São Paulo tem novo dono: Sesi/Bauru

2º jogo da Final do Paulista 2018
Sesi/Vôlei Bauru 3x2 Audax/Osasco 

fabíola
Não faltou emoção nem equilíbrio neste segundo e decisivo jogo final do Campeonato Paulista de 2018. Mas faltou – e muito – qualidade.

Sei que o primeiro duelo também não foi dos mais qualificados, as duas equipes cometeram erros importantes. Só que neste segundo confronto os erros passaram da conta. Sem contar que foi uma partida de altos e baixos tanto por parte do Sesi/Bauru como do Osasco. E nesta irregularidade é que residiu o equilíbrio deste segundo duelo e não exatamente na qualidade técnica.

No fim, a vitória acabou nas mãos do time que conseguiu, na reta final dos últimos sets, controlar melhor o seu jogo e errar menos.

Não que Sesi e Osasco não tenham mostrado pontos positivos. O time da casa novamente contou com o banco para mudar a cara do seu jogo. A entrada da Tiffany como ponteira, jogando ao lado da Diouf, ajudou o time a recuperar o poder de definição que havia caído no segundo e terceiro sets. Mesmo com a Tiffany em quadra (cujo forte não é o fundo de quadra), o Sesi conseguiu ganhar, também, em volume de jogo. No quarto set, o sistema defensivo (a começar pelo saque) trouxe o time de volta à luta depois de começar a parcial dominado pelo Osasco.

O Osasco também teve belos momentos de volume de jogo e contra-ataques, principalmente depois que a Paula (mais uma vez) entrou no jogo. Mas mostrou suas fragilidades justamente quando não podia mais abrir brechas para o Sesi. Lorenne travou no quarto set e deixou o Osasco sem um desafogo mais constante no ataque. Leyva entrou no seu lugar, mas pouco fez. Até mesmo porque o time já se perdia nas próprias falhas de recepção, de combinação de jogadas, de saques e ataques... Se não fosse por outras falhas por parte, desta vez, do Sesi ao final do set (e neste momento acho que o Anderson errou no timing das mudanças e no pedido de tempo), o Osasco não teria se recuperado nem chegado perto de, inclusive, fechar o set e o jogo.

Apesar de ter também cometido as suas bobeadas, o Sesi mostrou ter um pouco mais de controle do seu jogo e dos erros nos dois últimos e decisivos sets. E ao contrário do que aconteceu no Osasco, algumas jogadoras cresceram nos sets finais, casos da Tiffany e da Diouf.


É muito bom ver o Sesi/Vôlei Bauru, no primeiro ano de junção dos clubes Sesi e Vôlei Bauru, ser pela primeira vez campeão paulista. É um pontapé inicial muito positivo, que resguarda o projeto neste seu começo e dá confiança para o time almejar entrar no grupo dos grandes da Superliga 18/19. Pode parecer cedo, mas acho que o Sesi tem condições; em parte pela qualidade de grupo que tem mostrado; em outra, porque, de modo geral, as “forças superiores” estão mais acessíveis. Vamos ver onde o Sesi conseguirá se situar quando começar a SL.


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Pê ésse: 

- Achei infeliz declaração da Mari PB ao final da partida. A atacante disse que o Osasco tinha jogado bem e que a Tiffany entrou (no decorrer do terceiro set pelo Sesi) e mudou a cara do jogo. “Seria uma hipocrisia dizer que ela não faz diferença”, falou Mari.

Se não soubéssemos a realidade e a polêmica em torno da participação da Tiffany no vôlei feminino, seria uma declaração normal. Peço perdão se a leitura for errada, mas me pareceu claro que a Mari se referia ao fato de a Tiffany ser transgênero e, por isso, a disputa não ser justa.

Uma avaliação um pouco torta, na minha visão. Primeiro fato: o Osasco não jogou bem. Segundo: a Tiffany não foi assim tão decisiva como pinta a Mari. Do jeito que ela falou, parece que entrou uma Boskovic, uma jogadora muito acima da média e que tomou o jogo pra ela. Mesmo com a Tiffany em quadra o Sesi demorou a se encontrar no ataque. Ela mesma não entrou bem no terceiro set. O que transformou o time, a partir do quarto set, foi o fato de ter duas redes fortes de ataque: uma com a Diouf e outra com a Tiffany (aliás, se não estou enganada, as bolas mais importantes foram definidas pela Diouf). Nada de extraordinário ou fora dos padrões, apenas bons recursos individuais que o time tem à disposição como o Osasco terá com a Hooker.


