado. Normalmente esse termo se refere à atuação do bloqueio duplo ou o triplo, onde as chances de sucesso do atacante estão reduzidas. Neste caso, a exemplo do bloqueio pesado, o termo montado nos remete à ideia de eficiência.

 
Bloqueio ofensivo:
Como o próprio nome diz, é o bloqueio que invade o espaço aéreo sobre a rede da quadra adversária. O bloqueio é permitido à invasão, entretanto, os bloqueadores só poderão tocar na bola, depois do atacante adversário.

 
Bloqueio quebrado: 
Nesse caso, o verbo quebrado nos remete alguma coisa mal feita, em pedaços, fragmentado, fraturado etc. No sentido figurado, quebrado é alguém falido, arruinado, sem dinheiro, ou seja, duro. No voleibol, o sentido de “quebrado” nos dá à ideia da execução de uma técnica mal feita. Baseado no primeiro exemplo, a expressão “bloqueio quebrado” quer dizer um bloqueio mal executado, muitas vezes, em virtude de uma finta do adversário. A propósito, ao falarmos de quebrado, falido, arruinado, sem dinheiro, definitivamente, não estamos nos referindo aos atletas de voleibol. Na verdade, eles estão mesmo é cheio da “grana”. Duro está o autor deste texto, eu, este pobre professor aposentado.

 
Bola acelerada: 
O termo bola acelerada se refere ao levantamento com trajetória muito rápida no meio ou nas extremidades da rede. No voleibol, a palavra acelerada, claro, irá sempre nos remeter à velocidade.

 
Bola alta: 
Este termo se refere exclusivamente aos levantamentos. Bola alta é o levantamento com trajetória alto nas extremidades e no meio da rede.

 
Bola baixa: 
Assim como o termo bola alta, bola baixa se refere aos levantamentos. Bola baixa é o levantamento com trajetória baixa nas extremidades e no meio da rede.

 
Bola china: 
É uma jogada ensaiada muito eficiente. A dinâmica é esta: a atacante sai da posição 3, numa corrida quase paralela à rede, ataca a bola na posição 2, próximo à antena, em uma projeção horizontal num salto do pé esquerdo. Essa jogada foi batizada de “bola china” em homenagem à seleção chinesa do início dos anos 1980 que inventou o ataque realizado num só pé por detrás da levantadora. Em virtude do sucesso da jogada, em pouco tempo passou a ser obrigatória nas equipes femininas. Eventualmente, ouvimos “china atrás”, o que, convenhamos, é uma grande redundância. Pois, para caracterizar a bola china, evidente, só pode ser uma jogada com finalização atrás. Ou seja, um ataque por detrás da levantadora. Basta dizer tão somente “bola china” ou simplesmente “china”. Nada mais. China atrás é um pleonasmo que dói aos ouvidos. Por que dizemos atrás? Em circunstâncias normais, os levantadores, na zona de levantamento, no momento da abordagem da bola para executar o levantamento, se posicionam com a frente do corpo voltado para a entrada de rede, posição 4. Como a frente do seu corpo, quase sistematicamente, está voltada para a entrada de rede, claro, a saída de rede, posição 2, nesse caso, é considerada atrás.

 
Bola colada: 
Esse termo refere-se quando a bola está muito próxima ou até mesmo em cima da borda superior da rede. A situação que isso ocorre, na maioria das vezes, é quando a bola, nas recepções de saque e nos levantamentos, fica muito junto à rede, dificultando sua recuperação ou finalização. Eventualmente o termo bola colada é substituído por “bola espremida”.

 
Bola de segurança:
A palavra segurança, por si só, já passa à ideia de algo seguro ou com pouca margem de fracasso. Baseado nessa premissa, bem a propósito, foi criado esse termo que, no fundo, se referem aos levantamentos altos nas extremidades da rede. Isso ocorre, quando o passe não permite a execução do levantamento de bolas de 1º tempo, por isso, o levantador, para não se comprometer e dar segurança ao ataque, executa o levantamento alto em uma das extremidades da rede. Normalmente, esse termo é mais usado para definir as bolas altas na entrada de rede, posição 4. Eventualmente, usá-se o termo para outras posições, tais como: saída de rede, posição 2, ou até mesmo o “fundo bola”.

 
Bola de tempo: 
É um levantamento com trajetória rápida, geralmente, executado no centro da rede. O cortador ataca a bola na trajetória ascendente ou no ponto máximo. A finalidade da bola de tempo, ou 1ª bola, claro, é de fintar o bloqueador central adversário. O levantador deverá observar atentamente se o bloqueador adversário salta no 1º tempo, se isso acontecer, ele levanta para outro atacante. Os levantamentos de 1ª bola deverão ser rápidos, porém, com trajetória alta. Esta afirmação pode parecer um paradoxo, mas não é. Bola de tempo não significa, necessariamente, levantamentos com trajetória baixa.

 
Bola de velocidade: 
É o termo relacionado a levantamentos com trajetória rápida.

 
Bola empinada: 
Expressão muito comum no meio voleibolístico. O verbo empinar, no voleibol, se refere sempre a levantamentos altos, independente da posição que o cortador irá finalizá-la na rede. Deste modo, bola empinada pode ser um levantamento alto na ponta de rede, (posição 4), na saída de rede, (posição 2) e, muito raramente, no meio de rede, (posição 3).

 
Bola fora de tempo: 
É um termo relativo à precisão do levantamento. “Bola fora de tempo” se refere ao levantamento fora de sincronia com o salto do cortador. Em outras palavras: é quando o cortador salta para finalizar uma cortada, e, por algum motivo, o levantador, ao executar o levantamento, não acerta a altura ideal da bola para ser golpeada no tempo certo. Há um erro de ajuste entre o salto do cortador com a altura do levantamento. Esse ajuste se dá o nome de “tempo”. Vale ressaltar que, nas bolas altas nas pontas, é o cortador que dá o tempo, ou seja, é ele que ajusta o salto em relação à bola. Todavia, nas bolas rápidas no centro da rede, quem dá o tempo é o levantador. Nesses casos, é o levantador que ajusta a bola em relação ao salto do cortador.

 
Bola paralela: 
Termo que significa à bola cortada paralelamente às linhas laterais da quadra. Pode ser substituído também pela palavra “corredor”. Vale lembrar que, em circunstância normal, o atacante disporá dessas alternativas na conclusão da cortada: 1- Nas paralelas. 2- Na diagonal curta. 3- Na diagonal longa. 4- Largadas atrás ou dos lados dos bloqueadores. 5- Exploradas (bola batida intencionalmente no bloqueio com objetivo de desviá-la do alcance da defesa adversária).

