Mundial 2018 - Brasil 3x0 Rep. Domininca


Foi-se o tempo que a República Dominicana era uma pedrinha no sapato brasileiro. O time caribenho, apesar de ter bons nomes, caiu de rendimento nos últimos anos e deixou de fazer parte do grupo de seleções emergentes para se conformar com a figuração.

Por isso, a segunda vitória brasileira no Mundial veio novamente, de uma certa forma, tranquila. O terceiro set foi o único que lembrou aquele time dominicano chato, agressivo e que ameaçava a superioridade brasileira no passado. Com a entrada da Peña, a Rep. Domicana ganhou uma opção efetiva de ataque que não tinha até então nem com a De La Cruz nem com a Martínez.

Mas o crescimento dominicano também pode ser colocado na conta brasileira. O Brasil, desde o segundo set, começou a desperdiçar contra-ataques. A qualidade do levantamento caiu nestas jogadas assim como o aproveitamento das atacantes, cometendo erros não forçados.

A história só não se complicou mais porque o Brasil teve uma relação de saque e bloqueio muito forte. O saque explorou bem a fragilidade do passe dominicano enquanto o bloqueio foi decisivo para conter alguma reação mais forte do adversário. Defensivamente, aliás, o time brasileiro esteve muito bem. Infelizmente, as bolas levantadas pela defesa é que nem sempre foram bem trabalhadas. O Brasil foi perdendo na atenção e no cuidado nas bolas na sequência das defesas.

Esse desperdício não foi decisivo porque, como falei, o bloqueio salvou o Brasil de alguns apuros e porque, também, a Rep. Dominicana é um time de pouca resistência (erra demais e em momentos cruciais). Contra adversários mais fortes, como a Sérvia que vem a seguir, estas oportunidades perdidas certamente fariam a diferença.

O Brasil tem na manhã (7h20) desta segunda o principal (e único) desafio desta primeira fase. Ao enfrentar a Sérvia, teremos uma melhor noção do que evoluiu ou não do Montreux para cá. Como disse no post anterior, a seleção me parece mais leve e mais inteira fisicamente, além de ter apresentado bom volume de jogo e forte presença do bloqueio, aspectos que costumam compensar a dificuldade ofensiva da equipe e que andavam tímidos nas competições anteriores.

Por outro lado, não mostrou, mesmo contra adversários mais frágeis, alguma melhora na recepção. A Sérvia, como se sabe, é só bomba no saque. Além disso, continuamos sem ter uma bola de segurança pelo meio. Carol tem uma dificuldade incrível para colocar a bola no chão, apesar de recebê-las, a meu ver, em boas condições. Já Bia é inexplicável: se vira com umas jacas e se sai mal com os bons levantamentos. 
 
Vamos esperar para ver como o Brasil se sai dessa.
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Demais resultados da 2ª rodada da 1ª fase:
Grupo A 
Camarões 0x3 Alemanha 
Argentina 0x3 México 
Japão 2x3 Holanda

Grupo B 
Canadá 0x3 Itália 
Cuba 0x3 Bulgária 
China 3x0 Turquia

Grupo C 
EUA 3x0 Trinidade e Tobago 
Azerbaijão 3x1 Coreia do Sul 
Tailândia 2x3 Rússia

Grupo D 
Cazaquistão 0x3 Porto Rico 
Quênia 0x3 Sérvia

- No grupo A, a Holanda suou para bater o Japão, no que foi a decisão do primeiro lugar da chave. O Japão não foi bem na Liga das Nações, rodando bastante o elenco, mas é um adversário que pode ser muito chato quando impõe seu ritmo, ainda mais quando joga em casa.

- No grupo B, a Turquia não conseguiu aprontar contra a China - apesar de ter sido um jogo apertado a partir do segundo set. A Turquia, como de costume, apostou na agressividade do saque e do ataque, o que, no balanço, acabou custando caro: 24 pontos em erros. Enquanto a China, mais serena e controlada, teve uma dupla de ataque bastante afiada com a Zhu e a Zhang. Além disso, apesar das bobeadas na recepção, a China foi muito cuidadosa nos ataques, evitando entrar no ritmo de erros que a fariam perder a sua principal vantagem no jogo. Para um time que costuma vacilar nos inícios de competição e num grupo equilibrado como o B, foi uma importante vitória chinesa.

- No grupo C, a Coreia acumula a segunda derrota. Se bobear, perde a vaga na próxima fase para a Tailândia, que já complicou a vida da Rússia nesta rodada. Aliás, as russas têm o hábito de se atrapalharem com os times asiáticos, especialmente a Tailândia.