E terceiro: não foi a Tiffany que, no tie-break, errou recepção, desperdiçou saques e ataques em sequência. Foi o Osasco.

Quando a Tiffany entrou no primeiro jogo da final e não virou uma bola, ninguém lembrou da sua presença. Não estou negando as suas vantagens físicas, mas acho que esquecemos que, apesar delas, a Tiffany é apenas uma boa jogadora. Uma jogadora que tem muita força, mas é limitada nos recursos de ataque; é alta, mas lenta na defesa e pouco técnica na recepção. Acho que falta olhar mais objetivamente pro que realmente a Tiffany apresenta em quadra.

Comentários

Evandro Mallon disse…
A Tiffany foi liberada na Liga Italiana, com todos exames laboratoriais e hormonais comprovando que, a partir de agora, ela é sim uma mulher, com nível de força, explosão muscular,velocidade e potencia de uma mulher. É só ver o alcance do ataque dela....o mesmo que Diouf, a mesma força que Tandara, Natalia, Boskovic....a mesma velocidade ( ou deveria ter) na defesa do que Brait, Arlene, Fabíola....Se fosse essa questão então, Gamova, Shokolova, Boskovic, Egonu, entre tantas outras tbm deveriam ser proibidas por serem ''mais fortes'' que as demais, e refazer um exame e terapia hormonal para ficar ''mais feminina''., com um ataque mais fraco.
O que gira em torno dessa jogadora não é seu volei, e sim sua opção sexual. Ela é mulher e ponto. Se ligas tão competentes aceitam ela como mulher, pq nós temos que ser ''os do contra''?

Achei interessante vc, Laura, falar que parece que entrou uma Boskovick na quadra, eqto na realidade entrou uma jogadora boa, que errou em momentos importantes e demorou a engrenar.

Me vem a lembrança uma polemica com a Érica no inicio da carreira, que os clubes pediram confirmação se ela era mesmo mulher para poder jogar. Alguém se lembra disso?
Tifanny fez a diferença. Ressaltar o técnico que é corajoso e junto com o time foi merecedor. Exalto Osasco que fez uma ótima final, time estava limitado do limitado (sem Carol e Hooker) mas com muita vontade e raça. Amei ver as atuações de Brait e Paula. FABÍOLA merecedora.
Kamila Azevedo disse…
Também achei a declaração da Mari Paraíba, no final, muito deselegante. A pessoa tem que saber perder. O time do Osasco foi tão aguerrido durante a partida, vendeu tão caro a derrota... A própria Mari jogou muito bem, mas foi infeliz no tie break, assim como todo o time de Osasco, errando o que não podia.

