O abismo que separa Minas do Sesi Bauru

Minas 3x0 Sesi Bauru

Foto: Orlando Bento/MTC
Antes de começar a partida, Minas, segundo colocado, e Sesi Bauru, quinto, estavam separados 12 pontos na tabela da Superliga 18/19. A diferença de pontuação da classificação se traduziu em quadra. De um lado, um time organizado e repleto de recursos; do outro, um confuso e de opções infrutíferas. Em alguns momentos, parecia até que o vice-líder enfrentava um dos lanternas da competição.

Para enfrentar o Minas, o Sesi colocou em quadra uma formação agressiva com Palacio e Tiffany como ponteiras, tentando compensar no ataque os prejuízos que naturalmente sofreria na recepção. Não conseguiu. Além de sofrer no passe, acabou sendo goleado nos pontos de ataque por um Minas que fez o jogo a sua maneira.

O Minas tem a linha de passe mais sólida da SL, mas também não está imune a maus momentos no fundamento. Outros adversários, como o Sesc, já conseguiram desestabilizá-lo com o saque. O Sesi, porém, pouco agrediu, deixando a equipe mineira e a Macris, numa excelente fase, brincarem no ataque.

Aliás: como é bonito ver um jogo de bolas aceleradas bem feito como é o do Minas e os recursos de ataque que o time apresenta. Além, é claro, do sempre bem organizado e aproveitado contra-ataque. Não é nada de outro mundo, mas, infelizmente, no cenário brasileiro atual, é.

O normal agora é vermos jogos iguais ao do Sesi, truncados, confusos, em que o time não consegue manter um mínimo de sequência e padrão nem durante o mesmo set. A única regularidade apresentada é a dos problemas de recepção.
O Sesi Bauru continua com seus rodízios de ponteiras que de nada adiantam. Está lembrando muito o Osasco de pouco tempo atrás, sem definição de um time titular e sem um estilo de jogo. Ou melhor, lembra o próprio Bauru comandado pelo Kwiek. Às vezes, parece que juntaram as jogadoras minutos antes da partida.

O Sesi está em uma situação em que não se sabe sequer onde começa e termina o problema tamanho o enredo que se tornou o time. E é uma pena porque, na confusão, se perdem aspectos importantes que poderiam colocar a equipe em outro patamar. O entrosamento entre Fabiola e Val, que tanto funcionou no Paulista, é um deles. 

Agora são 15 pontos que separam o Minas, segundo colocado, do Sesi, o sexto. A diferença na tabela é enorme, mas não tanto quanto a que se vê em quadra.


********************************************


Demais resultados da 3ª rodada do returno da SL 18/19:  


- Por pouco o Minas não terminou a rodada líder com o tropeço do Praia contra o Brasília. Mesmo com o desfalque da Garay, fica difícil de entender a escorregada do time de Uberlândia a esta altura da competição.

Dentil/Praia Clube 3x2 BRB/Brasília
Hinode Barueri 3x1 Fluminense 
Sesc-RJ 3x0 São Cristóvão Saúde/São Caetano 
Vôlei Camboriú 3x2 Curitiba Vôlei 
Pinheiros 0x3 Osasco Audax

Comentários

Alysson Barros disse…
Vergonhosa a oratória e lamentável a postura dessa Anderson em quadra como treinador. Para mim é pior que o Marcos Kwiek. E o ponto fraco principal do time. Erros grosseiros de português, de estratégia e de compostura, na clássica e aplaudida escola Bernardo de ser, enquanto do outro lado havia um treinador sério e estudioso - e, paradoxalmente, apesar de estrangeiro, que fala nosso idioma melhor que o nativo.

Pior é ouvir da narração que ele deu um show de lucidez, explicação, sei lá qual foi o termo utilizado. Pior ainda é ouvir da comentarista que Valquíria é uma das melhores centrais da Superliga. O que esse povo que transmite os jogos tem na cabeça, pra ficar nessa rasgação de seda e jogável de confere com todo mundo, em toda partida?

