Saudades, Grand Prix



A Liga das Nações 2018 ainda não terminou, mas acho que já é possível fazermos uma avaliação do novo torneio. Afinal, seis semanas são mais do que suficientes para vermos como se pode fazer um campeonato mais chato e desgastante do que o Grand Prix.

A reformulação do torneio anual da FIVB só teria sentido se fosse para torná-lo mais interessante e dinâmico. Só que, com a Liga, aconteceu o contrário: há seleções demais, viagens demais, desequilíbrio demais e, como resultado, qualidade de menos.

O GP tinha ganhado em qualidade desde que a FIVB criou a divisão por grupos, utilizando-se do esquema de rebaixamento e ascensão entre as séries. Três semanas de fase classificatória e uma final. Ponto. Fórmula e tamanho ideais para o principal próposito que uma competição anual tem que ter: testar e preparar as seleções para os principais torneios do ano. Além disso, era uma fórmula que, de certa forma, tinha um caráter mais democrático e atingia um maior público do que esse da Liga, pois tinha mais seleções envolvidas em disputas em cada série. 



Duas das principais justificativas da FIVB para a criação da Liga foram as necessidades de modernização da competição  e de uma maior aproximação dos torcedores. Luiz Fernando Lima, secretário geral da FIVB, chegou a declarar para o GE que “o formato das competições tinha muitas variações de um ano para o outro. Não era um formato claro. O público não entendia muito bem a classificação das equipes. Nós tínhamos uma extensão de público muito baixa, vínhamos avançando a passos muito lentos”.

Obviamente não discuto o diagnóstico, mas também não entendo como o novo formato pode ser mais atrativo e interessante – não só para os torcedores do vôlei como também para angariar novos seguidores do esporte. 
O fato de não haver mais divisões em grupos realmente simplificou o entendimento da competição assim como uniformizar o nome do torneio anual dos homens e das mulheres. Mas a extensão da Liga – sete semanas: cinco de fase classificatória, uma de pausa e uma, a derradeira, da fase final – não atrai e atrapalha igualmente a compreensão da fórmula.

Se o GP já era um tanto negligenciado pelas principais seleções – menos o Brasil – imagina o que será da Liga nos próximos anos. Até achei surpreendente que a Sérvia e os EUA tivessem usado sua força máxima durante quase toda competição. Mas isso não deve se repetir nas próximas edições se o formato continuar tão desgastante quanto este.

Comentários

Kaike Lemos disse…
Enquanto existir Brasil pra competir, vai ter um time com força máxima. A China é o maior exemplo de: não viaja a competição, quase que inteira, nunca coloca o time titular e sempre vai alterando, tornando o jogo medíocre e muitas das vezes com jogadoras de voleibol bem sem sal.
Estados Unidos e Sérvia, tanto Terzic e Kiraly mesclam nunca colocando uma jogadora pra jogar jogos seguidos, a não ser que seja titular absoluta e a reserva não tem condições de substuir a mesma.
Grand Prix era melhor. Pois a questão viagem, cansa as jogadoras. Pelo menos pra esse Final Six tem uma semana e 3 dias pra descanso e treino. Se forem reparar nos últimos treinos no YouTube, a Tandara tá descansando mais do que treinando, agora pra fase final. Ser carregadora de piano não é fácil, ainda mais quando as ponteiras são engessadas e sem agressividade alguma e a levantadora é jaqueira. Boa sorte a ela e o Brasil pra conseguir algum lugar no pódio.
Mario disse…
Discordo quanto às principais equipes desprezarem o GP. China, EUA, Itála, Holanda e Sérvia sempre jogaram com força máxima. China esse ano já estava nas finais e fez corpo mole. Itália ficou sem tempo de descanso e foi prejudicada com o descanso na primeira rodada.
Apenas a Rússia, ao meu ver, detesta esse Campeonato. A Sokolova até comentou uma vez.
Vale ressaltar que é uma competição que rola muito dinheiro e muito bom pra manter as confederações...
Mantronix Inc disse…
Devería ser criado a liga das Nações Grupo A, com as 10 seleçoes melhores classificadas nessa prmeira versao da liga.

E liga das Nações Grupo B; q vai do 11º colocado ao 20º.

Sendo q os dois ultimos da A desceríam p/B e os dois primeiros da B subiríam p/ A no ano seguinte.