Comentários

Mantronix Inc disse…
Natália entrando só p/ sacar e sacando no meio da rede.

ps: O q houve c/ o cabelo da Brenda Castillo? Chocado.
Anônimo disse…
Laura,a melhor fase da República Dominicana foi sob o comando do formidável técnico cubano Jorge Garbey.Com o cubano no comando,as dominicanas se tornaram pedra no sapato não só do Brasil,mas também dos EUA e do time Campeão Olímpico Cubano de Sidney-2000.Jorge Garbey levou as Dominicanas ao Ouro dos Jogos Pan-Americanos-2003 vencendo na final o temido time Campeão Olímpico cubano liderados pelas fenomenais Yumilka Ruiz e Nancy Carrillo de La Paz.Depois que o incompetente Marcos Kwiek assumiu o comando começou a decadência,entra ano e sai ano e a história é a mesma,sob o comando de Kwiek o time dominicano é uma bagunça,não tem padrão,não tem tática,não tem nada.Kwiek mexe toda hora no time deixando as jogadoras desorientadas em quadra.Kwiek faz questão de complicar o jogo.Um técnico como Bernardinho ou Stefano Lavarini faria esse time dominicano voltar a incomodar e a ganhar medalhas.A República Dominicana tem jogadoras de 1,90m pra cima e com muita força física que individualmente são muito fortes,mas que não atuam como um time.O time dominicano é como um gigante sem cérebro e Marcos kwiek mais atrapalha do que ajuda as dominicanas!
Anônimo disse…
Já tem um tempinho, entenda-se alguns anos, que falo que o Kiwiek já deu na República Dominicana. Ambos estão estagnados. Ele ajudou muito a seleção em um tempo, mas a coisa parou. Seria melhor para todos a separação.
O material humano dominicano é muito bom, mas elas jogam como se não treinassem. Nem tem cabimento mais.

E outra, Kiwiek é da escola Zé Roberto, ou seja, cabeça dura. Vai ser difícil de mudar.

Tô gostando muito da energia da seleção, e do jogo também. Não sei se será suficiente para título, mas acho que tem chance. Antes achava que chegaria entre os 4, agora já acho que pode dar pódio.
Anônimo disse…
Não entendo o que a Brenda lindíssima quer apresentar ao Mundo: alguma mensagem? ela radicalizou no look. As dominicanas precisam acreditar mais em si mesmas. E vi que as jogadoras estavam muito preocupadas com a imagem, com o visual. O que o técnico precisar fazer? As russas começaram o jogo completamente desinteressadas. Goncharova apesar da alta pontuação, nem estava nem aí.
Rafael Grapper disse…
A mensagem é simples meu bem: seja você mesmo e seja feliz!
Anônimo disse…
Talvez a Brenda só quisesse usar aquele penteado.
Anônimo disse…
Adorei o jogo. O Brasil teve uma atuação muito boa. Ótimas defesas. Ade entrou fechando a rede. A Pena e a Rivera tentaram provocar mais no final sempre tombadas. Passe horrível da Martines, aquele poste tem que ser oposta, ela não sabe passar. Parabéns Brasil. Parabéns Meninas!!!! Parabéns Zé Roberto!!!!
Pe esse: Adorei a vitória do Azerbaijão sobre a Coréia do Sul. Kim tombadissima Kkkk
Polina sempre afrontando....
Anônimo disse…
Larga de ser preconceituoso! A Brenda Castillo está lindíssima com esse novo visual! Brenda está usando o mesmo visual que muitas jogadoras da fortíssima Seleção do PERU usavam nos anos 1970!!!
ElaIne Mara disse…
Buenas.Enfim Mundial.Começamos bem mas como foi dito aqui a recepção ainda precisa de mais capricho. O jogo que vai nos colocar a prova é o próximo (SERVIA) e será durissimo porém um guerreiro teste.O que é essa FERNANDA GARAY? 1,79 de pura potencia e confiança.Que padrão de jogo tem essa jogadora. A equipe ficou mais leve sim Laura e inclusive a Alma.Sem dependia de Tandara melhora e mto. Estou feliz por ter começado o Mundial e todo jogo será uma expectativa enorme para ver esse Meu Time. Qto a Natalia entrar para sacar creio que está na programacao e certo ou errado o tempo vai dizer.O fato é que ela está no Japão convocada. Esperemos o melhor dela.Qto ao cabelo da libero dominicana ,ela continua uma gde libero e está entre as melhores do mundo.Abraços. Boa sorte Brasil .
Anônimo disse…
Natália só serviu pra falar um monte de merda depois do massacre da Sérvia: "temos que estudar a Sérvia para um próximo confronto". Estudar o quê? Estudo nenhum fará as brasileiras ter mais de 1,90m e conseguir mais potência de ataque e alcance de bloqueio! Altura, alcance e potência não se ganha estudando a Sérvia! As atacantes sérvias destruíram o Brasil, as gigantes Brankika Mihajlovic, Boskovic, Rasic, Veljkovic e Milenkovic não deram chance às brasileiras. A Mágica Ognjenovic simplesmente humilhou Pani Lins!