Com Tandara e Leyva, Osasco prepara artilharia pesada

Vôlei Nestlé 3x0 Pinheiros

Angela Leyva Carol Albuquerque
Foto: João Pires/Fotojump
O Vôlei Nestlé conseguiu um resultado importante contra o Pinheiros, principalmente se olharmos a escalação em quadra. Afinal, pela primeira vez o Osasco começou com a Leyva como titular no lugar de Mari PB, composição que já havia sido experimentada em dois sets contra o São Caetano.

O time poderia ter ficado muito exposto na recepção, mas não foi o que aconteceu. A não ser no terceiro set, quando o passe caiu juntamente com a concentração, Osasco manteve um bom padrão de recepção. Leyva esteve bastante dedicada a esta função nos dois primeiros sets, não sendo tão acionada no ataque pela Fabíola, e cumpriu bem o seu papel. Falta, agora, a peruana, aos poucos, ganhar maior protagonismo na sua especialidade, o ataque.

Contra um time que arrisca bastante no saque, o Osasco respondeu bem neste primeiro teste com peças mais agressivas do que técnicas pelas pontas. Vamos ver nos demais confrontos da SL se esta composição com Tandara e Leyva na linha de passe se sustenta. 
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Nesta partida, o Vôlei Nestlé teve sempre maior facilidade para se manter a frente do placar. O Pinheiros nadava o tempo inteiro contra a maré para conseguir equilibrar a disputa ou alcançar alguma vantagem – rapidamente recuperada pelo adversário.

É que o Osasco teve mais saídas de ataque. Depois do pedido do Luizomar no segundo set, a Fabíola deu uma equilibrada na distribuição, usando melhor as opções de ataque além da Tandara. A levantadora forçou até as jogadas com a Ninkovic, que ainda não saem bem calibradas, mas que, mesmo de maneira torta, começaram a cair.

No entanto, a Tandara ainda tem sido a opção mais segura na hora do aperto. Se o Osasco conseguisse credenciar mais uma jogadora para dividir esta função, teria um diferencial importante na disputa da SL. Não sei se a Paula Borgo tem estofo para isso. Vejo maior potencial na Leyva. Por isso é bom que esta formação já esteja logo em quadra e que a peruana comece a ganhar confiança para assumir este papel. 

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Apesar da dedicação e da agressividade, o Pinheiros carece de melhores recursos individuais. Falta consistência, principalmente no ataque, às suas jogadoras. Nesta partida, dependeu muito da Bruna, que, felizmente, esteve numa bela jornada no ataque e deu maior sobrevida do time. O Pinheiros também comete muitos erros na definição dos ataques, às vezes desperdiçando o bom trabalho que faz na defesa e no contra-ataque.

Com opções limitadas na ponta, é um desperdício o time não aproveitar melhor a central Roberta, que foi, nas duas últimas temporadas, destaque entre as jogadoras da posição justamente pelo seu ataque. É bem verdade que há um impeditivo para a utilização dela na qualidade do passe, que nem sempre é das melhores para as levantadoras trabalharem, mas às vezes é preciso forçar esta jogada para aliviar as pontas tão bem marcadas.

O jogo da equipe tem sempre ficado melhor com a Bruninha no levantamento, ainda que ela comprometa o bloqueio, pela sua baixa estatura. Mas o time ganha mais velocidade tanto na virada de bola como nos contra-ataques. O bloqueio do Osasco, com suas centrais mais lentas, sentiu isso. 
Se não encontrar uma maneira de liberar mais as suas atacantes, periga o Pinheiros continuar na mesma: muito esforço e pouco resultado.

Comentários

L. Mesquita disse…
Impressionante a capacidade de Fabíola se adaptar muito rápido Às novas atacantes, foi assim na RÚSSIA, na SUÍÇA e agora no NESTLÉ com a recém-chegada ANGELA LEYVA. O NESTLÉ só tem a ganhar com o retorno da FABÍOLA. Vale lembrar que o último CAMPEONATO MUNDIAL conquistado pelo NESTLÉ foi com FABÍOLA levantando em 2012, eleita a MELHOR LEVANTADORA e injustamente CORTADA da olimpíada pelo ZÉ ROBERTO!!!
Jess disse…
Quase me emociono pq o Osasco não perdeu set, brincadeiras a parte gostei da distribuição das bolas da Fabiola, falta acertar algumas bolas, mas creio que com o tempo ela ira acertar


Gostei da formação do Osasco, mas quero ver se em jogos mais difíceis, o passe não será problema..

P.S: Osasco aposentou a sainha; agora o Hexa vem 😛 #Brinks
Anônimo disse…
Não entendo por que tem muitos torcedores por aí que criticam a Fabíola.
Como disse o L. Mesquita, ela se adaptou rápido às atacantes e acho que faz todas as jogadoras jogaram. Aliás, comparado aos jogos mais recentes, ela mostrou uma grande evolução na sua recuperação de forma física neste jogo. Fez uma ótima partida, fazendo uma distribuição bem competente.

Quanto à Leyva, acho que é sim uma jogadora com bastante potencial, mas penso que irá sofrer na recepção, já que Luizomar não dá sinais de que Tandara jogará como oposta.
A peruana não é ponteira de preparação, é definidora como Tandrara, e no fundo de quadra evidentemente que a Mari Paraíba é superior, embora inferior no ataque. Mas acho que a Leyva poderá crescer, pois me parece uma jogadora diferenciada: tão jovem e leva sua Seleção nas costas há algum tempo e tem algum destaque em nível mundial.

Tandara, nem vou comentar. Finalmente ela se tornou a jogadora incrível que sempre imaginei que seria, tendo feito uma última temporada na Seleção e no Osasco impecável. Gosto muito dela.

Márcio, Brasília-DF.
Anônimo disse…
Lamentável a atitude arrogante do Luizomar em relação ao técnico adversário.
Luizomar dirige uma grande equipe mas não é um técnico consagrado. Cuidado.
Mateus CS disse…
Concordo com o último comentário. Não sei o que houve em quadra e também não acho o técnico do Pinheiros uma das pessoas mais gentis e simpáticas, mas desaprovo completamente Luizomar se negar a cumprimentar o adversário ao fim da partida.