A Fivb deveria também fazer convite especiais pra incluir novos Países na Liga, como Inglaterra, Canadá, Suécia, França, Australia etc..
L. Mesquita disse…
Laura e amigos, bom dia!
Concordo que a Liga das Nações ou Grand Prix,como queiram,afinal de contas o que menos importa é o nome do torneio,ficou muitos DESAGRADÁVEL e EXTENSA,são CINCO SEMANAS Classificatórias,um exagero!
O ideal seria mesmo ter 3 semanas classificatórias e depois as finais! Hoje cada seleção tem que jogar QUINZE partidas na fase de classificação,o que eu acho um absurdo! Caso fossem 3 semanas cada seleção jogaria NOVE partidas antes das finais!
O q a Argentina fez foi VEXAMINOSO!!! Foi um INSULTO ao voleibol!!!
As ARGENTINAS simplesmente KGARAM para o torneio,fizeram CORPO MOLE,um time SEM SANGUE,sem RAÇA,totalmente sem motivação!!!
É muita falta da FAIRPLAY e ANTIÉTICO a atitude das ARGENTINAS durante o torneio!!! Coisa feia de se ver e um grande mau exemplo para os jovens q estão iniciando no esporte!!!
Acho q a ARGENTINA merecia até uma punição maior como uma SUSPENSÃO!Ser rebaixada direto,acho até q saiu barato pra Argentina!
Agora eu torço pra que as COLOMBIANAS evoluam e ultrapassem PERUANAS e ARGENTINAS na AMÉRICA DO SUL!!!
Pop On Air disse…
Ao meu ver o Voleibol Feminino no Geral decaiu muito em qualidade, o jogo fica um amontoado de erros e jogadoras medianas, que hoje são colocadas em Pedestral, A Sérvia foi com força máxima pq tem peças limitadas e algumas lesões, eu até acho que a Boskovic deveria ser mais poupada. Dos EUA eles usam do fato de dificilmente terem jogadoras se lesionam, mesmo coisa do Brasil com a Tandara, caso ela fosse poupada de mais jogos, derrotas viriam. Acho que no Masculino, quando as coisas Valem Algo mesmo os jogos tem um nivel bem maior
Luiz Felipe disse…
Concordo que essa primeira fase da Liga das Nações é longa e cansativa. Mas tem uma grande vantagem em relação ao extinto GP: na Liga todas as seleções jogam contra todas uma vez na primeira fase. Isso não acontecia no GP, que às vezes repetia, às vezes não promovia determinados confrontos na primeira fase. Isso sim é interessante e democrático.
Luiz Felipe disse…
Concordo que essa primeira fase da Liga das Nações é longa e cansativa. Mas tem uma grande vantagem em relação ao extinto GP: na Liga todas as seleções jogam contra todas uma vez na primeira fase. Isso não acontecia no GP, que às vezes repetia, às vezes não promovia determinados confrontos na primeira fase. Isso sim é interessante e democrático.
Anônimo disse…
Eu discordo, quanto o menosprezo de algumas seleções. Já no antigo Grand Prix, as americanas e brasileiras sempre (ou quase sempre) jogavam com os times principais. EUA ganhou as edições de 2010,2011 e 2015 com o time titular,apenas em 2012 ganharam com o time reserva na fase final. O Brasil venceu em 2013, 2014 e 2016 com o time bicampeão olímpico. Em 2017, já renovado, levou o que tinha de melhor e venceu. A China, de Lang Ping, era meio controversa, porque de 2013 a 2016 jogou toda a fase classificatória com as principais jogadoras e na fase final é que mandavam o time B. A Servia não chegava porque não era uma potencia ainda, apenas em 2016 que Terzic "boicotou" e o time nem se classificou. Em 2017 levou força máxima e foi bronze. Esse ano, força máxima, faltando apenas a lesionada Mihajlovic.
Realmente a VNL é mais desgastante, porém o esquema é mais justo, no sentido de todos enfrentarem todos, sem repetir jogos entre mesmas equipes, como era no GP. O que tem que ser visto são as viagens. Poderiam fazer por continentes: 1* na América, 2* Europa, 3* Europa, 4* Ásia e 5* Ásia. É muito desgastante essas idas e voltas, como, por exemplo, as americanas, que da Europa foram pra Ásia e da Ásia vieram para a América. "Padronizar" essas viagens seria uma boa alternativa, ao meu ver.
Falando dos jogos dessa fase final,acho que teremos uma boa prévia do mundial. Essas 6 equipes (talvez com Itália no lugar da Turquia ou Holanda) são as favoritas pro final six do mundial).
- EUA: time completo, talvez apenas Lowe possa entrar nesse time.
- China: quase completa, desfalque importante da Zhang Changning.
- Servia: quase completa, desfalque importante da Mihajlovic.
- Holanda: time completo, talvez só Pietersen pode ainda voltar.
- Turquia: time completo, Naz está grávida e Sonsirma e Demir se aposentaram.
- Brasil: time imcompleto, Dani, Thaísa e Natália devem ser titulares no mundial, desse time atual Suellen (disputando com a Jaque), Gabi (ainda se recuperando de lesão), Adenizia e Tandara são titulares.
Torcendo muito para o Brasil, pois um medalha será muito importante, mostrando a força do voleibol feminino brasileiro contra as principais seleções do mundo que estão completas ou quase completas.
Anônimo disse…
Eu discordo, quanto o menosprezo de algumas seleções. Já no antigo Grand Prix, as americanas e brasileiras sempre (ou quase sempre) jogavam com os times principais. EUA ganhou as edições de 2010,2011 e 2015 com o time titular,apenas em 2012 ganharam com o time reserva na fase final. O Brasil venceu em 2013, 2014 e 2016 com o time bicampeão olímpico. Em 2017, já renovado, levou o que tinha de melhor e venceu. A China, de Lang Ping, era meio controversa, porque de 2013 a 2016 jogou toda a fase classificatória com as principais jogadoras e na fase final é que mandavam o time B. A Servia não chegava porque não era uma potencia ainda, apenas em 2016 que Terzic "boicotou" e o time nem se classificou. Em 2017 levou força máxima e foi bronze. Esse ano, força máxima, faltando apenas a lesionada Mihajlovic.
Realmente a VNL é mais desgastante, porém o esquema é mais justo, no sentido de todos enfrentarem todos, sem repetir jogos entre mesmas equipes, como era no GP. O que tem que ser visto são as viagens. Poderiam fazer por continentes: 1* na América, 2* Europa, 3* Europa, 4* Ásia e 5* Ásia. É muito desgastante essas idas e voltas, como, por exemplo, as americanas, que da Europa foram pra Ásia e da Ásia vieram para a América. "Padronizar" essas viagens seria uma boa alternativa, ao meu ver.
Falando dos jogos dessa fase final,acho que teremos uma boa prévia do mundial. Essas 6 equipes (talvez com Itália no lugar da Turquia ou Holanda) são as favoritas pro final six do mundial).
- EUA: time completo, talvez apenas Lowe possa entrar nesse time.
- China: quase completa, desfalque importante da Zhang Changning.
- Servia: quase completa, desfalque importante da Mihajlovic.
- Holanda: time completo, talvez só Pietersen pode ainda voltar.
- Turquia: time completo, Naz está grávida e Sonsirma e Demir se aposentaram.
- Brasil: time imcompleto, Dani, Thaísa e Natália devem ser titulares no mundial, desse time atual Suellen (disputando com a Jaque), Gabi (ainda se recuperando de lesão), Adenizia e Tandara são titulares.
Torcendo muito para o Brasil, pois um medalha será muito importante, mostrando a força do voleibol feminino brasileiro contra as principais seleções do mundo que estão completas ou quase completas.
JC disse…
Com certeza é massacrante para nossas meninas e para a comissão técnica, mas fico com dó especialmente da Mara, que passou 7 semanas cruzando o globo só para treinar e "compor", e que ainda vai emendar na Copa Pan-Americana. E isso tudo sem poder fazer um turismozinho rsrsrs
Anônimo disse…
Eu acho que a liga das nações deveria ser um campeonato de pontos, sem playoffs e final. 5 semanas e quem pontuar mais leva a liga. Assim ninguém faria corpo mole e jogaria comprometidamente na maior parte do tempo.