 
Bola presa: 
É a expressão dada quando a bola fica momentaneamente retida entre os bloqueadores de ambas as equipes. Normalmente, nesses casos, o 1º árbitro anula o ponto. O gesto característico do ponto nulo são as mãos paralelas, cerradas e os dois polegares virados para cima.

 
Bola russa: 
Expressão muito interessante. Bola russa é a cortada executada por um dos jogadores da zona de defesa – posições 1, 6 e 5 -, com salto atrás da linha de ataque e com projeção à zona de ataque. Na verdade, o primeiro atleta a executar a “bola russa” não foi um russo, conforme a expressão nos induz. O pioneiro nesse ataque foi Tomasz Wójtowicz da Polônia. Foi no VIII Campeonato Mundial realizado na cidade do México, em 1974, que ele utilizou pela primeira vez esse tipo de ataque. Nessa competição, na decisão do título de campeão, depois de estarem perdendo por 2x0, os poloneses viraram espetacularmente o jogo para 3x2 sobre os russos. Atualmente, percebe-se uma tendência de chamar este ataque de “fundo bola”. Vale lembrar que, esse tipo de ataque, entre nós, chegou em 1983 e que teve como precursores no Brasil os ex-atletas Pelé, Xandó, Renan e Montanaro.

 
Braço esticado: 
O termo é dito para se referir ao cortador que, para ganhar altura na finalização do ataque, golpeia a bola com o braço esticado. Devemos ter muito cuidado com este termo. Na realidade, o mais correto é braço “estendido”. Diante da complexidade da estrutura óssea do corpo humano, nós sabemos que é impossível esticar os membros superiores e os inferiores dos atletas, já estendê-los, sim.

 
Caixinha: 
No esporte, caixinha não se trata de uma caixa de pequeno porte. Essa gíria tem dois significados no voleibol: 1- Serve para designar um saque curto ou uma cortada com pouca força semelhante a uma “bola parada” (bola percorre uma parábola sem girar em torno de seu próprio eixo). No saque, aparentemente, parece ser de fácil à sua recepção, mas não é. Em algumas ocasiões, seu emprego surte mais efeito do que o saque em suspensão (Viagem ao Fundo do Mar). 2- O termo “caixinha’” poderá ser dado também a uma forma de punir aos atletas atrasados aos treinamentos, com pequena quantia em dinheiro.

 
Caixote: 
Eu, quando mais novo, aprendi que caixote era quase se afogar no mar, ser envolvido por uma onda, ficar rolando sem controle até quebrar na areia ou ser levado para alto mar. Também aprendi que caixote é uma caixa para transporte de mercadorias. Mas, no voleibol, caixote tem duas interpretações distintas: 1- Se refere à posição de uma das mãos dos bloqueadores. Vamos explicar melhor: caixote é a posição da “mão de fora” do bloqueio voltado para dentro da quadra. Isso se justifica para evitar que a bola, ao ser atacada, seja desviada e vá para fora da área de jogo; 2- São os caixotes (tablados especiais, que lembram berços infantis) de diversos tamanhos, muito utilizados nos treinamentos de recepção de saque, de defesa e de bloqueios.

 
Casar com o bloqueio: 
Casar é um verbo que nos passa à ideia de união entre duas pessoas do sexo oposto unidos pelos laços conjugais, para sempre. Nem tanto! No sentido figurado, casar significa unir, aliar, casar o útil ao agradável, assim por diante. Já no voleibol, a expressão “casar com bloqueio”, quer dizer que o cortador, a todo instante está tendo suas pretensões interrompidas pelos bloqueadores adversários. Vamos simplificar: é o cortador que não está conseguindo êxito, ou seja, a sua cortada está sendo interceptada pelo bloqueio constantemente.

 
Chamada: 
A cortada é dividida em cinco etapas: corrida, impulsão, elevação, batida na bola e queda. A “chamada” é o termo que se dá no momento do contato dos pés ao solo para se iniciar a impulsão. Ou seja, é exatamente o momento da impulsão do atleta para se iniciar a elevação. A chamada, além dos movimentos dos pés ao solo, se caracteriza também com os enérgicos movimentos dos braços de frente para trás e de trás para frente, ao qual chamamos de alavanca. O movimento correto da “chamada” é importantíssimo para o êxito da cortada.

Chutada na ponta: 
É um levantamento com trajetória rápido na entrada da rede, posição 4. Detalhe: a palavra ponta se refere à entrada de rede ou ataque esquerdo (posição 4).

 
Chutada no meio: 
É um levantamento com trajetória rápido no meio da rede, posição 3.

 
Cobertura do bloqueio: 
É a proteção que os atletas fazem nas bolas largadas atrás ou dos lados do bloqueio. Não existe um sistema de defesa que irá cobrir todos os espaços vazios de uma quadra. Inevitavelmente, em todas as situações de defesa, sempre haverá áreas desguarnecidas. É bom lembrar que as pingadas caem em todas as equipes, independentes de sua qualificação técnica. Pingadas caem nas equipes de alto rendimento, com também caem nas iniciantes. As coberturas ou proteções poderão ser feitas de quatro maneiras: 1- pelo correspondente; 2- pelo jogador que não participa do bloqueio; 3- pelo centro - jogador que ocupa a posição 6; 4- ou por zona - o jogador que estiver mais próximo da bola fica encarregado de recuperá-la.

 
Cobertura do cortador: 
Cobertura é o apoio que os demais jogadores da equipe fazem ao cortador no momento da cortada. A finalidade da proteção é de recuperar possíveis bolas interceptadas pelo bloqueio. Com a extraordinária evolução e o aprimoramento dos bloqueadores, é muito importante que a equipe faça uma cobertura eficiente e constante aos cortadores no momento da finalização do atacante. O sistema de cobertura para proteger o cortador, além de evitar que as bolas “abafadas” pelo bloqueio adversário caiam livremente em sua própria quadra, desperta coragem e confiança aos demais cortadores. Não precisarei com exatidão à distância em que os jogadores, que fazem a proteção ao cortador, devem colocar-se na quadra. Depende muito do reflexo e velocidade e discernimento de cada um deles. Mas podemos garantir: no máximo três jogadores e no mínimo um deverão participar da proteção do ataque. Em vez de cobertura, pode-se usar também o termo proteção.

