Alô, Mundial! Olha o Minas chegando!

Final Sul-americano 2018 
Camponesa/Minas 3x2 Sesc-RJ

Sesc Mundial clubes
 
Uma semana depois do encontro pela Superliga, Minas e Sesc fizeram, enfim, o confronto de qualidade e equilíbrio que esperávamos, desta vez pela decisão do Sul-americano.

Final com cara de final. Ou seja, disputa ponto a ponto, com reviravoltas e emoção, e com as duas equipes entregando o máximo dentro de quadra. 

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Tanto Sesc como Minas tiveram que lutar não só contra a boa marcação e estratégia de saque do adversário como também contra suas limitações.

O Sesc teve uma briga com a inconstância do seu sistema ofensivo. Apesar de fazer apresentação muito melhor do que no confronto do final de semana passado - inclusive com uma grande atuação da Gabi -, o time sofreu reveses em momentos importantes por falhas na recepção e dificuldade no aproveitamento dos ataques e contra-ataques.

Acredito que, além da já habitual falta de segurança da linha de passe, principalmente com a Drussyla, perseguida pelo saque mineiro, a Roberta não fez uma partida muito precisa, o que comprometeu algumas jogadas importantes. 

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A limitação do Minas, por sua vez, foi não poder contar com a sua principal atacante, Hooker. A falta da oposta poderia ter sido fatal, principalmente com os estragos que o saque veloz do Sesc fazia no início da partida. Mas o Minas soube lidar melhor com este desfalque.

O ataque se virou sem a Hooker, equilibrado entre as três ponteiras e com a Carol Gattaz. É impressionante, aliás, a naturalidade com que a Macris aciona a Gattaz. A central é praticamente uma bola de segurança para a levantadora, que aproveita a ótima fase da veterana jogadora. Gostei da partida da Macris, tanto na distribuição como na precisão dos levantamentos, como também no saque. 


E o mais importante. A limitação mineira não se fez sentir no set decisivo. No tie-break, o que pesou foram os problemas cariocas no passe e ataque. O Minas teve a maturidade que se espera de um time grande: na hora decisiva, encontrou o equilíbrio entre a agressividade e a tranquilidade para conquistar e manter a vantagem do placar. Jogou a pressão para o lado do Sesc que, surpreendentemente, não soube reagir.

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A conquista do Sul-americano é importante para além de si mesma. É sempre bom que um investimento num projeto como o do Minas seja recompensado com títulos, ainda mais um internacional. Como bônus, o time conquista uma vaga no Mundial de Clube deste ano – e o Brasil manda um representante diferente de Rio de Janeiro e Osasco.

E, no âmbito nacional, a vitória pode estimular uma mudança no cenário com o qual estamos acostumados. Já se pode ver que o Minas está aprendendo a vencer o Sesc. E o Sesc está tendo que aprender a lidar em não ser mais o “tal” na hora da decisão.

