Rumo ao Japão sem elenco definido


Estava me preparando para escrever sobre a definição dos elencos de Itália e Sérvia para o Mundial quando recebi a notícia de que o Brasil embarca para o Japão já nesta quarta-feira (19), dez dias antes do início da competição. Até aí nada demais. O que surpreende é que a seleção vai até ao outro lado do mundo com 15 jogadoras. Ou seja, haverá um corte por lá – e uma viagem de volta longa e solitária para uma das atletas.

Na segunda-feira, foram confirmadas as dispensas de Monique e Fernanda Tomé. A oposta realmente só retornou à seleção porque a Tandara se lesionou e não pôde jogar o Montreux; a ponteira, por sua vez, já estava cortada desde a sua convocação, todo mundo sabia que ela não estava na briga por posição.

Depois da Liga das Nações e do retorno da Fernanda Garay, imaginava-se que 12 posições já estavam asseguradas: Dani Lins e Roberta; Adê, Thaisa, Carol e Bia; Suelen e Gabiru; Fê Garay, Natália e Gabi; e Tandara. Brigariam pelas duas vagas restantes Drussyla, Rosamaria e Amanda.

Passado o Montreux, o cenário mudou um pouco. Rosamaria foi testada como oposta reserva e parece ter garantido ali sua participação no Mundial. Sobrou, assim, uma vaga a ser disputada por Amanda e Drussyla.

O correto seria a Natália também ser posta em dúvida. Ela não vai chegar nas condições ideais de disputar o Mundial, pelo menos não para ser a jogadora importante de ataque que o Brasil necessita. O Zé Roberto deveria avaliar se vale a pena tê-la no grupo somente para passagens de saque e recepção. Mas sabemos que não é isso o que vai acontecer. O Zé claramente vê a Natália como líder desta nova etapa da seleção. Ela foi capitã na temporada passada, posição que retomou quando retornou ao time no Montreux. Se ela não justifica a sua presença pelas condições técnicas, justifica-se pela experiência. 
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Acaba por ser inevitável que recordemos do episódio de Londres 2012 quando o Brasil viajou para a Olimpíada com um corte a fazer. A mesma Natália vinha de problemas físicos, não se sabia se teria condições de jogar. A dúvida ficou entre ela e Camila Brait, que vivia uma ótima fase - e, para muitos até, tinha condições de brigar com a Fabi pela titularidade.

O viajar até Londres com o elenco indefinido foi o último episódio de uma sucessão de erros do Zé Roberto ao conduzir os cortes para os Jogos. E, é claro, a maneira pouco transparente e delicada do treinador teve seus efeitos no relacionamento dele com as jogadoras na época.

Depois ficou muito mais evidente de que a Natália não tinha condições de disputar a Olimpíada, era uma peça praticamente inútil. Na época, havia o argumento de que, pela idade, a experiência de disputar uma olimpíada seria importante para um talento que tanto prometia como a Natália. Se ela não colaborasse em Londres, ganharia bagagem para o próximo ciclo em que seria uma das peças centrais.

Só que ao fazer com que a Brait tivesse um gostinho do que seria o sonho olímpico para, logo depois, cortá-la, o Zé Roberto perdeu a confiança da melhor líbero que o país teve depois da Fabi. E hoje sentimos o efeito desta escolha.

Tenho receio de que o Zé cometa o mesmo erro caso corte a Drussyla. É uma jogadora que precisa amadurecer muito para ser confiável, mas é um dos poucos talentos que trazem alguma esperança pro vôlei brasileiro e cuja experiência neste Mundial seria importante para os próximos anos da seleção.

Além disso, a indefinição até o momento final da preparação não me parece a melhor maneira de se trabalhar. Por mais que as condições estejam estabelecidas (as jogadoras sabem que haverá um corte no Japão), é inevitável que o ambiente fique tenso, que a dúvida fique sobre a cabeça não só daquelas jogadoras que, a princípio, são as “postulantes” ao corte. Fora que, a meu ver, expõe as fragilidades do treinador ((indecisão e falta de assertividade) diante do grupo.

Comentários

Alysson Barros disse…
A cortada deveria ser Natália.

Como isso não vai acontecer, a próxima da lista deveria ser Amanda.

Como isso também não vai acontecer, deve sobrar pra Drussyla mesmo.

Pena, já que Natália está em seu último ciclo olímpico e ainda é a promessa de sempre e a Amanda... Bem... Drussyla é nova e imatura, precisaria disso é seria mais importante para a equipe a longo prazo, mais que as duas citadas.

Todos sabemos que o ZR não faz planos a longo prazo e tem atitudes extremamente controversas. Vai fazer uma atleta viajar para o outro lado do mundo para cortá-la. Haha insensatez. Não, é burrice mesmo, porque isso já aconteceu.

Novamente Natália se acovarda e não se autocorta. Perdeu respeito em Londres, agora mostra que é mal caráter mesmo.

Vôlei brasileiro nos causa no seu momento atual.
Johnny disse…
Gente, já falei, vou repetir: o choro é livre!

O choro é livre!

Temos que ter a esperança da CBV tirar Zé Roberto ou ele solicitar dispensa depois desse Mundial.

Mundial só em 2022!

Zé Roberto no comando, vamos passar raiva e escrever texto todo dia. Não adianta. Se bobear, ele vai afundar ainda mais o Brasil até Tóquio

Vamos torcer por um bronze, já está bom!
Chandler Bing disse…
Gente, me perdoem se alguém aqui é fã desse Zé Roberto, pois eu mesmo peguei ranço desse técnico ainda em 2009... antes parecia ser implicância de torcedor, mas hoje as coisas são bem mais claras, visto que as críticas em relação à ele aumentaram. Onde já se viu Zé levar Natália ainda sem condições para Londres? (Ops... desculpem-me, não é Londres, é Japão... é que eu já vi esse filme).

