Da Liga para o Mundial - Parte 2

Amanda 
Uma Liga de altos e baixos para a Amanda. Diria até de mais altos do que baixos porque por muitas rodadas ela deu segurança ao passe brasileiro e contribuiu com o ataque, usando sua habilidade para enfrentar os bloqueios mais altos. Evoluiu muito na comparação com a temporada passada na seleção. Porém, quando ela foi mal, ela foi muito mal, comprometendo o desempenho de todo o time cometendo falhas no fundamento que deveria ser a sua especialidade, o passe. É o tipo de jogadora que sempre está presente nos grupos do Zé e, por isso, deverá ter a preferência entre Drussyla e Rosamaria se sobrar alguma vaga para ponteiras no elenco do Mundial. A questão é saber, como escrevo mais abaixo, se o Zé não cogita levar a Jaque como ponteira e não como líbero. Se isso acontecer, a Amanda perde a preferência. 
Mundial 2018: 50% de chance

Drussyla 
Gostei do fato da Drussyla ter recebido mais oportunidades de jogar este ano mesmo depois de uma temporada irregular no Sesc. Acho que ela está ainda à procura de um maior equilíbrio entre as duas funções que têm responsabilidade, o ataque e o passe. Ainda parece que, quando concentra-se na qualidade de um, prejudica o outro. Mas é uma pena que tenha se lesionado quando crescia em rendimento, fazendo-se importante no ataque e até melhorando o time quando entrava no lugar da Gabi no segundo set. Acredito que a Drussyla tenha chances de ir ao Mundial se a Garay não voltar à seleção. 
Mundial 2018: 50% de chance

Rosamaria 
A Rosamaria ficou um tanto esquecida no banco em boa parte da Liga. Teve a oportunidade de ter uma sequência de jogos na última semana da fase classificatória quando a Drussyla já estava fora do grupo. No ataque, saiu-se bem contra a Tailândia, mas ficou na média contra Itália e Bélgica. É uma jogadora que acrescenta ao bloqueio e ao saque brasileiro, mas no passe tem que ficar escondida. Talvez, pelas características, seria melhor utilizá-la como oposta, porém, falta-lhe maior poder de definição e padrão de jogo. Quando entrou nas inversões, acertava a primeira bola e errava as duas seguintes. É difícil definir a Rosamaria. Não tem explosão e força no ataque suficientes para ser uma oposta definidora, mas também não tem a técnica necessária para ser ponteira. Pode-se dizer que é versátil, mas não convence realmente em nenhuma das posições. Acho que o teste da Rosa foi no ano passado e ela não se saiu mal, mas também não foi destaque. Pode ser que a "versatilidade" pese a seu favor, mas, no momento, entre as ponteiras que estiveram na Liga, acho que é a que tem menos chances de ir ao Mundial. 
Mundial 2018: pouco provável

Gabi  
A longa duração da Liga pelo menos serviu para recuperar a Gabi. Na fase de classificação, praticamente jogando os primeiros sets de cada partida, ela penou. Demonstrou dificuldades no ataque e nem sempre conseguiu manter a qualidade no passe. Mas na fase final, foi a melhor jogadora do Brasil juntamente com a Tandara e foi importante para reforçar o ataque brasileiro. É uma peça importante neste grupo atual da seleção por ser uma jogadora que dá corpo ao fundo de quadra e tem um ataque, de velocidade, diferente das principais ponteiras/opostas do Brasil. 
Mundial 2018: vaga garantida!

Jaqueline
Impossível avaliar, entrou praticamente só para sacar e mal foi aproveitada para o fundo de quadra. Se estiver em boas condições físicas, estará no Mundial. Só não sei se como líbero ou como ponteira. Afinal, ela não foi testada na nova posição e, se for, será somente no Montreux e, talvez, em alguns amistosos. Muito pouco para alguém que estreia em uma nova posição. Não sei se, depois de um final ruim de Liga da Amanda, o Zé não esteja cogitando levar a Jaque como ponteira. 
Mundial 2018: muito provável

Suelen
Com o pedido de dispensa da Leia, Suelen teve uma segunda chance e, desta vez, não a desperdiçou. Na Liga, assumiu o controle do fundo de quadra e foi uma das responsáveis pelas boas atuações da defesa brasileira. Esteve mais segura no passe na comparação com a temporada passada, no entanto, precisa ser mais confiável no fundamento. Às vezes comete falhas na recepção que, para uma líbero, são difíceis de se admitir. 
Mundial 2018: vaga garantida!