Comentários

Kaike Lemos disse…
So tenho uma coisa a declarar: CHUPA MARCO FREITAS, OTARIO FANATICO PELO RIO. COMENTARISTA que desmerece o adversario e n entende nada dd voleibol. Sesc ja era! Agora é Minas,Osasco e Praia. Creio que o Rio deve perder investimentos e se tornar novo SESI! Infelizmente! Meu Minas ta vivo! LAVARINI, GATTAZ, MACRIS E ROSA brilhando nesta partida.
Pop On Air disse…
Faltou Elogiar o Árbitro que fez uma excelente partida pelo Minas.
Anônimo disse…
Primeiramente queria mandar um chupa pro Marco Freitas puxa saco do Rio e pra todos que falaram que o Rio deixou o Minas ganhar no ultimo jogo da superliga.
Parabéns Minas, mesmo sem Hooker mostrou a que veio, em especial a Macris, Rosa e Carol Gattaz, já vejo as três na seleção.
Pop On Air disse…
Monique já deu o que tinha que dar no Rio, nos dias atuais um time que tem Oposta na linha dela, fica muito prejudicado nos momentos de decisão. Não entendi porque ele não usou a Penã.. Jogo foi nivelado por baixo. Muitos erros,
L. Mesquita disse…
O melhor investimento do MINAS foi STEFANO LAVARINI, recém-chegado ao clube LAVARINI conquistou o TORNEIO DO PERU 🇵🇪, do qual participaram a SELEÇÃO PERUANA, o NESTLÉ e o FLUMINENSE.
Depois quebrou um jejum enorme e a derrubou a hegemonia do PRAIA, conquistando o CAMPEONATO MINEIRO!
Stefano Lavarini é um estudioso estrategista, em vez de ficar reclamando como o Paulo de Tarso, montou uma marcação que conseguiu defender ós ataques potentes da Tifany.
Lavarini ainda é um dos poucos técnicos do mundo que consegue enfrentar o Bernardinho na quadra, é um duelo de estrategistas!
Muitos falavam da HOOKER DEPENDÊNCIA, mas LAVARINI provou que poderia ganhar sem ela! Claro que Hooker faz falta, mas o técnico soube se virar sem ela!
Outro ponto importante foi a troca de Naiane por Macris que deu um excelente “up grade” na armação das jogadas!
Gattaz MVP do CAMPEONATO MINEIRO E MVP DO SUL-AMERICANO, atacante espetacular, quem consegue parar a dupla Gattaz-Macris, tá muito esntrosada e difícil de marcar esse ataque!
Enfim, todas as jogadoras do MINAS estão de parabéns pelo empenho e a comissão técnica também!
Chupa Voloch, respeite o Minas, respeite o SESC! Respeite esses técnicos fora-de-série, Lavarini e Bernardinho! Ou vai dizer que o SESC entregou? Respeitem o trabalho de Minas e Sesc!
L. Mesquita disse…
Kaike, tem que avisar ao MARCOS FREITAS que o MINAS foi PRATA no MUNDIAL de 1992, pois parece que ele esqueceu ... Ou só se lembra das medalhas que o SESC ganhou...
José Haroldo disse…
Embora tenham ocorrido dois erros lamentáveis da arbitragem em momentos decisivos do jogo creio que este não foi o fator determinante do jogo. O fato é que o Rio de Janeiro tem um time inferior ao de campeonatos passados e os outros times estão muito melhores do que nos anos anteriores. Carol está fazendo muita falta pois embora não seja uma atacante espetacular tem um excelente bloqueio que faz a diferença em jogos de placar apertado como o de hoje. Drussyla está muito insegura no passe e não vem bem no ataque. Gosto da técnica da Monique mas ela não é aquela oposto de desafogo em momentos de absoluta necessidade de virada de bolas. Creio que mesmo a Fabi começa a dar sinais do passar do tempo. Para superar a costumeira superioridade física de seus adversários o Rio tem que jogar no seu limite, atuando bem em todos os fundamentos. Um time cuja maior jogadora em quadra é a levantadora terá estas limitações, especialmente se houver problemas no passe e precisar virar bolas difíceis. Creio que dificilmente o Sesc estará na final. Penso que no próximo ano deve ser dada uma “sacudida” no time, com mudanças de peças e mesmo de estilo, com um pouco mais de força e altura. Traria uma central alta e forte (Ana Beatriz ou uma estrangeira) e uma oposto de estilo mais agressivo. Controvérsias à parte, traria a Tiffany, se mantido o entendimento dos órgãos responsáveis pelo esporte ou uma estrangeira.
