Montreux 2018 - Brasil 2x3 Polônia


Foto: Divulgação/FIVB

Depois da boa vitória contra a Rússia, o Brasil caiu na real na segunda partida do Montreux. Voltou a apresentar a inconstância que o caracterizou na Liga das Nações e nos amistosos contra os EUA numa partida que deveria ter sido de confirmação da evolução apresentada na estreia.

Aspectos que foram positivos no jogo contra a Polônia que poderiam ser comemorados acabaram perdendo valor com a derrota. O bom jogo da Garay nos dois primeiros sets e o equilíbrio no ataque pelas pontas que a Dani e as atacantes têm dado ao time, por exemplo, ficam em segundo plano quando se vê alguns problemas se repetirem e outros, que pareciam ter sido sanados, reaparecerem.
 
Tudo o que o Brasil constrói se desfaz pela irregularidade, principalmente da recepção. Gabi hoje não esteve bem no passe, dando algumas brechas para a Polônia pressionar as brasileiras no placar. Com a entrada da Drussyla a situação, como era de se esperar, não melhorou, pelo contrário.

A estratégia de saque foi outra inconstante no jogo. O Brasil demorou para encontrar a forma de incomodar a linha de passe polonesa e não soube se adaptar quando a ponteira Grajber tomou conta da função. O bloqueio acabou seguindo o ritmo irregular do saque, ora sendo decisivo ora desaparecendo.

Apesar das jogadoras altas, a Polônia não tem exatamente um jogo lento como o russo e ainda tem uma atacante de definição em ótima fase. A oposta Smarzek não só foi acionada constantemente como apareceu, sem falhas, nas horas decisivas.

O Brasil acusou o golpe nos sets finais. Caiu de rendimento no saque, ataque e passe, cometendo erros que ou deram brecha para a Polônia crescer ou comprometeram a sua própria reação. 


Embora os elogios à Polônia sejam merecidos, fica difícil não denominar a derrota como um fracasso brasileiro. Além de ter demorado a acordar para a partida, o Brasil não teve fôlego para manter as boas atuações do segundo e terceiro sets.

E tem sido assim durante toda a temporada. A seleção tem dificuldade de ter e manter um padrão de jogo, inclusive numa mesma partida.

Pelo menos a derrota não interferiu na classificação para as semifinais. Se não houver nenhum tropeço contra Camarões (era o que faltava...), o Brasil será, inclusive, primeiro lugar no grupo B.

Comentários

Mantronix Inc disse…
Assisti só o 4º e 5º set, vou assistir novamente inteiro pelo youtube e volto c comentários.

oBS: Um dos MANDAMENTOS da Tri-Campeã Olímpica Cubana,que jogava no sistema 4/2; (quatro atacantes e duas levantadoras, em que as 6 atacavam), era "NÃO SE PODE PERDER CONTRA-ATAQUE!", elas ficavam furiosas consigo mesmas quando perdiam, é claro, se tratava de um time com um poder de fogo e definição incomparável. Mas q fique a dica. Se não temos 4 atacantes matadouras, temos q Contra-atacar com quem tem mais capacidade de definir E PRA DEFINIR e nao somente passar a bola p outro lado. E foi q a Polônia fez , em todas as possibilidades acionou a Merzek q fez o diferencial da partida.
Guilherme Andrade disse…
Laura, você foi certeira quando disse que o time perde o fôlego. Fiquei exatamente com a mesma impressão, e isso durante toda a temporada, como você também bem observou. Está parecendo que o Brasil se tornou um time cansado, onde até mesmo as jogadoras mais novas se deixam contaminar por esse desânimo responsável pela irregularidade do time. Se perdem o fôlego assim já na segunda partida de um torneio curto como este, imagina como vai ser numa competição exaustiva que nem o Mundial. Digo isso porque só mesmo esse desgaste físico prematuro do time pra explicar uma diferença tão grande de atuação de um dia pro outro. Lembro que foi exatamente assim na Liga das Nações, quando o Brasil venceu a China com convicção e logo em seguida perdeu para a Turquia. Precisamos de jogadoras altas, ágeis e resistentes física e mentalmente, para se adaptarem melhor ao estilo super rápido de jogo atual (vide seleção dos EUA). Tenho a impressão que na nossa seleção as meninas estão muito mais preocupadas com a família e filhos, do que concentradas de fato em vencer o jogo. Lógico que temos que pensar na vida pessoal, mas penso que os campeonatos atuais exigem das jogadoras concentração máxima naquele objetivo. "Pani Lins" voltou a aparecer nessa partida, penso que uma jogadora que acabou de ser mãe não deveria estar na seleção, acho até uma maldade com a atleta e o filho recém nascido ter que passarem por tanta exigência fisica e psicológica. Apesar de tudo, continuamos na torcida para que um dia a regularidade retorne ao nosso time.
Anônimo disse…
Guilherme, o Brasil foi burro tendo se esforçado tanto pra ganhar aquele jogo que não valia nada contra a China. Na sequência, quando era eliminatório tomou 3 a 0. Falta de planejamento. O Zé exauri as jogadoras.

