Liga 2018 - Brasil 3x0 Rep. Dominicana

seleção brasileira feminina de vôlei

Mais uma boa vitória do Brasil na Liga das Nações 2018.

Foi um confronto de dois opostos em quadra. De um lado o Brasil, com jogadoras limitadas em altura, mas habilidosas; de um time sem grandes destaques individuais, mas muito aplicado taticamente.

Do outro, a República Dominicana, de jogadoras altas e fortes, mas com poucos recursos técnicos; no conjunto, um time pouco disciplinado e sem brio.

Enquanto o Brasil supera os seus limites, a Rep. Dominicana joga aquém do seu potencial.

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O Brasil foi para a partida com as jogadas dominicanas bem estudadas. A Marte até tentou, no início do confronto, colocar a central Martinez para jogar, mas as brasileiras estavam atentas na defesa para esta opção. Com o passe ruim e a boa marcação sobre as centrais, a Rep. Dominicana voltou todo seu jogo para as pontas.

O alcance e a força das ponteiras dominicanas até poderiam ser um problema para o Brasil se as atacantes não tivessem tão poucos recursos para trabalhar a bola. É sempre para baixo. Nada de explorar o bloqueio ou tentar o fundo de quadra. É bem verdade que a a qualidade do levantamento, principalmente para a ponteira Martinez, nem sempre aproveita todo o alcance das atacantes.

De qualquer forma, percebe-se que é da natureza do time querer resolver de primeira. Talvez por não ter paciência, talvez por não ter qualidade técnica para estender por muito tempo uma disputa de bola sem cometer algum erro.

E neste quesito o Brasil tem se aprimorado na Liga. A organização da defesa para o contra-ataque tem melhorado e a transição está ganhando velocidade, o que tem ajudado o aproveitamento das atacantes, principalmente da Amanda.

Na partida de hoje, a Roberta até explorou mais as jogadas com as centrais nos contra-ataques. A levantadora, aliás, tentou acionar mais o meio, aproveitando o bom passe recebido durante toda a partida. Porém, as jogadas funcionaram bem somente com a Adenízia, desta vez. Com a Bia as combinações não tiveram sucesso, seja por conta da qualidade do levantamento ou pela marcação dominicana.
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O bloqueio dominicano talvez tenha sido o único grande obstáculo para o Brasil. Um bloqueio pesado, que anulou as jogadas mais centralizadas da seleção, como a de meio-fundo da Tandara.

A oposta brasileira continua bem marcada, exigindo paciência da atacante. E esse é um desafio particular para a Tandara: segurar o ímpeto de querer virar a qualquer custo e esperar o momento certo para definir. Ela ainda tem a mentalidade de ser a maior pontuadora, a carregadora de piano, quando tem que se concentrar em ser decisiva, ser a bola de confiança na hora do aperto. 
 
O bloqueio até trouxe algumas vezes a Rep. Dominicana para a briga, mas o time tem dificuldade em dar continuidade aos bons momentos, que, invariavelmente, morrem em falhas bobas. Isso facilitou de certa forma o trabalho do Brasil que, praticamente, só com um bom saque, conseguiu estabelecer o domínio da partida. Superioridade fácil de se impor.

Comentários

L. Mesquita disse…
Boa Tarde Laura e amigos! Cada vez mais orgulhoso das nossas “baixinhas”, principalmente da AMANDA que está pisando cada vez mais no debochado inescrupuloso do Voloch!
Amanda mostrou o caminho: contra bloqueios gigantes e pesadíssimos como o das DOMNICANAS tem que se ter paciência para trabalhar a bola, explorar, enfim, buscar alternativas para virar... Não adianta ir na ignorância que a bola volta no pé! Resultado: a nossa “baixinha” AMANDA foi a melhor em quadra contra esse time de GIGANTES, além disso foi a maior pontuadora e bola de segurança da Roberta... Amanda de 1,80m, na técnica, superou a altura e força física de Martinez de 2,01m. E ainda tem gente que reclama que a Amanda só joga explorando bloqueio... Queriam o quê? Que ela enfretasse bloqueios de jogadoras de mais de 1,90m??? O jogo se ganha na paciência, na disciplina tática, na técnica, na inteligência! Força e altura ajudam, mas sem organização, sucumbem, como vem acontecendo com as Dominicanas, já que o Marcos Kwiek é limitado em trebalhar o potencial delas...
Enfim, mais uma vez o Brasil se superou, ciente de suas limitações físicas perante a um adversário que, na teoria, poderia ser mais forte! Sinal de trabalho bem feito do lado brasileiro!
Anônimo disse…
Eu não sou fã do Zé Roberto e por mim ele já teria saído. Mas devo reconhecer que ele sabe dar uma cara, um padrão a um grupo, e até em pouco tempo. O trabalho tem saído com esta seleção. Não sei se conseguirá vencer (acho muito difícil), mas o time joga com qualidade.