Leozir Goncalves disse…
Parabéns ao Minas pelo título conquistado, mas fica difícil não falar sobre os dois erros grotescos no final do primeiro e segundo set que comprometeu em muito o resultado do jogo. O Rio só perdeu uma jogadora do time titular que terminou a temporada passada, mas como esse time mudou ofensivamente. Sei que as contusões da Jucy e Gabizinha influenciaram, mas a Monique e a Drussyla deixaram o voleibol delas em 2017 porque não têm jogado nada as duas. Melhor em certo ponto, não ter conseguido a classificação para o Mundial pq com esse poder ofensivo que está, iria sofrer no mundial. Bem, em minha opinião, o único time brasileiro que tem condição de fazer bonito em mundial hoje é o Praia. Centrais altas e fortes, oposta alta e definidora, uma ponteira excelente e outra razoável e uma excelente líbero. Não vou comentar sobre a levantadora.
L. Mesquita disse…
Logo que tinha chegado ao Brasil no ano passado, ao assistir à primeira entrevista do Stefano Lavarini na TV, fiquei impressionado com a clareza do seu Português. Ali já havia percebido que o cara era um ESTUDIOSO e tinha COMPROMETIMENTO com o projeto ao qual estava abraçando no MINAS! Todos sabemos que o Português é uma língua complicada e que nem muitos brasileiros mesmo conseguem se expressar bem na própria língua, para os gringos é muito mais difícil! Que técnico estrangeiro já chegou no Brasil falando Português como o Lavarini? Nem no Futebol, nem no vôlei, nem no basquete, até Marcelo Mendez e Horacio Dileo que estão há mais tempo no vôlei brasileiro não falavam tão bem quanto o Lavarini. A dedicação do técnico reflete na dedicação das jogadoras nos treinos e nos jogos! O Minas melhorou bastante em pouco tempo, já com 3 títulos na era Lavarini: torneio do Peru, Campeonato Mineiro e Campeonato Sul-americano.
L. Mesquita disse…
Leozir discordo de vc, acho o MINAS mais indicado que PRAIA, pela levantadora e o técnico que tem que se encaixaram perfeitamente ao resto do time, pois não adianta ter um timaço e a peça chave, o cérebro do time, a armadora das jogadas ser insegura em partidas decisivas... Acho que Macris já fez muito mais pelo Minas do que Claudinha pelo Praia, em momentos decisivos a Macris não tremeu como a Claudinha em decisões passadas nas quais o Praia sempre foi VICE para o SESC, inclusive no SUL-AMERICANO de 2017.
Leozir Goncalves disse…
L.Mesquita, a Macros é muito boa sim, melhor do qua a Claudinha, mas o elenco do Praia é bem melhor. Inclusive, se a Claudinha der pane tem a Amanda, que por sinal é bem melhor que a Claudinha. Também, o Praia tem uma linha de passe bem melhor do que o Minas. Um time sem passe não consegue jogar contra as seleções que são os times europeus. Estarei torcendo para o Minas, pois estará representando o Brasil, mas como nos anos anteriores, será difícil título. Agora, se as grandes equipes européias desistirem de participar, tudo pode acontecer.
Eder Oliveira disse…
Assistir a jogos pelo Sportv tem sido uma vergonha. Marco Freitas enxerga tudo a favor de Rio e Osasco. O problema é q só ele vê. Garantir toques no bloqueio com aquelas imagens é uma piada. Sem videochek nao adianta ficar dizendo tanta asneira. Estava lá na quadra e onde o juiz errou feio foi em nao dar um vermelho ou expulsar o Bernardinho. Ele entra na quadra, grita, esbraveja, fala palavrões e nao respeita regras. Ja ganhou muitos pontos e sets no grito e pressionando árbitros. E aquele Hélio Griner é ainda pior. E no fim da partida, apenas 4 ou 5 atletas cumprimentaram as atletas do Minas. Bernardinho desapareceu. Precisam aprender a perder. O esporte é assim!
Anônimo disse…
O técnico do Minas quase faz merda hoje, colocar Karine e a Hooker que esta sem ritmo nenhum de jogo, errou nas inversões que fez.
Mantronix Inc disse…
Sempre fui fã da Macris. Agora q Bernardinho viu na Mayhara eu nunca entendi.