Isso é um absurdo, ou melhor, isso é um desrespeito com as outras ponteiras. Esperar Natália até o último minuto? Isso não é confiar na Natália, isso é desrespeitoso com as outras. Prefiro 1 milhão de vezes Amanda do que Natália sem condições de jogo. Ao menos Amanda pode nos surpreender e fazer um bom jogo, como foi com a Sérvia. Agora Natália sem condições de jogo não pode nem saltar direito.

#ForaZeRoberto

Anônimo disse…
O que Zé Roberto fez com Camila Brait em Londres-2012 foi uma atitude nojenta e pra lá de asquerosa: fazer Brait viajar até Londres, sentir de perto o gostinho da Olimpíada e depois cortá-la em prol de uma Natália "sem condições de jogo" foi fazer Brait de palhaça! Brait estava no auge da forma e seria muito mais útil no fundo de quadra dando apoio à Fabi do que Natália que estava fora de combate!
Agora a história se repete! E a personagem principal é a mesma: uma Natália sem condições de jogo! Resta saber quem fará o papel de pateta em Tokyo, que em Londres coube à Brait?
Qualquer técnico decente já teria cortado a Natália e definido o grupo, mas o Zé gosta de fazer as jogadoras de palhaças! Não é à toa que Camila Brait, coberta de razão, na quer saber de voltar pra seleção enquanto o Zé for o técnico!
Duvido que se o técnico da seleção brasileira fosse Lang Ping, Giovanni Guidetti, Karch Kiraly ou Zoran Terzic, Natália já não estaria fora do grupo.
Outra coisa importante: é inadmissível ver Fabíola e Macris fora da seleção com Pani Lins de titular!
Anônimo disse…
Quem será dessa vez a responsável pela playlist do Mundial hein? Natália bem provavelmente tirará o posto da Adenizia nesse quesito kkkkk sdds gospel 2012
Zé fará outra lezeira cortando Drussyla na vespera do mundial e chocará 0 pessoas.
Futuro tenebroso esse olha. Torcer por pelo menos um bronze. Itália tem que dar essa forcinha pra gente, pq China e USA vêm com a faca e o queijo na mão rsrsrs
Anônimo disse…
Embora não me surpreenda, é impossível não ficar indignado. Como é que o Zé Roberto comete o mesmo erro e com a mesma jogadora? Será que ele não lembra o que isso quase custou em Londres, uma eliminação precoce na fase classificatória? Sim, a Natália é um dos expoentes ofensivos dessa atual equipe, mas ESTANDO EM FORMA. Não tem nem duas semanas que a mulher começou a saltar! Torço muito para que ela me desminta. Eu sei que há jogadoras que se recuperam mais rápido que o normal, mas duvido que esse seja o caso dela. Sem falar na covardia que é arrastar uma jogadora para o outro lado do mundo, apenas para mandá-la embora sozinha dias depois.
Anônimo disse…
Fico imaginando o que deve passar na cabeça de uma jogadora que foi levada até o local da competição para ser cortada em favorecimento de uma jogadora voltando de lesão e sem estar apta fisicamente a jogar. O caso de Camila Brait é muito comovente, já que C.Brait, em plena forma e 100% apta a jogar, perdeu uma medalha de Ouro Olímpica para a Natália que estava inapta para jogar em Londres/2012. A panela Zé Roberto-Natália foi muito injusta com a C. Brait em Londres. Isso não pode, nem deve se repetir!
Porém, nas circunstâncias atuais, é praticamente impossível o Brasil ser Campeão Mundial no Japão, já que o Brasil foi um fiasco na Liga das Nações, na Copa Pan-Americana, na Montreux Volley Masters e nos amistosos contra os EUA. Não bastasse isso, a ausência na seleção de algumas jogadoras que vem se destacando como a própria C.Brait, Léia, Fabíola, Macris, Regiane Bidias, Tifany etc. me faz crer que o Brasil poderia estar mais forte nesse Mundial.
Além disso, vemos o crescimento de equipes como Itália e Turquia pra dificultar ainda mais para o Brasil.
O jeito é torcer para a saída do Zé Roberto após esse Mundial e que um novo comando técnico assuma a seleção.
Admiro o trabalho de Stefano Lavarini do Minas e do Anderson do SESI/Bauru, quem sabe não seriam boas opções para dar continuidade à seleção brasileira?
Anônimo disse…
É muita baixaria, muita falta de respeito, muito de tudo. Asqueroso mesmo. Bizarro.
Nada justifica Natália, além da preferência do técnico, pois até hoje ela nunca fez nada pela seleção.
Ela foi pra Londres em um acordo: eu te levo para a olimpíada e no ano que vem você joga no Amil Campinas. Por isso ela foi para Londres e por isso também o corte será provável em Drussyla, porque Amanda vai para Barueri. Nada contra Drussyla nem Amanda, pois acho que o corte deveria ser em Natália. Assim temos uma Natália campeã olímpica sem fazer nada. Quando foi a vez dela jogar na olimpíada do Rio vimos o que ela fez.

E o clima de morte de Londres que todo mundo fala no documentário do sportv sem saber explicar foi esse: os cortes de Mari, Fabíola e Brait, mas nenhuma jogadora nunca vai falar isso nem o próprio Zé.

