Liga 2018 - Brasil 3x0 China


Na partida do Brasil contra a Holanda, as câmeras flagraram as chinesas com pranchetas fazendo anotações sobre o time brasileiro. O curioso é que, ao enfrentar o Brasil, não foi a China que parecia ter tudo muito bem estudado.

O contrário, a seleção brasileira foi quem veio com o time chinês “na ponta da língua”. Anulou as principais jogadas chinesas e, com uma estratégia de saque, retardou a entrada da Zhu na partida. E quando a principal atacante chinesa começou a aparecer, no segundo set, ela já demonstrava estar impaciente com a defesa brasileira, cometendo erros além do normal. Sem contar que, mais uma vez, ela carregava sozinha o ataque chinês já que nenhuma das suas companheiras, apesar de todas as trocas da Lang Ping, obteve resultados significativos contra a defesa brasileira.

O Brasil, por sua vez, manteve-se seguro em quase toda a partida na recepção. A Roberta explorou bem as jogadas na maior distância, aproveitando-se da lentidão das centrais chinesas no bloqueio.

Gabi novamente foi uma atacante importante para reforçar o poder de decisão brasileiro. O bom momento da ponteira tem sido fundamental para a seleção nesta fase final, deixando a Tandara menos carregada e poupando a oposta para os momentos finais de set. Quem caiu de rendimento no ataque foi a Amanda, que está tendo dificuldades na rede de dois, situação em que conseguia escapar com mais tranquilidade nas rodadas anteriores.

Mas de forma geral, todas as atacantes estão bastante conscientes, preferindo tocar a bola para o outro lado quando ela não está ideal para definir. Isto tem resultado em poucos erros cometidos pela seleção. E como o time tem se saído muito bem na defesa e nos contra-ataques, tem valido a pena a estratégia.



EUA 3x0 Sérvia

A história deste jogo é muito parecida com a de Brasil e China. Os EUA tiveram muito mais conjunto enquanto a Sérvia se apoiou novamente – e somente – na Boskovic. Agora, tem que se dizer que a Sérvia com seus inúmeros erros de saque e ataque facilitou demais o trabalho norte-americano.

O Kiraly desta vez começou a partida com a Bartsch no lugar da Hill. Apesar de a linha de passe ficar mais vulnerável, ela dá outra energia ao ataque norte-americano que não tem na Larson nem na Murphy o mesmo poder. A Barstch merece um lugar como titular, afinal, ela é, das atacantes do time, a que vive melhor fase.



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Semifinais 

Brasil x Turquia

EUA x China


Claro que considero melhor enfrentar a Turquia do que os EUA nas semifinais, mas não acho que é parada ganha. As turcas têm no seu comando um treinador que conhece e estuda muito o Brasil. Já no confronto da fase classificatória, a Tandara esteve bem marcada e a Turquia mostrou muito volume de jogo.

Além disso, apesar de serem jogadoras mais inexperientes, o Brasil pode ter um bom desafio defensivo pela frente com as constantes trocas de atacantes que o Guidetti costuma fazer. Ou seja, terá que se adaptar rapidamente a cada jogadora.

Mas acredito que o caminho da vitória estará na maturidade do time brasileiro. A Turquia tem um ímpeto e uma agressividade que assustam, mas erra demais. Costuma também ser cheia de altos e baixos durante a partida. Se o Brasil mantiver a levada destes dois primeiros jogos de paciência e de pouco desperdício conseguirá ter o diferencial para chegar à final da Liga.

No outro confronto, o resultado irá depender de como os EUA conseguirá controlar a Zhu. A China não encontrou durante toda a Liga outra atacante que divida a carga com ela. Até agora nenhuma oposta se firmou, por exemplo. A central Yuan, no início do campeonato, até apareceu como uma saída importante para o ataque chinês, mas se o passe não ajuda, as levantadoras sempre optam pelo mais simples e seguro, que é acionar a Zhu.

Ou seja, o conjunto dos EUA me parece bem mais equilibrado e resolvido, ainda mais agora com a entrada da Bartsch.

Comentários

Anônimo disse…
Na china ainda falta a ponteira Zhang. Ela é que tá fazendo falta no time.

Mas de toda forma, o Brasil jogou muito bem. Pra mim foi o melhor até agora. Poucos erros, movimentos precisos, agressividade constante, especialmente no saque, muito volume tanto no passe como na defesa. Se melhorarem um pouquinho o desempenho da Amanda e a bola da Bia, o Brasil é sério candidato ao título.

A Suelen tá demais. Há um tempo falei que era difícil pra ela ter que jogar cada semana se adaptando com um corpo diferente depois da cirurgia. Mas agora que perdeu bem massa está muito mais ágil e chegando mais inteira nas bolas. Sou fã dela.

A melhora da Gabi também eleva muito o nível do Brasil. Tandara jogou bem mais solta e foi menos exigida. O Brasil tá no caminho.

Vai ser jogão contra a Turquia, vou ter que arrumar um jeito para acordar às 4.

Sobre a Sérvia sempre disse que é muito confete em uma seleção que nunca ganhou nada em nível mundial. E disse também que time de uma jogadora só não leva. Assim foi com a Boskovic e tá caminhando para a Zhu. Também seria com a Tandaradependência, mas como a Gabi chegou, o Brasil não corre mais este risco.
Anônimo disse…
Se o problema é a Amanda na rede de dois, por que não colocar a Gabi na rede de dois?
Anônimo disse…
Acho que o problema não é bem a Amanda na rede de dois, mas sim a bola da Bia na rede de dois que não funciona, sobre carregando a Amanda ou carecendo de Tandara ou Gabi pelo fundo.

O Zé costuma fazer sua rede de 3 a mais forte possível para o time abrir frente e ficar bem forte neste momento. Antes eram Sheila, Garay e Thaisa com a rede de dois com Jaque e Fabiana.

Agora a rede de 3 é Tandara, Gabi e Adenízia, uma rede bem forte mesmo. A rede de dois no Brasil é mais fraca que a de 3, mas não significa que é fraca. Só não funcionou hoje.

Outros times equilibram a rede com jogadoras fracas e fortes. É questão de estratégia, só tem que funcionar.

Se a Gabi for para a rede de dois, terá um passagem de ataque na saída de rede, tirando sua melhor bola na entrada em um momento, mas já tendo a Tandara na rede pela entrada.