Mundial 2018 - Brasil 3x0 Quênia

seleção brasileira feminina de vôlei
Numa situação normal, o jogo contra o Quênia não seria motivo de grandes análises. Sabia-se que o confronto eram três pontos garantidos e que, ali, seria a oportunidade das reservas jogarem.

Acontece que houve algo mais nesta partida e que merece destaque: finalmente, soubemos que a Natália tem, sim, condições de jogar e fazer além do saque e fundo de quadra que vinha fazendo até então. 
 
Natália jogou como titular a partir do segundo set no lugar da Garay e acabou se tornando a maior pontuadora da partida. No ataque, virou 6 de 9 bolas recebidas. É claro que contra o Quênia, equipe que beira o amadorismo, é fácil ter bons números. Mas é bom ver que a Natália não está tão limitada como pensávamos, ainda mais num time como o Brasil tão pobre em opções no banco.

A bola de meio fundo com ela funcionou bem e a jogadora me pareceu estar com a mesma potência no braço que sempre a caracterizou. Não se pode esperar que a Natália recupere todos os meses em que esteve parada em poucos jogos do Mundial, mas, pontualmente, ela pode vir ajudar. 
 
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Demais resultados da 4ª rodada da 1ª fase:

Grupo A 
Argentina 0x3 Holanda 
Japão 3x0 Camarões 
México 0x3 Alemanha

Grupo B  
Itália 3x0 Turquia 
China 3x 1Bulgária 
Canadá 3x0 Cuba

Grupo C  
Rússia 3x0 Coreia do Sul 
EUA 3x2 Tailândia 
Azerbaijão 3x0 Trinidade e Tobago

Grupo D  
Rep. Dominicana 3x0 Porto Rico 
Cazaquistão 0x3 Sérvia

- Grupo B: Será que a Turquia perdeu a magia no Mundial? Não arrancou pontos contra China nem Itália, os dois principais adversários da sua chave. Contra a Itália, aliás, fez um confronto muito inferior, com dificuldades ofensivas que não vinha demonstrando até então. Pelo lado italiano, achei que a formação com a Sylla como ponteira titular não iria durar muito, devido aos prejuízos que a jogadora dá no passe. Mas o aproveitamento que ela está tendo no ataque tem compensado, além de ajudar a amenizar a carga sobre a Egonu.

- Grupo C: É, a Coreia está de fora da próxima fase. Chega à última partida com apenas um ponto. O curioso é que justamente quando a Kim ganhou uma companhia no ataque, a Park, o time não consegue sequer manter os resultados que conquistava quando a Kim carregava tudo nas costas.

No mesmo grupo, os EUA foram outra seleção que sofreu com a Tailândia. Menos mal para a Rússia que viu seu principal adversário no grupo também perder um ponto para as asiáticas. Agora, na ultimada rodada, vem o confronto direto para saber quem fica com o primeiro lugar.

Comentários

Kamila Azevedo disse…
O ponto positivo da vitória do Brasil contra a seleção da Quênia foi justamente o fato do Zé Teimoso ter dado rodagem a algumas jogadoras reservas - o que é algo que sempre cobramos por aqui. Natália, realmente, mostrou que tem condições de contribuir com o time e que está se recuperando do ponto de vista físico.
Eternal Sushine disse…
Tendo visto alguns jogos hoje, gostaria de acrescentar que a imprevisibilidade pode ser mais intensa do que imaginávamos.

Minhas impressões dessa rodada.
Turquia, time que muitos estavam pintando como “ grande “ não só perdeu para a Itália. Eu achei que foi uma surra. O time está bem inferior a liga das nações e já apresentou problemas em Montreux. Será que não houve precipitação de todo mundo em relação ás turcas? Será que atingiram o auge antes da hora? Só o tempo dirá!

Eua: Time mais redondo, com muitas opções e super favorito ao título! Essa eram expressões que usamos m relação ao time americano. E eu também achava isso. Acontece que eu vi problemas na seleção americana que elas não apresentavam no Mundial. É bem verdade que o time da Tailândia é muito técnico e guerreiro. Mas isso não apaga as seguintes deficiências americanas vistas até aqui:A) ponteiras sem poder de definição: tanto Hill como Larson estão com atuações bem “ tímidas “ neste princípio de mundial. Michelle, ponteira com maior poder de definição tem entrado muito bem, mas no ataque. No passe, ela apresenta oscilações. E não sei se Kiraly irá usá-la como oposta, já que a Murphy tem sido a atacante mais eficiente do time até então. Para um time que era tido como quase imbatível, sinal amarelo ligado neste início de mundial.


