Recomeço vitorioso para o tricolor

BRB/Brasília 1x3 Fluminense

Foto: Mailson Santana

Depois de uma semana dedicada à Copa Brasil, a Superliga está de volta. E quem deu o pontapé inicial no segundo turno foi Brasília X Fluminense, o mesmo confronto que deu início ao campeonato lá em outubro.

Ao contrário da partida de estreia da SL, porém, o Brasília foi um adversário bem mais complicado para o tricolor carioca. O time da capital federal tem muitas limitações individuais, principalmente ofensivas, mas aproveitou bem este primeiro turno para crescer no conjunto.

Conseguiu nos dois primeiros sets controlar sua maior deficiência, a recepção, e desconcentrar o ataque do Flu com uma boa marcação tanto no fundo de quadra quanto no bloqueio. O Flu começou a partida um tanto frouxo na relação saque e bloqueio, que tem sido uma das suas maiores forças nesta SL, o que deixou o Brasília mais à vontade para fazer o seu jogo.

Além disso, com o passe irregular e com os levantamentos imprecisos da Giovana, o tricolor suou para conseguir fazer o ataque e o contra-ataque rodar. Thaisinha esteve bem marcada nos dois sets iniciais e sem a opção das jogadas com as centrais, o Flu ficou bastante preso à marcação do Brasília.
 
A partir do terceiro set, a relação saque e bloqueio do Flu apareceu e a disputa se desequilibrou a favor das cariocas. O Brasília não conseguiu, compreensivelmente, manter o nível dos dois primeiros sets, caindo demais o desempenho do passe e fazendo pouco com a posse do saque.

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O Flu acumulou erros demais e demorou para “entrar” no jogo, fazer valer a sua superioridade. Mesmo quando abriu vantagens, foi muito irregular. Por sorte não perdeu um ponto em um jogo que não deveria.

O Brasília, por sua vez, tem feito bem este papel de franco atirador e, volta e meia, consegue tirar um set dos favoritos que enfrenta. Normalmente começa bem, mas não tem qualidade suficiente para sustentar o bom trabalho por muito tempo a ponto de levar uma partida ao tie-break com as equipes maiores. No entanto, não é nisso que o Sérgio Negrão tem que se concentrar. A briga dele é com Valinhos e Sesi para fugir do rebaixamento e, por enquanto, o Brasília tem saído em vantagem.

Comentários

Kaike Lemos disse…
O Fluminense ia ganhar de qualquer jeito, Brasilia não tem paciência e não consegue controlar a ansiedade! Thaisinha ta jogando muito.Aqla Thaynã, VAI SER RUIM LA LONGE, sò uma jogadora é pior que ela: Andreia kkk. Aquela VIVIAN é melhor pq a Macris ensinou umas coisa pra ela e consegue acelerar o jogo. Quando enfrentam time grande as centrais do FLU sempre TREMEM NA BASE, agora quando é time pequeno elas acham que estão ABAFANDO. Saudades do TOCO da Mara na Carol, ali ela podia afrontar.
Anônimo disse…
A crise financeira que também atingiu o DF, afetou bastante o Brasília Vôlei, que perdeu um de seus maiores patrocinadores, a empresa distrital Terracap, tendo que reduzir seus investimentos nesta temporada. Apesar da pouca verba e já sabendo que não conseguiria repetir a ótima campanha do ano passado, o Brasília montou uma equipe que até certo ponto está surpreendendo. Apostava o time seria favorito à lanterna nesta atual Superliga, mas acredito que esse posto vai ficar com o Sesi, que abandonou o time feminino. Sérgio Negrão pescou boas opções mais acessíveis que estavam disponíveis, como a central Aline e a ponteira Paquiardi, e o time, devendo consolidar esse 10º lugar e se mantendo na Superliga A, surpreendendo, portanto, pelo baixíssimo investimento. Negrão peca, a meu ver, por não pôr para jogar mais tempo a levantadora Vivian Lima, esta uma grande revelação de Brasília. Anotem.