Acho importante um campeonato de pontos, para premiar a equipe mais regular, que eventualmente pode perder numa final ou jogo eliminatório. Se não me engano todos os campeonatos atuais são com final.
Anônimo disse…
Anônimo, pO único campeonato por pontos corridos é a Copa do Mundo. Na última edição China (campeã) e Servia (vice) perderam somente 1 em 11 jogos, sendo que as chinesas pontuaram mais. Por falar nisso, quero ver como a Fivb vai fazer porque o Japão já está classificado, e se usar do mesmo critério com o Brasil, as nipônicas não poderão jogar um campeonato que é na sua casa. Talvez seria melhor colocar a edição de 2019 na China, uma exceção, mas só vejo essa alternativa, porque colocar o Japão seria injusto com o Brasil pelo que ocorreu em 2015 e teria a chance de combinação de resultados.
Anônimo disse…
Hum, não me lembrava que a copa do mundo era de pontos corridos. Acho isso bom, muito bom.
Lembro que o Zé Roberto ficou puto porque tinha chances reais de ganhar este título, que também falta ao Brasil (além do mundial), mas alegaram isso, que como seria sede dos jogos olímpicos não precisava jogar. Eu não concordo porque além de dar vagas, dá ponto no ranking e é injusto um país não poder pontuar.

Pois bem, vamos ver o que acontecerá com o Japão. Como a FIVB é corrupta, tudo pode acontecer, inclusive o surgimento de um novo regulamento que permita incluir o Japão.