O Sesi Bauru mereceu a conquista do campeonato paulista. Foi um time superior aos adversários, um time mais constante e que tem uma vantagem quando comparado aos concorrentes: possui um ótimo banco. O time mantém o nível quando as titulares saem. Além disso, Anderson Rodrigues tem se revelado um técnico muito interessante. Vamos ficar de olho nele e nesse time para a Superliga.
Anônimo disse…
Laura, concordo contigo, não gostei da alfinetada inoportuna de Mari PB, que não teve a humildade de reconhecer os próprios erros e de que venceu o time que errou menos nos momentos decisivos de final de set. O último ponto do tie break resumiu bem o que foi o jogo: ataque de Tifany defendido por Mari PB, levantamento de Claudinha na entrada de rede, e Ângela Leyva, de forma afobada, exagerando na força e pecando na precisão, desperdiçando o ataque batendo pra fora. Ou seja, Tifany teve o ataque defendido, mas pelo menos atacou pra dentro da quadra, coisa que Leyva não fez, pondo a bola fora! Tifany fez o que se espera de uma oposta de 1,94m, porém, Tifany não está no nível de opostas gringas de 1,90m como uma Boskovic ou uma Egonu ou uma Louisa Lippmann ou de uma Slotjes. Tifany jogou bem, foi bloqueada, foi defendida, normalmente como qualquer jogadora, porém, está abaixo das melhores opostas do mundo como Boskovic, Egonu, Lippman e Slotjes. Inclusive, em certos momentos da partida, Palácio e Diouf foram mais decisivas que Tifany. Bauru tem a vantagem de ter boas de definição como Palacio, Diouf, Tifany e Edinara. Inclusive, Edinara foi usada nas inversões do 5x1, quando Tifany foi jogar na ponta. Já pelo Osasco, as jogadorasde definição como Leyva e Lorrenne não tiveram a mesma regularidade e assertividade que Paula Pequeno.
Quero também parabenizar a grande atuação do Anderson na movimentação de suas peças no tabuleiro, pondo todo elenco pra jogar de acordo com as demandas do jogo. As entradas de Arlene, Andressa Picussa, Gabi Cândido, Tifany, Edinara, Naiane, tiveram sua relevância tática e foram importantes para o encaminhamento da vitória do Bauru.
Comparado ao Kwiek, pode-se que Andrrson conseguiu, nesses dois 3x2 da final contra Osasco, ir ajustando o time durante a partida, ao passo que Kwiek só bagunçava o time e confundia as jogadoras.
Márcio Oliveira disse…
Bom dia Laura e demais colegas aqui do espaço. Perfeitas suas análises sobre a final do Paulista de ontem, concordei quase que 100% com suas palavras, exceto em relação a Tiffany que, definitivamente, não concordo em jogar entre as mulheres, ponto final. Mas uma vez venho aqui comentar que estou a achar o nível técnico do campeonato Paulista muito fraco, como estamos no início da temporada, serei mais condescendente em relação a parte técnica, mas as duas equipes da final devem melhorar e muito o nível de seus jogos, muitos erros grosseiros, ataques fracos, sem potência, recepções deficientes e levantadoras pouco criativas com falhas de distribuição. O Osasco está mal das pernas, suas atacantes de ponta estão aquém do nome do clube, Mari Paraíba é uma nulidade no ataque, Leia tem força, porem ataques previsíveis quase sempre a atacar na diagonal e um time em que a melhor opção de araque é a Paula Pequeno é dose pra leão. Paula foi uma extraordinária jogadora, como bem empreguei o verbo,no passado, está há anis luz disso atualmente. Como anda a dizer, Bauru e Osasco vão lutar muito acho que com o Fluminense para conseguir a última caguinha para a semifinal da própria Superliga. Um abraço a todos.
Anônimo disse…
ele e homem e pronto,ate a fala nos pedidos de tempo é de homem...
Anônimo disse…
Não concordo com as críticas à M. Paraíba. Infelizmente a Tifanny está pagando o preço de ser a primeira, mas para mim a equação é simples: considerando que o voleibol masc e feminino do Brasil tem o mesmo nível técnico, se quando homem a Tifanny era um jogador abaixo da média e depois da transição é considerada do mesmo nível das atletas de seleção, então é óbvio que levou vantagem.
Anônimo disse…
Marcos Oliveira a Tiffany pode sim jogar em times femininos.E pra Mari Paraiba antes de reclamar de alguèm vê se melhorar a sua recepção e seu ataque linda.
Paulo Roberto disse…
Concordo muito com tudo Laura.

A qualidade do jogo foi inferior ao primeiro jogo, mas emoção não faltou.

Sobre o caso da Tiffany, também achei deselegante o comentário da Mari. Na temporada passada, quando a Tiffany era referência de Bauru, não me lembro de uma partida que o Osasco tenha perdido (alguém se lembra?). Não achei que ela fez tanta diferença assim, aliás ela errou em momentos chave. O Sesi venceu porque erro menos nas horas decisivas e como o colega comentou ali nos momentos de decisão quem apareceu mesmo foi a Diouff. E não acho a Tiffany essa jogadora toda não. Comparando as grandes opostas do mundo ela está abaixo de todas!

A forma de encerrar essa discussão seria a FIVB trabalhar com dados numéricos: quais dados são relevantes para uma ponta/oposta? Alcance, potência de ataque, altura de bloqueio, velocidade? Qual a média das jogadoras da posição? A Tiffany se enquadra nos padrões numéricos? Se sim, ótimo deixa jogar. Se não, infelizmente tem que vetar. Pronto!