Concordo com o Jhonny que enquanto o Zé não sair vamos escrever texto todo dia. Mas também sei que continuaremos reclamando e escrevendo texto quando @ outr@ técnic@ chegar, pois amamos o vôlei. Pra mim ess@ técnic@ deveria ser a Fofão ou Ana Moser, para inaugurarmos uma nova era no nosso vôlei.
Kamila Azevedo disse…
Eu já desisti do Zé Teimoso, na verdade, desde Londres 2012 – apesar do ouro olímpico que veio ali. A forma como ele tratou Fabíola (com aquele corte no saguão do aeroporto) e a Camila Brait, naquele ano, foram suficientes para me fazer perceber que ele não tem qualquer tato com as pessoas.

Me impressiona que, depois do que aconteceu no grupo depois da maneira como ele fez aqueles cortes, ele não tenha aprendido a lição e esteja prestes a cometer o mesmo erro 6 anos depois – e pela mesma jogadora.

Natália é ótima jogadora e é vista como a líder deste novo ciclo, concordo com todos. Entretanto, acho um desrespeito com quem está se dedicando nos treinos e nos torneios que estas jogadoras sejam descartadas por alguém que não fazemos ideia do seu estado físico no momento. Melhor contar com Natália numa forma física incerta ou com Amanda e Drussyla, que estão bem?

Enfim, acho de um tato horroroso do Zé Roberto cortar alguém já no Japão e fazer essa pessoa passar pela ótima experiência de um voo longo e solitário de volta pra casa.... É o fim! Além dos gastos desnecessários que a CBV terá com mais passagens e hospedagens.... Quando que a CBV tomará uma atitude contra esse técnico ultrapassado??
Anônimo disse…
Se a Natália chegar lá só p sacar, era ela q tinha q ser cortada, mas se esta escondendo o jogo e podendo atacar, quem tinha q q ser cortada era Rosamaria.
Eternal Sushine disse…
Entendo e concordo com a maioria das posições aqui, incluindo que já deveria ter definido o grupo. No entanto, acredito que um pouco de comedimento em algumas questão. Ás vezes , vejo alguns posicionamentos muito extremados.

Ressalto que meu posicionamento é sobre este mundial e as chances da seleção nele e não sobre outros aspectos como o futuro da nossa seleção - que corre sérios riscos mesmo - e os diversos erros do JRG e dos demais técnicos espalhados pelo Brasil. Dito isso, acho que casos como o da Natália devem ser tratados com mais cautela. Primeiro por ser um caso diferente de 2012, no qual tínhamos sim opções (Se estão resguardando ela para o Mundial somente, a opção é bem acertada. Caso contrário, se ela só vai entrar para sacar, opção bem errada. Mas sabem quando vamos saber disso? Só durante o mundial. Tudo o que falarmos sobre o assunto no momento será puro achismos.

Outro ponto é sobre as chances da seleção no Mundial. Não somos favoritos. Não acredito em título, pois China e USA está num nível acima - mais por demérito dos demais times,
mas também acho precipitado dizer que não temos chances de medalhar. Eu acredito ainda que o caminho é longo e que algumas seleções estão sendo colocadas num patamar muito acima do que realmente estão, como a Itália, minha aposta para ser a grande decepção desse mundial. Posso estar errado? Posso! Mas é esperar para ver, pois as seleções estão oscilando demais.
ElaIne Mara disse…
Buenas a todos e atodas.Assunto Natália:esperou até agora, tem que levar a jogadora .A gente gostando ou não.Concordo que a situação é diferente de 2012.Ela era banco.Hj ela é protagonista é tem que ser mto cobrada com lesao ou não no Mundial.Afinal e concordo que ela poderia ter recusado a seleção.Esperemos o melhor dela.Cambalacho em cortes e convocações por todos os lados nos deixam mais vulneráveis o que piora o futuro do vôlei feminino. Quem for a direta da Natália voltará pra casa e arrebentada. E isso por conta de não termos tbm uma líder. Acho que alguns se lembram sobre a convocação da Venturini para 2008.O ZRG foi praticamente "intimidado" pela Fofao e Cia.sobre a possivel quebra do grupo.Afinal a Venturini não tinha nada pra fazer lá no auge da Fofao.Acertou em cheio.Não tivemos liderança em 2012,2016 e tão pouco agora.O saldo desse treinador está cada vez diminuindo e a vítima não será ele.Independente de medalha, o que será que vai ficar? Mundial e Olimpíadas são mto diferentes uma da outra.Olimpíada tem glamour .Mundial tem respeito. Afinal nada é ou está melhor que vc no Mundo.Tô ansiosa para esse torneio e que venha a realidade. Abrazos. Drussila. .Acho que dançou.
Abraão disse…
Alysson Barros. Como é possível que tenhas tanto ódio por uma pessoa que tu sequer conheces? Lembro do Rio 2016, quando tu destilavas seu rancor por Natália, mas achava que era por implicância tola. Natália mal caráter? Pelo amor de Deus! De onde você tirou isso? Qual o precedente que você conhece de um atleta, que batalha a vida toda por causas incompreensíveis para a maioria dos mortais, que optou por se auto-eliminar de uma seleção, a não ser por interesses particulares, como fizeram, tantas vezes, Jaquelines e outras? Natália, de pé quebrado, de muletas, é melhor, no momento, do que todas essas Amandas e Drussylas inteiras. Foi eleita, mais de uma vez, a melhor jogadora de volei desse planeta, e tu vens desenterrar esse papinho de eterna promessa? Ah, faça-me o favor!
Paulo Roberto disse…
Gente dá uma preguiça comentar sobre Zé Roberto e sua fixação em algumas jogadoras. Repito o que disse em outro post, se eu fosse o presidente do Minas vetava a presença da Natália e pronto. Via que numa loucura do Zé ou da própria jogadora a lesão se agrava. Quem arca com a recuperação da atleta? A CBV caindo das pernas? Duvido.

