A SL 17/18 não foi delas

A Superliga 17/18 se encaminha para o final e é chegada a hora de se fazer alguns balanços desta temporada.

No aspecto individual, nem todo mundo teve uma temporada à la Fê Garay e Tandara. Aliás, as veteranas roubaram um pouco a cena das novatas nesta edição de poucas revelações e poucas afirmações.

Muitas jogadoras que nas mais recentes temporadas passadas despontaram, nesta não conseguiram confirmar o bom desempenho; outras, nomes já velhos conhecidos, tiveram passagens bastante discretas.

O Papo relembra algumas destas atletas que ficaram na sombra ou terminaram a SL 17/18 (quase) no esquecimento: 

 Lorenne (oposta/Vôlei Nestlé)
 
Sua transferência para o Vôlei Nestlé foi cercada por grande expectativa. Afinal, a oposta tinha feito uma excelente temporada no Sesi e foi uma das maiores pontuadoras da Superliga 16/17. Mas Lorenne não conseguiu se firmar num time com grandes pretensões como o Osasco – e olha que a disputa inicial pela posição foi contra a Paula Borgo, outro flop da temporada. Lorenne virou apenas uma opção de pouca expressão (de forma literal e figurada) para o Osasco.

Edinara (oposta/Hinode Barueri)

Outra jovem jogadora que se destacou na Superliga 16/17 e sobre a qual se tinha grandes expectativas nesta edição. Edinara foi uma das poucas apostas do Zé Roberto no veterano time formado pelo Barueri. Iniciou bem a temporada, mas, muito exigida, não segurou a responsabilidade do ataque - quase todo em suas costas - e caiu de rendimento. Perdeu a titularidade para a Skowronska e, depois, foi preterida pela Sara como opção para inversão 5x1.
 
Naiane (levantadora/Hinode Barueri)

Mais uma aposta do Barueri que não engrenou. Vinha sendo contestada na titularidade do Minas nas duas últimas temporadas e teria pela frente, nesta SL, um teste importante: conduzir a equipe do Zé Roberto. Teve azar no início dos trabalhos por conta de uma lesão que a tirou das quadras por mais de um mês. Depois, quando retornou, não conseguiu convencer o Zé de que poderia sequer reconquistar a vaga de titular da Ana Cristina. Tanto que o treinador trouxe outro reforço para a posição, a norte-americana Lloyd. Naiane terminou a competição somente como uma opção para sacar.

Paula Borgo (oposta/Vôlei Nestlé)

Estamos ainda à espera de rever a Paula da Superliga 15/16, quando se destacou pelo Pinheiros. Desde que veio para o Osasco, não se firmou na titularidade. Na SL passada, perdeu a posição para a Bjelica. Neste, novamente não segurou a posição. E pior que ela nem perdeu espaço para a Lorenne. Tandara teve que ser deslocada para a posição para fazer o trabalho que nenhuma das duas fez. Na semifinal o Luizomar tirou-a do fundo do armário e a colocou na inversão 5x1 - nem para isso mais a Paula era acionada. 

Helô (oposta/Vôlei Bauru) 
Ju Nogueira (oposta/ponta/Renata Valinhos)

Também estamos à espera da dupla de atacantes que fez sucesso duas SL atrás pelo Rio do Sul. Helô, depois de uma passagem ruim pelo Rio temporada passada, teve a chance de recuperar o bom momento na titularidade do Vôlei Bauru. A oposta até que começou bem no Paulista, mas seu rendimento caiu demais na fase final do estadual a ponto de não conseguir defender a sua titularidade numa disputa contra a Dayse. Depois da chegada da Tiffany, aí mesmo é que não saiu do banco de reservas.

O tombo de Ju Nogueira foi maior: passou boa parte da SL na reserva do Valinhos, um dos lanternas da SL.

Ivna (oposta/ponteira/Pinheiros)  

Há dois anos, Ivna saiu descontente do Osasco por conta da falta de oportunidades. De volta ao Brasil, depois de uma passagem pela França, Ivna encontrou a mesma realidade de quando saiu. Se bobear, teve menos oportunidades de jogar no Pinheiros do que no Osasco. Perdeu a briga com a Bruna na posição de oposta e não se mostrou a melhor opção para a ponta.

Roberta (central/Pinheiros)

No Brasília, onde jogou nas duas últimas temporadas, Roberta era um dos principais destaques do time e uma das melhores atacantes. No Pinheiros, porém, perdeu status nas constantes trocas do treinador Paulo de Tarso. Se não era banco, não resistia a quase nenhuma partida na titularidade.


Quem mais poderia fazer parte desta lista?