Por outro lado, o Marcos kiwiek não consegue dar uma cara à equipe. O time não tem um padrão, ou um esquema de jogadas e estilo de jogo. Jogam no talento individual, não como equipe. E sem a De La Cruz e a Brenda fica muito pior. Sinto muito por elas. O Marcos tem que vazar.

Realmente a Roberta tentou mais as bolas de meio, mas não tô levando muita fé não, especialmente com a Bia. Curioso que no Grand Prix do ano passado essa jogada funcionou bem.

Continuou na tese de que Mara e Rosamaria, essa na entrada, por enquanto, não dão para a seleção.


Concordo com o que disse sobre a Tandara.
Kaike Lemos disse…
Marte não sabe levantar nenhuma bola direito, levantadora sonsa! Bolas quadradas,tijolos,jacas,melancias.

Tandara muito bem marcada pelo bloqueio dominicano, a Adenizia depois de um jogo ruim contra a Turquia, voltou com fome de bola, baixou a Carol Gattaz e virou a dona da rede!
Bia cada dia mais lenta no ataque, se for por causa de levantamento, então Macris pra ela! Coloca qualquer central pra jogar!
Mara tem de evoluir muito seu ataque para se tornar um excepcional central.

Rosa ao que parece vai rodar no mundial!
Se A PANELA prevalecer o mundial será:
Roberta,Dani Lins
Gabi,Nati,Dru,Amanda
Adê,Carol,Bia,Thaisa
Tandara, (Rosa) se Paulo Coco influenciar o ZRG. Bruna seria melhor que Rosa e Monique juntas.
Suellen e Jaque❤

Macris joga melhor que Roberta já anos atrás! Se o técnico fosse o Rizola duvido que a Roberta seria convocada! Ele tem sorte de ter Maria Alejandra Marin na seleção dele!
Camilla Paiva disse…
Foi Um jogo muito facil contra um adversário fraquíssimo. As pessoas que defendem tanto a convocação de jogadoras visando as mais altas tendo por pressuposto que a média de altura dos outros times é maior que a nossa deveriam assistir a esse jogo. Altura sem habilidade não conta em nada. Tomara que os jogos da próxima fase sejam mais empolgantes. Em relação ao Brasil é muito bom ver o time com a recepção mais estabilizada e errando menos. Tá certo que os adversários dessa fase não exigiram muito, mas a melhora foi perceptível.
Lulu disse…
O Brasil joga na base do "que tem para hoje" com relação ao nível das jogadoras, não obstante a qualidade da comissão técnica em tirar leite de pedra (não é um desrespeito às jogadoras e sim uma constatação ao meu entendimento de jogadoras medianas). Algumas são top para superliga, outras tem padrão liga das Nações mas gosto de pensar adiante. Faltam peças para o Mundial.
L. Mesquita disse…
Laura e amigos Boa Noite!
Da mesma forma que o VOLOCH persegue a AMANDA de forma nojenta, ele também persegue de forma VERGONHOSA o BRUNINHO e o MURILO da seleção masculina. E da mesma forma q a AMANDA calou a boca e pisou no VOLOCH e seus seguidores “haters”. Hoje foi a vez de MURILO e BRUNINHO calerem a boca e pisarem no VOLOCH: os 2 foram titulares e jogaram com sangue nos olhos na estreia do Brasil na LIGA, só que o adversário era a temida SERVIA completíssima e jogando em casa!!! Mas deu Brasil 3x0 SERVIA com show a parte de MURILO e BRUNINHO!!!
Anônimo disse…
Osasco tá vindo com:
Levantadoras - Claudinha e Carol Albuquerque
Opostas - Hooker e Lorenne
Centrais - Walewska e Natasha
Pontas - Mari Paraíba, ...
Líbero - Camila Brait.

Um bom time e segundo notícias mais duas estrangeiras boas. Parece que na semana que vem saem os anúncios oficiais.