Semifinal garantida sem sustos

Sesc-RJ 3x0 Pinheiros
Pinheiros Gabi
Foto: Ilan Pellenberg/Sesc-RJ

Infelizmente, o segundo confronto entre Sesc e Pinheiros não lembrou em nada o primeiro. Em uma hora e meia de partida e três sets, o Rio garantiu seu lugar na semifinal da Superliga 17/18.


O Sesc entrou melhor preparado para enfrentar o Pinheiros. Não se assustou com a agressividade do saque paulista e não deixou o adversário crescer através das suas falhas. O passe esteve mais estável e mesmo quando não funcionava da maneira ideal, o Sesc convertia em ponto. Ou seja, a virada de bola fluiu com mais tranquilidade.

Neste ponto se viu bastante a ansiedade do Pinheiros. Mesmo quando conseguia quebrar a recepção, facilitava o ponto carioca com erros, como toques na rede, ou bolas bobas que caíam em quadra. Desta vez a equipe paulista não soube lidar com a responsabilidade de jogar no seu limite e, pressionado pelo resultado, atrapalhou-se tanto para agredir como para segurar o Sesc. 

Para falar a verdade, o Pinheiros deste segundo jogo esteve mais de acordo com o que vimos na temporada. O da sexta-feira passada, em que fez a sua melhor partida na Superliga, é que foi um (belo) ponto fora da curva. 
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A arma que foi tão importante para o Pinheiros no primeiro jogo foi parar na mão do Sesc neste segundo encontro. As cariocas usaram bastante o seu saque para encurralar as paulistas. O fundamento também tirou o time de alguns apertos no placar juntamente com o bloqueio, que há tempos não aparecia tão bem. Com o saque funcionando, o Rio fez uma boa leitura do jogo paulista .


E mesmo sem contar com a Peña num dia inspirado, teve na Gabi uma bola de segurança. Nesta partida a Roberta conseguiu utilizar as bolas de maior velocidade com a ponteira, a sua especialidade. Mas ela também se saiu (e tem se saído) bem resolvendo alguns pepinos em bolas espetadas e lentas, o que dá maior confiança ao time. É muito bom ver a Gabi voltando ao seu melhor.

Certamente o Sesc vai precisar dela e da Peña inspiradas para passar pela série semifinal. Apesar de a Roberta também ter conseguido utilizar mais as centrais neste jogo – com bons resultados -, ainda são jogadas pouco frequentes no time carioca por conta da recepção e, talvez por isso, não sejam das mais bem construídas.

O Sesc não tem tido muito repertório nesta temporada e é difícil imaginar que, logo na semifinal, terá um passe na mão para fazer um jogo mais diversificado e veloz. Por isso prevejo uma missão pesada para Gabi e Peña nesta próxima fase.

Comentários

Anônimo disse…
Rafa cruzeiro disse:

Resultados esperados, já o inesperado foram as fracas atuações de Bauru e Pinheiros.
Atuações pífias tanto da Tiffanny qto da Bruna Honório. Já Praia e Rio fizeram o q se espera de times campeões, impuseram seu estilo de jogo e, salvo, em alguns momentos não deram chances.
Por opotuno, é muito bom ver q Gabi e Fabiana voltando a jogarem em alto nível. Particulamente, o ataque da Gabi é muito bonito, se ela fosse um pouquinho mais alta seria uma nova Kim.
Luiz Felipe disse…
Mayhara jogou muito bem: 16 pontos, maior pontuadora.
Sergio disse…
Laura, boa tarde!

No seu comentário para o Praia você falou que o jogo esteve adequado entre o primeiro e o ultimo colocado, lembrando que no jogo anterior o Bauru perdeu para ele mesmo, cometendo vários erros que custava o set. Já o jogo do SESC você fala que "Infelizmente o jogo não lembrou em nada o primeiro". Será que você fez a análise certa ou apenas como torcedora, pois do mesmo jeito que era adequado o Primeiro ganha do último era adequado o segundo ganhar do antipenúltimo, ou não?
Gosto do seus comentários, mas de vez em quando, você se torna torcedora, e ai fica tendenciosa, igual a um outro blog (que deixei de ver), por motivo da pessoa ver pelo em ovos, e ao invés de falar do jogo fala de fofoca. Ja você não, acho mais analitica com o que ver, porém nesse seu post, não concordo, mas respeito.
Jess disse…
Sérgio, Boa tarde..

Creio que a Laura quis dizer que o jogo nem chegou perto do jogo disputado na semana passada, não tem nada a ver com torcida dela..

Laura disse…
Oi, Sergio!

Só lamentei o fato de não termos visto um jogo mais equilibrado, gostei muito do primeiro jogo, pois é raro termos, nas quartas, partidas tão disputadas. Não esperava nem torcia para que o Pinheiros ganhasse (ou o Sesc perdesse, que é o que vc deve pensar).

Antes das quartas, não esperava (e escrevi isso) nem que Bauru nem que Pinheiros fizessem frente à Praia e Sesc. Imaginei duas partidas como as desta segunda rodada, que fizeram mais jus as campanhas das 4 equipes.

Mas, ainda assim, acho o Bauru inferior e menos consistente do que o Pinheiros, assim como o Praia superior ao Sesc, o que faz a diferença entre Praia e Bauru ser bem mais significativa, na minha visão. E não acho que o Bauru perdeu para ele mesmo na primeira partida. Ou melhor, o Bauru foi assim a SL inteira, entregando sets em erros e mais erros, perdendo em segundos vantagens que custava a construir.