O Fluminense vem crescendo e o time tomando corpo, apesar das inconsistências no saque e sobretudo recepção. Da última temporada para cá, sem dúvida, o poder de ataque melhorou bastante com a Thaisinha. Acho que a dupla de centrais Lara e Letícia Hage se completam e estão fazendo uma boa temporada, o geral. Michelle melhorou a recepção do time, mas este ainda é uma grande questão a melhor. O técnico Hylmer Dias, ex-pupilo de Bernardinho, tem o time nas mãos, e acredito que a equipe vai evoluir ainda na temporada.

Se olharmos para a tabela final do 1º turno, vemos que dos 5 primeiros colocados, apenas 1 clube é paulista (Osasco), dois de MG (Praia e Minas TC) e dois do RJ (Sesc e Fluminense). Mas evidente que o estado que tem o campeonato estadual mais competitivo e a maior quantidade de clubes que investem no voleibol é o pujante estado de São Paulo.

Respeito todo o trabalho árduo que os participantes da Superliga fazem. A gente sabe que no Brasil não é fácil manter um time de vôlei, ainda mais com tantos erros na gestão nas federações e confederação. E em São Paulo, sem dúvida, esse trabalho é mais bem desenvolvido há mais tempo, visto que vem mantendo um maior número de equipes profissionais há muito tempo, mantendo o vôlei vivo em nível de clubes.

Num ano em que mais uma equipe fora do eixo (Rio do Sul) fechou suas portas, é muito bom ver dois clubes não-paulistas estarem também jogando a Superliga A. É importante que tenhamos clubes de outros estados na elite do vôlei, para a popularização da modalidade feminina em nível nacional e para fomentar o surgimento de novos talentos nesses estados.

Há muitos times que mantém equipes de base pelo país, mas que estão fora do circuito adulto. É muito bom que as jogadoras das equipes de base possam vislumbrar um futuro nos times adultos nesses lugares.

Em Santa Catarina, por exemplo, estado que não tem mais um clube na divisão principal, o Nova Trento, por exemplo, clube que revelou Rosamaria e Karol Tórmena, faz um trabalho excepcional na base, com poucos recursos, mas não joga ligas adultas, o que faz com que suas revelações tenham que buscar seus sonhos bem longe.
Aliás, o próprio Fluminense, que apesar de ter ficado anos sem jogar torneios adultos, sempre manteve times de base, mas ao atingirem a idade adulta, suas jogadoras tinham também que sair para jogar fora. Pelo menos, no Rio, algumas delas tinham a opção de ir para o Rexona/Unilever/Rio, caso das gêmeas Monique e Michele Pavão e Drussyla.

(CONTINUA...) - Márcio Santos - Brasília-DF.
Anônimo disse…
(CONTINUAÇÃO...)

Tomara que não percamos a possibilidade de termos equipes fortes de outros estados disputando a Superliga nas próximas temporadas (acho que o trabalho realizado no Paraná, um comandando pela ex-oposta Elisângela em Londrina, no Adeps Positivo, e também outros projetos feitos no Madero em Curitiba e em São José dos Pinhais), poderá gerar bons frutos e, em breve, ganharemos novas equipes com boa estrutura.

Também torço para que clubes paulistas de menor investimento, mas que estão lutando bravamente para manter suas equipes, como o Renata Valinhos, possa se consolidar e crescer. O trabalho que o pessoal de Valinhos está fazendo, inclusive com times de base, também merece prosperar.

É isso, Laura. Abs.

Márcio Santos, Brasília-DF.