Evandro, só uma pequena correção: não é opção sexual, mas sim orientação sexual. E no caso da Tiffany nem se trata disso, é um caso de identidade de gênero.
Anônimo disse…
É impressionante o nível de preconceito não só com Tifany, mas com Paula Pequeno. Dizer que ter Paula como melhor opção de ataque é dose pra Leão é no mínimo desrespeitoso, deselegante e extremamente preconceituoso! Afinal de contas, é proibido jogadoras acima dos 30 anos serem melhores que as de 20? Será que ele acha que Arlene com seus 48 anos deveria estar num asilo? E quanto às craques Walewska e Fabiana Claudino? É muito preconceito! Preconceito de idade! Preconceito de gênero! Enfim, deixem Paula, Tifany, Arlene, Walewska jogarem em paz! Elas só tem a abrilhantar o voleibol e a Superliga!
Pedro disse…
Tiffany teve 30 anos de dopping natural, mesmo que agora seus níveis séricos de testosterona condizam com o de uma mulher, isso não invalida o fato de que por 30 anos, seus músculos, tendões e ossos foram expostos à testosterona. Qualquer um que tente argumentar em contrário está faltando com a lógica, e ponto final. Ficar jogando meros achismos ao vento não invalida uma coisa chamada ciência.
Laura, excelentes colocações. Você sempre muito sensata!
Mari PB foi muito infeliz no comentário, tendo em vista a ótima partida que a mesma fez. Saiu de quadra sendo lembrada por esse comentário e não pela bela partida que fez
Rafael Grapper disse…
Bom dia pessoal,
análise perfeita da Laura e muito importante ter trazido o comentário da Mari Paraíba para discussão.
Tenho a impressão que o Luizomar seria um dos responsáveis por alimentar esse tipo de comportamento em algumas meninas do Oz, é só observar nos tempos técnicos (sabe aquelas palavras soltas, frases que podem gerar várias interpretações!?):
"esqueçam de sacar na Tifany, ela passa de toque como HOMEM";
"vamos nos concentrar nas outras atacantes que estão de igual a igual com a gente...";

aliado ao preconceito inerente e falta de esclarecimento sobre o tema de cada uma além do nossa péssima formação como atleta que não sabe perder, isso pode gerar revolta, ódio, intolerância.

Mari foi infeliz em toda a entrevista, não suporto aquele tipo de comentário, muito recorrente entre várias atletas, treinamos horas e horas por dia, nos sacrificamos bla bla bla para granhar, ninguém gosta de perder.
ué, e o time do outro lado, tb não faz o mesmo esforço que vcs, já que o objetivo é mesmo!!!


abraços a todxs e que Tifany possa brilhar na Superliga, é importante uma trans trazer essa visilbidade, elas estão sempre a margem.

Parabéns Bauru!

Anônimo disse…
Pronto! Agora vão massacrar a Mari Paraíba!!! Não falou nada demais!! Por favor, parem de criar intrigas!
Anônimo disse…
O diferencial do Bauru é a Fabíola. Jogando solta e com a bola na mão, tendo varias opções no ataque. O Osasco tem o time titular e só. Falta um banco de reservas à altura. O vôlei brasileiro de um modo geral tecnicamente bem aquém do que já apresentou. Vc se pergunta o que acontece nos treinamentos de fundamentos desde da base que produz jogadoras com tanta deficiência técnica.
Luiz Felipe disse…
Laura, falou tudo que eu queria dizer em relação à infeliz declaração da Mari PB sobre Tiffany. Parabéns!
Luiz Felipe disse…
Ainda sobre Tiffany. Os preconceituosos de plantão diziam que as ligas femininas seriam logo inundadas de jogadoras trans, que os campeonatos teriam que pensar em cotas para atletas trans, que jogadores medíocres do masculino estariam realizando transição de gênero para agora se destacarem nas ligas femininas...

Nada disso, porém, está acontecendo. Tiffany, como qualquer um de nós, é apenas mais uma cidadã tentando realizar com dignidade um bom trabalho em sua profissão.

O resto é mimimi de mau-perdedor preconceituoso.

