O top 4 do Mundial 2018


Antes mesmo de encerrar a terceira fase, o Mundial 2018 já tem definidas as quatro seleções semifinalistas: China, Holanda, Sérvia e Itália.

Confira os resultados da 3ª fase: 

Grupo G:
Japão 0x3 Sérvia
Itália 3x2 Japão
Sérvia x Itália (16/10) 

Grupo H:
China 3x2 EUA
EUA 2x3 Holanda
Holanda x China (16/10)


Pela campanha que tem feito até o momento, não é de se estranhar a presença italiana no top 4 Mundial - garantindo, no mínimo, a mesma colocação de 2014. Mas antes de começar o campeonato, não colocaria a Itália como favorita para chegar a esta etapa, principalmente levando-se em consideração o grupo em que se encontrava e o cruzamento que enfrentaria na segunda fase.

Acredito que um dos trunfos desta equipe italiana é a manutenção da base titular por parte do Mazzanti. Ao contrário de trabalhos anteriores, ele tem mexido muito pouco no seu time. Definiu a Sylla para ser a companheira da Bosetti e da Egonu pelas pontas e insistiu nesta composição, que tem dado bons frutos para o ataque, um dos mais poderosos do Mundial.

O jogo continua bastante apoiado na Egonu, mas com uma distribuição durante os sets mais equilibrada, deixando para a oposta a responsabilidade resolver os pontos decisivos. Ou seja, a Itália tem feito um jogo objetivo. Quando dá, explora as opções com as centrais; quando não é possível, manda bola alta na ponta pra Egonu.

Mesmo assim, e apesar de já ter uma Olimpíada nas costas, a Egonu é uma jogadora que está amadurecendo e que, às vezes, comete muitos desperdícios por optar quase sempre pela força e não trabalhar muito os seus ataques. E a Itália, no geral, costuma cometer bastantes erros. Resta saber como isso irá pesar nas semifinais, ainda mais para um time que recém entrou na rota das grandes decisões. 
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A Itália é uma surpresa nestas semifinais, mas consegue-se ver muito mais claramente os méritos desta conquista. Já a Holanda... Das quatro semifinalistas, a seleção holandesa é a que menos convenceu. Muito porque, assim como o Brasil, ficou na chave mais fácil para alcançar a classificação para a terceira fase e foi pouco testada. Enfrentou e venceu, por exemplo, uma Sérvia já classificada e poupando suas jogadoras.


A Holanda é de pouco brilho e costuma ser inconstante nos grandes desafios. Mesmo a Sloetjes, a eterna carregadora de piano da seleção, não é das opostas mais confiáveis para os momentos de decisão. Sua parceira de ataque, a Buijs, é de lua no ataque e quase sempre um desastre na recepção. Dijkema não tem feito também uma temporada regular no levantamento, nem sempre conseguindo manter a velocidade e a precisão andando juntas. Ou seja, Morrison acaba tendo que repetir o seu antecessor, Guidetti, ao usar bastante o banco para controlar as variações do time e mantê-lo competitivo. 

principal arma da Holanda é, sem dúvida, o seu saque. Foi o fundamento, aliás, que impulsionou a grande virada sobre os EUA que garantiu a classificação para as semifinais. Foi uma grande vitória e que poderia até servir como um começo de uma nova etapa para um time que carrega a pecha de amarelar nas decisões. Mas não sei se será o caso. Fica difícil não colocar boa parte desta vitória na conta da incompetência norte-americana. 

Os EUA foi outra seleção que não se encontrou neste Mundial. O Kiraly experimentou algumas formações para o trio das pontas, mas insistiu quase nada naquela que, a meu ver, poderia dar melhor resultado, com a Bartsch como oposta.

Manteve-se fiel à Murphy como sua oposta titular num time que carecia de maior poder de definição. Apesar de o aproveitamento da Murphy ser bom na maioria das partidas, ela sempre teve um papel secundário no sistema ofensivo dos EUA. O “grosso” do ataque acabava nas mãos das ponteiras assim como os momentos decisivos. E aí, a indefinição das titulares, Hill ou Bartsch, acabou pesando contra.

Fora que, como comentado pelos participantes do Papo, quando os EUA precisaram se adaptar às mudanças das partidas contra China e Holanda e se reinventarem, não conseguiram. É bastante característico, aliás, dos times norte-americanos não saber como atuar quando as coisas saem do que está previsto no roteiro das estatísticas. Enquanto isso, no lado chinês, a Lang Ping mostrou-se mais ágil e ousada e mudou a cara do jogo a seu favor, deixando o engessado Kiraly para trás. Aliás, qualquer semelhança com as quartas de final da Olimpíada de 2016 contra o Brasil não é mera coincidência... 