Ana disse…
Tenho uma curiosidade quais jogadoras que jogam no Brasil tem o maior salário? Acredito que os maiores salários estão com algumas jogadoras do Praia, Minas e Osasco.
L. Mesquita disse…
Laura e amigos, bom dia!
Uma coisa era certa, o FLUMINENSE iria ganhar de qualquer jeito devido a enorme superioridade técnica perante ao BRASILIA, até por isso, acho que essa certeza da vitória fez com que o FLU entrasse "PREGUIÇOSO" para o confronto, mas também quando acordou para o jogo foi uma massacre total com 25x15 e 25x11.
Agora vexame mesmo deu o BARUERI mais uma vez perante ao NESTLÉ fechando o jogo com um humilhante 25x10. Não dá pra comparar as centrais do NESTLÉ,BIA e NINKOVIC, com as CENTRAIS do BARUERI, FRAN e FÉSIS.
FABÍOLA jogou muito bem com as centrais que não desperdiçaram ataque, enquanto isso a FÉSIS só errava. O VIVA-VÔLEI foi muito bem dado à NINKOVIC que sacou, atacou e bloqueou muito bem. Pra mim, FABÍOLA, BIA e NINKOVIC foram os maiores destaques do NESTLÉ.
Agora o BARUERI é um time sem atacantes, com exceção da EDINARA mais NINGUÉM vira bolas naquele time, nem SUELLE, nem JAQUE, nem FÉSIS, nem FRAN, ninguém vira bola, EDINARA SOBRECARREGADA!!!
Pela primeira vez começando a partida como titular no BAURU, TIFANY já marcou 25 pontos, um set inteiro. Dessa vez o técnico FERNANDO BONATTO entrou com o trio de ponteiras PAULA, PALACIOS e TIFANY e deixou a DAYSE no banco, com isso o poder de ataque do BAURU pelas pontas aumentou consideravelmente. /se jogasse com essa formação a última partida do turno, o BAURU teria se classificado para a COPA BRASIL. Creio que o time suba de produção nesse returno.
Paula disse…
Posta um ranking com as maiores pontuadoras da superliga
Anônimo disse…
Ontem fui assistir o jogo Minas x São Caetano, vou colocar na conta da Carol Gattaz a derrota de ontem, ela errou muito e ainda levou cartão vermelho no set final, o Minas tinha tudo pra ganhar, ainda não estou acreditando que perdeu. Mara muito fraca no ataque, Hooker não jogou, Rosamaria mesmo sobrecarrega, foi a maior pontuadora do jogo marcou 20 pontos.
Ainda acredito no Minas, ainda tem muito coisa pra acontecer nessa superliga.
Laura disse…
Márcio, tb gosto, pelo pouco q vi, da levantadora Vivian, mais do que da Thainã, a titular do Brasília.

Sou muito fã do trabalho feito no Brasília e torço muito para que se mantenha. Uma pena que tenha perdido patrocínio logo depois da sua melhor temporada na SL. Mesmo assim, é de se parabenizar a campanha q tem feito, como vc falou.

Lamentei demais que o Rio do Sul saísse da SL, único representante do Sul e de um estado que, como vc citou, tem um trabalho bom na base. Como moradora de fora do eixo SP-MG-RJ, simpatizo com todas estas equipes tb "de fora". Tb fico na torcida para que novos times, em mais estados possam aparecer e se firmar na SL - mas, infelizmente, qq projeto no esporte é tãooo suado, tão difícil de se estruturar... =(
l.Mesquita disse…
Laura, vc que é do Rio Grande Sul, por quê que o Rio Grande do Sul sempre tem times masculinos fortes, campeões de Superliga inclusive, mas nunca teve um time feminino de ponta???
Laura disse…
Mesquita, pois não sei te dizer exatamente pq. Qd surgiram, as equipes aqui foram muito na onda do sucesso da seleção masculina no início dos anos 90. Acho q havia bem mais interesse de patrocínios e entidades no masculino do q no feminino. Até hoje é um pouco assim, né? A impressão q tenho é q o feminino atrai menos.