Enfim, resta torcer por resultado digno da história do vôlei feminino nacional e que o ZRG largue o osso após o Mundial.
Camilla Paiva disse…
Essa atitude do Zé foi super desrespeitosa. Como foi dito em um comentário acima, fico imaginando o que não deve se passar na cabeça da jogadora que vai ser cortada no lugar de Natália, que não jogou uma partida esse ano e voltou a saltar há duas semanas. É ridículo do Zé forçar essa situação de "suspense", pois muito dificilmente a
Natália terá condição de contribuir com nada além de entradas para sacar. Enfim, cabe a gente esperar que a CBV acorde um dia e proponha uma renovação da comissão técnica, pois esse tipo de situação (dentre outras) deixa em evidência a condução equivocada de vários processos na seleção feminina.
Anônimo disse…
Não Abraao vc está errado, vc critica o Alyson, mas faz coisa muito pior! Vc menospreza jogadoras batalhadoras como Drussyla e Amanda dizendo que Natália de pe quebrado e de muletas é melhor que elas? Isso é falta de respeito com as jogadoras. Além disso vc demonstra fanatismo por Natália! Nem Natália, nem nenhuma outra jogadora de pe quebrado e de muletas é melhor de que quem está 100% fisicamente! E é um absurdo que uma jogadora em forma perca a vaga para uma jogadora capenga como foi a Camila Brait perder vaga pra Natália em Londres!
Anônimo disse…
Camila Brait é a mais lúcida, consciente e honesta nisso tudo.
Camilla Paiva disse…
Eu não sabia dessas histórias do corte da Brait em 2012 e da mágoa que ficou dessa dispensa da seleção no saguão. No documentário da SporTV as meninas comentam de forma bem abrandada a situação toda. Existe relatos dessas histórias por parte das jogadoras em algum lugar? Acho que esse deve ser assunto muito velho pra ganhar um post seu falando sobre essas histórias, laura, mas ter conhecimento de contexto faz tudo ter muito mais sentido. Agora com essa história da dispensa em Londres, realmente a Brait não vai e nem deve nunca mais por os pés na seleção enquanto o Zé Roberto estiver lá. O corte dela da rio 2016 teve um outro peso pra mim hoje, depois de eu ter sabido desse "detalhe" de Londres 2012. Coitada dela, quanta decepção, e que pena termos um técnico tão sem respeito com a atleta.
Chandler Bing disse…
Elane, em 2012 a Natália só era banco porque não tinha condições de jogo... pois se estivesse tão inteira quanto esteve em 2010 (onde ela arrasou pela seleção), com certeza ela não seria banco. E em 2012, segundo o Zé Roberto, Natália podia sim saltar... mas era aquela coisa, podia saltar para um bloqueio, pois não entrou pra atracar nenhuma vez, pois não tinha condições.

"Natália, de pé quebrado, de muletas, é melhor, no momento, do que todas essas Amandas e Drussylas inteiras."
Abraão, por favor, seja menos. Que comentário mais absurdo é esse?! Ela inteira é sim uma excelente jogadora, mas lesionada não serve para jogar. Entendi que foi uma ironia, mas foi de um desrespeito absurdo para com as outras.

E eu concordo, se não está inteira, tem mais é que ser cortada mesmo. Liderança? Tem um monte de "jogadoras velhas" ali... Thaísa, Dani, Garay... Natália não vai fazer falta se o que vocês querem é uma jogadora experiente, mas sem condições de jogo.


Agora se ela realmente tem condições de jogo, então tem mais é que ir, pois só tem a ajudar. Esperemos pra ver no que isso vai dar. Só vamos ter certeza quando o Mundial iniciar e tudo estiver definindo.
Anônimo disse…
Laura,
Tem como postar a tabela do Mundial?
Obrigado
Kamila Azevedo disse…
Camilla, após as Olimpíadas de Londres 2012, Fabíola e Jaqueline deram uma entrevista juntas ao programa Vila Bandsports, em que a Fabíola comenta o corte que sofreu nas vésperas das Olimpíadas, em pleno saguão do aeroporto, quando o grupo voltou ao Brasil após o Grand Prix daquele ano. Enquanto ela falava, Jaqueline se emociona e chora e comenta um pouco sobre como foi complicada aquela situação.

Você pode assistir aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=ucuHMV1Nzd4

O corte de Camila Brait aconteceu em Londres, quando Zé Teimoso a preteriu para levar Natália, que tinha acabado de se recuperar de uma lesão na canela, mas não estava em plenas condições de jogo. Camila Brait estava VOANDO em 2012 e merecia ter ido a Londres, assim como Fabíola, que foi preterida por Fernandinha, que, naquele ano, iria jogar no time do Zé Teimoso na Superliga.
Laura, você sempre sensata!

Vejo vários comentários negativos quanto as escolhas do Zé, desde quando ele assumiu a seleção feminina. Ele NUNCA agradou a todos e não agradará. Ele fez sim escolhas erradas (ao nosso ver, olhar de torcedor e fã) ao longo desse período no comando da seleção e em todas as gerações que passaram por ele.
Ele foi super criticado pelas escolhas em Londres, mas o Bi Olímpico veio... As escolhas ruins ainda devem ser colocadas em pauta mesmo?
Temos uma geração que não é confiável? Temos! Mas não iremos estar sempre no topo, minha gente. Que mania de sempre querer ganhar, ganhar.
Na Rio-2016 tinhamos o melhor elenco e o mais experiente, tudo indicava que era nosso aquele ouro, mas não veio. Dai lá vai a culpa pro Zé de novo.. Pelo amor de Deus!
Quanto tempo o ouro demorou para vir? Gerações!
Mesmo que o time surpreenda nesse Mundial, vamos aguardar as críticas das escolhas do Zé "porque ele deveria ter levado fulana, ciclana etc."