Laura, são dois times brasileiros convidadosp/ o Mundial de Clubes como no ano passado?
Anônimo disse…
De arbitragem os times do Rio entendem. Que o diga João Rafael no jogo contra o Canoas...
O principal erro do Rio foi aceitar como arbítro desta partida uma pessoa totalmente desqualificada para esta função. O Minas ganhou 2 sets por 25X23 com dois erros grosseiros da arbitragem.
Então como diz o ditado, quem nunca comeu melado quando come se lambuza, cuidado torcida do Minas. Nem sempre vocês terão a arbitragem a seu favor.
José Haroldo disse…
Embora eu seja torcedor do Rio, não posso deixar de ver alguns aspectos positivos do atual momento do vôlei feminino: Primeiro aquela quebra de certeza que tínhamos em todo o início de campeonato de que o Rio seria um dos finalistas e muito provavelmente Osasco o outro. O Rio ganhou simplesmente as últimas cinco edições da Superliga o que afasta um pouco o interesse pela competição. As outras equipes investiram mais e melhor e formaram times realmente fortes, capazes de fazer frente de igual para igual com os dois principais protagonistas de anos anteriores. Como já disse antes vejo poucas possibilidades do Rio ganhar esta superliga. No entanto, o mais importante é manter o projeto (O SESC/RJ está com problemas sérios na justiça), repensar a equipe e lutar para eventualmente recuperar a hegemonia. Por fim uma constatação: Não me lembro de playoffs tão equilibrados e indefinidos na história da superliga feminina. Praia em fase exuberante, Minas campeão sul Americano, Barueri recuperando atletas na hora certa e crescendo, Osasco com elenco fortíssimo e campeão da Copa do Brasil e Rio ainda um time a ser respeitado e tendo o controverso Bernardo Rezende como especialista em realizar pequenos milagres em momentos difíceis. Estou ansioso, muito ansioso pelos playoffs. Tomara que a TV transmita o maior número possível de jogos.
Alysson Barros disse…
Torcer para nada acontecer com a Macris até o final da temporada, já que a irresponsável da Karine ficou grávida no meio do torneio. De novo. Não que ela fosse servir para alguma coisa, já que é jaqueira das mais primorosas. Tem bola que só ela consegue fazer (tipo na cadeira do juiz, na antena, isso sem falar das levantadas pro adversário). Só é competente pra animar a torcida. Devia dar as mãos com a Andreia e desaparecer do voleibol para sempre.