Comentários

Anônimo disse…
Eu não tenho nada contra a Murphy, mas reconheço seu mau momento. O que eu achei estranho foi a não convocação da Drills. Se eu fosse um técnico à beira de um campeonato importante tendo uma atleta vivendo o momento no qual ela estava logo antes do Mundial, a teria convocado sem pensar. Mas eu adoro ver as americanas perderem. É o time que eu mais gosto de ver perder.

Eu adoro esse formato do Mundial. Adoro os resultados irem acompanhando as equipes até o fim. Isso ressalta quem tá consistente e que está inconsistente. Também gosto muito de os times já classificados poderem fazer corpo mole e jogar com reserva e entregar o jogo pra prejudicar o outro time. Acho que isso dá uma emoção a mais e é humilhante para o outro time ter sua classificação na mão de um time melhor, kkkk. Adooooooro.

Adoro o final 6. Pra mim é a melhor fase. Mais emocionante, mas do que as semis.

Com certeza a Holanda vai amarelas, especialmente a Sloetjs. Esse lugar era pra ser da Rússia. E o do Japão de Cuba. Essas 6 são as verdadeiras rainhas do vôlei.

Sou China de carteirinha. Pra mim é a que tem o time mais perigoso e mais opções no banco, além da Lang Ping.
Anônimo disse…
Correção nas 6 rainhas do vôlei:
Brasil
China
EUA
Rússia
Cuba
Itália

A Sérvia ainda não ganhou nada em nível mundial.
Kamila Azevedo disse…
Acho que, tendo em vista o Mundial em si, é justo que China, Holanda, Itália e Sérvia tenham chegado às semifinais do Mundial. Isso mostra o bom momento que os grupos consistentes da China, Holanda e Sérvia estão vivenciando, desde as Olimpíadas de 2016, onde também chegaram nas semifinais.

Dos quatro times, a Holanda foi a que teve a trajetória mais irregular no Mundial.

Será que teremos uma repetição da final olímpica entre China e Sérvia? A semifinal entre China e Itália é uma final antecipada. Dois times excelentes, bem treinados e com jogadoras inspiradíssimas (Zhu do lado chinês e Egonu pelas italianas). Vai ser um JOGAÇO!
Anônimo disse…
Desses o unico que não è campeão mundial è o BRASIL.
Anônimo disse…
Que lugar da Rússia nada. Se o Brasil tivesse um pouquinho mais de competência tinha pegado essa vaga da Holanda. O Brasil venceu essa seleção mesmo errando pra caramba.
Anônimo disse…
Será que dessa vez a China consegue ganhar a Italia??
Anônimo disse…
Sem dúvidas, as equipes mais TOPS do Mundo chegaram às semifinais! O Brasil não tinha como estar aí depois de o time do Zé Roberto dar vexame na Liga das Nações, Montreux Volley Masters, Copa Pan-Americana, Amistosos contra EUA "B" e Mundial!
Leandro disse…
Eu to com as sérvias. Gosto das jogadoras individualmente como Ognjenovic, Mihajlovic e a Boskovic nem se fala. É incrível vê-la jogar. Difícil eu ser fã de alguém, mas dessa daí,impossível não ser. Fora que vejo uma unidade maior hj em dia da Sérvia. #teamservia
Anônimo disse…
Eu gosto da Yuan e da Ding gritando muito a cada ponto e a pose da Zhang.
Anônimo disse…
CBV tem nova parceira para transmitir a Superliga na TV.
CBV troca a Rede TV pela TV Gazeta e passa a ter novo parceiro para transmissões da Superliga masculina e feminina de vôlei na tv aberta.

Eu nem sabia que existia uma tv gazeta. Fui pesquisar e vi que o canal não está presente em todos os estados do Brasil e os estados em que está, não está em todas as cidades. A emissora diz que vai transmitir também por streaming em tempo real, o que é bom, porém isso deve ficar restrito a quem já é fã do esporte.

A CBV deveria expor mais o vôlei, levá-lo a um público que não o conhece e não o acompanha e não escondê-lo mais. Acho o pessoal que trabalha lá tão incompetente na promoção do nosso esporte.

Olha o link da notícia: https://www.olimpiadatododia.com.br/volei/99631-cbv-superliga-volei-tv-aberta/