Só vim falar que é a Garay é fantástica. É gritante a diferença de seu nível técnico, tático e emocional em relação as outras. Fica feio para as outras ponteiras jogar ao lado da Garay. Deveriam aprender muito com elas.

A Drussyla foi mal demais na recepção e isso comprometeu tudo. Mas tô gostando mais desse time que dos outros. Não achei o jogo ruim não. Mas não podemos tomar tantas largadas e dar tantas bolas de graça, de primeira e de segunda e, principalmente, desperdiçar contra ataques.

Agora teve um comentarista que disse que essa geração de centrais é muito boa. Tá louco.

Smarzeck jogou muito. O que aconteceu com os lábios dela?
Kamila Azevedo disse…
Ontem, elogiei a capacidade que as meninas tiveram de reverter situações desfavoráveis, com uma postura bastante assertiva contra as russas. Hoje, esbarramos no grande problema que este atual grupo da seleção tem: a inconstância. O time joga bem uma partida e atua de maneira desleixada em outra. Assim, fica muito difícil. O passe brasileiro continua sendo um enorme calcanhar de Aquiles. Será que o Zé Teimoso não treina passe com essas meninas? Não é possível!
Anônimo disse…
Monique foi fazer turismo em Montreux, nem na inversão entra, já temos uma nova Mara no grupo, só que sem carisma.
ElaIne Mara disse…
Buenas e la vamos nós sem saber direito onde chegar.Vi todo o jogo e é difícil entender o enredo desse samba.Sobre o cansaço tenho tido essa impressão das atletas desde os amistosos forçados e desnecessários para algumas e em vão outras que nem puseram os pés na quadra praticamente. Isso teve e tem um preço.Falar da Garay é chover no molhado (The best)e com certeza tem ainda para melhorar.Não sei Guilherme se além da Dani Lins e Tandara outras tenham filhos e isso vem no pacote no esporte feminino mas não no do masculino né,afinal a família nessas horas é só das jogadoras e os jogadores são profissionais. Elas não né,elas passam a ser mães. Acho que foi legal ver Garay,Suelen,Rosamaria melhorando. Agora não sei se viram em um momento do jogo qdo a Natália mesmo depoís do saque permaneceu em quadra e teve um momentoque ficou evidente a sua preocupação com o seu joelho.Isso não é bom pois significa que ela ainda tá lembrando dele.Pra mim a Amanda foi apagada ,perdeu o brilho e sabe que corre risco na nossa cabeça e na do ZRG já não sei.Espero que tenhamos um gde jogo X Camarões pois assim podemos rodar mais e assim definir melhor as coisas.Carol e THansa uma gde opção. Acho que ADenizia está cansada e precisa ser poupada.Dani Lins cansou e era esperado e Roberta que se alinhe.O restante já foi falado aqui.Minha torcida é enorme com ou sem cansaço, com ou sem títulos.Mas o ZRG não dá mais e faz tempo.Vamos Brasil.
Paulo Roberto disse…
Oi povos e povas.