 
Cobertura pelo correspondente: 
É o apoio ao bloqueio e ao cortador pelos seus jogadores correspondentes. Exemplo de cobertura pelo correspondente: Quando estiver em ação o atleta que está na posição 2 (ataque direito), o seu correspondente é o jogador da posição 1 (defesa direita). Quando estiver em ação o atleta da posição 3 (ataque centro), o seu correspondente é o jogador da posição 6 (defesa centro). Quando estiver em ação o atleta que está na posição 4 (ataque esquerdo) o seu correspondente é o atleta da posição 5 (defesa esquerda). É muito importante o leitor entender o termo “correspondente” no voleibol. Em outras palavras: para efeito de coberturas, os jogadores 1, 6 e o 5 são correspondentes dos jogadores 2, 3 e o 4, respectivamente.

 
Corredor: 
A palavra corredor não significa um atleta velocista ou um corredor de rua ou de maratona e muito menos um atleta de atletismo. Também não tem qualquer conotação aos corredores que dão acesso à quadra, aos vestiários, à lanchonete, às entradas ou saídas do ginásio etc. Não sei sabe o porquê do termo. Na verdade, “corredor”, no voleibol, é um espaço invisível que corresponde às linhas laterais e paralelas da quadra.

 
Correspondente: 
O termo correspondente se refere à posição dos jogadores na quadra. Vejamos então todas as correspondências: •Posição 1 (defesa direita) → Esta posição é correspondente às posições 2 e 6 (ataque direito e defesa centro, respectivamente). •Posição 2 (ataque direito) → Esta posição é correspondente às posições 1 e 3 (defesa direita e ataque centro, respectivamente). •Posição 3 (ataque centro) → Esta posição é correspondente às posições 2, 4 e 6 (ataque direito, ataque esquerdo e defesa centro, respectivamente). •Posição 4 (ataque esquerdo) → Esta posição e correspondente às posições 3 e 5 (ataque centro e defesa esquerda, respectivamente). •Posição 5 (defesa esquerda) → Esta posição e correspondente às posições 4 e 6 (ataque esquerdo e defesa centro, respectivamente). •Posição 6 (defesa centro) → Está posição é correspondente às posições 1, 5 e 3 (defesa direita, defesa esquerda e ataque centro, respectivamente).

 
Cortada de dois tempos: 
Atualmente não se usa mais este tipo de cortada. Na verdade, “cortada de dois tempos” era um tipo de ataque de bolas rápidas, no meio de rede ou na saída de rede. O cortador simulava uma cortada no primeiro salto, e, logo em seguida, saltava para fazer o ataque, no segundo salto. Este tipo de cortada fez muito sucesso nos anos 1980 e tiveram nos craques Bernard Rajzman e José Montanaro seus grandes adeptos.
Defesa alta: 
É o termo atribuído quando o jogador defende a cortada utilizando-se as mãos espalmadas acima da linha dos ombros, em alguns casos, até mesmo acima da cabeça. O primeiro toque da equipe, a bola pode tocar várias partes do corpo consecutivamente, contanto que os contatos ocorram durante a mesma ação. Com isso, nas defesas das cortadas, a defesa com as mãos espalmadas - defesa alta - facilitou bastante às ações defensivas das equipes.

 
Defesa: 
Consiste em um conjunto de técnicas que têm por objetivo evitar que a bola toque à quadra após o ataque adversário. Normalmente, para a defesa são utilizadas as seguintes técnicas: manchete, defesa alta, rolamento, peixinho, utilização de uma das mãos, manchete invertida (machadinha) e, raramente, a cabeça, joelho e o peito. Não custa lembrar que, nas ações defensivas, a bola pode tocar em qualquer parte do corpo. Para ser considerado um bom jogador de defesa, o atleta deverá desenvolver estas quatro qualidades: 1- Capacidade de previsão; 2- Tempo de reação; 3- Técnica individual; 4- Coragem. Todas as vezes que se defende uma bola, é um ponto que a equipe adversária deixa de fazer. E mais, todas as vezes que se defende uma bola, a equipe que praticou a defesa terá o direito de efetuar um ataque – contra-ataque. A equipe que defende melhor, além de atacar mais vezes, ainda dificulta a contagem de pontos da equipe adversária e desmoraliza o ataque contrário.

 
Degrau:
Imediatamente vem à nossa cabeça se tratar de cada um dos planos horizontais de uma escada, em que se coloca o pé para subir ou descer. Mas não é. Degrau é o termo que se dá quando um atacante simula um ataque para chamar a atenção do bloqueio em torno de si, para o outro atacante fazer o ataque logo após dele.

 
Deixar a bola descer: 
Claro, nenhum atleta deixa a bola cair de propósito em sua quadra. A razão lógica do jogo é de fazer com que a bola caia sempre na quadra do adversário. O termo deixar a bola descer, na verdade, não tem qualquer relação em deixar a bola cair na quadra. O termo se refere à finalização da cortada. Ou seja, quando o atacante, por algum motivo, deixa a bola descer mais do que o normal e, por causa disso, ataca na rede ou é interceptado pelo bloqueio. Neste caso, diz-se que ele deixou a bola cair ou descer. 


Desmico pelo fundo: 
A mecânica dessa jogada é praticamente a mesma da que é realizada entre os cortadores que se encontram na zona de ataque. O que diferencia a desmico entre os atacantes da rede para a desmico pelo fundo é que, nesse caso, quem finaliza a cortada é um dos atacantes que se encontram no fundo, ou seja, na zona de defesa. Claro, por estar no fundo, o atacante que finaliza o ataque bate “fundo bola”. Traduzindo melhor: na desmico pelo fundo, o jogador da posição 3, meio de rede, simula um ataque no centro da rede, chamando para si a atenção dos bloqueadores adversários, mas, na realidade, quem finaliza o ataque é o jogador que, naquele contra-ataque, se encontra na zona de defesa. É uma combinação ofensiva mais recente.

 
Desmicorética (Desmico): 
Refere-se a uma jogada de ataque ensaiada. A dinâmica é essa: o jogador da posição 3, meio de rede, simula uma cortada no centro da rede, chamando para si toda a atenção dos bloqueadores adversários. O jogador da posição 2, saída de rede, discretamente, passa por trás do central e executa a cortada logo após, ou seja, à sua esquerda. A origem do termo, segundo o professor Adolfo Guilherme, se deu nos Jogos Mundiais Universitários, realizados em Paris, em 1957. Foram os atletas da seleção brasileira que copiaram as jogadas da ex-União Soviética e atendendo à sugestão do capitão da equipe, o paulista Álvaro Caíra, adotaram esse nome.

