Vitória para aliviar a pressão

Vôlei Nestlé 3x0 BRB/Brasília
Vôlei Nestlé Fabiola
Foto: João Neto/Fotojump

Para evitar um início de crise depois da derrota de virada para o Fluminense na última terça-feira, o Vôlei Nestlé precisava de um adversário como o Brasília.

O time da capital federal, além de ter poucos recursos individuais, é ainda bastante verde no coletivo. Se ofensivamente já se esperava que não conseguiria fazer frente a Osasco, defensivamente a equipe também não conseguiu segurar o arsenal do adversário. No segundo set, o bloqueio apareceu bem e ajudou que a parcial fosse equilibrada, mas, no geral, o Brasília teve pouco volume no fundo de quadra, às vezes cometendo erros bobos em bolas defensáveis.

Do outro lado, um Osasco muito ligado na partida chegava em todas as bolas do Brasília. E não podia ser diferente contra um time que naturalmente tem um ataque pouco eficaz e que, nesta partida, ainda foi prejudicado pela má qualidade do passe.

Apesar da tranquilidade no primeiro e terceiro sets, o Osasco sai da partida novamente com um sinal de alerta. Os problemas que a Leyva enfrenta na recepção quando está no fundo de quadra - e que comprometeram no segundo set - deixam viva a dúvida se a formação com ela e Tandara no passe dará segurança ao time nos confrontos mais fortes. 
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Demais jogos desta sexta-feira pela 6ª rodada:

Dentil/Praia Clube 3x0 Vôlei Bauru

Sesi-SP 0x3 Camponesa/Minas

Hinode/Barueri 3x0 Pinheiros

- Ótimo resultado para o Barueri, que definitivamente se separa do grupo intermediário da Superliga. Ainda permanece um time com dificuldades de pontuar no ataque, mas que preza pela defesa e pelo troca de bola com poucos erros. Bem o contrário do Pinheiros que continua dando muitos pontos em erros ao adversário e sem ter uma formação que agrade ao treinador. Desta vez, Paulo de Tarso começou a partida com a Bruninha no levantamento, mas a Diana voltou à titularidade logo no segundo set.

- O Praia conseguiu mais um 3x0 na SL, desta vez contra o Bauru. No time paulista, nem Palacio se salvou de uma prestação pífia no ataque, fundamento em que o time marcou somente 28 pontos. Paula, com dores no ombro, não jogou.