Parabéns ao Minas. Sem a Hooker elas ganham de 3-2. Com a Hooker a cariocada treme nas bases e entrega o jogo por 3-0.

Chega desses times enjoados ganhando a Superliga, esse ano tem que ser diferente!

Minas x Praia na final!
L. Mesquita disse…
Bom Dia Laura, Mantronix e amigos!
A FIVB possui 5 Confederações Continentais que representam os seguintes continentes:1.ÁFRICA-CAVB,2.ÁSIA E OCEANIA-AVC,3.AMÉRICA DO NORTE E CENTRAL-NORCECA,4.AMÉRICA DO SUL-CSV,5.EUROPA-CEV.O normal é cada uma das 5 Confederações da FIVB ter um clube representante e uma vaga para o ANFITRIÃO(no caso um clube CHINÊS),totalizando 6 vagas e 2 convites da FIVB(WILD CARDS).
CAVB:O atual Campeão Africano é o clube tunisiano Club Féminine de Carthage,geralmente quando clubes QUENIANOS são os representantes,a falta de dinheiro faz com que desistam da disputa e a vaga africana se torna mais um WILD CARD da FIVB.Não sei se com a TUNÍSIA acontecerá o mesmo,se teremos um clube representando a África no Mundial ou se teremos mais um Wild Card.
AVC:A Confederação Asiática foi a primeira a já confirmar seu representante no Mundial 2018,que é o clube tailandês Supreme Chonburi que bateu na final do Campeonato Asiático de 2017 o Hisamitsu Springs por 3x1.
NORCECA:O clube que mais representou a AMÉRICA DO NORTE E CENTRAL em MUNDIAIS foi o MIRADOR da REPÚBLICA DOMINICANA,cujas melhores colocações foram 2 quartos lugares em 2010 e 2011.
CSV:CAMPONESA/MINAS,depois da PRATA conquistada no MUNDIAL de 1992,STEFANO LAVARINI consegue quebrar o JEJUM e por o MINAS novamente em um MUNDIAL.
CEV:Em 06/05/2018 teremos definido o representante da CHAMPIONS LEAGUE no MUNDIAL.
ANFITRIÃO:a ser definido pela Confederação Chinesa.
Em relação aos WILD CARDS o NESTLÉ e o VOLERO ZURICH levam uma certa vantagem pois seus patrocinadores são empresas SUÍÇAS e a FIVB fica na SUÍÇA e,logo,a influência é grande.Os clubes Jiangsu,Shanghai,Tianjin e Liaoning são os SEMIFINALISTAS da LIGA CHINESA,cujo favorito é o SHANGAI da MVP OLÍMPICA KOREANA KIM YEON KOUNG.
Pop On Air disse…
Sorte do Minas que o São Caetano não participará do Mundial de Clubes.
Anônimo disse…
Parabéns Minas!!!! Jogaram com raça!!! Novamente Carol Gattaz deu baile nas centrais do Rio e a Rosa não pipocou. Macris está me surpreendendo espero que continue assim. Foi ótimo acabar com a hegemonia do Rio. A equipe carioca jogou muito bem. Mas não manteve o ritmo no 5 set. Destaques para a Roberta, Gabi e Fabi que jogaram muito bem. Drussyla quinou vários passes e tomou vários tocos, não vejo ela ainda como jogadora de seleção, e pessoalmente não curto ela, ela sempre fica com uma cara de soberba. ?..tomou bonito ontem...Enfim, Parabéns Minas e rumo ao Mundial!!!!
Anônimo disse…
Enquanto isso o invejoso do Voloch não escreveu ainda sequer uma linha sobre a conquista do MINAS! Depois de ser extremamente anti-ético e desrespeitoso com Minas e Sesc ao afirmar que o Sesc entregou o jogo na Superliga, o que resta ao Voloch difamar? Que o Sesc entregou o Sul-americano também? O fato é que o Voloch detesta algumas pessoas do Minas e do Sesc, pois se fosse o Nestlé que tivesse sido Campeão, logo logo já tinha uma publicação melosa e repleta de elogios ao Neslté, como foi na Copa Brasil.
Luiz Felipe disse…
Voloch deve estar se roendo de raiva. Havia escrito, há algum tempo, que a diretoria do Minas foi amadora ao trazer o desconhecido Lavarini e a “Joana-ninguem” Newcombe . O resultado está aí ...

No mais, acho engraçado os torcedores do Sesc colocarem o resultado na conta da arbitragem... Os árbitros erraram uma ou duas vezes, já a Drussyla jogou 15 bolas pra fora , quinou outras 20 no passe ; a Gabi tomou vários tocos da Carol , e a culpa da derrota é da arbitragem... Sei ... Está faltando humilde...