 
Diagonal: 
No voleibol, a palavra diagonal tem dois significados distintos: 1º - É o jogador que sai na quadra em posição oposta ao outro. Exemplos: é o jogador que ocupa a posição 1, em relação ao jogador que ocupa a posição 4. É o jogador que ocupa a posição 6, em relação ao jogador que ocupa a posição 3. É o jogador que ocupa a posição 5, em relação ao jogador que ocupa a posição 2. 2º - É uma cortada efetuada em diagonal à quadra contrária, ou seja, é uma cortada da posição 4, em direção às posições 4 e 5 da quadra adversária ou a cortada efetuada na posição 2, em direção à posição 2 e 1 da quadra adversária.

 
Dois toques do bloqueio: 
O bloqueio é o único fundamento do voleibol em que o mesmo jogador pode dar dois toques seguidos na bola. Exceção se faz também nas primeiras ações do jogo: defesas das cortadas e nas recepções do saque. Ou seja, o primeiro toque da equipe, a bola pode tocar várias partes do corpo consecutivamente, contanto que os contatos ocorram durante a mesma ação. Em 1976, o toque no bloqueio deixou de ser considerado como o primeiro dos três toques permitidos.

 
Encaixar a bola: 
O termo encaixe no voleibol está relacionado à batida na bola com a mão espalmada, tanto na cortada, como no saque em suspensão. Para o atleta ter êxito nesses fundamentos, a mão terá que se amoldar à bola. É interessante ressaltar que, quando a mão encaixa na bola o barulho é bem peculiar, o contato entre a bola e a mão produz um estalo bem característico. Todavia, quando não há esse amolde, o barulho é meio chocho.

 
Entrada de rede: 
É a posição 4 da quadra (ataque esquerdo). Por que entrada de rede? Como o rodízio é realizado no sentido horário, a posição 4 (ataque esquerdo), corresponde à entrada do atleta na zona de ataque, ou seja, na entrada de rede.

 
Entrar debaixo da bola:
Normalmente essa expressão se refere ao cortador no momento do salto para finalizar o ataque. Por motivo de falta de percepção do salto em relação à bola, o cortador, em vez de pular longe da bola, acaba entrando debaixo dela na finalização da cortada. Quando isso ocorre, na maioria das vezes, ele erra a cortada, a bola vai para fora. Vale ressaltar que o salto para a cortada deverá se iniciar longe da bola. Na verdade, o salto da cortada se caracteriza como um pulo para cima e para frente, diferentemente do salto para o bloqueio, que deverá ser somente para cima. São dois tipos saltos bem distintos.

 
Erro absoluto:
No voleibol, os erros são classificados como erros absolutos e relativos. Claro, todo erro é prejudicial à equipe. Mas alguns tipos de erros são ainda mais. Exemplos: erro de saque, erro da cortada e todas as infrações cometidas. Os erros absolutos, inevitavelmente, resultam em pontos para o adversário. Por isso são classificados como absolutos. É o tipo de erro que não tem conserto. Detalhe: os erros absolutos são as falhas cometidas pelos atletas e que não tem como o colega corrigir. Ao contrário do erro relativo que poderão ser reparados pelos colegas.

 
Erro de posição, erro de correspondência ou erro de colocação: 
Essas três formas de expressar representam à mesma infração: erro de posicionamento dos atletas na quadra. Essa infração acontece quando um ou mais jogadores não estão em suas posições corretas no momento em que a bola é golpeada pelo sacador. Quando isso ocorre, a equipe infratora comete um erro de correspondência. Erro de posição não deve ser confundido com faltas no rodízio. Faltas no rodízio é outro tipo de infração, ou seja, quando o saque não é efetuado conforme a ordem de rotação acarretando à equipe faltosa à perda do rally. Em outras palavras, o sacador executa o saque fora de sua vez. O erro de posicionamento, com certeza absoluta, pela sua complexidade, é a infração mais difícil de ser percebida pelo público e pelos telespectadores. Sem querer ser deselegante e, tampouco, o dono da verdade, ouso afirmar: alguns atletas e, até mesmo alguns profissionais da área, desconhecem os erros correspondências. É muito difícil explicar no papel. O ideal é na prática.
 
Esquema tático: 
O voleibol, como qualquer outro esporte coletivo, é sempre jogado dentro de critérios táticos bem distintos, no qual definimos como Sistema de Jogo. Não se pode, de maneira alguma, distribuir os atletas em quadra aleatoriamente. Em qualquer sistema que for adotado, os atletas deverão seguir critérios rígidos de distribuição entre si na quadra. No nosso caso, o voleibol, o termo é usado levando-se em conta à quantidade de cortadores e de levantadores na armação da equipe. A propósito, existem cinco sistemas de jogo no voleibol: 1 - 3x3. 2 - 4x2 sem infiltração. 3 - 4x2 com infiltração, também chamado de 6x2 em algumas regiões do Brasil. 4 - 6x6, também chamado de 6x0, muito raramente usado. 5 - 5x1. Em qualquer esquema tático, o primeiro número corresponde à quantidade de cortadores, e o segundo, aos dos levantadores. Exemplo: no sistema 5 x 1, são cinco cortadores e um levantador, e assim por diante.

 
Falta no rodízio: 
Falta no rodízio é diferente de erro de correspondência. Sobre o erro de posicionamento já foi explicado neste texto. Faltas no rodízio, referem-se a uma falta de rodízio, quando o saque não é efetuado conforme a ordem de rotação acarretando à equipe faltosa à perda do rally. Verificado o erro, o rodízio dos jogadores é corrigido. O apontador determina o exato momento em que a falta foi cometida e todos os pontos subsequentes da equipe são anulados. Os pontos da equipe adversária são mantidos. Em outras palavras, faltas no rodízio é o sacador que saca fora de sua vez.

 
Fazer o fundo de quadra: 
É o termo que designa o ato de um atleta entrar no jogo como objetivo de atuar somente na zona de defesa (posições 1, 5 e 6 - defesa direita, defesa centro de defesa esquerda, respectivamente). Em situação normal, o termo é caracterizado quando o atleta entra no saque (posição 1) e sai assim que chega à entrada de rede (posição 4). Normalmente, o atleta que faz o fundo de quadra é especializado no saque, na defesa e na recepção de saque. Caso contrário, não justificaria sua substituição para fazer o fundo de quadra. Essa substituição serve também, além de reforçar o sistema defensivo, o de também descansar o atleta que fora substituído. No sistema 5/1, raramente isso acontece, pois, na verdade, essa função é feita pelo líbero.