Comentários

L. Mesquita disse…
Nestle Osaco está jogando voleibol RUSSO: muito ataque e pouco passe... Nem Tandara, nem Angela Leyva fizeram boa partida no passe, apesar de Leyva e Tandara serem excelentes no ataque. Contra times pequenos dá pra vencer assim, mas contra o FLUMINENSE não deu! E quando o NESTLE enfrentar o SESC RJ? Será que vai rolar?
Fabiola é ótima levantadora, mas nem sempre dá pra fazer milagre com passe ruim...
Gilbert Angerami disse…
Desculpe Laura, é coincidência ou vc só fala do Osasco?
Laura disse…
Oi, Gilbert. Tento comentar os jogos transmitidos. Em uma semana, foram dois do Osasco e ainda houve um resultado inesperado q resolvi fazer um post sobre. Coincidência, portanto.
gilbert angerami disse…
Sendo assim justifica, até pq o Sportv sempre dará preferência aos jogos de Osasco pela audiência e facilidade da transmissão ser feita de SP.
Mas voltando ao post, acho difícil esse time ir muito longe com essa linha de passe, enfim....
O que mais me estarrece é como o Ruinzomar consegue se manter esse tempo todo a frente desse time. Sempre com investimento, boas jogadoras e um comando péssimo.
Jess disse…
Nao é possível que o Luizomar não veja que não dá pra colocar Tandara e Leyva passando, só me resta torcer pra que ele mude essa formação, pq quando pegar times mais fortes vai complicar
Rodrigo André disse…
Bom, o Osasco ainda tem que enfrentar os grandes para vermos o que vai dar. Contra Minas, Praia e SESC teremos uma noção melhor do poderio de ataque, bem como as fragilidades no passe. Uma curiosidade sobre o jogo de ontem foi ver o Sérgio Negrão contra o time da Nestlé. Lembrando que ele foi o técnico daquele timaço do Leite moça \Leites Nestlé, salvo engano o primeiro e unico técnico daquela equipe, que ganhou 3 Superligas na sequência, uma de forma invicta (talvez um dos melhores times que já houve na competição), e que tinha como arqui rival justamente o Bcn Guarujá, que depois iria para a cidade Osasco. Aí, ao perder o patrocínio do banco, a Nestlé ressurgiu no esporte patrocinando o time que antes foi seu rival. Porém, diferentemente da primeira passagem pelo vôlei, quando a Nestlé retirou o patrocínio depois de não ganhar por 2 anos seguidos, já em Jundiaí, agora a empresa mantém firme e forte o projeto, apesar de resultados, digamos, pouco representativos para o investimento efetuado (tudo bem que foi campeão mundial, mas perder tanto para o Rexona não é se justifica pelos altos valores colocados). Interessante também a fidelidade da empresa com seus técnicos...
Laura disse…
Boa lembrança, Rodrigo!
Rafael Grapper disse…
Fabíola mostra mais uma vez porque fez tanto sucesso na Europa: queima a centrais e bolão na ponta (devo admitir: nisso ela é impecável). Se o Osasco ficar na dependência de uma jogadora não irá muito longe nessa superliga.
L. Mesquita disse…
Fabiola faz é MILAGRE!!! Ela é a melhor levantadora de passe RUIM do Brasil e tem gente que tá reclamando que ela não levanta pras centrais... Fabiola é uma das poucas que consegue acionar as centrais mesmo com passe B. Como alguém pode exigir que a Fabiola use direto as centrais com Tandara e Angela Leyva passando???
Rafael Grapper disse…
Não tenho dúvidas que Fabíola é a levantadora que melhor corrige as bolas nas pontas, mas Dani Lins ou Macris são mais efetivas pelo jogando pelo meio.
Ainda acho a Dani mais completa e talentosa e que mais se adequa ao estilo de jogo brasileiro que tem que efetivar sempre as centrais, mas confesso que a achei um pouco preguiçosa nessas 2 últimas temporadas, coisa que a Fabíola não é, sempre buscando evoluir seu voleibol.
Paulo Roberto disse…
Acho que o Mesquita tocou numa questão crucial: o passe. Essa linha de passe com Tandara, Leyva e Tharsia é muito fraca. No jogo contra o Brasíla a Fabíola correu a quadra o tempo todo coitada. Acho que ela ainda está um pouco abaixo do que pode mostrar e a baixa qualidade do passe contribui pra isso. E quando pegar o Sesc ou Praia, ou o Minas???

Sobre ela não usar as centrais, acho que a única justificativa é o passe mesmo. Se a gente voltar um pouco no tempo vamos lembrar que enquanto ela esteve no Osasco Adenízia e Thaísa sempre eram acionadas e eram bolas muito fortes da equipe (Thaísa até batia china), na seleção sempre usou muito bem a Fabiana quando teve oportunidade. Na Rússia conseguia colocar as centrais pra jogar quando era possível e na Suíça uma das suas principais bolas era com a Fuloke Akinradewo, que não raramente saia de quadra com mais de 15 pontos. Então não acho que a Fabíola seja uma jogadora que use pouco as centrais.

Em forma e em condições de igualdade ela e Dani são as melhores que temos ainda.
felipechip disse…
Vocês lembram da Fabíola no mundial de 2010 ? Lembram como ela amadureceu a Thaísa pelo meio que estava a dois anos como titular do Brasil ? Ela efetivou a Fabizona pelo meio com aquela semifinal incrível contra o Japão, onde a Jaque e Natália não estavam passando nada e quem teve que entrar foi a Sassá. Mesmo sem passe naquele ano, deu pra ver que a Fabíola joga pelo meio com passes B C D H... Mas comparando com Dani Lins, acho a Dani mais prática, mais rápida, sabe trabalhar com mais bolas chutadas e faz mais o meu estilo de levantadora apesar de adoraaaar a personalidade da Fabíola em quadra. Se a Fabíola parasse de trabalhar com bolão, ela estaria pau a pau com Dani Lins, mas sinceramente, acho Dani melhor. (Mas Fabíola levanta uma bola bem melhor pra Natália e levantaria bem melhor tmb pra Carcases kkk)