Agora, devo dizer que me sinto ofendida com a comparação ao BV que avacalha jogadoras e times por simples provocação e maldade, usando da apelação para chamar audiência. Construiu toda carreira dele de "jornalista" à base de críticas infundadas e ofensivas. Mesmo que meu post tenha dado a entender de que eu gostaria que o Sesc perdesse, não tem nem comparação com o que este cara faz.


L. Mesquita disse…
PEÑA fez 2 ACES, mas ERROU 5 saques, ou seja PEÑA deu mais pontos em ERROS para o ADVERSÁRIO do que marcou, com SALDO NEGATIVO de -3. Errar 5 saques em apenas 3 sets é muita coisa, se todas as titulares do SESC errassem 5 saques, seriam 6x5= 30 erros de saque! A sorte do SESC é que o PINHEIROS é FREGUÊS... Porém contra o MINAS se errarem muito estarão eliminados!
Jogo às 21:30h no RJ não dá!
PEÑA tem muita força bruta, mas ainda erra muito, e olha que eu acho que ela já deu uma melhorada com o Bernardinho. O ideal seria aliar a FORÇA e ALTURA de PEÑA com a TÉCNICA e HABILIDADE da MONIQUE, aí teríamos uma das melhores jogadoras do mundo!
O Rio é uma das cidades mais violentas do mundo e não dá pra vc sair de uma partida quase MEIA-NOITE no RIO DE JANEIRO!
Eu que não vou ao ginásio pra sair quase MEIA NOITE! Toda hora estão matando gente!
A sorte foi que o SESC liquidou logo rapidamente o PINHEIROS por 3x0, pois no RJ quanto mais tarde vai ficando, mais violento e inseguro se torna.
O ideal seria que a partida fosse Sábado ou Domingo à tarde, para até poder levar as crianças, às 21:30h definitivamente não dá!
L. Mesquita disse…
Laura e amigos: Boa Tarde! 🌞
Meu Deus do Céu, seu texto está ótimo, super coerente com os fatos, nem tem NADA de tendencioso e, em NENHUM MOMENTO, deu a entender que vc gostaria que o SESC perdesse.
O que vc, Laura, e todas as pessoas NORMAIS, que não são cegas pelo fanatismo de torcedor, esperavam é que o Pinheiros, depois daquele 3x2 em SP, decidido nos detalhes, oferecesse um pouco mais de resistência e que fosse eliminado lutando até o fim e não perdendo o último set de lavada por 25x13!
Enfim, vc é uma profissional INCRÍVEL, coerente e sensata e, não tem NADA a ver com aquele PSEUDO-JORNALISTA ARDILOSO, fofoqueiro e produtor de factoides! Ser comparada a ele é uma ofensa para qualquer profissional sério!
Laura: Parabéns pelos textos e pela postura sempre elegante!
André disse…
Laura, acho que suas análises estão, como sempre, bastante precisas e muito bem construídas. A propósito, é pelo seu blog que eu opto por me informar porque penso que você consegue apresentar um ponto de vista menos apaixonado e enviesado.
Eu confesso que esperava mais do time de Bauru. Eu não tinha expectativas quanto aos confrontos entre Pinheiros X Sesc e, também, entre Minas X Fluminense. Acho que os maiores equilíbrios estariam entre Praia X Bauru e entre Osasco X Barueri.
Do meu humilde ponto de vista, acho que Tifanny mostrou o que ela é: uma jogadora de muita força física, alta, mas sem uma técnica apurada. Acho, por exemplo, precipitado o fato de ela ter sido classificada como jogadora de 7 pontos. Ela tem muita força, mas pudemos perceber que ela não tem, ainda, uma técnica que a permita fugir da forte marcação do bloqueio. Ela foi anulada pelo Praia e também por uma tentativa de acelerar o jogo com levantamentos mais baixos. E penso, ainda, que ela fez muito sucesso e alta pontuação nos primeiros jogos por ser uma jogadora desconhecida. Mas, reparem como ela caiu de produção em jogos contra Minas, Sesc e nos dois contra o Praia porque foi bem marcada. Enfim, gosto muito da presença dela em quadra por ser uma quebra de paradigmas, mas ela é a prova cabal de que força física (por mais que exista e seja importante), não ganha jogo sozinha. Se assim o fosse, as russas seriam campeãs de tudo.
Quanto ao time do Rio, embora eu seja seu torcedor, acho difícil o time passar pelo Minas. A equipe ainda está instável e sem a confiança necessária no passe. E eu gostaria de assistir a uma final diferente, sem Rio ou Osasco.
Encerro parabenizando suas análises sempre muito bem construídas, didaticamente apresentadas e sem excessos de sentimentos.
Sergio disse…
Laura,

Peço-lhe desculpas, quanto a comparação. Contudo, como falei, repeito seu texto, como também tenho direito de não concorda. Como falei gosto muito de suas análise coerente.
Laura disse…
Sergio, tranquilo! Tem todo o direito e peço que nunca se contenha a deixar a sua opinião. Agradeço tb o seu comentário pq é importante para que eu reveja meus textos. Às vezes achamos que estamos sendo claros na transmissão da mensagem e não é o que acontece.
Kamila Azevedo disse…
Para quem viu como o Pinheiros jogou na primeira partida das quartas de final, o desempenho do time na partida de sexta-feira foi uma verdadeira decepção. Pela entrevista que a Bruna Honório deu, ao final do jogo, me parece que a opção por concentrar o jogo com as atacantes de meio (o que foi primordial para a derrota delas) foi do Paulo de Tarso. Uma pena! Mas a verdade é que, mesmo que as ponteiras e a oposta fossem mais acionadas, o jogo de Bruna Honório estava muito bem marcado pelo SESC.