Melhorem e sejam pacientes!
Kaike Lemos disse…
Concordo que temos que trocar a comissão técnica! O Brasil poderia estar mais forte, mas convocaram jogadoras quebradas! ZRG vai morrer agarrado com elas, a CBV tem que retirar o mesmo do comando da seleção.

Admiro o trabalho do Lavarini:
Fez frente ao Rio de Janeiro,Praia e Osasco, levando o Minas a fazer uma excelente temporada e o cara trabalhou com "LANG PING"!

O Anderson também é um bom nome, conseguiu fazer um time "MODESTO" como o Brasília ir longe na SL, fez Amanda jogar bem, até a Andreia no primeiro turno estava voando.

O Bernardo dá um jeito em qualquer time, e aposta no contra ataque e no volume de jogo!

Gente, tá na cara que a GABIRU vai ser cortada! A Amanda vai de líbero, e a Gabiru não irá fazer falta.

Muitas jogadoras poderiam estar no lugar de certas aí!

C. Brait,Leia,Lara Nobre,Fabiola,Macris,Mari PB,Tiffany,Milka,Jaque e o cara prefere Suellen,Gabiru,Bia,Dani,Roberta,Amanda,Rosa,Thaisa e Natália, que não estão jogando bem, ou estão quebradas!

Pra finalizar, RENOVAÇÃO JÁ! Mesmo que seja impossível, quero que o Brasil ganhe o MUNDIAL, as jogadoras voltarão com moral pra temporada de clubes.
Joao Ismar disse…
Camilla, tem vídeos no youtube com entrevistas, inclusive teve jogadora falando em boicote depois do corte da Fabiola.

Acho que o Brasil tem chances sim de ganhar o mundial, visto que nenhuma das seleções está com esse nível todo. A geração atual não é tão talentosa como a geração anterior, mas de modo geral. Praticamente todas as seleções tem elencos inferiores ao da geração anterior, Japão e Russia então, a queda de qualidade das jogadoras foi gigantesca. O crescimento de seleções do grupo intermediário como Holanda e Turquia se deve mais a queda de qualidade do grupo de elite do que de fato uma melhora dessas seleções. Explico, acredito que se houvesse a possibilidade de um confronto entre a seleção holandesa da Flier, Visser, e cia com a atual geração, a primeira sairia vitoriosa, o mesmo se aplica a turquia de Darnel e Sonsirma. Com exceção do GP de 2007, nenhuma das citadas seleções jamais foi protagonista e atualmente já podem ser consideradas até favoritas para alguns campeonatos.
Concluindo, apenas a Servia melhorou, muito embora o grupo anterior praticamente jamais conseguiu jogar completo devido a lesões das principais jogadoras, nem a China eu colocaria neste grupo, visto que eu acho o time que foi 4o lugar em Pequim 2008, superior ao time que foi campeão olímpico em 2016.
O Brasil não vai mais jogar como favorito, mas ainda pode brigar com qualquer uma das seleções sitas favoritas.
Paulo Roberto disse…
Wellington, a grande questão aí nas escolhas do Zé Roberto é: os fins justificam os meios?

Vale a pena tirar a levantadora tida como titular, que vinha fazendo a melhor temporada da carreira, às vésperas de uma olimpíada no saguão do aeroporto, pra levar uma outra jogadora que não tinha 2 meses treinando com o grupo, sem qualquer entrosamento e que por coincidência iria jogar no time do técnico na SL seguinte? Vale a pena levar uma jogadora no auge da sua forma física, tática e técnica pra um dia antes da abertura dos jogos cortá-la por uma outra que não consegue nem saltar? Vale a pena corta uma oposta canhota, talentosa e experiente, que retornou da praia para a quadra para poder ajudar na campanha de Atenas, e ir sem oposta reserva sendo que a titular tinha apenas 19 anos? Vale a pena ameaçar a estabilidade do grupo por conta de uma levantadora que ficava o tempo todo num entra e sai danado da seleção, que durante 4 anos do ciclo esteve ausente e de repente 3 meses antes dos jogos se coloca à disposição e ele ainda avaliava chamá-la? Vale a pena, não levar novamente uma oposta reserva, deixar uma ponteira promessa aos 26 anos quinando todos os passes enquanto tinha uma especialista no fundamento no banco sem ao menos tentar mudar o esquema tático?

Para associar os casos aos questionamentos: Fabíola 2012, Brait 2012, Leilla 2004, Venturinu 2008, Rio 2016. Estes são os casos mais expressivos que me lembro agora. Ainda tem a Marcele 2006, Gattaz 2008, Brait 2016, Mari 2012 e por aí vai.

Quanto as conquistas dos ouros olímpicos é inegável que Pequim ninguém ganharia do Brasil pela bola que vinha jogando, mas pra quem não sabe quando o Zé levantou a possibilidade de trazer de volta a Venturini o grupo se fechou em torno da Fofão e isso consolidou o caminho pro ouro. E em Londres, é cantado em prosa e verso que o jogo do time só começou a crescer quando em reunião de portas fechadas lavaram a roupa suja e baixaram a bola do Zé Roberto.

