Liga 2018 - Brasil 3x0 Holanda

 
Vitória muito tranquila para o Brasil num jogo que a Holanda só foi entrar em quadra mesmo no terceiro set.

Não foi um bom dia para a equipe holandesa. Nos dois primeiros sets não conseguiu impor qualquer dificuldade ao time brasileiro. O saque, que costuma ser uma boa arma e que já havia dificultado a vida verde-amerela na fase classificatória, não entrou. Muitos erros foram cometidos no fundamento na intenção de complicar o passe brasileiro e os saques que entraram foram bem controlados.

O Brasil também não ajudou em nada para melhorar a vida da Holanda. Explorou muito bem a fragilidade da Buijs na recepção quando ela ficava exposta no fundo de quadra. A vantagem aberta no primeiro set veio assim. Surpreendeu, até, que Morrison, o técnico holandês, não tenha feito qualquer substituição naquele momento para tentar controlar o desastre.

Trocas mesmo ele fez para o segundo set, apostando numa formação mais ofensiva, tirando a Grothues e colocando a Daalderop. Além disso, trocou de levantadora. Dois erros, na minha visão. A Bongaerts, a segunda levantadora reserva, me pareceu bem fraquinha e insegura. Colocou bolas baixas nas pontas que atrapalharam as atacantes.

Depois, creio que a Holanda precisava estabilizar o passe para conseguir impor um pouco mais de velocidade nas suas bolas. O Brasil, com as bolas lentas pelas pontas, estava com o jogo holandês nas mãos, anulando as principais jogadas através da defesa e do bloqueio. 
 
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Foi ótimo ver o Brasil com as energias renovadas, lembrando as primeiras semanas de disputa da Liga. Ou seja, comedido nos erros, super atento na defesa e com um contra-ataque bastante efetivo. Apesar de ter cometido alguns erros na qualidade dos levantamentos, exigindo que suas atacantes se virassem com bolas espetadas ou baixas, a Roberta fez uma distribuição mais equilibrada entre as pontas.

Tandara não ficou sozinha carregando o ataque brasileiro. Teve a responsabilidade dividida com a Gabi que esteve muito bem, embora não esteja com a mesma velocidade de golpe que a caracteriza. Além disso, a ponteira brasileira teve uma atuação segura no passe, o que não vinha acontecendo nas últimas partidas. 

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A atuação brasileira foi muito boa, mas é verdade também que a seleção não foi muito exigida. Quando baixou um pouco a guarda no terceiro set, cometendo erros não forçados, acabou caindo de rendimento em outros fundamentos que vinham bem como a recepção.

O confronto com a China certamente será muito mais desafiador, o que pode levar o Brasil a mostrar novamente os principais defeitos que apresentou durante a competição, como o jogo concentrado na Tandara e a má recepção. No entanto, é bom saber que a seleção está com mais energia e concentração depois da semana de folga de jogos para poder usar a lucidez e fugir com inteligência das armadilhas chinesas.

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Grupo B 
Turquia 3x2 Sérvia

Comentei no post anterior que a Turquia tinha potencial para complicar a classificação deste grupo e foi o que aconteceu. D
epois de levar os EUA ao tie-break, a seleção turca bateu a Sérvia. Ou melhor, venceu a Boskovic.
 
A oposta sérvia foi acionada impressionantes 83 vezes. É óbvio que, ao final do jogo, principalmente no tie-break, a Boskovic estava super marcada. As centrais turcas, aliás, deram um show no bloqueio.

Está certo que, sem a Mihajlovic, a Boskovic fica um tanto isolada na responsabilidade do ataque pelas pontas. Mas a Zivkovic exagera nas bolas que manda para sua oposta em momentos que não são necessários, em que o time tem vantagem no placar e a recepção funciona bem, por exemplo. Milenkovic e as centrais tinham capacidade de ajudar mais no ataque para deixar a Boskovic para momentos mais críticos. Ainda mais num jogo em que os sistemas defensivos originaram muitos contra-ataques e que estava difícil, para ambas equipes, colocar de primeira a bola no chão. Ou seja, foi um desgaste enorme e repetitivo. Só uma máquina conseguiria um bom rendimento com tamanha exigência.

Enquanto a Sérvia ficou pendente da Boskovic, a Turquia, com o troca-troca característico do Guidetti, foi dividindo a responsabilidade entre várias ponteiras e encontrando durante o jogo o melhor momento para cada uma delas. Mas sem dúvida a entrada da jovem Karakurt foi importante para a Turquia ganhar maior poder de definição.

Agora a Sérvia precisa vencer os EUA para seguir à semifinal. Não sei se, no fim,
para o bem físico da Boskovic, não seria melhor perder e ficar de fora desta outra fase. Aliás, não sei nem em que condições ela vai chegar para este confronto com os EUA. Só sei que, neste ritmo de exigência, ela pode não chegar ao Mundial.

Comentários

Anônimo disse…
O Brasil jogou muito bem mesmo. Teve apenas aquela pequena pane no terceiro set, especialmente as falhas da Amanda.

Acho que o técnico americano comeu mosca ao deixar a Plak de fora. Ela entrou fazendo a diferença. Também não gostei da saída da Grotoes (acho que é assim que se escreve hihihi)
Pop On Air disse…
Boskovic amanha entra c o Braço enfaixado, essa Zivlovic é extremamente limitada