Parabéns Minas !!
Anônimo disse…
Engraçado falar de erro do arbitro, Então vamos falar da Semifinal da superliga 2014/15 quando a jaqueline estava na primeira passagem pelo time.
É so olhar o Video no YouTube, foram 9 "Erros" do árbitro a favor do rio.
E nesse Jogo a Bola pega no dedo da monique sim.
L. Mesquita disse…
A Gattaz não era convocada porque tinham centrais jogando melhor que ela até 2016 e também porque vivia passando por problemas esporádicos de contusão. A Gattaz teve essa ascensão na carreira a partir de 2017, quando começou a jogar como nunca havia jogado antes no ataque, conquistando inclusive o MVP do CAMPEONATO MINEIRO 2017. Antes, Gattaz atacava praticamente só a CHINA, agora seu arsenal de ataque está muito mais COMPLETO, está puxando bola de meio na frente e atrás, batendo chutado e,claro, a CHINA, sua marca registrada, porém a eficência nas demais bolas aumentou muito, principalmente na CHUTADA com a MACRIS. Gattaz está hoje na melhor fase da carreira como ATACANTE, está mais rápida, mais ágil, mais habilidosa que em temporadas passadas, e com 1,92m sendo a melhor atacante da superliga ela é convocação certa na lista do Zé Roberto.
As jogadoras não sempre a mesma coisa durante toda a carreira, elas podem evoluir ou cair de produção dependendo das contusões, da dedicação ao treinamento, do emocional, do comissão técnica, entre vários fatores... Acho que estar bem na sua vida particular e também a contribuição do técnico Stefano Lavarini e o bom entrosamento com a Macris contribuíram para a EVOLUÇÃO da GATTAZ. Gattaz hoje ataca melhor com Macris do que atacava com Naiane.
Paulo Roberto disse…
Que jogão!!! Fazia tempo que não via dois times nacionais jogando assim. Conscientes das suas limitações, forçando o erro do outro lado, buscando se superar.


Pelo Minas, tenho que dar a cara a bater em relação à Newcombe. Não dava dois centavos de valor na ponteira americana, mas ontem foi peça fundamental pro esquema tático do time e foi, na minha modesta opinião a engrenagem que fez o jogo mineiro rodar. Macris fez, talvez seu melhor jogo da temporada. Rosa finalmente não flopou num jogo deste nível, correspondeu finalmente à expectativa. Dairota, Mara e Leia da mesma forma seguraram a onda legal. O melhor é que nos momentos em que o jogo saiu da mão do Minas, não se via na expressão de nenhuma delas aquele ar de desespero, de estarem perdidas; permaneceram tranquilas e tentando fazer o que o técnico tinha pedido. Agora, o que falar da Gattaz? Uma jogadora, que numa idade em que a maioria dos atletas de vôlei estão na decadência ela ressurge no auge da forma técnica e física e ainda assumindo um papel de liderança. Como é bom ver esse tipo de reviravolta no esporte!

Pelo lado do Rio, realmente foi um jogo melhor jogado que no anterior contra as mineiras, mas certos detalhes realmente tiraram do Rio aquele status de máquina de jogar vôlei perfeita. Concordo que as falhas da Roberta pesaram em alguns momentos e facilitaram a marcação mineira (aliás já faz alguns jogos que ela vem jogando abaixo do que poderia); não sei se a falta de sintonia com a Jucy - que era uma bola de segurança na temporada passada - está afetando a levantadora de alguma forma ou se seria alguma outra dificuldade. Não dá pra exigir muito da Gabizinha ainda, a lesão dela foi séria e o tempo necessário para voltar à velha forma é maior. Drussyla pra mim representa o que acontece com as novas atletas apontadas como promessa (a Ednara e a Borgo por exemplo): por não ser muito conhecida destaca-se numa temporada, na temporada seguinte os outros times passam a estudar mais e fica mais marcada, aí entram numa curva descendente. Espero que seja passageiro isso, porque acho que ela pode ser uma peça importante para o futuro da seleção. Monique jogou o que sempre jogou, nunca foi jogadora que carrega time nas costas mas crescia em jogos decisivos, ontem não vi esse crescimento e não entendi porque o Bernado não tentou outra jogadora no lugar dela, talvez a Peña. Em relação à Fabi para além da representatividade dela na história do vôlei, realmente parece estar dando sinais de cansaço. Apesar de ter jogado bem e estar sendo uma das únicas que salvam quando o Rio vai mal, a expressão dela está diferente nessa temporada.

E arbitragem??? Quando o desafio vai chegar por essas bandas?? Um decisão continental com erros grosseiros é inadmissível! Embora não acho que pelo o que as equipes apresentaram esses erros tenham sido decisivos, mas não pode acontecer!
Kaike Lemos disse…
L. Mesquita, ver a reaçao de Marco Freitas e seu timinho sendo derrotado ( é a melhor coisa ) e ele ainda desmereceu o Minas! Ele n sabe nada de volei e fica com aquela perseguição com as atletas do Minas, anunciando que elas erraram etc.

