Mineiras à frente e com sobra

Sesi Bauru 0x3 Dentil/Praia Clube

Itambé/Minas 3x1 Osasco-Audax


Os resultados da primeira rodada das semifinais estão longe de serem uma surpresa. Refletiram com perfeição a superioridade mineira na fase de classificação, em que Minas e Praia Clube estiveram mais de uma dezena de pontos à frente de Osasco e Sesi.

No entanto, não dá para negar que, depois das quartas de final que fizeram Sesi e Osasco, os confrontos de semi ficaram abaixo das expectativas. Nenhum dos dois representantes paulistas teve verdadeiras condições de ameaçar a soberania mineira.

O Osasco até deu pinta de que poderia fazer frente ao Minas. Fez um primeiro set de recuperação em que, depois que o saque começou a entrar, equilibrou a disputa. A defesa, assim como tinha feito contra o Barueri, atormentou o ataque mineiro e a Hooker não deixou para trás as oportunidades dadas pelo contra-ataque.

Foi um primeiro set de um confronto de alto nível. Uma pena que a qualidade não se manteve nos demais. Quer dizer, por parte do Osasco. O Minas, com controle sobre o seu passe, manteve a velocidade do seu jogo, com a Macris dando show na distribuição. Além disso, o time da casa cresceu no bloqueio, dando uma segurada na Hooker, o que deixou Osasco com muita pouca saída quando o passe não funcionava – o que aconteceu a maior parte do tempo.

O Osasco não conseguiu mais, depois do primeiro set, desestabilizar a linha de passe mineira e tampouco fazer o seu jogo, travando o seu fluxo ofensivo com as falhas de recepção. O time também não conseguiu dar sequência nos saques. Boas sacadoras como Claudinha e Mari, desta vez, tiveram pouco efeito e Paula não deu a segurança que o time precisava no passe a partir do segundo set.

Pelo menos o Osasco tem a seu favor o fato de jogar a próxima partida em casa. A equipe ganha outra força quando joga no Liberatti. Apesar de achar que o Minas, por seu perfil e experiência, abala-se pouco com a pressão, podemos ter a expectativa de uma disputa mais equilibrada e emocionante do que o primeiro confronto.


O mesmo não poderemos esperar do duelo entre Praia Clube e Sesi. Sei que já que menosprezei a capacidade do Bauru contra o Sesc e queimei a língua, mas me baseio no padrão que o time tem apresentado durante toda esta SL - e que não foi o demonstrado em duas partidas das quartas.

Na primeira semifinal, jogando em casa, o Bauru sentiu a pressão. A agressividade que vimos no saque e no ataque contra o Sesc não apareceu. No fim, assistimo novamente aquele time atrapalhado na linha de passe e na organização do seu ataque.

E olha que o Praia é uma equipe que tem suas instabilidades, principalmente no passe. O Sesi tinha mais o que explorar do que o Osasco, por exemplo. Mas não conseguiu, por sua própria falta de regularidade. O time não aproveitou os poucos bons momentos que criou porque cometeu muitos erros, tanto de saque como de ataque.

O Praia praticamente matou o jogo em boas sequências de saque, como as da Carol. Simplesmente minou a Tiffany no passe e, como consequência, no ataque. Com mais uma vez a Diouf apagada, o Sesi ficou bem marcado. O Anderson até poderia ter apostado mais na Edinara, que entrou bem nas inversões, mas as trocas, sabemos, pouco fizeram a diferença na SL. Então não sei se o Bauru sairia muito daquilo que vimos durante toda a competição.

Já no Praia, a composição com a Michele realmente dá mais equilíbrio para o time, que ganha em volume e estabilidade no passe. Porém, sinto que, tanto nas quartas como neste primeiro jogo, o Praia não foi realmente testado. Fez bem a sua parte, não há dúvidas, mas é um time que tem seus problemas no passe e na construção dos ataques, por conta da falta de padrão de levantamentos da Lloyd e da inconstância da Fawcett. Fragilidades que, a meu ver, pouco melhoraram durante a SL e apenas ficaram escondidas nesta fase final por causa da inabilidade dos adversários.

Comentários

Anônimo disse…
O que pode derrubar o Praia é a Rosamaria. Se ela começar jogando ou ficar muito tempo em quadra o Bauru tem chances de se dar bem.

A Natália segue cometendo bizarrices no passe. A perda do primeiro set passa pelos erros medonhos dela.

O Minas tá bonito de se ver.
Anônimo disse…
As vezes eu não entedo porque muitos torcedores pedem a Tiffany na seleção ela só recebe de toque e tem muita pouca variação no ataque.
OBS:Não sou Transfobico e nem Homofobico è apenas uma dúvida minha em relação aos pedidos de sua convocação.
Anônimo disse…
Os torcedores pedem qualquer um que se destaca um pouco em uma temporada na seleção. Muitas vezes vemos que não há uma continuidade depois. Tiffany, Naiane, Paula Borgo, Lorene, Suele, várias foram pedidas mas vimos nos anos seguintes um não desenvolvimento de seu potencial e suas carreiras. Pediram Taiziha, Fernanda Tomé, várias.

Nosso papel de fã é esse, rs. Também queremos acabar com as panelas, acho que é isso também.
Mas realmente a Tiffany é muito fraca como jogadora de vôlei. Não tem fundamento algum, nem o ataque, pois só é força usada de forma cega.
Kamila Azevedo disse…
Praia e Minas foram bem superiores aos seus adversários, na primeira partida.