Ponto final.
Anônimo disse…
Quero ver quando o Osasco levar uma surra do Sesc-Rio, do Praia ou do próprio Minas, em quem a Mari Paraíba vai pôr a culpa da derrota.
Evandro Mallon disse…
Paulo, entendo o que você diz, mas coloquei como opção sexual a sua transformação. Ela optou por realizar a terapia hormonal e se tornar mulher. Orientação sexual usamos para pessoas que nascem com a tendencia homossexual, porém, em muitos casos nao se aceitam, Orientamos ela qto a sua sexualidade. A Tiffany, eu vejo, claro, de longe, que ela nunca teve problema com sua orientação sexual, mas em determinado momento, ela optou por fazer a transformação e ser de fato, a partir de agora, uma mulher. Crise de gênero? Nao vejo como tal, porque ele/ela, teria optado por sua transformação muito, mas muito mais cedo do que as 30 anos. Ele como homem poderia continuar sendo gay e se aceitando assim, mas foi uma opção a mudar, mesmo sabendo de todos os ''riscos'' envolvidos.
ElaIne Mara disse…
Buenas ...Perfecto Laura o posicionamento sobre a Tifany e outro que falou sobre ela sofrer por ser a 1@ transgênero por aqui.Temos que evoluir e a Maria é um retrocesso e me ergunto se ela fosse do Osaco estaria tudo certo? A questão toda da prática do esporte no feminino é que a referência sempre vem do masculino.Tipo "ela joga futebol como um homem; ela é o Pele do Vôlei; ela corre igual a um menino.E aí chega a Tifany e nos expõe a esse machismo e autoritarismo "esportivo" que de nos excluiu anos e anos de competições.Me lembro da Erica,da Edinanci e o mau casado a essas atletas.A Mari,assim,como Sheila,Ana Paula,Tandara e outras atletas deveriam sair desse lugar em que elas vivem e caminhar justamente ao contrário do deserviço com suas opiniões de um egoísmo e desconhecimento histórico e pra isso eu gostaria de ouvir se elas sabe ou outras por aí e por aqui por que se adota essa "sainha" como uniforme? E porque por ex.no basquete feminino se adotou e faz tempo shortes ou bermudas imensas?No vôlei de praia feminino o uso de Maio inteiro não é permitido.Não aceitar a diversidade na prática ou no comando do esporte não é e não pode ser uma questão de opiniao,pois isso fere o principio da dignidade humana.Temos mto a aprender com isso.Abraços. Maria Paraiba a covardia não poderia ser o seu sobrenome.
Rafael Grapper disse…
Assustado com os comentários do Evandro Mallon, muita desinformação aí meu querido!
VocÊ sabia que a Tifany jogou em várias ligas pelo mundo para poder bancar a sua operação e assim transicionar por completo?
e esse é um dos principais motivos dela ter feito essa operação tardiamente.
e outra, ele teve que ficar pelo menos 2 anos parada recebendo hormônios, suporte psicológico para que de fato ela pudesse finalizar todo esse processo!
e não imaginava que pudesse voltar a jogar, então pra ela a maior vitória foi a sua transição e não jogar volei em ligas femininas.

e para finalizar: ela não precisava se aceitar um homem homossexual, porque ela não é Homem, não confunda gênero com orientação sexual, pls, não passe vergonha!

Ela é uma mulher trans! simples assim!


Alysson Barros disse…
Quem é Mari Paraíba na fila da testosterona da Tiffany? Talvez ela devesse se preocupar mais em passar direito nos momentos cruciais. E, quem sabe, em diminuir o tamanho dos peitos - quiçá estejam atrapalhando a execução de seus movimentos.

Tiffany errou tudo e mais um pouco no jogo anterior, por ela e pelas outras, comprometendo o jogo. Tiffany é bloqueada, é defendida e erra os golpes. Ela fez 50 pontos na partida? Não? Ela teve aproveitamento de 90%? Não? Ela errou quando não devia no tie-break? Não? Ela falou asneira de cabeça quente alguma vez, apesar de ser alvo constante do obscurantismo que parece assolar esse pobre país? Não? Foi na TV cuspir asneiras depois de perder jogo, justamente por ter perdido e errado quando não se devia? Não?

MP, vá pousar para a Playboy de novo e exibir os seus novos peitos. Porque de voleibol, de coerência e oratória e de empatia você deixa um pouco a desejar, querida.

