Hora da decisão na Champions League


 
A temporada europeia de clubes chega aos seus momentos finais neste final de semana com a decisão da Champions League 2018, em Bucareste, na Romênia. Vakifbank, Conegliano, Galatasaray e Alba Blaj são os candidatos ao título europeu deste ano.

Mais uma vez a Turquia chega ao Final Four com dois representantes, tradição que se mantém desde 2013 – quando, coincidentemente, os seus representantes foram o Vakif e o Galatasaray.

E há possibilidade de se ter, inclusive, uma final turca, já que os dois times estão em semifinais diferentes.

O Galatasaray enfrenta a surpresa da competição o romeno Alba Blaj. Depois de uma bela campanha na fase de grupos, quando ficou em primeiro na sua chave, o time foi premiado para ser a sede da fase final e, assim, consequentemente, garantiu sua vaga no Final Four.

O Alba se reforçou para esta fase trazendo as sérvias Malesevic (ex-Osasco) e Krsmanovic, mas, mesmo assim, deve continuar bastante dependente dos ataques da oposta cubana Cleger Abel. O jogo romeno é bastante apoiado nesta atacante.

O Galatasaray classificou-se para o Final Four eliminando um dos fortes candidatos ao título, o Novara, numa bela reviravolta nos playoffs. Reverteu a derrota que sofreu em casa por 3x2 com uma vitória, de virada, na Itália por 3x1.

Mesmo sem Kosheleva, que se contundiu na primeira partida cntra o Novara, a equipe turca vai poder contar com a experiência das atacantes Demir Neslihan (que teve uma atuação espetacular no jogo que classificou o time para a fase final) e Rabadzhieva, a búlgara que já teve melhores momentos de “carregadora de piano”, mas que é uma saída importante ofensiva do time.

Há algumas temporadas o Gala tem investido e se esforçado para entrar na briga com os três grandes da Turquia (Vakif, Eczacibasi e Fenerbahce), objetivo do qual tem até se aproximado. Está assim, naturalmente, num nível de exigência e competição maior do que o Alba. Além disso, tem mais camisa e tradição, o que dá a ele o papel de favorito no confronto com a surpresa romena que chega pela primeira vez à fase final.
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Na outra semifinal, o campeão turco, Vakifbank, enfrenta o campeão italiano, Conegliano. Os dois repetem na semi o confronto da final da Champions do ano passado, em que as turcas venceram na casa das italianas.

O Vakif é o Real Madrid do vôlei feminino: nem sempre brilhante, mas sempre vencedor. Desde 2013 está presente na fase final da Champions. É impossível, portanto, não dar a ele o rótulo de favorito - ainda mais nesta temporada em que não se complicou na fase de grupos e venceu com sobra o Volero Zurique no playoff.

O Vakif chega mais consistente para esta fase final do que a do ano passado em que teve uma temporada um tanto inconstante. Ao meu ver, um fato que tem ajudado o time a ter esta maior solidez é que o Guidetti, sempre "hiperativo" nas trocas das jogadoras, fechou já há algum tempo com a Godze como titular no lugar da Robinson. Ano passado, Hill entrava e saía e o time ficava muitas vezes à mercê do desempenho irregular na recepção da norte-americana. 
 
Aliás, tanto Hill como Robinson protagonizam outra curiosidade deste duelo. As duas defendiam as camisas adversárias na temporada passada: Robinson, a do Conegliano; e Hill, a do Vakif.

Certamente a Hill se saiu melhor com a mudança. Além de titular, terminou como uma das melhores atacantes do campeonato italiano, formando com as demais atacantes de ponta do Conegliano, a Fabris e a Bricio, um dos ataques mais eficientes da disputa nacional.

Com este poderoso trio (mas com dois desfalques importantes, as centrais Folie e De Kruijf), o Conegliano tenta realizar o sonho da conquista do seu primeiro título da Champions, frustrado no ano passado. A expectativa gerada em torno do time em 2017 foi grande e ele não soube lidar com a pressão. Chegou ao final da temporada com a possibilidade de conquistar a Champions e o italiano, mas acabou sem nenhum dos dois.

Quem sabe a agora, menos badalado, mas mais ciente das suas capacidades e limitações, possa dar a volta no superpoderoso Vakif e quebrar a hegemonia dos times turcos, que venceram cinco das últimas sete edições da Champions.

Comentários

L. Mesquita disse…
O ALBA BLAJ montou um time bastante interessante com mesclando ROMENAS e SERVIAS e com a CUBANA Ana Yilian Cleger Abel como a oposta matadora. Até agora a estratégia tem dado certo e o ALBA BLAJ, além de terminar a fase de classificação em primeiro lugar, derrubou o tradicional GALATASARAY na semifinal e enfrentará o VAKIFBANK na final!