Comentários

Victor disse…
Eu colocaria Rosamaria nessa lista, fez uma temporada muito inconstante e sumiu nos jogos decisivos.
Anônimo disse…
Kasy pode entrar na cota, começou a temporada como titular e com a contratação da Peña e o retorno da Gabi virou 4ª opção da posição, perdendo até a posição de sacadora pra Vitória e Carol Leite. Larissa central do Flu tbm era esperado uma briga maior por titularidade, Karol Tormena q foi preterida dps da contratação da Newcombe, a maioria das jovens dessa SL se deu mal, foi realmente a edição das veteranas.
Paulo Roberto disse…
Falta a Fabíola uai! E talvez a PP4.
Laura disse…
É, meu critério foi escolher aquelas q sumiram ao longo da SL ou mal jogaram, terminaram a SL bem no esquecimento. Mas certamente Fabíola e Rosa, apesar da titularidade (não mto fixa, é verdade) não fizeram um bom campeonato - e isto ficou bem às claras.
@
Bem lembrado a Larissa e a Paula.
L. Mesquita disse…
Angelica Malinverno do Bauru.
Rodolpho Francis disse…
Kasy não entra nessa lista. Desde o começo da temporada ja sabíamos que seria a quarta ponteira do time. Com a Lesão da Gabiru jogou dois(ou três jogos) como titular, mas com a contratação da Peña voltou a ser reserva e apesar disso salvou o Sesc em inúmeras oportunidades.
1º Minas x Sesc no primeiro turno. Com a Expulsão da Drussyla foi fundamental pra organizar o time
2º Osasco x Sesc no primeiro turno. Entrou e não saiu mais. E ainda bloqueou a Tandara duas vezes no ultimo set e fechou num "ataque" da linha dos três.
3º Pinheiros x Sesc na Copa Brasil
Obs: E em muitas outras oportunidades mas essas são suficientes. Esses exemplos da Laura não acrescentaram em nada a seus times e a Kasy é e será fundamental pra conquista do titulo ainda mais quando a Fawcett for pro saque e a Drussyla estiver no fundo de quadra.

Obs²: Gostaria que ela renovasse. Tem um fundo de quadra muito bom, só precisa melhorar o ataque.

Obs³: Colocaria nessa Lista a Vanessa Janke e a Juma.
Anônimo disse…
Fabíola
Milka
Vanessa Janke
Rosamaria
Gelka
Pp4 entre outras.
Agora pra mim, Kasiely, Gabi Cândido, Kika, Sonally, Tomé, Lyara, Diana Alecrim, Vivian Levantadora do Brasília e Vivian Central do Valinhos e Natália Fernandes oposta do Valinhos foram mto bem. Pra mim os destaques jovens da SL.
Anônimo disse…
Vim em defesa das opostas do Osasco. Com o Luizomar fica difícil se firmar. Não foi só neste ano que as opostas não se firmaram. Ele sempre provoca essa dança das cadeiras. Foi assim com a Bijelica e Paula, a holandesa, a Malagursky, que virou ponteira. Se eu não me engano até a Paula ele botou de ponteira neste ano.

Jogadora tem que estar em quadra para jogar, se adaptar ao levantamento, ao bloqueio adversário, errar e acertar. No fim será que não teria sido melhor a Tandara na ponta, atacando menos com a Leyva e a Mari entrando de vez em quando, mas com uma oposta boa como a Paula, por exemplo? Ou foi melhor assim com a Tandara jogando recebendo todas as bolas e a Leyva que era ponta de decisão passando a fazer composição apenas?

Eu acho que a primeira opção seria melhor e, além do mais, cadê a capacidade do técnico de desenvolver a jogadora?
Kamila Azevedo disse…
O grande erro de Lorenne foi ter optado pela transferência para o time de Osasco, quando ela estava numa crescente e poderia ter permanecido em uma equipe mediana, que desse a ela muitas oportunidades de jogo, de forma a que ela continuasse na sua evolução. Espero que ela saia de Osasco após essa Superliga e busque um time que dê a possibilidade de ela continuar a crescer como jogadora, jogando todas as partidas, e ganhando ritmo e volume de jogo, além de mais experiência.

Paula Borgo faz muito tempo que é decepção! Precisa também sair de Osasco para tentar reencontrar seu voleibol.

Naiane foi prejudicada pela contusão que sofreu no início da temporada.
Ralclei Marques disse…
Pri Daroit, Hellen, Carla, Fabíola
Anônimo disse…
Colocaria ainda nessa lista a Mara, central do Minas, pelo baixo desempenho no bloqueio comparado a temporadas anteriores. Ataque nem se fala, inexistente.
Evandro Mallon disse…
Eu ainda cito, além dessas todas, a Andréia, aquela que foi uma vez cotada pra ser oposta do Rexona e sabe só atacar bola china.
Anônimo disse…
Parece q saiu uma notícia da Infraero,
proibindo a Ivna de jogar vôleibol de praia.
Com receio de acertar a bola em algum avião...