Por uma vaga na elite nacional

vôlei feminino

Nesta quinta-feira (25) começa a Superliga B, com seis times disputando uma vaga na elite do vôlei nacional na próxima temporada: Lavras (MG), CEFA (RS), ADC Bradesco (SP), São José dos Pinhais (PR), Curitiba Carob House/CMP (PR) e Vôlei Positivo/Londrina (PR).

 
Dos seis participantes, quatro são estreantes: Lavras, CEFA, Londrina e Curitiba. Apesar de não estar regionalmente equilibrada, é muito bom que a SL B volte a ter a presença de um time mineiro e gaúcho na competição. As duas equipes, que fazem o primeiro jogo da SL B, vão com objetivo de ganhar experiência, com a maioria das jogadoras das categorias de base. O mesmo intuito é do Bradesco, que participa do campeonato pela segunda vez consecutiva.

Já os dois estreantes do Paraná, estado que chega em peso nesta edição com três equipes, estão com grupos mais experientes. O Londrina tem a base composta por jogadoras do extinto Rio do Sul. Muitas atletas acostumadas às disputas da série A, caso da Ju Odilon, da Edna, da Verê e da levantadora Ana Maria. O Curitiba Carob House também apostou nas veteranas Valeskinha, Edneia, Vivi Goes e a “desaposentada” Fofinha.
 
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O bacana dos três projetos do Paraná presentes nesta edição da SL B é que têm por trás o apoio de ex-jogadores. O Curitiba Carob House é apadrinhado pelo Giba; o Londrina tem na presidência a Elisângela; e o São José dos Pinhais tem como madrinha a Cristina Pirv.
 
Pirv, inclusive, aos 45 anos, foi inscrita no elenco da equipe. A notícia da sua volta às quadras – ainda que seja somente para dar apoio moral ao jovem grupo do São José – me trouxe uma série de lembranças da época em que ela atuou no Brasil pelo Minas, sendo campeã da SL 01/2002.
 
Pirv foi uma grande atacante e tinha uma personalidade muito aguerrida em quadra. Confesso que lamentei o fato de ela não ter se nacionalizado brasileira para representar a seleção. Ela não jogou muitos anos no Brasil (três anos) se comparado ao tempo que passou na Itália, mas criou uma identificação muito grande com o país. Se houve uma jogadora estrangeira que tinha tudo a ver defender a camisa brasileira foi a Pirv.

Comentários

Anônimo disse…
Concordo plenamente Pirv
foi uma jogadora excepcional e tinha forte identificação com o Brasil,
até ouso em dizer se ela virna tivesse junto nas olimpíadas a história poderia ser diferente
ela jogava muito, com muita raça.
Anônimo disse…
É fora de contexto, mas porque a Copa do Brasil Masculina há intervalo entre as semis e a final e a feminina não?
L. Mesquita disse…
Laura e amigos, bom dia!
Pirv foi fantástica ao levar o jovem time do MINAS ao TÍTULO da SUPERLIGA 2002 ao derrubar os favoritíssimos OSASCO e REXONA, PIRV jogava de ponteira-passadora, mas além de passar muito bem, seus pontos fortes mesmo eram o ATAQUE e o BLOQUEIO PESADÍSSIMOS! Maior pontuadora em praticamente todas as partidas, atacava de todos os pontos da quadra, tinha uma bola rápida de meio-fundo(PIPE) lindíssima! Naturalizada brasileira, foi casada com Giba e tem 2 filhos brasileiros.
Porém, NUNCA JOGOU PELA SELEÇÃO BRASILEIRA... PIRV era tipo um LEAL na versão feminina, estrangeiros naturalizados que ainda não jogaram pela seleção brasileira...
Não tenho dúvidas que se Pirv pudesse ter jogado as Olimpíadas de 2004, o Brasil hoje seria TRICAMPEÃO OLÍMPICO e PIRV, MVP OLÍMPICA!
Pirv e a holandesa CINTHA BOERSMA, MVP OLIMPICA em ATLANTA 1996, responsável direta pelo primeiro título de Superliga do Rexona, foram duas das estrangeiras mais fantásticas que passaram pela Superliga.