E o Voloch ta como? Cade? Sumiu? Fanatismo pelo Osasco! É outro Marco Freitas da vida! Um cara sem nada pra fazer e fica dando palpite.

Gente o problema do Sesc, tava na virada de bola e como seu passe n saia, a Roberta tinha que se virar. Bernardo deu um show ontem. Brigou com a Monique, invadiu a quadra, n comprimentou o adv e reclamou ate a boca fazer bico. N aceita perder!

Mundial de Clubes: Adv faceis: Volero,time thailandes,africano
Adv dificeis: EczacibAsi, VakifbAnk e Conegliano.
Anônimo disse…
Jogadoras do Rio não sabem perder, elas não ficaram pra cumprimentar as jogadoras do Minas na rede, só quem ficou foi a Drussyla, Carol Leite e Vivian, ficou muito feio, peguei ranço delas.
Anônimo disse…
Que o Bernardo é baixo, que elas não cumprimentam quando perde, etc., nada disso é novidade. A arbitragem errando contra o
Rio não é que é novo. Também, o árbitro não era brasileiro.

Mas creio que o mau momento do Rio se deve as contusões de atletas importantes, que estão jogando no sacrifício, o que está comprometendo. Jucyele, por exemplo, não tá jogando 50% do que é capaz e já mostrou antes.

O segundo, e importantíssimo aspecto, é a pressão de ganhar devido ao que está acontecendo nos bastidores do sistema S. Não creio que o projeto acabe por falta de patrocínio, pois diversas empresas, inclusive internacionais, vão querer bancar o Bernardinho. Mas para as meninas deve ser terrível acharem que seu patrocínio vai acabar e elas podem perder seus empregos. A pressão de ganhar dobra e isso não ajuda.

Respeito demais esse time. E acho que segue vivo e rumo ao título que todos querem.

O Minas, até agora, não tem vôlei para ganhar o Mundial. Vamos ver o que o Lavarini apronta.
Paulo Roberto disse…
Anônimo do dia 26, você tocou numa questão que venho pensando já faz algum tempo. Essa crise no Sistema S do Rio pode estar afetando as jogadoras de alguma forma sim. Entretanto, vendo o lado do copo meio cheio, penso que a vitória do Minas pode ser usada como um chamariz para atrair novos patrocinadores pro vôlei feminino. Espero que os clubes saibam usar isso a seu favor. Não entendo porque ficam tão subservientes aos mandos e desmandos da CBV e não criam logo uma liga independente. Estrutura tem, nomes pra chamar patrocínio também. Poderiam aproveitar o fato para se desgarrarem da imagem corrupta que a CBV construiu nos últimos anos. Mas enfim, é Brasil né, deve ter muita gente com rabo preso também.
Evandro Mallon disse…
Então, concordo com o Anonimo.
Essa temporada que começou atípica para o SESC não melhorou. Jogadoras no sacrifico e outras sem emoção no jogar.

É o mesmo sentimento que deve ser de ir trabalhar sabendo se sua empresa vai fechar ou não. Sabendo que não se tem recursos e tbm não sabendo se vem outra pra botar dinheiro e continuar tocando pra frente.