Fora de zona: 
É o termo que se refere ao jogador, ou aos jogadores, que, no momento da recepção do saque, não se encontra em sua devida posição na quadra. Ou seja, não está obedecendo às linhas de correspondências. Essa infração poderá acontecer tanto com a equipe que está sacando, quanto com a equipe que está recebendo o saque. Detalhe: o 1º árbitro fiscaliza a equipe que estará sacando, enquanto o 2º, a equipe que irá recepcionar o saque.

 
Formação em W:
É um sistema de recepção de saque em que se utilizam cinco atletas na forma de “W” para receber o saque adversário. Vista de cima, a formação em “W”, cada atleta corresponde a um vértice da letra. É uma formação muito empregada nas categorias de base.

 
Formações de recepções de saque: 
A recepção de saque poderá ser feita por cinco, quatro, três passadores. 1- Recepção com cinco: Possui uma distribuição bastante utilizada pelas categorias menores. Também conhecida como recepção em “W”. Recebe esse nome pelo posicionamento dos jogadores em quadra, pois, quando vista de cima, traçando as linhas imaginárias entre eles, cada jogador seria uma ponta da letra “W”. É a formação que mais ocupa os espaços da quadra. 2- Recepção com quatro: É a formação em semicírculo voltado para a rede. Também muito utilizado pelas categorias menores. 3- Recepção com três: Com o aumento da média de altura dos jogadores, o jogo tornou-se mais veloz e as equipes, tanto masculinas como femininas, deixaram o quarto atleta fora da recepção. Assim, dois jogadores, além do levantador, não têm mais responsabilidade com a recepção do saque. Nos Jogos Olímpicos de 1984, a seleção norte-americana masculina adotou a formação de recepção com dois jogadores. No sistema 5/1, basicamente a recepção de saque é feita com três passadores: os dois pontas e o líbero, excepcionalmente, quando o saque adversário é curto, o jogador de meio de rede também participa da recepção. Hoje, percebemos a tendência da recepção com três ao invés de dois. Atualmente, os atletas de voleibol estão cada vez mais altos e mais fortes, por conta disso, a “taxa de ocupação” exercida por eles na quadra é muito grande. Haja vista que, três jogadores, tanto no naipe masculino, como no feminino, na recepção de saque, ocupam com sobra os 81m² da quadra.
 
 
Fundo bola: 
Alguns anos atrás, o termo que mais se identificava com essa expressão era “Bola Russa”. Atualmente, percebemos uma tendência de chamar esse ataque de “Fundo Bola”. Na verdade, o “Fundo Bola” é uma cortada executada próximo à rede (dentro da zona de ataque) e finalizada por um dos três atacantes que se encontram nas posições 1 (defesa direita), 6 (defesa centro) e 5 (defesa esquerda), ou seja, atletas que estão na zona de defesa. Vale ressaltar que os atletas que se encontram na zona de defesa, não poderão executar nenhuma ação ofensiva dentro da zona de ataque. Entretanto, eles poderão cortar dentro dessa zona, desde que o último contato de seus pés com o solo seja atrás da linha de ataque, isto é, na zona de defesa. Com a extraordinária evolução do voleibol, com atletas cada vez mais altos e mais fortes, atualmente, eles batem o “fundo bola” com uma desenvoltura absurda.

 
Infiltração no ataque: 
É o termo que se dá quando o levantador está na zona de defesa e faz a infiltração à zona de ataque – área de levantamento - para executar o levantamento após o saque adversário. Se o levantador infiltrar antes da bola ser golpeada pelo sacador adversário, cometerá infração. Evidente, a infiltração só ocorre quando o levantador está na zona de defesa. No sistema 5/1, a infiltração no ataque só acontece quando a equipe está numa rede de 3, ou seja, com 3 atacantes na rede, isto é na zona de ataque.

 
Infiltração no contra-ataque: 
É o termo que se dá quando o levantador está na zona de defesa e faz a infiltração à zona de ataque – área de levantamento – para executar o levantamento após a defesa do ataque do adversário. No conta-ataque, no sistema 5/1, o levantador sempre estará na posição 1, defesa direita. Nesse caso, o levantador poderá fazer a infiltração antecipadamente, diferentemente da infiltração no ataque.

 
Intermediário, oposto, saída de rede ou simplesmente saída: 
Todas estas expressões significam a mesma coisa: é a nomenclatura dada ao jogador que sai na diagonal ao levantador no sistema 5/1 e atua, sistematicamente, na posição 1, defesa direita, quando está na zona de defesa, e, na posição 2, ataque direito, quando ele está na zona de ataque. A única vez que o jogador que ocupa esta posição ataca na entrada de rede, posição 4, é quando ele está na entrada de rede e, consequentemente, o levantador está infiltrando na posição 1, defesa direita. Evidente, nesta formação de recepção, o saque se encontra com o adversário. Neste caso, não há como fazer a troca de posição. Nos demais rodízios, o oposto só ataca pela saída de rede. Em qualquer posição que ele se encontrar na quadra, ele irá sempre fazer a troca para essas posições 1 ou 2. Atualmente, é o atacante que recebe o maior número de bolas para a conclusão do ataque.

 
Inversão do 5/1: 
É o termo que indica uma dupla substituição. A inversão do 5/1, na maioria esmagadora das vezes, ocorre quando o levantador chega à posição 4, ataque esquerdo, e o oposto à posição 1, defesa direita. Neste caso, o treinador coloca um cortador na posição do levantador e, consequentemente, um levantador na posição do oposto, ficando novamente a rede com três cortadores. Normalmente, o técnico desfaz essa dupla substituição quando o cortador chega à posição 1, defesa direita, e o levantador à posição 4, ataque esquerdo. No sistema 5/1, o levantador e o oposto saem em diagonal entre si.

 
Inverter o levantamento: 
É o termo dado quando o levantamento é executado da posição 4, ataque esquerdo, para a posição 2, ataque direito, ou o levantamento da posição 2, ataque direito, para a posição 4, ataque esquerdo. Percebe-se que, nesse caso, o levantador está invertendo o levantamento de uma posição para a outra da rede.