Vi o jogo até o início do quarto set, mas fiquei com as mesmas impressões que a maioria aqui. Dani está voltando aos poucos a seu padrão de jogo, mas sem passe não consegue fazer aquilo que ela faz melhor que é usar e abusar das centrais. Continua com bolas baixas para as extremidades, um deficiência que ao meu ver jamais será sanada, visto que já passou dos 30, é consagrada e tal.

Concordo com a Elalne, a Ade me pareceu um pouco cansada, sem a energia que a caracteriza, talvez o psicológico esteja falando alto: ela é sem dúvidas mais jogadora que Carol e Bia e, obviamente pelo tempo que está parada pelas lesões, vive um momento melhor que a Thaisa e, mesmo assim não é considerada a titular absoluta da posição. Talvez isso mexa com ela um pouco. Bom seria se ela e Thaisa repetissem aquela forma espetacular do Sollys Osasco.

E esse passe hein? Suellen deu outro padrão de jogo para o fundo brasileiro, mas mesmo assim pra quem teve Fabi e Brait, sabe que a diferença é abismal. Além é claro da inconstância das ponteiras nesse fundamento. Que falta a Jaque faz hein. Já que o passe não sai e o padrão de jogo brasileiro é comprometido tinhámos que ter jogadoras de ponta porradeiras, o que não é o caso desse grupo. Rosamaria tem aqueles momentos de brilho, mas depois toma três tocos seguidos e some. Durssyla faz um set bom, depois desaparece. Gabi precisa de uma bola muito, muito acelerada, não consegue lidar bem com bolas mais lentas. Natália que mais uma vez é apontada como a salvação da lavoura claramente ainda tem problemas físicos (eu se fosse o presidente do Minas vetava ela na seleção, como o Taubaté fez com o Lucareli, mas no feminino os clubes não têm tanta força assim).

Enfim, se o panorama não evoluir veremos no mundial um entra e sai de centrais, a inconstância do passe e a dependência de um dia bom da Tandara e da Garay.

Enquanto isso Zé Roberto continua aclamado como the best. Difícil viu!
MArcos Pontes disse…
Bom, para quem não entendia porque o Zé implorou para a Garay voltar, esses jogos mostraram não que a Garay é a melhor, mas sim o quanto essa nova geração é fraca mentalmente e tecnicamente. Uma jogadora de 32 anos fora de forma, volta e em menos de 30 dias de treino está anos luz a frente das demais. Eu se fosse Amanda, Drussyla e Rosamaria estaria é com vergonha do meu condicionamento.

Cortes:

Não acho que a Amanda seja escolhida. Acho que fica para ganhar mais cancha internacional e ajudar em Barueri (sic). Além disso é uma jogadora um pouco mais completa que a Drussyla (nivelado por baixo) e Rosamaria (reserva da Tandara). Natália com 0 condições de jogo vai ao Mundial, assim como foi para Londres(filha).
Zé Roberto já mandou buscar também o corcunda pra pegar a sorte e ser campeão. rsrsrs
Espero não assistir hj a primeira derrota para uma seleção africana da história. rsrsrs (não é pra tanto) mas pra polônia fazia tempo.
Abs
Anônimo disse…
Acho injusto Natália ir ao Mundial nas atuais condições: totalmente fora de jogo! Assim como achei injusto o corte da Camila Brait, no auge da forma, em Londres 2012, para manter uma Natália sem nenhuma condição de jogo no time! Assim como achei injusto o corte da canhota Leila em Atenas 2004, quando precisou dela no fatídico 24x19 contra a Rússia, o Zé, com certeza, deve ter visto a besteira que fez, se não viu, nós vimos!
Falando em Camarões, as jogadoras Nana e Moma têm um biotipo interessante e físico pra lá de privilegiado para o vôlei, jogando em um clube grande podem evoluir muito!
Unknown disse…
Para sermos campeões mundiais o ZRG esta procurando um concurda reza a lenda.