Enfim, como o feminino parece não ter o mesmo prestígio que o masculino ele continua lá apesar de tudo. Com o masculino pós Barcelona 92 ele cometeu erros semelhantes e saiu após a fraca campanha de Atlanta 96.
Camilla Paiva disse…
João e Kamila, obrigada pelas dicas.
Rafael Grapper disse…
Cara, sobre o caso de 2012!
aos fâs de Fabíola: sim o corte foi traumático, mas dizer que era o melhor momento da carreira da levantadora?
pera lá!!!!
o ciclo olímpico foi desastroso: Nenhum título!!! derrotas e mais derrotas para a seleção americana e NENHUMA, nenhuma levantadora passava confiança às jogadoras (ok, tb achei a história da Fernandinha um pouco forçada!), mas sem aquela mexida, continuaríamos com os mesmos problemas enfrentados no mundial de 2010! achei que foi uma mudança interessante, visto que na final do GPrix de 2012, com Fernandinha o time deu uma melhorada (sei lá, senti uma confiança maior no time, imagino que não aguentavam mais Dani Lins e Fabiola naquele troca-troca).
só imaginava que o corte seria o da Dani, mas no fim, se mostrou-se acertada.
Fabíola, tecnicamente viveu sua melhor fase antes da gravidez, entre 2014 e 2015.
ela evoluiu muito de 2010 para lá, mas ainda, no meu ponto de vista de ex-jogador de volei colégio rs, ainda uma levantadora de mediana a boa, mais que isso é menosprezar genias no levantamento que já nos encheram de alegrias os amantes do voleibol mundial!!!
Paulo Roberto disse…
Rafael, nunca achei Fabíola, nem Dani Lins gênios da posição. Tanto é que sentimos falta da Fofão até hoje. E concordo que a melhor fase da Fabíola foi entre 2014 e 2015, antes da gravidez. 2011-12 fora a melhor temporada dela até então.

Agora se fosse pra pensar em dar uma mexida no grupo a lógica do corte seria a Dani e não a Fabíola, já que esta gozava de mais confiança do grupo. Em Londres nos jogos com Fernandinha de titular era nítido o desconforto principalmente entre as centrais que sempre foram peças-chave pro jogo brasileiro. No Mundial de 2010 Dani cagou os primeiros jogos e quem acertou o jogo do Brasil foi a Fabíola. Depois, aqui entra outro erro do Zé: não definir uma levantadora principal. Já que as duas eram do mesmo nível uma tinha que ser a principal e não ficar naquele troca troca interminável. Dani não segura as pontas de ser a principal da seleção. Em 2012 brilhou em quatro jogos e pronto (graças a Deus), depois voltou a ser a boa e velha Pani Lins de sempre.
ElaIne Mara disse…
Hola..interessantes essas nossas opiniões aqui.Paulo vc disse tudo o que eu queria dizer para o Wwlligton sobre ZRG e os feitos das medalhas e tudo mais.Concordo com o Wellington sobre o caminho percorrido para chegarmos ao ouro olímpico e ficar no topo sempre.Passa que isso tem que valer para o comando técnico também pois os sinais para mim ficaram mão claros na Rio 2016,diante da aula de estratégia que a técnica da China empregou contra a gente onde o Brasil simplesmente,não sabia o que fazer.Técnico não joga né,ele elabora. E o mundo viu a verdade ou seja que o ZRG não deu conta e caímos feio. Vale lembrar que medalhas são medalhas e o tempo para a conquista ou não, vale tem para o comando da seleção.Já falei sobre os acordos que a gente desconhece entre todos esses personagens do esporte.Diante dessa canseira toda, entendo que a máxima do "bom de bola ,bom na escola" não tá valendo diante da permanência da equipe técnica dinossaurica. Insisto que a jogadora do volei feminino não se autoconvoca.E o técnico?.Se ele levar a Amanda e corta a Drussyla ..Tem boi na linha.bj
Rafael Grapper disse…
Olá Paulo, tb achei que a Dani deveria ser cortada em 2012 mas no final achei a escolha acertada. Minha crítica ao ZR foi a forma que ele cortou a Fabíola e a Jucy, até desumana por sinal mas, a vida dos técnicos não deve ser fácil, trabalhar com um número mínimo de atletas não acho que seja ideal, então, nesse caso, obrigatoriamente alguém será cortado, e claro, será traumático.
Vamos para uma novela parecida para esse mundial, e alguém, infelizmente vai sobrar. Que o anúncio do corte seja menos traumático para todos.
Abraço
Carina disse…
Wellington Barbosa, concordo plenamente com o seu comentário, o Zé Roberto pode não agradar a todos e fazer umas escolhas erradas, mas merece muito respeito por tudo o que ele ganhou com a seleção.
Acrescento mais, não podemos ser ingênuos em achar que as outras seleções iam aceitar passivamente que a seleção brasileira continuasse ganhando tudo, afinal, outros países também se preparam e estudam os adversários, inclusive o nosso Brasil.
Outra coisa, as pessoas crucificam técnicos e jogadoras nos comentários, mas se esquecem que investimento vem de políticas públicas para estimular patrocínios para as seleções, nenhum campeão é feito sem dinheiro. Para isso seria importante que as pessoas acompanhassem o que o ministério e secretarias relacionadas ao esporte, em nível federal, estadual e municipal estão fazendo para apoiar seleções adultas e de base, além de futuros atletas em idade escolar.

Anônimo disse…
Kaike lemos disse algo interessante. Gabiru sai e Amanda pode jogar tanto como atacante quanto líbero. Gostei dessa. Por que não
Chandler Bing disse…
Se Amanda for inscrita como líbero, ela não poderá jogar como atacante. O campeonato permite 14 jogadoras com a obrigatoriedade de serem 2 líberos. Se for de líbero, será líbero.
Johnny disse…
2 coisas: Gabiru e Amanda nem deveriam estar neste grupo.