 
Jogador ponteiro passador: 
Ponta, ponteiro ou ponteiro passador. Qual é a expressão mais adequada para definir o jogador que atua na posição 4 da quadra, ataque esquerdo. Simplificando, o que corta e bloqueia na entrada de rede? Óbvio, as duas primeiras opções. Ponteiro passador, além de supérfluo é desnecessário. No sistema 5/1 – cinco cortadores e um levantador – todo ponteiro é também encarregado de recepcionar o saque, ou seja, é passador. As expressões ponta ou ponteiro sugere subliminarmente, por si só, que os atletas que atuam nessa posição são também os responsáveis pela recepção do saque. Como podemos observar a redundância do termo ponteiro passador é visível. Pleonasmo à parte, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino e João Cabral de Melo Neto foram alguns dos muitos autores que recomendaram “escrever é cortar palavras”. Parafraseando-os, ouso afirmar: falar também é a mesma coisa. A propósito, já dizia o pensador e poeta francês, Paul Valéry: “Entre duas palavras, escolha a mais simples. Entre as duas palavras simples, escolha sempre a mais curta”. Não vamos exagerar. O termo correto para o jogador que atua na entrada da rede é somente ponta, ponteiro ou atacante de ponta. Nada mais. Para quem sabe ler um pingo é letra! A despeito do conteúdo deste parágrafo, Chacrinha (1917-1988) iria se deliciar com essa expressão fútil. Como dizia o Velho Guerreiro: “Se podemos complicar, para que facilitar. Eu vim para confundir, e não para explicar”.

 
Largada: 
Esse termo não se refere a atleta do sexo feminino desmazelada, desleixada e de pouca ou nenhuma vaidade. Também não é o ponto de partida das provas de corridas. Embora o termo pareça com os exemplos citados. No voleibol, largada tem outro sentido. Largada é um lance em que o atacante realiza o movimento da cortada e, no último instante, detém o braço, e toca a bola suavemente com a ponta dos dedos colocando-a nas áreas desprotegidas da quadra, atrás ou dos lados do bloqueio. Todas as largadas são eficientes, mas desde que inesperadas. Situações que se devem usar as largadas: 1- O levantamento está desequilibrado; 2- O cortador se descontrola no salto – perde o tempo da bola; 3- Quando o cortador percebe uma falha na defesa adversária; 4- Quando os bloqueadores adversários são muito mais alto que o cortador. O termo “largada” é sinônimo de pingada e, muito raramente, de colocada ou deixadinha.


Leitura de bloqueio: 
É o termo que se dá à percepção dos bloqueadores em analisar a intenção do levantador e, consequentemente, à trajetória do levantamento. A partir do momento que é o cérebro faz essa codificação, os bloqueadores se deslocam e, antecipadamente, fazem o salto do bloqueio. Para ser considerado um bom bloqueador, não basta somente que o atleta tenha boa altura e impulsão. Só essas qualidades não são suficientes. O mais importante para a função é a percepção em analisar rapidamente a intenção dos levantadores e, claro, o “tempo de bloqueio”, ou seja, o perfeito ajustamento do salto do bloqueador em relação à altura da bola. Quanto mais rápida à trajetória do levantamento, mais rápido será o deslocamento e o salto dos bloqueadores, e quanto mais alto, mais se deve atrasar na abordagem do salto - em outras palavras: o salto é inversamente proporcional à altura da bola. É oportuno lembrar que a ação do bloqueio começa nas opções que o passe oferece ao levantador, e não, como muitos pensam, no momento em que a bola sai das mãos do levantador.

 
Levantamento de 1ª: 
Conforme o próprio nome diz, é o termo que se dá ao levantamento no primeiro toque que a equipe tem direito. Essa situação ocorre quando a bola é endereçada “de graça” e quem a recebe em vez de passar para o levantador, a levanta numa das extremidades da rede. Quando a bola é enviada com trajetória alta e curva, facilita sobremaneira a função de quem irá fazer este levantamento.

 
Levantamento em suspensão: 
É o termo que se dá quando o levantador executa o levantamento saltando. Os levantadores, das categorias intermediárias e superiores, sempre que podem, executam o levantamento em suspensão, principalmente, quando estão dentro da zona de ataque. Qual é a razão para esse salto? O motivo é simples. É para dar mais velocidade às jogadas de ataque.

 
Manchete invertida ou Machadinha: 
É o nome que se dá a um recurso utilizado nas ações defensivas. Trata-se de uma defesa com as mãos unidas e sobrepostas acima da cabeça. É a mesma manchete, porém, ao contrário. Ou seja, os braços, que na manchete, a bola é tocada no antebraço na altura dos quadris, na manchete invertida, a bola é batida acima da cabeça utilizando-se a parte posterior das mãos. É utilizada, na maioria das vezes, para recuperar as bolas que normalmente batem no bloqueio é vão fora do alcance do atleta no fundo ou nas laterais da quadra. Cuidado! Manchete invertida é uma coisa e defesa alta é outra. A defesa alta, conforme já foi explicado, é o termo atribuído quando o jogador defende a cortada utilizando-se as mãos espalmadas acima da linha dos ombros, em alguns casos, até mesmo acima da cabeça.

 
Mão de fora: 
É uma expressão para se referir uma das mãos dos bloqueadores, a que fica próxima à antena. Exemplo: 1- Quando o bloqueio é executado na posição 2, ataque direito, é a mão direita do bloqueador que ocupa aquela posição. 2- Quando o bloqueio é executado na posição 4, ataque esquerdo, é a mão esquerda do bloqueador que ocupa aquela posição. Afinal, qual é o objetivo de se acertar a “mão de fora” do bloqueio? É para a bola ser desviada (explorada) e de ir para fora da área livre da quadra.
 
Meio fundo: 
É uma expressão mais recente. Até algum tempo atrás, este tipo de ataque era chamado de “Bola Russa”. Meio Fundo é o nome que se dá a uma cortada executada por um dos atacantes que se encontra da zona de defesa que ataca na posição 6 (defesa centro) com projeção à zona de ataque pelo meio da quadra. Vale ressaltar que os atletas que se encontram na zona de defesa, não poderão executar nenhuma ação ofensiva dentro da zona de ataque. Entretanto, eles poderão cortar dentro dessa zona, desde que o último contato de seus pés com o solo seja atrás da linha de ataque, isto é, na zona de defesa.

 
Melada ou mel: 
Esses termos se referem à bola levantada em perfeita condição de ser finalizada pelo cortador. É um ótimo levantamento.

 
Mexer a bola: 
O termo mexer a bola está relacionado à variação dos levantamentos. Quando o técnico diz para mexer a bola, na verdade, ele está se referindo às combinações ofensivas. Ou seja, ele está solicitando para que o levantador aumente à variação das jogadas ensaiadas de ataque.