Parabéns ao SESI-Bauru, meu time. Como é bom ter novamente um time para torcer. Uma pena somente os jogos não serem na Leopoldina.
Anônimo disse…
Rafael Grapper, parabéns pelo comentário! É impressionante como uma alta dose de preconceito faz com que esses preconceituosos se sintam no direito de interfererir na vida íntima da pessoa. Só Tifany, só ela mesmo e mais ninguém sabe o quanto foi sofrido pra ela nascer numa família pobre e passar por tudo que passou até chegar aqui. E quanto ainda sofre com pessoas cruéis e insensíveis que insistem em excluí-la! Pela dignidade do ser humano, respeitem Tifany como um ser humano. Ela não é criminosa. Ela não é um monstro. Ele é um ser humano, que vem sendo humilhada e excluída constantemente desde a infância por ser uma mulher trans! Ninguém escolhe ser uma mulher trans, ela nasceu mulher trans, porém, tem pessoas que se acham melhores do que ela pra dizer o que ela deve ser! Nenhum dos comentaristas aqui, inclusive eu, é melhor do que a Tifany e dizer o que ela deve ser! Respeitem o ser humano Tifany!
O que desejoa Tifany é que ela seja muito feliz e conquiste seus objetivos!
O que me interessa é o vôlei da Tifany, gosto de vê-la jogar, assim como admiro ver Fabíola, Brait, Tassia, Arlene, Paula Pequeno, Walewska, Fabiana Claudino e muitas outras! Independentemente de que cor elas são, de que religião elas sigam, de que idade elas tenham ou de que clubes elas jogam , quero ver o voleibol dessas garotas e sua atitude guerreira em quadra! Gosto do vôlei da Tifany, gosto da pessoa Tifany e isso me basta! Não quero e não me acho no direito de interferir nas individualidades e na privacidade da Tifany!
Respeitem-na! Por favor!
Evandro Mallon disse…
Rafael Grapper, por favor, não seja ignorante a ponto de colocar ''nao passe vergonha''. Se uma pessoa admite uma opinião contraria a sua, basta colocar seu ponto de vista e não colocar a força, com expressões chulas e baixas. Vergonha quem passa é quem quer colocar a força uma opinião. Falo aquilo com conhecimento de causa.

Sim, orientação sexual ela possue uma, gênero ela tinha um do qual não gostava e fez a opção de poder mudar. A questão da cirurgia e terapia hormonal tardia , em qualquer caso, sempre traz mais riscos do que quando feitas mais cedo. Pergunte a qualquer trans com qual idade ela fez a transição. Conheço duas que fizeram aos 22 e 24 anos. Pagaram sim do seu bolso, já que também trabalhavam pra isso. Se caso você consiga ler bem e interpretar, coloquei da seguinte forma : " A Tiffany, eu vejo, claro, de longe, que ela nunca teve problema com sua orientação sexual, mas em determinado momento, ela optou por fazer a transformação e ser de fato, a partir de agora, uma mulher. Crise de gênero? Nao vejo como tal, porque ele/ela, teria optado por sua transformação muito, mas muito mais cedo do que as 30 anos. Ele como homem poderia continuar sendo gay e se aceitando assim, mas foi uma opção a mudar, mesmo sabendo de todos os ''riscos'' envolvidos."

Teria optado: significa que, se tivesse escolha, faria bem mais cedo.
E jamais disse que é um demérito ela ter voltado a jogar.

Sem mais por momento.
Mantronix Inc disse…
Se Mari Paraíba exaltou a Tiffany como uma jogadora q fez diferença ao entrar determinando a

vitória do Sesc-Bauru, eu imagino o q ela falaria se um dia pudesse ter a oportunidade de

enfrentar uma Boscovik ou uma Egonu. Sairía chorando no meio do jogo, no mínimo... elas são

alienígenas!!!!!
Evandro Mallon disse…
Gostei muito de um anonimo aí que disse qto ao preconceito contra as idades, colocando as palavras de outro leitor : Afinal de contas, é proibido jogadoras acima dos 30 anos serem melhores que as de 20? Será que ele acha que Arlene com seus 48 anos deveria estar num asilo? E quanto às craques Walewska e Fabiana Claudino?
É muita cegueira , é muita idolatria a certas formas de pensar, porque caí num senso comum, e quando estamos num senso comum, não precisamos pensar, questionar, apenas concordar, porque existe outro no comando colocando e ditando a opinião por nós.

