Minas tira Flu do caminho à semifinal

Camponesa/Minas 3x1 Fluminense
Fluminense Hooker 17/18 Leia
Foto: Ignacio Costa

A resistência que faltou ao Fluminense na primeira partida de quartas de final apareceu, enfim, no segundo encontro com o Minas. O tricolor não chegou a ameaçar seriamente a soberania mineira, mas cumpriu o papel que dele se esperava.

Ou seja, o Flu conseguiu trazer para esta partida aquele espírito de briga, de time que não desiste do placar e que vai comendo pelas beiradas assustando o adversário. Mas, obviamente, não deixou de ter os problemas que o atormentaram nesta temporada.

Aí se incluem a inconstância do passe, a dificuldade da virada de bola e o desperdício de contra-ataques. Thaisinha desta vez esteve melhor no ataque, mas ela e Ariane não conseguiram dar a regularidade ofensiva que o tricolor precisava. A oposta, por exemplo, começou bem a partida, mas caiu de rendimento, cometendo erros cruciais no quarto e decisivo set. 

***********************************
Os dois times trabalharam melhor com a posse do saque. A diferença é que o Minas foi superior ao Flu nos contra-ataques e no bloqueio, acumulando mais pontos cada vez que sacava. O esforço do tricolor para pontuar era sempre maior e menos profícuo.
 
A atuação da Macris foi fundamental para o bom trabalho dos contra-ataque. Taticamente, aspecto no qual costuma ser criticada, fez uma partida muito boa. A levantadora manteve o ritmo de bolas mais aceleradas durante todo jogo, dificultando o trabalho defensivo do Flu. Além disso,  teve sensibilidade na distribuição e equilíbrio para aproveitar o melhor de suas duas principais atacantes: Hooker e Gattaz.

Já comentamos aqui o entrosamento e a confiança que a Macris tem com a central e como a jogada se tornou uma bola de segurança para o Minas. Porém, o mesmo não se podia dizer com a Hooker. Faltava altura muitas vezes à bola da norte-americana. Esta foi a partida em que vi o melhor entrosamento entre a levantadora e a oposta. 

***********************************
Tanto a Gattaz como a Hooker são duas grandes armas do Minas na semifinal. Além disso, apesar de o time novamente tido um reforço no meio da temporada, acredito que a chegada da Newcombe trouxe uma opção importante para o Lavarini. Agora o time tem banco para casos como o da partida de hoje em que a Rosamaria não esteve bem e ele contou com a Pri Daroit.

Deixo uma análise mais profunda dos confrontos de semifinal para um próximo post.

Comentários

L. Mesquita disse…
Enfim no SÁBADO tivemos todo o equilíbrio que era esperado na Sexta-feira, mesmo com os favoritos NESTLÉ E MINAS conquistando a vaga, HINODE E FLU deram muito trabalho! A dupla Gattaz e Macris está sendo a sensação desses playoffs, jogadas lindíssimasde se ver!!!
Jess disse…
Fico pensando: Será que o Minas vai conseguir ganhar 3 jogos do Rio?
Cesar Nascimento disse…
o flu jogou ontem o que não jogou na ida deu bastante trabalho ao Minas que graças a Gattazem grande forma não se complicou porque se fosse esperar pelas ponteiras tava lascado a Hooker até ajudou mais tá devendo nenhuma das ponteiras tem passe confiável e não viram bolas ,detalhe desse jogo foi a Thaisinha sair do sério nunca havia visto ela agir assim depois que a torcida pegou no pé ela acertou tudo passe na mão , virando tudo depois do ocorrido ela quinou uma bola e foi bloqueada uma vez achei até engraçado que torcida largou o pé dela rapidinho
Kamila Azevedo disse…
Com a desclassificação do meu time (o Pinheiros), estou na torcida pelo Minas e espero que o time vença o SESC nas semifinais. Lembrando que essa, no ano passado, foi uma semifinal muito equilibrada e decidida somente no último jogo.
Anônimo disse…
Bruno BH

Sim a resistência do Flu apareceu e o Camponesa/Minas conseguiu ser mais regular. Agora é o SESC Rio novamente, em melhor de três jogos. Desde as semi do ano passado o Minas elevou seu patamar (mesmo ainda mais perdendo que ganhando) na disputa e assim podemos levantar o prognóstico de equilíbrio. Voltando ao jogo de ontem e as opções do Lavarini: Certo que Newcombe deu certa segurança e tranquilidade (ela é toda tranquilidade, joga com leveza, se diverte), porém, não tem conseguido ajudar no ataque, nem na habilidosa tentativa de explorar o bloqueio. Rosa estando mal ou não é mais sacada pelo passe, porém, o Minas perde a força no ataque e sobrecarrega Hooker. Esta de fato elevou seu nível, mas, ontem o adversário aguerrido a defendeu bastante, com destaque para a levantadora Giovana - belo posicionamento. Contra um adversário forte no ataque como o Rio, que também defende bastante, o Minas pode sofrer mais pontos de contra-ataque. Por isso avalio que na troca de ponteiras Lavarini, pensando o ataque, deverá rever a opção que tem feito entre Rosa e Pri Daroit e por vezes tirar a Newcombe para não perder na força de ataque.
Victor disse…
Eu já acho que Newcombe deve ser mantida no time. Todos sabem que ela não é a principal força de ataque do time minastenista, mas tem conseguido se virar em alguns momentos. Mas o motivo principal da manutenção dela no time titular: num time em que sua principal jogadora é uma meio de rede, vivendo uma fase excepcional, o passe deve ser prioridade nesse time! Nos últimos jogos Rosamaria tem crescido contra o Sesc, acho que manteria ela também.
Cesar Nascimento disse…
alguém ou vc Laura saberia responder o que houve com o Maracanãzinho ,que desde as olimpíadas não se fala mais no ginásio ? de pé ele está porque tenho ido ao Rio com frequência e ele tá lá !
Espero que a Carol Gattaz consiga contornar o problema da tendinite para os próximos jogos do Minas. Ao meu ver, ela merece ser convocada para a Seleção. Gostei muito da performance das levantadores neste jogo. Parece que a Macris voltou a jogar melhor (o que é importante, levando-se em conta que a Karine não poderá mais atuar pela equipe). É uma pena que a Giovanna e a Bruninha do Pinheiros sejam levantadoras baixas porque têm talento e jogaram bem. E a Naiane, hein? Saiu da titularidade da posição no Minas para ficar como terceira levantadora no Barueri.