A reconquista de Minas Gerais



Dentil/Praia Clube 0x3 Camponesa/Minas
(20x25; 14x25; 22x25)

Era o último jogo do campeonato mineiro, mas poderia ser perfeitamente um jogo da Superliga passada. De um lado, um Minas guerreiro; do outro, uma apático e problemático Praia Clube.

Os mesmo problemas de recepção e de ataque que minaram o time na temporada passada reapareceram na decisão. Garay e Suelen não se entendem ainda na linha de passe. Sem poder usar bolas mais aceleradas, o Praia perdeu muito do seu poderio ofensivo, ainda mais com a Andreia no time. 

O Praia teve muita dificuldade na virada de bola e sofreu com o saque e bloqueio do Minas. Mesmo à frente no terceiro set, era perceptível a falta de controle que tinha sobre o seu próprio jogo. Até porque, no início do primeiro set, já havia dado demonstração da inabilidade em lidar com a larga vantagem que abriu de 6x0. Novamente, o Praia transmitiu aquela sensação de insegurança vista na temporada passada em que o time, a qualquer pressão, desaba. Tudo de bom que constroí, cai em questão de segundos tamanha a sua fragilidade emocional.

O Minas, por sua vez, muito mais confiante, foi para cima do Praia em todas as frentes. No ataque, Macris fez questão de efetivar a opção com as centrais, principalmente a Gattaz, tanto na virada como nos contra-ataques. Pelas pontas, Rosamaria e Pri Daroit foram opções seguras.

Com quatro vitórias em quatro jogos, o Minas voltou a levantar a taça do campeonato mineiro, o que não acontecia desde 2003, e acabou com o domínio estadual de cinco anos do Praia Clube.



*******************************

Belo início de temporada do Minas. Mesmo com duas mudanças significativas no elenco, na comissão técnica e no levantamento, o time já mostra força de conjunto, com organização defensiva e bom entrosamento entre Macris e as atacantes.

Quem sabe isso pese a seu favor também na próxima sexta-feira na disputa da Supercopa contra o Sesc.

Quanto ao Praia Clube, mais do que os problemas técnicos e táticos, que podem ser corrigidos ao longo da temporada, preocupa o aspecto emocional da equipe, que mostrou-se totalmente sem confiança neste segundo clássico. Por enquanto, os “fatos novos”, Paulo Coco e Garay, não demonstraram que podem ajudar a tirar esta nuvem negra que o time parece carregar em cima da sua cabeça. 

Tomara que isso mude ao longo da SL porque senão será mais um ano de elenco forte e desempenho decepcionante.

Comentários

L. Mesquita disse…
O MINAS já teve retorno RÁPIDO com o investimento feito em uma NOVA LEVANTADORA e um NOVO TÉCNICO!
Com MACRIS e LAVARINI 2 torneios disputados, 2 títulos!
No CAMPEONATO MINEIRO, MACRIS e LAVARINI evitaram o SEXTO título consecutivo do DENTIL PRAIA CLUB!
Só de QUEBRAR essa freguesia para o PRAIA CLUB já valeu o investimento em MACRIS e LAVARINI!!!
Luiz Felipe disse…
Parabéns, Laura, pelo post sobre as finais do mineiro.

Assisti às duas vitórias do Minas sobre o Praia no estadual (3x2 em BH e 3x0 em Uberlândia) e tive a mesma impressão que vc, sobre a fragilidade emocional do Praia. A equipe do Paulo Cocco parecia amadora na segunda partida, salvo momentos de espasmos de excelência técnica. Uma pena...

No mais, as duas equipes disputaram esse campeonato sem opostos efetivas. No Minas, à espera da Hooker, a opção técnica foi pelas juvenis Laiza e Karol Tormena. Se Laiza jogou mais no torneio quadrangular no Peru, disputado há algumas semanas e vencido pelo Minas, e que contou também com a seleção da casa, o Osasco e o Fluminense; no mineiro a opção foi por Tormena. Trata-se de jogadora com bons fundamentos, alta (1.86), que compõe bem o bloqueio e que não compromete no fundo de quadra. Mas falta ainda muita potência física. Quase não pontuou no ataque nos dois jogos.

No Praia, Andreia e Carla, que se revezavam como opostos, não cumpriram bem seus papeis. Fawcett, que assistiu à segunda partida da arquibancada, se encaixará nesse grupo como uma luva.

Ainda sobre as partidas, não entendi a insistência do Praia em sacar apenas na Pri Daroit. Está certo que seu passe não é confiável e que essa posição será, na minha opinião, o calcanhar de Aquiles do Minas nesta Superliga. Mas ao sacar apenas na Pri, Rosamaria, que tem um passe até menos confiável, ficou livre para atacar sem preocupação de passar. Resultado: marcou 27 pontos na primeira partida e seguramente mais de 20 na segunda, que teve apenas três sets.

A temporada na seleção, aliás, fez muito bem à Rosamaria, que está "voando" nesse início de temporada do Minas. Ao lado dela, Gattaz e Macris completaram o tripé que devolveu ao Minas o título estadual após 14 anos de jejum.
Sergio disse…
Vi o jogo, e um fui ver as analises do blog, fiquei pasmo como um blog que não gosto, mas passo por lá para ver as asneiras que ele fala (B.V) ele falou horrores de Amanda, e em nenhum momento vi ela pior que Andreia, Fernanda Garay e Suely. Sinceramente essas três não disse ainda para que veio no volei do Praia. E o pior crucificar a Amanda pelo erros dos outros é falar bobagem. O Praia há muito tempo precisa de um técnico que chame a atenção dessas atletas, parece que jogam brincando sem muito compromisso.
Anônimo disse…
Parabéns Minas! Não vejo a hora do Minas vencer a Superliga! Acho que com a chegada da Hooker, este dia irá chegar