Vamos analisar cada caso, vamos questionar, debater. E vamos parar com preconceitos sexistas, idatistas, racistas e homofóbicos. Você , na sua profissão, quer ser reconhecido independente a idade, sexo, ideologia, cor e orientação sexual sua.

O mesmo acontece aqui.
Carlos Eduardo disse…
Fora as polêmicas, ressalto a brilhante atuação da melhor levantadora e até defensora, Fabíola, opera milagres e abusa. Pena que Osasco não conseguiu aproveita-la como deveria na temporada passada. Tandara precisa assistir as grandes atuações desta grande levantadora.
Anônimo disse…
Tandara precisa perder peso.
ElaIne Mara disse…
Buenas Mantronix Inc..adorei o seu comentário. Pingo é pingo ,letra é letra. Daqui a pouco teremos cotas no vôlei para trans,negros,pobres,altura e peso,estado civil e signos do Zodíaco. E para o Zé Panela. ..nadaaaa
Lulu disse…
Não entendo o porquê de Spencer Lee se eternizar como Assistente Técnico.
Tive um devaneio: Assim como é na Itália, a Superliga poderia ter um time de jogadoras de seleções de base até 23 anos ele seria o técnico.
Anônimo disse…
Rafael disse que Tiffany jogou em vário clubes da Europa como mulher, FAKE. Ela jogou apenas em um clube de segunda divisão da Espanha, outros clubes da Europa foi em times masculino. Pergunta que não quer calar: Por que a FIVB libera a atleta para jogar em clubes, mas por torneios de seleções não? Qual a diferença em jogar em clubes para jogar em seleções? Essa é a pergunta que não tenho, alguém tem? Minha opinião é uma só, acho injusto ela jogar no meio de mulheres quando toda sua formação foi como homem.
Anônimo disse…
A FIVB ainda não liberou, ou talvez não libere, porque ainda não há conhecimento científico suficiente para sustentar tal decisão. Diferentemente de todos nós, que somos todos fisiologistas, endocrinologistas, anatomistas entre outros istas, os istas da FIVB ainda não conseguem bater o martelo sobre a questão. A CBV criou o seu critério, baseado principalmente na dosagem de testosterona e o segue.

Agora comentemos erros conceituais e de definições. Não podemos nunca nos referirmos à Tiffany como homem. Ela nunca foi homem, ela nunca jogou como homem; ela jogou entre homens.

Os termos homem e mulher são reservados para a questão de identidade, como a pessoa se sente, considerando que esses papeis são ensinados socialmente. E quem nos ensina faz correlação do papel que a pessoa deveria exercer com o órgão sexual com o qual nasce. Logo, tradicionalmente quem nasce com pênis deve ser homem e quem nasce com vagina deve ser mulher, e começa o processo educativo.

Mas nem sempre, esses pares casam. É o caso da Tiffany: ela é mulher sempre foi, mas nasceu num corpo incompatível com sua identidade de gênero, daí a necessidade da cirurgia para ajuste do corpo. Embora tenha sofrido a educação para ser homem, sua experiência humana na Terra era de mulher, sentia como mulher, ela é mulher.

Agora fica difícil para uma criança conseguir expressar isso e convencer seus pais disso e pedir uma cirurgia. Ainda mais e for pobre. Ainda mais num país de ignorantes como o nosso.

Vamos estudar gente, é o melhor que nós fazemos.

Mudando de assunto, não tem nada mais baixo, vulgar, antiético e desagradável do que ouvir o narrador se referir às idades das jogadoras mais velhas. É osso viu.
Anônimo disse…
Com essa declaração infeliz, covarde, preconceituosa, deselegante e recalcada, Mari PB só provou que não pode jogar a Liga Turca e nem a Liga Italiana onde jogam as opostas mais altas e mais fortes do Mundo como: Boskovic, Egonu, Louisa Lippmann, Lonneke Sloetjes, Gaila Ceneida Gonzalez, Samanta Fabris, Isabelle Haak, Kaja Grobelna, Polina Rahimova, Malwina Smarzek, Anthi Vasilantonaki, Meryem Boz.
Será que Mari PB teria coragem de disputar o Campeonato Turco ou o Campeonato Italiano e enfrentar essas opostas gigantes, com muita força física e ataque poderoso?
Pelo jeito, foi acertado mesmo que Mari PB não fosse convocada pra seleção, já que no Mundial provavelmente ela iria amarelar ao ver opostas gigantes de 1,90m e ataque poderoso!
Anônimo disse…
Ei, por favor, divulgue as mensagens em favor da Mari Paraíba também. Não vivemos numa democracia?
Laura disse…
Anônimo, todos os comentários q chegaram foram publicados. Talvez tenha dado algum problema no envio, mande novamente.
Rafael Grapper disse…
Anonimo (entre vários rs), se o Rafael a que se refere sou eu, peço por gentileza que releia meu post, em nenhum momento disse que a tiffany jogou como M em clubes fora do país.