Queria fazer alguns comentários pontuais sobre as duas partidas de segunda:

- SESI Bauru não entrou em quadra, né? O time foi muito irregular. Tiffany precisa aprender a usar mais sua técnica, em detrimento da força. Ela vai com tudo nos ataques e, por isso, fica sempre no bloqueio. Ela precisa aprender a atacar com jeitinho na bola.

- O Praia melhorou muito, está muito mais entrosado. Fawcett no saque é uma arma secreta importante, a Carli melhorou o entrosamento com as demais jogadoras. Só não entendo a insistência do Paulo Cocco em sempre colocar a Rosamaria em quadra. A Michelle tem sido muito mais segura no passe e no ataque.

- O Minas está um patamar acima das demais equipes. O time é muito aplicado, joga redondinho e você vê que o Lavarini sabe onde suas jogadoras podem render mais. Dá gosto de ver esse time jogando.

- O Osasco é um time valente, aguerrido, que não tem medo de nada. O primeiro set delas foi muito bom, mas o time pecou nos erros nos três últimos sets. Para poder fazer frente ao Minas não basta a força da torcida no Liberatti. O time tem que querer mais, tem que jogar com segurança e sem erros bobos.
Anônimo disse…
Paulo Coco tem que justificar o investimento feito na Rosa e o corte de Amanda, por isso fica empurrando ela para o time toda hora. Mas ele sabe que se ela ficar mais tempo em quadra afunda o time e na hora de decidir ela não vai resolver. O jogo já tava ganho, então colocou ela para "dar ritmo".
Camilla Paiva disse…
Acho que se as pessoas acompanhassem mesmo a superliga não teriam feito metade do barulho que fizeram por causa da Tiffany. É uma jogadora que tem apenas a força como o seu principal recurso, só. Se for bem marcada, ela desaparece. Ela não tem habilidade nos outros fundamentos, no fundo de quadra então...aquele jogo no qual o Sesc foi eliminado pelo bauru exemplifica bem isso. Tiffany jogou bem? Jogou, mas não jogou só. Até a diouf apareceu naquele jogo e teve uma pontuação expressiva. O passe funcionou, o time todo esteve bem. Já no jogo do bauru x praia o time não jogou nada e Tiffany foi completamente anulada. Em relação ao jogo do Minas,que espetáculo! Macris jogando o fino da bola, Gabi varrendo o fundo de quadra. Até a Mara mão de peteleco tá rendendo muito bem nas mãos do lavarini.

Quero só ver como vai ser a convocação do Zé Roberto com Roberta, gabiru e bia, e como ele vai justificar a presença delas na lista, porque todas as 3 não renderam nada nessa temporada.
Anônimo disse…
Não suporto mais ouvir o nome do Zé Roberto, nem vê-lo ao lado da quadra. Tá destruindo toda a história bonita que construiu na seleção ao não querer largar o osso.
Anônimo disse…
Camila Paival, mas o que as pessoas questionam é justamente isso. Não tivesse a Tiffany uma capacidade física adquirida anteriormente ao seu processo de transformação, com essa técnica pífia estaria jogando em algum time mundo afora? Eu torço para que ela receba respeito onde quer que vá, que a aceitação de uma atleta trans fomente a pesquisa e o debate na sociedade de como integra-los não só no esporte como na sociedade, porém é preciso muito cuidado para não se cometer injustiças tanto contra as mulheres, quanto com as mulheres trans. Abs
Anônimo disse…
O diferencial a Tifany é a sua altura "1,94m"!!! Teoricamente,pela altura,Tifany teria mais facilidade de enfrentar os bloqueios adversários,mas o que acontece na prática é que,quando bem marcada,Tifany tem sido muito bloqueada! Não considero que Tifany tenha o mais forte que Peña Isabel, por exemplo. Boskovic, Egonu, Melissa Vargas, Louisa Lippmann, Tandara, Voronkova etc, tem ataques mais fortes que a Tifany.
Acho ridículo a perseguição sobre a Tifany, ela tem uma história muito sofrida e vem trabalhando e treinando muito para buscar seu lugar ao Sol! Ninguém vê o quanto Tifany tem treinado e se esforçado pra melhorar sua técnica desde e melhorar seu voleibol desde que aceitou o desafio do técnico Anderson de jogar como ponteira!
Acho que antes de criticarem a Tifany, as pessoas deveriam conhecê-la e conversar com ela pra ver a pessoa humilde e batalhadora que Tifany é. Tifany é um amor de pessoa, simples, humilde, parceira e muito dedicada ao trabalho e tenta dia a dis superar suas dificuldades, aí vem várias pessoas preconceituosas querendo discriminá-la. Acho que deveriam deixar a Tifany trabalhar em paz, ela não merece ser perseguida! Críticas construtivas para melhorar seu voleibol, tudo bem, mas misturar outros assuntos fora do voleibol para persegui-la é demais!
Anônimo disse…
Como eu gostaria de ver uma seleção brasileira sem o Zé Roberto e com a seguinte formação:
Levantadoras: Macris e Fabíola
Líberos: Camila Brait e Léia
Centrais: Thaísa, Carol Gattaz, Jucyele e Andressa Picussa
Opostas: Tandara e Bruna Honório
Ponteiras: Gabi, Natália, Fê Garay e Tifany
técncio: Stefano Lavarini