Gabiru: DESASTRE como líbero e baixo rendimento como atacante...

Amanda: péssima no passe e no ataque

Com várias opções no Brasil, chegamos ao ponto em que estamos por decisão do próprio técnico, pois de ponteiras teríamos: Pri Daroit, Mari Paraíba, Suelle Oliveira

Centrais: Angélica, Valquíria, Andressa, Letícia Hage. A Letícia Hage foi a 4ª melhor bloqueadora da superliga esse ano!

Tudo passa pela mão do técnico. Se ele não quer, então o time afunda com as lesionadas

Paulo Roberto disse…
Carina, já comentei sobre isso várias vezes aqui no Papo.

A situação atual da seleção principal é resultado de uma série de erros começando pela gestão da CBV das categorias de base. Jaque deu uma entrevista e ela foi bem clara: não existe investimento sério nas categorias de base. Enquanto paramos no tempo (e em certos aspectos retrocedemos) outros países avançaram.

Evandro Mallon disse…
Natália sendo Natália.....

A eterna promessa de quase 30 anos , segundo consta, está ótima do joelho, porém, o que incomoda agora é a haste que foi colocada na canela dela na cirurgia de 2011.
Anônimo disse…
A revolta chegou no nível tao alto, que estão pedindo jogadora que nem titulares são em seus times, outras que nem mercado teve no Brasil, precisou ir jogar fora no time irrelevante do Japão... Enfim, acredito que estamos indo com o melhor que temos, tirando uma ou duas jogadoras. Sobre o corte no Japão acho uma sacanagem, agora se a jogadora aceitou ir pro Japão mesmo sabendo que pode e deve ser cortada, isso é problema dela.
Anônimo disse…
Ainda não entendi o que a Rosamaria faz nesse time. Ela vem perdendo desempenho desde o ano passado, mudou de posição e não tem jogado como antes. Há de se lembrar que a Jaqueline era a ponteira que era porque se preocupava mais com a recepção do que com o ataque. Com a Rosamaria não é a mesma coisa. Ela era oposta, por consequência atacante, de virar bola. A partir do momento que ela se submete à mudança de posição, ela renega sua origem, e abre mão de ser uma das apostas para o ciclo seguinte, já que neste não há dúvidas que a Tandara é a oposta titular. Em tempo: se ela tivesse percebido o jogo sujo do Minas quando da contratação da Hooker, em 2016, teria mudado de clube e seguido jogando em sua posição de origem, estaria mais madura e com potencial de fazer sombra à Tandara. Infelizmente mais uma jogadora que se perdeu no ego e agora vê cada vez mais longe a chance de ir pra uma Olimpíada.
Anônimo disse…
É o fã clube da Rosamaria fazendo pressão. Só pode ser.
Anônimo disse…
Olha essa relíquia aí. Difícil de achar.
Anônimo disse…
esqueci o link

https://www.youtube.com/watch?v=KaSiV43u_bE
Kaike Lemos disse…
Tem vídeo novo no canal:

The Best Jaqueline Carvalho by Kaike Lemos!

https://youtu.be/SN_0siHOkuU
Kamila Azevedo disse…
Faltam 3 dias para o início do Mundial e o Zé Teimoso não definiu ainda o grupo final. Previsão de quando teremos o anúncio sobre o corte final no grupo?
Guilherme Andrade disse…
Ontem assisti ao jogo entre China e Brasil, nas quartas de final da RIO-2016... eu ainda não havia visto o jogo inteiro, não consegui assistir ele todo naquele fatídico dia, tamanha era a decepção e ansiedade... Pois bem, assistindo ele por inteiro agora, pude avaliar em minha opinião o que aconteceu ali: o Brasil perdeu pra si. Fiquei até mais aliviado, pois achava que a China tinha escondido o jogo até aquele momento e a partir de então jogado de forma muito superior à seleção brasileira. Mas não foi o que aconteceu. Sem querer desmerecer a boa atuação da China naquele dia, e a estratégia tática da Lan Ping, fiquei com a impressão de que o Brasil tinha muito mais time pra fechar aquele jogo, inclusive em 3x0. Espero não estar sendo injusto, mas apontaria o início da derrota a partir do segundo set, quando "Pani" Lins apareceu com força. Ela já havia dado sinais durante o primeiro set, mas as atacantes brasileiras estavam se virando bem, independente de como a bola chegava. Mas a partir do segundo set, a levantadora brasileira começou a levantar cada caca de bola, que a confiança do time foi pro brejo e a insegurança e irregularidade reinaram de vez. Percebi a partir daí uma China de franca atiradora percebendo esse momento de insegurança do time brasileiro, ganhando confiança e crescendo com força total a partir disso. Outro momento imperdoável foram os dois erros de saque de Juciely e da Sheila no tie break. De regular naquele dia mesmo, só a nossa Garay, que brilhou. A pane da Dani foi tão grande que ela deixou de acionar completamente as centrais. Claro que o passe não ajudou, mas acredito que o passe ruim da seleção foi causado pela insegurança gerada pelos levantamentos ruins, enfim... Passados mais de dois anos daquele fatídico dia, temos mais uma vez Dani Lins à frente da nossa seleção para mais um Mundial... Espero que o desfecho desta vez possa ser diferente, torço muito para isso.
Laura disse…
Pois é, Kamila, tb achei q a esta altura já teríamos a definição.