Sabendo que vc pode dar tudo de si, e ao final vc tem que sair pra procurar outro emprego, ou seja, outro time.Isso aumenta a pressão. Pq, elas vao querer mostrar resultados para se manterem '' conhecidas'', porém, o medo de errar é enorme, o que faz com que se erre mais ainda. E isso se reflete na quadra, no emocional e no esquema técnico e tático.
José Haroldo disse…
Também não acredito que o projeto fique sem patrocínio com a eventual saída de SESC. É um projeto pra lá de vencedor e leva consigo uma figura muito útil ao marketing de qualquer empresa que é o Bernardinho, cuja imagem é associada à competência. Tenho apenas dúvidas se o projeto se manterá no Rio de Janeiro pois empresas de outras praças poderão se interessar e parece-me que tal mudança é possível. Isto seria desastroso para o vôlei da capital fluminense.
Anônimo disse…
Esse papo das jogadoras do Sesc preocupadas se vão ficar sem emprego não justifica elas estarem jogando mal, a maioria ali não tem nem porque se preocupar com o desemprego, o mercado está aberto pra elas.
Anônimo disse…
Sou o Anônimo do dia 26, rs. Concordo com vocês Paulo, Evandro e Haroldo. O Minas ganhar dar um ar fresco ao vôlei feminino e à Superliga. A pressão por resultados pode estar fazendo sim as meninas jogarem mal, errando mais que o normal (além da parte física). E com certeza, muitas empresas vão querer se associar a um projeto vencedor e ao Bernardo. Não tinha pensado nas condições do estado e da cidade do Rio de Janeiro, mas creio que o Bernardo tem força para manter o projeto lá.

Uma coisa que pensei pra quem pede Peña Isabel na saída: não é todo mundo que ataca bem nas duas pontas. Se ela joga, inclusive na seleção, comprometendo o passe na entrada de rede, mesmo com o potencial de ataque que tem, deve ser porque não ataca tão bem na saída de rede. Nem todo mundo é Tandara e Natália. E tudo que o Rio não precisa agora é inventar jogo, pois o seu jogo funciona e muito. Tem que resgatar algo que se perdeu. A motivação, a forma física, a tranquilidade e fazer o melhor com o elenco que tem, que não é ruim; e mais fraco que em outros anos, mas não é ruim.

Eu acho um sacrilégio dizer que a Fabi não tá jogando. Tá demais, mas tá sobrecarregada tentando cobrir as companheiras e com o que tá acontecendo fora de quadra.
Laura disse…
Mantronix, desculpa a demora para responder. Fora o Minas, não há outro time definido para o Mundial. Para a América do Sul é uma vaga garantida, assim como uma para Europa, uma para Ásia e outra para o time sede. Os demais são "convidados". Então não é garantido que tenha outro clube brasileiro, vai depender da oferta ($) à FIVB.
Anônimo disse…
AEEEEEEEEEE.....depois falam que o time soberbo é o Osasco!!! TAEEEEEEEEEEEEEEEEE....um dia a casa a cai e tudo vem à tona! Nada como o tempo......................
Anônimo disse…
Bruno BH

Bom... O Minas enfim elevou seu nível mental nas decisões. No anoa passado, no 4º jogo da Superliga, quando a série estava em 2x1 pró Minas com duas vitórias contra o então Rexona no Rio, o que faltou foi cabeça. O time já não sentia a pressão por estar diante do Rio, mas, sim porque podia ir para final (e acho que ganharia do Nestle). Parabéns ao Camponesa Minas e que venham as finais da SL, o que acontecerá?
a) o Praia conseguirá elevar sua capacidade mental e vencer, uma vez que é o melhor time?
b) o SESC se reorganizará tática e fisicamente para papar mais um?
c) o Nestle vai jogar com sangue nos olhos como nas duas partidas finas da Copa Brasil?
d) o Minas, forte mentalmente, pegou o embalo para ganhar mais uma SL?
l.mesquita disse…
Boa Tarde Laura, além do Minas já há sim outra equipe definida para o MUNDIAL 2018, o clube TAILANDÊS Supreme Chonburi, CAMPEÃO ASIÁTICO 2017 ao derrotar o HISAMITSU SRPINGS por 3x1 na final. o Critério de classificação da Confederação da Ásia e Oceania-AVC é que o clube Campeão do ano anterior ao Mundial garante uma vaga no Mundial do ano seguinte, logo Supreme Chonburi, Campeão de 2017, tem vaga garantida no MUNDIAL 2018. Assim como o NEC Red Rockets, Campeão de 2016, teve vaga no Mundial de 2017, e o Bangkok Glass, Campeão de 2015, teve vaga no Mundial de 2016.