Átila Brandão disse…
Brasil cumpriu apenas sua função diante de uma equipe fraca como o Quênia. Natália sacou, passou bem, defendeu bem e continua com um ataque potente, mas está limitada no salto. Está sem uma das características que mais lhe deram destaque na carreira: impulsão. E o Brasil está precisando de uma jogadora com mais alcance. Foi uma das coisas que fizeram falta contra a Sérvia e que fará falta contra China, Itália, Holanda, Rússia e EUA. Já a Drussyla não vingou ainda. Continua irregular.
George disse…
Preciso admitir que achei que o Quênia evoluiu muito nos últimos tempos. Antes era um time horroroso, agora tá quase razoável. Enfim, torço pra que consigam melhorar nos próximos anos.
Quanto aos demais jogos, Bulgária bateu de frente com a China. Levou jogo de igual pra igual. China com time titular. Isso que Bulgária não conta com Vasileva, Rabadzhieva e Nikolova. Os grandes times tão oscilando ainda.
ElaIne Mara disse…
Buenas. Acordei de madrugada para ver o jogo e realmente foi um prazer ver a Natália em ação.E claro Átila Brandão que ela ainda está "irregular", se é que se pode dizer isso tendo 2 sets jogados depois de meses sem quadra.Entao, se ela tivesse jogado mal contra o Quênia e não vale dizer que seria uma obrigação dela, a Inquisição estaria prontinha contra ela ,de acordo com você. Segura a onda seu moço,afinal ver o jogo é uma opção né. Enfim criticas temos todos nos para o comando técnico,convocadas e cortes, mas agora a "Inês é morta" .Fiquei mto mto Feliz pela Natália e si sabe falar sobre isso que já teve lesão no joelho e o tanto que o emocional é importante na recuperação e ação. Pedreiras a frente e por todos os lados para a próxima fase Onde o preço subiu.Sou Brasil.Vôlei Feminino. Abrazos
Anônimo disse…
Eu não suporto a Natália. Adquiri uma fobia dela que nem sei mais explicar.
Johnny disse…
Uma coisa que reparei no jogo foram os saques forçados do Quênia, com as jogadoras sacando do chão, e que a Gabiru e Drussyla quinaram...

Gente, só eu que vejo Gabiru sendo péssima no passe? Ela até defende algumas bolas de defesa importantes, mas no passe em si, ela afasta demais a bola da rede, fazendo a levantadora se deslocar até próximo da linha dos 3. Outra coisa, nos passes de contra-ataques ela coloca a bola muito fora da rede, quase na linha dos 3, fazendo com que Dani ou Roberta percam a velocidade da jogada.

Quanto a posição de líbero, temos que agradecer que Suelen recuperou, senão a situação estaria pior ainda! Se Suelen é ruim, imagina Gabiru!

Engraçado que a formação inicial com Gabi, FÊ Garay, Tandara e Dani, parece estar lenta, sei lá... Não sei se essa formação principal de Zé Roberto é a melhor. Na minha opinião tinha que fazer um mix nos treinos, mesclando o time "titular" com reservas, porque realmente não vejo velocidade no nosso jogo...

No mais, um grupo fraco, tendo somente a Sérvia como adversário de peso e no jogo contra elas não conseguimos nada de bom.

PS: Não suporto os comentários daquele Nalbert. Teve telespectador mandando mensagem para o SporTV na transmissão do jogo, dizendo que Zé estava "escondendo o jogo"... é pra rir, né? kkkkkkkkkkkk
Átila Brandão disse…
Enalne Mara,

Presumo que o português não seja sua língua nativa o que pode ter causado um erro de interpretação. Releia o meu comentário e verá que me referi a equipe brasileira quando disse que a obrigação era ganhar. E era mesmo. Assim como será obrigação do Brasil ganhar do Cazaquistão amanhã. Eu elogiei o desempenho da Natália e em nenhum momento usei a expressão irregular. Apenas fiz uma ressalva para a impulsão dela que ainda_justificadamente, já que ela voltou a saltar há menos de um mês_, não é a mesma. O jogo contra o Quênia provou que ela está sim em condições de disputar uma partida, mas não garante que ela possa jogar em alto nível, como ela está acostumada a jogar, quando a equipe cruzar com outras seleções de maior poderio técnico e físico. Ela é a única jogadora do Brasil com características de bolas altas e o Brasil sentiu falta disso no jogo contra a Sérvia, por exemplo.
Alysson Barros disse…
Anônimo, já eu não suporto os fãs bitolados da jogadora. É Um amor extremado e cego, para eles ela é perfeita em tudo. Além de escrevem um monte de bobagens sobre quem a crítica, sem qualquer discernimento.