 
Negativa: 
É o termo que se dá a um levantamento rápido executado no meio da rede com trajetória um pouco mais distante do levantador. O que difere à “negativa” da “positiva” é que, a negativa é levantada um pouco mais distante do levantador, enquanto à “positiva” a trajetória do levantamento é em cima do levantador. São pequenos detalhes que, aos olhos do público, passam despercebidos, mas entre os atletas, não. Embora muito parecidas, são combinações ofensivas diferentes uma da outra. Haja vista que, se o levantador levantar uma “negativa” e se o cortador saltar numa “positiva” irão errar a combinação. O mesmo acontece ao contrário, ou seja, se o levantador levantar uma “positiva” e se o cortador saltar numa “negativa”, também irão errar o ajuste. Na verdade, todas as combinações ofensivas requerem dos levantadores e dos cortadores uma precisão muito grande entre eles. Qualquer deslize, por menor que seja, pode ser fatal.


Numeração da Quadra: 
A quadra é numerada de 1 a 6 no sentido anti-horário começando do saque, posição 1, (defesa direita), em seguida posição 2, (ataque direito), em seguida posição 3, (ataque central), em seguida posição 4, (ataque esquerdo), em seguida posição 5, (defesa esquerda) e finalmente posição 6, (defesa central). É interessante registrar que, o rodízio é feito no sentido contrário à numeração, ou seja, no sentido horário. A finalidade da divisão e numeração das zonas da quadra é de orientar os árbitros, apontadores, os treinadores e os próprios atletas de suas posições em quadra. É através delas que os árbitros fiscalizam as seguintes infrações: 1- Se a ordem de saque fornecida pelos treinadores de ambas as equipes antes do inicio de cada set, está sendo respeitada; 2- Se os jogadores da defesa ou do ataque estão trocando de posição antes da bola ser golpeada pelo sacador de quaisquer das equipes; 3- Se os jogadores da defesa se acham na mesma linha ou à frente de seus correspondentes de ataque; 4- Se os jogadores da defesa estão participando indevidamente da cortada ou do bloqueio dentro da zona de ataque.

 
Passe A: 
Não é só no nosso alfabeto que convivemos com as vogais e consoantes. No voleibol e no cotidiano também as usamos como meio de classificação. No nosso caso, essas letras A, B e C servem para diferenciar à qualidade das recepções de saque. A vogal A e as consoantes B e C, depois da palavra passe, fazem uma diferença enorme no resultado do jogo e no desempenho das equipes. Pois bem. Vamos à classificação: “Passe A” é o termo que se dá quando a bola, recepcionada pelos passadores, é de boa qualidade. Para ser considerado um “Passe A”, a bola deverá ser enviada próximo à rede, mais ou menos, entre a posição 2, (ataque direito), e a posição 3 (ataque centro) da quadra. Neste caso, o “Passe A” possibilita ao levantador a utilização das bolas de 1º tempo e de todas alternativas possíveis de ataque. Trocando em miúdos, o “Passe A” significa uma ótima recepção de saque.

 
Passe B: 
É o termo que se dá quando a bola, recepcionada pelos passadores, é de classificação intermediária. Será considerado “Passe B”, a bola recepcionada longe da rede, mais ou menos, em cima da linha de ataque, ou até mesmo um pouco atrás, na zona de defesa. Nesse caso, o passe não possibilita ao levantador a utilização das jogadas rápidas e nem os levantamentos das bolas de 1º tempo. Nessa situação, na maioria das vezes, o levantador só tem como opção os levantamentos das bolas altas nas extremidades da rede e o “fundo bola”. O “Passe B” é considerado uma recepção de saque mais ou menos.

 
Passe C: 
É o termo que se dá quando a bola, recepcionada pelos passadores, não permite ao levantador a execução do levantamento. Nesse caso, a bola é enviada bem atrás da linha de ataque, na zona de defesa, ou nas laterais das áreas livre quadra. Por ser um passe que não oferece quaisquer possibilidades ao levantador, na maioria das vezes, essa bola volta de graça para a quadra do adversário. “Passe B” é considerado uma recepção de saque de péssima qualidade.

 
Perder o tempo da bola: 
Normalmente esse termo refere-se aos cortadores ou aos bloqueadores que, por descuido, desatenção, finta do adversário ou até mesmo por falta de percepção espaço-temporal da jogada, perdem o tempo da bola no momento do salto. Ou seja, é o salto do atleta desarticulado com a altura da bola.

 
Posição de expectativa: 
É uma posição de alerta em que deverão ficar os jogadores encarregados de efetuar a recepção do saque e durante todo o rally. É uma posição semelhante ao do goleiro no momento da cobrança do pênalti: pés separados mais ou menos nas larguras dos ombros, pernas semiflexionadas, tronco um pouco abaixado, braços separados e os olhos bem atentos à bola. O próprio nome já define bem esta expressão.

 
Positiva: 
É um levantamento rápido executado no meio da rede com trajetória da bola em cima do levantador, enquanto à negativa é um pouco mais distante.
 
 
Queimar: 
É o termo queimar pode ter quatro significados: 1- Quando uma das equipes comete erro de colocação na rotação, não obedecendo às linhas de correspondências entre os atletas na quadra. 2 – Quando o sacador pisa na linha de fundo no momento de golpear a bola. 3 – Quando um jogador da zona de defesa (1,5 e 6), no ataque do “fundo bola” pisa na linha de ataque no momento do salto. 4 – Quando o bloqueador central salta antecipado na marcação da 1ª bola do adversário (também chamado de “suicidar na 1ª bola”). Até 2000, ano em que foi permitido o saque tocar à rede, também se usava o termo quando a bola sacada tocava na rede. A palavra queimar está muito ligado a quase todos os esportes, por exemplo: sair antes da largada, antes da hora certa. Querer ganhar vantagem saindo alguns instantes antes dos adversários, e por ai vai.

 
Rede casada: 
É a menção que se faz aos atletas das duas equipes que ocupam a zona de ataque, ou seja, são os atacantes das duas equipes que se encontram na rede. Pois bem. Com o desenrolar do jogo: rodizios após rodizios, pontos após pontos, ataques após ataques, bloqueios após bloqueios, etc., eles vão se conhecendo de tal maneira que um passa a perceber e a conhecer as habilidades e mazelas dos outros. Com isso, um atleta vai neutralizando os pontos positivos do adversário. Essa inusitada situação, dá-se o nome de “rede casada”. Para se safar dessa situação, os técnicos costumam alterar às respectivas rotações, sem, contudo, alterar as diagonais.