quanta falta de interpretação de texto...
Ela, Tiffany Abreu, antes de fazer a transição jogou em clubes mundo afora com um objetivo: ter dinheiro para poder fazer a cirurgia e se sentir, em fim, de forma completa, como mulher.

completamente de acordo com outro Anonimo (rs), Tiffany sempre foi mulher.

abraços


Alysson Barros disse…
MP fez um discurso tipicamente de mau perdedor, frustrado e recalcado com a vitória alheia. E isso é indefensável, quer se concorde ou discorde da Tiffany jogar entre mulheres cis.
Anônimo disse…
Anonimo então você ta dizendo que ela jogou com um corpo masculino mesmo se sentindo com corpo feminino e o clube de liga masculina contratou mesmo sabendo que ela tinha potencia de uma pessoa do sexo feminino, é isso? Se foi como ele quando se chamava Rodrigo foi um dos melhores jogadores do Juiz de Fora jogando em sua posição? Será que uma Sheila conseguiria jogar e ser a melhor de sua posição em uma liga masculina, principalmente a nossa? Outra coisa se referi a sexo masculino, pelo simples motivo dele(a) joga em uma liga masculina. Pergunta que não quer calar como então chamar uma pessoa que tem penis e uma pessoa que tem não tem. Para mim sempre foi homem ou mulher, se há outra normativa da linguagem por favor me perdoe, mas só conheço essa. Agora quando ha uma troca de sexo, ai sim há uma outra palavra (Trans).
Anônimo disse…
Anônimo, resposta para calar a sua pergunta: uma pessoa que tem pênis é chamada do sexo masculino ou um macho, e uma pessoa que nasce com uma vagina é do sexo feminino ou uma fêmea. Classificação tal qual os outros animais.

As denominações homem e mulher são reservadas para as identidades de gênero que as pessoas adotam e independem dos órgãos genitais, ou seja, do sexo.

Então há casos em que o sexo coincide com o gênero esperado, da norma, da maioria. Assim haverá pessoas com pênis que se tornarão homem e pessoas com vagina que se tornarão mulheres. A esse grupo é reservada a denominação cis, homem cisgênero e mulher cisgênero.

Entretanto haverá pessoas com pênis que se tornarão mulheres e pessoas com vagina que se tornarão homens. A esse grupo é reservada a denominação trans, homem transgênero (Thammy Gretchen), e mulher transgênero (Tiffany).

Mas o que determina é a experiência individual, como a pessoa se sente no mundo. Não adianta forçar que o gênero seja compatível com o sexo. Só produziremos pessoas infelizes assim. Pensemos nas pessoas hermafroditas, que nascem com os dois genitais. Em seu desenvolvimento elas escolhem qual seu gênero. Se vão ser mulheres ou homens. Não adianta interferência externa, a pessoa sabe o que é. Pode haver dúvidas na infância ou adolescência, principalmente pela desinformação, preconceito e pressões externas, mas a pessoa vai descobrir quem é.

A sexualidade humana é muito rica e diversa e isso deveria ser celebrado, não combatido, visto como feio, sujo, pecado, abominação ou crime. Tudo isso nos faz humanos e nos diferencia dos outros animais.

Existem ainda outras formas de se experienciar a existência. Tem pessoas que não se veem nem como homem ou como mulher.
Mantronix Inc disse…
Laura e amigos,

A final do Mineiro vai ser hoje, quarta 7 de novembro às 20:00, entre o Praia e o Minas.

Com transmissão ao vivo por esse canal do youtube:

https://www.youtube.com/watch?v=5ZCZaPo-nKA