Mesmo qd times como a Frangosul e a Ulbra tiveram sucesso, nunca se pensou seriamente em se ampliar para um time feminino. E olha q Porto Alegre tem dois clubes tradicionais na formação de atletas no vôlei feminino. Mas nunca deram o passo para a elite, ficam só nas disputa de categorias de base. O mais perto q se chegou recentemente foi a Sogipa, q é um destes clubes, q ficou com o vice da SL B em 2015 perdendo pro Bauru.
L. Mesquita disse…
Valeu Laura, obrigado! Penso que talvez as distâncias deste país continental atrapalhe o surgimento de times em Estados que fiquem distantes do eixo SP-MG-RJ. Um time no RS gastaria muito tempo e dinheiro em viagens com as equipes mais distantes, isso exigiria um bom patrocinador para bancar esses custos.
l.mesquita disse…
Laura, às vezes fico surpreso com a indiferença e a crueldade que ronda alguns torcedores de Vôlei, querendo crucificar a Tifany. independente de qualquer coisa, se soubessem o que ela já sofreu na vida para chegar onde está hoje.
Nascida de uma família pobre de Goiás, Tiffany sequer conheceu o pai e teve que ajudar a família desde criança. Consciente de que não poderia contar com apoio financeiro em casa, foi pelo vôlei que viu a chance de realizar o sonho da vida: o de se tornar uma mulher por completo. Foi então que Rodrigo Pereira de Abreu saiu de casa em busca de dinheiro para fazer a transição de genêro.
Antes de jogar pela Superliga feminina, Tiffany entrou em quadra ainda como Rodrigo pela nas ligas da Indonésia, Portugal, Espanha, França, Holanda e Bélgica. Quando defendia um clube belga, resolveu concluir a transição de gênero, deixando o Rodrigo no passado.
– Eu já sabia o que queria e só estava esperando a hora certa, porque eu precisava também ter uma renda. Então eu precisei primeiro juntar uma boa grana para poder começar uma transição. Ao conseguir o dinheiro para trocar de sexo – o custo total gira em torno de R$ 30 mil, Tifanny abandonou a carreira no vôlei por não saber que poderia atuar por uma equipe feminina. A intenção era retornar ao Brasil após a transição e buscar uma nova carreira profissional.
– A transição foi fora do país porque eu achei que era mais fácil, até porque você tem acompanhamento médico grátis. Aqui é mais complicado de encontrar, mas eu não tinha pretensão de voltar a jogar vôlei novamente. Estava pensando em arrumar um emprego qualquer, depois que já não tivesse mais a minha renda. Mas aí recebi a proposta de jogar no feminino depois da minha transição completa, totalmente hormonizada e com os documentos para poder jogar no feminino. Não acreditava muito, mas como meu empresário entendia das regras do COI, tanto da confederação internacional, eu falei 'ok'. Se eu poderia continuar com o meu trabalho, porque ficar parada? Continuei fazendo minha transição normal e, quando já estava no ponto, decidi voltar ao vôlei.
Para poder ser liberada para atuar no vôlei feminino, Tiffany teve que comprovar que o nível de testosterona - hormônio masculino no corpo humano -, estava abaixo dos 10 nanogramas (ng), concentração média entre as mulheres. A de Tiffany é de 0,2 ng.
- Tiffany não conheceu o pai biológico, é a mais nova de sete irmãos e tem em sua mãe, Dona Amália, a grande inspiração para seguir a carreira. Mesmo sem ter estado com os familiares no momento mais importante da sua vida, demonstra gratidão pelo apoio na decisão que mudaria por completo a sua vida.
– Eu não tive um momento de contar pra minha família. Quando comecei a transição eu cheguei e falei. Minha família simplesmente me apoiou e me amou como sempre. Nunca tive nenhum problema, tenho uma família muito linda, maravilhosa e com muito amor, que é o mais necessário dentro de casa.
– Se gostasse do nome antigo eu não mudava, continuava com o mesmo e só mudava para o sexo feminino. Não gosto muito de Rodrigo, mas minha mãe às vezes erra, me chama pelo nome antigo. Não se acostumou ainda, porque querendo ou não fiquei toda a minha transição fora do país. Indentifiquei-me muito mais com esse nome, o antigo não gosto porque me traz uma lembrança da pessoa que eu tentei esconder.