Muralha tricolor segura o São Caetano

Fluminense 3x1 São Cristóvão Saúde/São Caetano

Letícia Hage

A nona rodada da Superliga 17/18 começou em grande estilo, com um bom aquecimento para os clássicos que acontecem nesta sexta e neste sábado. Fluminense e São Caetano mostraram que não precisa estar no topo da tabela para fazer um grande duelo.

Se os dois times estiveram longe de ser um primor técnico, o espírito guerreiro deixou o confronto bem disputado e emocionante.

O São Caetano foi um adversário complicado para o Fluminense, que precisou correr atrás no início de todos os sets. O tricolor teve que se valer bastante da relação saque e bloqueio para recuperar as desvantagens.

O Sanca, por sua vez, travou em algumas viradas de bola justamente pelos problemas sofridos no passe com o bom saque do Fluminense. Ainda mais que a equipe usa bastante as bolas aceleradas, principalmente para a Sonaly. Nos momentos finais do set a equipe sentiu também a maior inexperiência para segurar o placar e se manter decisivo. 
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De qualquer forma, o Sanca fez bem o papel que lhe cabia no duelo. Sem as pedreiras das rodadas iniciais, tem conseguido encontrar uma brecha para evoluir, melhorar seu volume defensivo e desenvolver o seu jogo de modo geral.

O Flu ficou devendo ao não tentar tomar rédeas da partida desde o início. Por vezes, deu a impressão de uma postura muito passiva, esperando que o Sanca, com suas fragilidades, mostrasse o caminho da recuperação.

É bem verdade que o bloqueio, que tanto critiquei a sua falta no início da SL, tem crescido e, nesta partida, fez a diferença em parceria com o saque. É uma saída importante para um time que ainda tem dificuldades na virada pelas pontas, dependendo muito da Thaisinha, e que, pela qualidade do passe, não consegue efetivar suas centrais.

O Flu vem acumulando vitórias importantes na reta final do primeiro turno que podem dar maior confiança e estofo pro time encarar o returno. Na próxima rodada, tem um confronto com o Pinheiros, adversário direto na tabela pela sexta colocação. A depender do resultado, o tricolor pode até sonhar em terminar o ano como quinto na classificação da SL.

Comentários

Anônimo disse…
Respeito muito estes dois clubes, Fluminense e São Caetano, como dois dos mais tradicionais clubes do voleibol brasileiro. O Flu já foi bicampeão brasileiro e 6 vezes sul-americano no passado e o Sanca é o clube com mais participações na Superliga, além de sempre terem dado valor à formação de jogadores para o vôlei brasileiro. Poderia também aí incluir o Pinheiros e o Minas Tênis Clube, clubes muito relevantes também nessa formação de valores.

O Flu ficou mais de duas décadas longe das competições adultas, mas nunca deixou de investir na base nesse período, tendo revelando muitos jogadoras no período: as gêmeas Monique e Michelle, Drussyla, Gabiru, Fernanda Berti do vôlei de praia e até Mara Leão (que teve uma passagem pela base tricolor apesar de não ter começado lá). No masculino, idem. Rodriguinho do Sada Cruzeiro e o líbero do Sesc, Alexandre Elias são crias do Fluminense. No passado, Bernrdinho, Bernard e Fernandão e tantos outros craques foram grandes nomes do clube.
Hylmer Dias tem dado oportunidades a jovens valores da base atualmente e observo uma jogadora muito talentosa vindo aí: a oposta Pamela Sanabio, de 18 anos e 1,85, tem entrado bem contra times difíceis (Sesc, Hinode Barueri, Osasco...). Há outra jogadora do Flu que ainda está na base do Flu a se observar: a central da Seleção Brasileira de base, Jéssica Lima, de 16 anos e 2,02 de altura! Talvez a veremos na próxima Superliga...

O São Caetano de tem Hayrton Cabral já há anos à frente da equipe, mesmo com poucos investimentos, vem vem contribuindo com o vôlei brasileiro, podendo-se colocar em sua conta a ótima Edinara hoje no Barueiri, que já é uma realidade. Acho que temos que ficar de olho em outros bons valores do time atual: a ótima levantadora Lyara, a central Gabi Penna e a oposta Sabrina. Apesar de não ser mais uma revelação, gosto da Sonaly e vejo a Fernanda Tomé como uma jogadora valorosa e acho que a Seleção Brasileira de Zé Roberto não pode abandonar o potencial de uma ponteira de 1,95m. Gosto bastante dela e acho que pode ainda evoluir mais.

Quanto à partida, de fato, como você disse, Laura, apesar de serem equipes do meio da tabela e não ter sido um jogo tecnicamente de altíssimo nível, também acho que Flu e São Caetano proporcionaram um jogo interessante aos fãs de vôlei. O resultado poderia ter sido 3x1 também para o São Caetano, mas o Flu, um time jogueiro desde a última Superliga, não desiste do placar e muitas vezes consegue viradas incríveis.
E o melhor de tudo: com todos os defeitos do SporTV, que também prioriza futebol em detrimento do vôlei, ainda bem que não tivemos o desprazer de ver apenas metade de uma transmissão como virou praxe na amadora RedeTV. Os fãs de vôlei agradecem.

Márcio, Brasília-DF.
Mantronix Inc disse…
Quem acha q Priscila Daroit devería voltar pra Seleção?
1- Eu
L. Mesquita disse…
O FLUMINENSE realmente tem o bloqueio como um dos seus pontos fortes com as CENTRAIS LARA NOBRE e LETICIA HAGE. E LARA, além de ser uma excelente central, é uma das jogadoras mais lindas dessa SUPERLIGA.
Pra quem não sabe, o FLUMINENSE é HEXACAMPEÃO SUL-AMERICANO em uma época dificílima nos anos 70 e 80, quando as PERUANAS eram FORTÍSSIMAS e protagonizavam o VOLEIBOL das AMERICAS.
Além disso, o FLUMINENSE é BICAMPEÃO BRASILEIRO de voleibol feminino em 1976 e 1981.
Mantronix,acho que a REGIS, ponteira de 1,90m que está arrasando na EUROPA como a melhor ponteira da LIGA POLONESA, merece estar na seleção.