Gabiru 
Mais uma jogadora que entrou muito pouco em quadra e que fica impossível fazer alguma avaliação. No caso dela, o trabalho com a seleção foi mais uma oportunidade de se recuperar da grave lesão no joelho do que para lutar por uma vaga no time. Ainda assim, se a Jaque não for como líbero, Gabiru deverá ser a reserva da posição no Mundial. 
Mundial 2018: 50% de chance

Comentários

André disse…
Como sempre, Laura faz postagens incríveis e precisas.
Só queria reforçar dois comentários seus, que foi a melhor definição que li até agora: Rosamaria não consegue ser, de fato, destaque nem como oposta e nem como ponteira. É incrível isso! Aliás, eu tenho sempre a sensação de que ela ataque para onde o nariz aponta. É uma pena porque é jogadora com boa estatura, mas que não consegue se firmar.
Drussyla ainda não consegue me convencer. É impressionante como ele consegue ir dos lances incríveis aos mais bizarros num mesmo jogo. Talvez, por ser a mais jovem de todas as atacantes, eu ainda a considero muito inconstante. Mas, acredito que ela tem muito mais margem de crescimento que Rosamaria.
Mantronix Inc disse…
Laura,

A gente ta precisando de uma atacante definidora junto com a Gabi e Tandara.
Essa é a grande questão.
ElaIne Mara disse…
No Brasil não sera visto a Copa Panamericana e então nada será acompanhado sobre as selecionáveis para o mundial. Por aqui a será transmitida pela mesma rede que transmitiu o Sul americano de 2017.E uma pena pra todos que amam o voleibol feminino. Sorte e fé a todas .
L. Mesquita disse…
Laura e amigos, boa tarde!
Infelizmente vejo cada vez mais uma queda de interesse pelo voleibol na juventude, cada vez temos menos jovens interessados em treinar vôlei. Na verdade, o problema que temos nas categorias de base é reflexo da falta de interesse da juventude atual em se dedicar ao voleibol.
Laura disse…
Pois é, André, o mal da Drussyla é este mesmo. Mas assim como vc tb acredito q ela tem margem de crescimento, ainda mais trabalhando sob o comando do Bernardinho.

Mantronix, acho q sim. Gosto muito da Gabi, mas não sei se, como titular no Mundial, ela conseguiria ajudar muito no ataque. É uma jogadora que precisa de uma bola especial para ser bem aproveitada e aí depende tb do desempenho do passe e da levantadora. E das novas atacantes não há ninguém q passe segurança na definição.
Anônimo disse…
Eu acho que a Rosamaria tem que ter uma sequência inteira boa no clube, em todas as fases da Superliga. Gabi, Natália, Tandara, Garay, todas essas (quando inteiras fisicamente) fizeram uma ou mais temporadas boas, que justificavam suas convocações. Mesmo oscilando elas eram confiáveis.

Rosa não é confiável para seu time, pois o deixa na mão, principalmente, em momentos importantes. Oscila drasticamente fazendo uma partida como maior pontuadora e outra saindo zerada no ataque. Na seleção isso não cabe. Ela tem que definir o que ela é, ponteira ou oposta, clamar isso para os técnicos e se fazer respeitar em sua escolha e honrá-la. Aí sim pode-se convocar. Acredito que o resto da temporada longe da seleção faria bem a ela.

Eu acho que a reserva da Suelen será a Tássia.

Sinceramente, uma jogadora que eu sempre pensei que pudesse ser aproveitada na seleção e que verdadeiramente não foi é a Priscila Daroit. Via um potencial nela e de vez em quando ele dá as caras, mas não teve continuidade com o Zé. Não entendo.

L. Mesquita, como é que a juventude vai se interessar por um esporte que não conhecem, que não sabem que existe, que não passa na televisão. Olha a dificuldade que nós, amantes do vôlei e com certa experiência em escarafunchar a internet e burlar sites, temos para assistir os jogos da seleção. Os internacionais só pagando mesmo. Se fizer uma pesquisa na rua perguntando quem são as titulares da SFV ninguém vai saber (nem nós sabemos, rsssss, não podia perder essa). Mas é sério. A televisão (Grobo) tá matando o vôlei também.

Nas escolas onde moro mal tem educação física, que dirá vôlei. Agora no inverno mesmo, como as quadras são abertas, física só em setembro quando a prima Vera chegar o no Verão da Itaipava.

Tá russo!
Unknown disse…
ESTE BLOG DEMORA MUITO PARA SE ATUALIZAR .
AS VEZES OS TORNEIOS ACABAM E MAL FOI POSTADO ALGO.
Anônimo disse…
teste
Anônimo disse…
Tiffany com Tandara eh bola no joão garantida.
L. Mesquita disse…
Que Tifany faria diferença do alto dos seus 1,94m, isso não há dúvidas! Gostaria de ver Tifany e Regiane de 1,90m jogando juntas, uma de oposta outra de ponteira, Regiane é a melhor passadora do Lodz na Polônia!!!