Outro veio me falar que ela sofre. Oras, quem sofre é quem batalha para sobreviver com um salário mínimo, ou nem isso, não quem ganha dezenas de milhares de reais para ficar errando e achando graça.

Vôlei é mero entretenimento para nós, meros mortais. Mas tem caso de paixão doentia por aí.

O ápice da jogadora já foi, quiçá em 2020. Qualquer coisa que vier agora será lucro, uma vez que adentrou a curva descendente na carreira - seja em virtude das inúmeras lesões ou o que for.

P.S. Natália só mandou um passe A no segundo set - e isso com muita boa vontade, considerar aquele passe um pouco afastado ainda como A.

P.S. 2: Mari por muito menos era crucificada explicitamente. Só que ela foi uma ponteira de verdade. Quinava vez em quando mas não mandava a bola na arquibancada e ficava rindo. E foi também campeã olímpica genuína, logicamente. E até hoje tem pecha de quinadora. Se Mari foi quinadora, o que a capitã Risadinha é? Fica a dúvida.
Renato Carvalho disse…
Com essa bolinha q estão jogando não ganha nem da Holanda nem do Japão e faz jogo duro com Alemanha
Anônimo disse…
Japão e Holanda tem feito um Mundial mais consistente e bem melhor que o do Brasil. No estado atual, o Brasil não vence Japão e Holanda.
Anônimo disse…
Do grupo do Brasil se classificam Japão, Holanda e Sérvia ao Final Six. O voleibol apresentado pelo Brasil está muito irregular e abaixo do nível técnico do que Japão, Holanda e Sérvia tem jogado até agora.
Anônimo disse…
Segue o posto do amigo Atila:
Ato 1:
Brasil cumpriu apenas sua função diante de uma equipe fraca como o Quênia.
Falou do Brasil, correta interpretação, sem comentário. Ganhar do Quênia até um time de segundo nível ganharia.
Ato 2.
. Natália sacou, passou bem, defendeu bem e continua com um ataque potente, mas está limitada no salto. Está sem uma das características que mais lhe deram destaque na carreira: impulsão. E o Brasil está precisando de uma jogadora com mais alcance. Foi uma das coisas que fizeram falta contra a Sérvia e que fará falta contra China, Itália, Holanda, Rússia e EUA.
Acho que esse parágrafo foi todo para a Natalia, ou estou errado?
Ato 3.
Já a Drussyla não vingou ainda. Continua irregular.
Drussyla tem jogado? Não a vejo nem para pegar a bola fora da quadra. Como então podemos então, falar de uma jogadora que não vemos jogar?
Átila Brandão disse…
Quando eu disse que ela continua irregular, me refiro ao seu desempenho desde que chegou na seleção brasileira. Oscila entre boas e más atuações muitas vezes durante uma mesma partida, assim como quando joga no seu clube. Foi o que aconteceu na partida de ontem. Ainda não se estabeleceu como uma opção segura na ponta apesar de ter potencial para isso.
Natália apenas mostrou que não está limitada como em Londres, mas a partida contra uma equipe amadora como o Quênia(até equipes universitárias americanas são mais profissionais) não é um teste seguro. Não quer dizer que ela esteja inteira para enfrentar equipes de maior poderio técnico e físico. Acredito que algumas pessoas estão se iludindo demais com a performance de ontem achando que ela será capaz de tirar o Brasil dos apuros que ele vai enfrentar na segunda e, se passar, na terceira fase. Para mim, isso ainda permanece uma incógnita.
Ressalva: Mesmo sem estar 100% ainda é bem melhor que a Amanda.
Anônimo disse…
Alysson Barros, não vale a pena discutir com fãs. Nem que os fatos dos jogos gritem e digam o contrário, eles distorcem e a colocam num pedestal. Então não se amole por isso.
Porém ela segue lá, incólume, é esperar ela sair mesmo. Também concordo que ela já entrou na curva descendente da carreira.
Eu até gostava dela, principalmente no tempo do Osasco e nos primeiros anos da seleção, mas a transformação dela em mito e imposição na seleção, me fez odiá-la, mediante, principalmente, seu desempenho e resultados, numa gerência geralmente injusta de jogadoras convocadas com cadeira cativa.