Mais difícil do que o imaginado

Vôlei Bauru 2x3 Hinode Barueri

Edinara
Foto Neide Carlos/Vôlei Bauru
Mais um sábado com jogo da Superliga feminina com transmissão da RedeTV e, para alívio dos torcedores, desta vez a emissora se preparou para uma partida mais longa e pudemos acompanhar Vôlei Bauru Vs Barueri até o final.

Se a RedeTV estava preparada para um jogo até o tie-break, eu não. Para mim, Barueri mataria esta partida, no máximo, em quatro sets. Porém, a equipe do Zé Roberto se atrapalhou com o Bauru.

Em parte porque teve momentos de queda na recepção, às vezes com Suelle, outras com a líbero Nati. E também porque a Edinara, a principal atacante do time, teve uma tarde difícil para colocar a bola no chão. Apesar de ter sido a segunda maior pontuadora do Barueri, Edinara não foi uma bola de segurança para a Ana Cristina.

O Barueri ainda precisa lidar com uma rede delicada de duas atacantes, em que estão Jaque e Fê Isis, e que costuma ter dificuldade em virar. A central foi bem explorada pela Ana Cristina nesta partida e foi fundamental para desafogar o ataque pouco inspirado das ponteiras. Mas isso não impediu que a equipe penasse até o final da partida para ter um maior fluxo de jogo na virada. Nos contra-ataques o Barueri trabalhou bem melhor, com mais paciência e cuidado nas finalizações. 


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As atacantes do Bauru também não tiveram vida fácil, seja por problemas no passe, seja por méritos defensivos do Barueri, seja por inabilidade das próprias atacantes. E nesta última categoria tenho que incluir a Helô que, mais uma vez, caiu vertiginosamente de rendimento depois do primeiro set e mostrou uma pobreza de repertório de golpes e de visão de jogo.

O Bauru ganhou outro fôlego com a entrada da Ju Carrijo e da Ariane, fatos novos que conseguiram mexer com a marcação do Barueri. Por isso até não deu para entender porque o treinador não retornou com elas no tie-break, desfazendo a inversão. Uma escolha errada de Juma e um ataque da Helô no bloqueio da Ana Cristina acabaram por entregar os últimos pontos do set ao Barueri. 

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Por mais que eu tente ver méritos na atuação do Bauru nesta partida, é difícil. A relação saque e bloqueio por vezes apareceu bem e equilibrou as disputas com Barueri, mas continua uma equipe com problemas de aplicação tática e muito inconstante. Além disso, erra demais, suas atacantes tem enorme dificuldade em pontuar e seu passe não dá qualquer estabilidade para a levantadora desenvolver uma estratégia de jogo.

Por isso mesmo esperava que o Barueri, um time bem mais equilibrado, conseguisse controlar a partida. Mas não foi o que aconteceu. Claro que o desempenho da Edinara complicou um pouco a missão da equipe assim como as panes da recepção.


No entanto, não dá para negar que os últimos resultados têm evidenciado a dificuldade do Barueri em assumir outro papel que não o de “desafiante dos grandes”: perdeu para o Flu, se complicou além da conta contra o Brasília e foi até o quinto set contra o Bauru. Partidas em que o maior volume de jogo, o controle de erros e cuidado no trabalho da bola deveriam falar muito mais alto do que falaram. Talvez o Barueri não esteja tão maduro quanto imaginávamos...

Comentários

L. Mesquita disse…
Eu já acho que era OBRIGAÇÃO do BAURU ter vencido esse jogo no PANELA DE PRESSÃO. O erro de estratégia de não ter voltado com JU CARRIJO e ARIANE para o TIE BREAK tirou a vitória do BAURU.
Sinceramente não sei se é BURRICE ou TEIMOSIA ou um misto das duas coisas, mas a falta de percepção e sensibilidade do técnico lecou o Bauru à derrota no TIE BREAK.
Jess disse…
Tb achei que o Barueri iria ganhar mais facilmente, mas como a Edinara não tava bem, a virada de bola tava difícil; Curiosa pra ver aonde ela vai jogar quando a Skown estreiar...
Daniel disse…
Acho engraçado que quando a Sheilla caiu um pouco de produtividade, ou a Mari, ou mesmo a Paula Pequeno, o pessoal pegava no pé, chamando de ex-atleta em atividade e outros termos. Por qual motivo o tratamento com a Jaqueline é diferente? Não ataca uma bola decente desde Londres 2012, sempre inicia a pré-temporada atrasada (o que mostra indisciplina) e ninguém critica? Por que um peso e duas medidas?
A Jaque foi a única que conseguiu se manter em alto nível. As duas temporadas que jogou no Minas, foi bem demais. Na 1ª oportunidade, levou o time até a semifinal e foi protagonista real do time. No 2ª ano, foi peça importante, mas para composição do time, pois foi um ano maravilhoso da Rosamaria e a Hooker estava voando em quadra.