Enfim...

Macris joga leve e sua leveza é belíssima de se ver, em virtude da situação tenebrosa de levantadoras que vivemos no pós-2008, na seleção. Na mão de gente séria e com políticas estruturadaa naquilo que se deve - técnica-tática-fisiológica-anatômica-biomecânica - e não em se você consegue assediar ou não um indivíduo aleatório em um restaurante, se consegue motivar a equipe com musiquinha de qualidade duvidosa ou se precisa de espirulias para alegrar a galera, ela vai mostrando com muita sutileza que é um equívoco dos mais absurdos ser preterida por gente que mal sabe dar toque na bola e assim sambando, com muita graça, na cara desavergonhada de todo mundo.

Uma pena o SESI passar por isso após retornar à elite investidora. Lamentável a incompetência e o despreparo do senhor Anderson. Parabéns ao Stefano por seu trabalho grandioso, por seu estudo com afinco e respeito às jogadoras, ao torneio e ao país.

Esse time do Minas, como já falei, joga redondinho. E é lindo se se ver, em virtude do baixo nível que foi perpetuado e impregnado no nosso querido voleibol.

Tinha que vir algum estrangeiro para isso acontecer? Mudança de ares, cultura? Vai saber...
Anônimo disse…
É lindo ver o time do minas jogar, o passe foi fantástico hoje. O time mineiro só perde pra ele mesmo.
Só mesmo o Osasco para perder do Sesi Vôlei Bauru. Infelizmente, a equipe do Sesi prometia muito, mas tem entregado pouco. O Anderson que era uma promessa de bom treinador, tem se atrapalhado na formação do time e também se equivocado quanto a parte técnica. Será que é impressão minha, mas a Fabíola parece sempre incomodada com alguma coisa. Não sei o porquê da insistência com a Tiffany de ponteira passadora. Essa formação não dá! Diouf enfrentando os times mais fortes, não é nem um pouco decisiva. A equipe é uma confusão só!
Anônimo disse…
Ontem o Minas arrasou em quadra. Detonou o Sesi Bauru. Tirando o segundo set, que teve algum equilíbrio, no primeiro e terceiro o Minas foi impecável. Agora a pergunta que eu deixo. Onde está a galera desse blogue que pedia o Anderson no lugar do Zé Roberto?? Falando que ele sabe mexer no time....ele mexe e qdo não dá certo fica de cara feia e irritadissimo kkkkk belo técnico pra seleção,,,, o povo tem tanta raiva do Zé que o ódio cegou as pessoas...Enquanto isso o time do acabado Zé o mediano Barueri que para muitos do blogue iria brigar pelo 9 lugar com o Brasília e o Sanca está em terceiro lugar na frente dos poderosos Rio e Osasco kkkkkkk adoroooooo
Luiz Alberto disse…

Luiz Alberto disse que...Otime mais Simpático o Brasil, O Itambé/Minas Tenis Clube, apresenta um voleibol diferenciado dos demais times Brasileiros, não podemos afirmar que é o melhor time, mas podemos afirmar que joga o voleibol mais bonito de se ver, ainda apresenta algumas falhas durante os jogos, oscilando em determinados momentos dos jogos e muitas vezes inicia as partidas sem a devida concentração, permitindo que o adversário cresça, tendo que correr para reverter o placar ou mesmo um SET, esta falha custou a invencibilidade contra o Hinodê Barueri quando perdeu os dois primeiros sets, melhorou mas foi tarde para vencer. Contra o Sesi Bauru, o Minas iniciou a partida mas focado e quando isso ocorre é muito difícil de ser batido. Parabens ao "ESPERTO" Lavarini pelo excelente trabalho e parabens para as atletas do Minas em nos proporcionar bons jogos. É maravilho velas jogar.