 
Rede de 2: 
É o termo que se refere quando o levantador, no sistema 5/1, está na zona de ataque, ou seja, ou na posição 4 (ataque esquerdo), posição 3 (ataque centro) ou na posição 2 (ataque direito). Consequentemente, a rede fica com dois cortadores. Na verdade, o termo rede de 2 se refere quanto ao número de cortadores na zona de ataque e nunca ao número de jogadores nesta zona. Pois, em hipótese alguma, a rede poderá ficar só com dois atletas.

 
Rede de 3: 
É o termo que se refere quando o levantador, no sistema 5/1, está numa das três posições da zona de defesa, ou seja, ou na posição 1 (defesa direita), posição 6 (defesa centro) ou na posição 5 (defesa esquerda). Consequentemente, a rede fica com três cortadores: o oposto, um meio de rede e um ponta.

 
Saída de rede: 
É a posição 2 da quadra (ataque direito). Pode-se referir também ao jogador especializado no sistema 5/1 em atuar nessa posição, também chamado de oposto, intermediário ou simplesmente saída. Por que saída de rede? Como o rodízio é realizado no sentido horário, no próximo rodízio, o atleta que ocupa essa posição, sai da zona de ataque e entra na zona de defesa. Portanto, o jogador que ocupa essa posição, está prestes a sair da rede para efetuar o saque.

 
Saída fundo: 
É a cortada executada por um dos atacantes que ocupa a zona de defesa, e faz o ataque na posição 1 (defesa direita), com salto atrás da linha de ataque e com projeção à zona de ataque na posição 2 (ataque direito) que, na verdade, corresponde à saída da rede.

 
Saque chapado: 
É o saque efetuado com a mão espalmada visando à flutuação e um pouco de força à bola
 
 
Segunda bola: 
É a expressão usada nas combinações ofensivas para identificar o atacante que irá cortar ou simular o ataque na segunda bola. Segunda bola, na verdade, é a finalização de um ataque, logo após a simulação de um ataque de primeiro tempo.

 
Side out: 
É o termo da moda entre os técnicos mais novos. Na verdade, side out, nada mais é do que a virada de bola. Seria nos dias de hoje, termo semelhante à tomada do saque de antigamente.

 
Tempo atrás: 
É o levantamento executado com trajetória rápida atrás do levantador. Normalmente essa bola é cortada pelo jogador de meio, posição 3, ou o saída de rede, posição 2.

 
Tempo direito: 
É o levantamento rápido executado no centro da rede, posição 3, com trajetória bem próxima ao levantador.

 
Tempo esquerdo: 
É o levantamento rápido executado no meio da rede, posição 3, com trajetória um pouco mais distante do levantador.

 
Triplo armado ou triplo montado na ponta:
É o termo para designar um bloqueio triplo bem posicionado e agrupado à espera da finalização do ataque adversário, em uma das extremidades da rede.

 
Usar as mãos do bloqueador: 
É um termo semelhante a explorar o bloqueio. Usar as mãos do bloqueio, nada mais é do que cortar a bola com intenção de acertar uma das mãos dos bloqueadores desviando-a para fora do alcance da defesa adversária.

 
Usar ou explorar o bloqueio: 
O verbo usar é o mesmo que aproveitar, empregar, utilizar, valer-se de, gastar, acumular ou obter. Mas no nosso caso específico, a palavra que mais se encaixa com o termo é explorar. Portanto, usar o bloqueio é o mesmo que explorar o bloqueio. Ou seja, é o cortador que, de forma deliberada e intencional, ataca com o intuito de a bola desviar no bloqueio e ir para fora dos limites da área livre da quadra. O termo explorar ou usar o bloqueio só deve ser usado quando há intenção do cortador para que isso aconteça. O termo usar o bloqueio poderá também ser usado quando o cortador espertamente, ou seja, para tirar proveito, ataca na direção do pior ou do bloqueador mais baixo. Recurso, aliás, muito utilizado pelos atacantes mais habilidosos.

 
Virada de bola: 
Esse termo nada mais é do que a tomada de bola – side out -. Nesse caso, a equipe que recebe o saque, executa o ataque com êxito fazendo o ponto e, é claro, não deixa a equipe adversária fazer o ponto. Quando isso ocorre, com frequência diz-se que a equipe está com boa virada de bola. Este termo é mais ou menos semelhante a virar de primeira.

13 comentários:

Anônimo disse...

oi...gostei muito...e me ajudou obrigado ^^

Anônimo disse...

oi...gostei muito...e me ajudou obrigado ^^

Karen Galo disse...

Perfeito!!!

Karen Galo disse...

Perfeito!!!

Nelma Manuel disse...

Excelente, e de uma valia imensa!

Nelma Manuel disse...

Excelente, e de uma valia imensa!

suzana nunes disse...

Boa tarde

Eu soube que o sacador não tem mais a segunda chance no saque. Uma vez que ele leva a bola para o saque, ele não tem mais como voltar o lance. Porém, não vejo essa informação em nenhum site.
Alguém pode me confirmar?
Obrigada!

Laura disse...

Olá, Suzana!

Para te ser sincera, não sabia que o sacador tinha uma segunda chance de sacar, a não ser que saque antes do apito do árbitro. Nas demais faltas - dele ou do adversário - dá-se sequência à partida. Não sei se entendi a pergunta, mas neste site tem as regras atualizadas que podem te ajudar nesta questão: http://2016.cbv.com.br/pdf/regulamento/quadra/RegrasOficiaisdeVoleibol-2015-2016.pdf

wanderson Garrido disse...

muito bom é bastante instrutivo para quem quer entender voleibol.
aprendi muito.

Ed Nezer disse...

Me lembrei de um termo beeeem das antigas : Mexicana. Seria uma desmico ?

Rondon Simioni disse...

Sobre o Saque: Após o apito do arbitro, o sacador tem quem sacar em 8 segundos. Caso ele jogue a bola pra cima e não consiga realizar o saque, ou deixando a bola cair, ou segurando a mesma. Já é ponto para a outra equipe. Não tem uma segunda chance.

Allan Gonçalves disse...

Muito bom, faltou alguns como: Viajem, bola de cheque e bola flutuante,

Jornal Passe A disse...

Parabéns pelo espaço! Que tal identificar como se reconhece o ponteiro e o central chamado da rede de dos e da rede de três?

Forte abraço e sucesso!
Luciano Villalba Neto
Jornal Passe A
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