Guilherme, faz tempo que gostaria de rever esta partida, mas falta tempo e coragem. Gostaria de rever com um olhar mais frio, como vc fez. Só sei q na época do jogo, comentamos aqui que o Zé deveria ter substituído a Dani e não entendemos pq não o fez. Se vc constatou o mesmo é pq o envolvimento com aquele jogo não distorceu a nossa avaliação na época.
Átila Brandão disse…
Foi noticiado que a Natália foi poupada dos treinos ontem e hoje participou de apenas uma parte dele. Parece que a haste que ela colocou na canela quando se operou em 2011 anda incomodando. Não sei, tenho cá as minhas dúvidas de que o Zé vá optar por ela. E como a Amanda goza das regalias proporcionadas pelo Barueri-card...

Guilherme, eu afirmei o mesmo que você na época. Mas o público já tinha elegido a Natália como a culpada da vez, assim como aconteceu com a Mari em Atenas e Marcia Fu em Atlanta. A Natália cometeu suas bisonhices dificultando e fazendo o time perder um segundo set praticamente ganho, mas recuperou-se e comandou o ataque junto com a Garay no restante do jogo. A Dani Lins, porém, esteve num dos dias mais imprecisos de suas atuações pela seleção brasileira nessa quarta-de-final. A lucidez e a leitura de jogo que ela teve contra a Rússia em Londres sumiram. Ela abandonou as centrais mesmo quando o passe chegava na mão_e ele chegou na mão em várias oportunidades_ e levantou bolas ora baixas, ora coladas, ora passando da antena. A distribuição do jogo foi equivocada. Enfim, foi um dia para ela esquecer. Léia também não se posicionou bem na defesa para marcar a Zhu. Jaque entrou e não mudou nada. Sheilla, atipicamente, encolheu o braço e pouco ajudou.
Átila Brandão disse…
Minhas dúvidas se provaram injustificadas. Bruno Voloch antecipa confirmação de Natália e corte de Amanda.
Anônimo disse…
Guilherme, Laura e Átila,

fui eu quem postou o link, e ate já baixei o vídeo para caso a globo bloquei eu postar de novo.
Eu deposito a responsabilidade maior ao Zé Roberto, depois a Natália e depois na Dani. Dani precisava sair um pouco, ir para o banco, tomar um refresco, ver o jogo de fora e ser orientada. Dani é como uma boa atriz, mas que precisa de orientação senão se perde. O Zé não a orientou como deveria. O fato de o jogo estar parelho também deu uma impressão de que o Brasil poderia ganhar, e poderia mesmo, mas impediu modificações mas drásticas. A substituição da Thaísa também foi equivocada. Quem deveria sair era Fabiana.

Mas foram as tais bisonhices da Natália que colocaram a China no jogo no segundo set e a fizeram acreditar na vitória. Fora os erros em momentos inoportunos. Ela destoava das outras passando errado, atacando para fora e etc. Na minha leitura, que pode ser equivocada, isso pesou mais do que o jogo da Dani.

O posicionamento da Leia na defesa realmente foi terrível e também não foi corrigido diga-se de passagem.

A última coisa. Jaqueline não teve tempo de se desenvolver pois ela entrou para estabilizar o passe, mas a Dani começou a encher ela de boa de ataque num momento em que a Sheila estava inteira. Se Jaque continuasse junto com Garay o volume de jogo iria aumentar e seria a formação bi olímpica em quadra. Porém ele apostou na Natália, capitã. Pra Fabiana teve eleição de capitã, Natália foi imposta como capitã.
Guilherme Andrade disse…
Laura, Átila e anônimo que postou o vídeo,

De fato fiquei me perguntando o porquê do Zé Teimoso não ter tirado a Dani de jogo nem que fosse por um tempo curto, acredito muito que a experiência da Fabíola naquele momento poderia ter ajudado o time a recuperar a confiança e a Dani poderia se acalmar um pouco...Realmente, a Dani do jogo contra a Rússia sumiu completamente naquele dia...

Assistindo ao jogo, fiquei com a impressão de que "Pani" Lins apareceu antes das bisonhices da Natália (acredito que ela apareceu ainda no primeiro set, como dito), e que a insegurança da levantadora terminou por contaminar todo o restante do time, inclusive a própria Natália... Não consigo enxergar outra explicação para o a derrota depois de um primeiro set implacável do time brasileiro, nem mesmo as mudanças táticas implementadas pela Lang Pin poderiam justificar... A China jogou bem, mas cresceu demais percebendo a insegurança brasileira nos levantamentos e no passe... óbvio que, a partir do momento em que a Dani começa estourar os levantamentos, o Zé tem sua parcela de culpa por querer morrer abraçado a ela... E concordo demais que a Jaque deveria ter ficado mais um set, também acho que ela daria mais volume de jogo e confiança pro resto do time... mas também concordo com o Átila quando ele disse que a Natália se recuperou para o resto da partida (ou pelo menos se esforçou para isso)... Uma outra hipótese é aquela velha mania do time brasileiro relaxar depois de um set vencido "facilmente"... Pode ser que elas acharam que a China não iria reagir no segundo set e acabaram por baixar a guarda... se eu fosse técnico, depois de um set como foi o primeiro do jogo, eu diria para o time "cuidado ao máximo agora no segundo set, elas vão vir com tudo!!Atenção redobrada!!", sempre penso isso quando a seleção brasileira vence um set de maneira mais convincente pra cima de outro time também de tradição, mas sempre vejo o contrário acontecer, ou seja, vejo as meninas relaxarem... fica parecendo que o time só funciona sob pressão (ou o contrário, perde a concentração completamente sob pressão rs)

Falando do Mundial, não é possível que o Zé vá insistir com uma Natália com a haste da perna rasgando e incomodando a canela, podendo ficar com a Amanda que pelo menos está inteira fisicamente... mais uma trapalhada pra coleção do Zé, espero que eu morda minha língua... Que venha mais um mundial...