terça-feira, 12 de setembro de 2017

O 2017 delas


Para algumas jogadoras da seleção, 2017 foi o ano de oportunidades; para outras, de confirmação. Será que todas conseguiram aproveitar o ano da melhor maneira? O Papo  faz a sua avaliação.


Tandara  
No início do ano cheguei a comentar que achava desnecessária a convocação da Tandara para o Grand Prix, ainda mais se era para ela jogar como oposta. Cheguei a dizer algo parecido com “já se sabe o que ela vai render”. Pois me arrependo das minhas palavras. Que bom que a Tandara jogou o ano inteiro porque ela pôde evoluir. Conseguiu ser mais comedida nos erros, crescer na defesa e no saque. Até na postura em quadra ela está melhor, mais participativa e assumindo um papel de liderança. Claro que ainda há o que melhorar. Para uma oposta, precisa ser ainda mais confiável, diminuir ainda mais os desperdícios. Mas acho que 2017 pode ter sido um recomeço para a Tandara na seleção.

Natália
Foi uma temporada desgastante e difícil para a Natália. Ela assumiu dois papeis na seleção, este ano, diferentes dos quais estava acostumada. Primeiro, ganhou maiores responsabilidade no fundo de quadra, principalmente no passe. Teve que deixar em segundo plano aquele que é seu ponto forte, atacar, para se transformar numa espécie de jogadora de preparação. O outro papel que ela assumiu foi o de capitã, de referência para uma equipe composta por muitas novatas. Na média, ela se saiu bem no passe e no aproveitamento de ataque – os prêmios individuais confirmam isso. Mas na hora do aperto, nos momentos mais decisivos, ou ela não apareceu ou não correspondeu. Acho que a Natália não tem tamanho para abraçar todas estas responsabilidades que lhe foram dadas. Ela não é essa jogadora confiável que o Zé Roberto idealiza.

Roberta  

O Zé Roberto apostou nela e ela respondeu com obediência tática. Com isso, fez o jogo brasileiro andar com objetividade sem grandes tropeços. Pesa a seu favor ainda o bom desempenho em outros fundamentos, como saque e defesa. O problema continua na falta de um padrão na qualidade dos levantamentos. As atacantes estão toda hora pedindo acertos nas bolas e a imprecisão, volta e meia, prejudicou o Brasil, principalmente no aproveitamento de contra-ataques. A Roberta conseguiu achar uma bola de segurança no meio fundo importante para o time brasileiro nesta temporada, mas não encontrou a mesma a naturalidade para acionar as centrais, o que é uma perda significativa no repertório brasileiro. De qualquer forma, pelo que o Zé Roberto comentou, ela garantiu espaço na seleção e deve estar no Mundial em 2018.

Suelen e Gabiru
A Suelen teve uma oportunidade de ouro com o pedido de dispensa da Leia e tendo como outra concorrente uma caloura na posição. Acabou por não aproveitar da melhor maneira. Não se fez sentir presente em quadra, a não ser quando errava na recepção. Acrescentou pouco à defesa e não teve comando no fundo de quadra. A Gabiru cresceu durante o ano e se saiu bem na Copa dos Campeões. Defensivamente ela fez o time mais ágil e atento. Peca ainda na recepção, na imprecisão dos passes. Mas até nisso ela se mostrou mais segura e regular neste último torneio. Precisa refinar os toques de levantamento e do passe de contra-ataque, coisas que a Suelen faz com muita categoria, por sinal. Difícil saber se o projeto “Gabiru líbero” terá futuro. Tenho para mim que o Zé gostou do que viu na Copa dos Campeões, mas, com a Gabi jogando de ponteira na Superliga, ele vai deixar de lado esta aposta e optar pelo mais “seguro”, ou seja, pelas líberos de origem.

Gabi e Adenízia
Não jogaram a temporada inteira, mas entregaram aquilo que se conhece delas. A temporada na Itália fez bem para a Adenízia da seleção. Gabi também retornou bem depois do tratamento da lesão e foi uma surpresa positiva no ataque nesta Copa dos Campeões. Adenízia tem mais a almejar do que apenas fazer parte do grupo depois da saída da Fabiana. De qualquer forma, ela e Gabi têm lugar garantido..

Bia e Carol
Destacaram-se, sobretudo, no bloqueio. Bia ainda é um pouco lenta para enfrentar equipes mais velozes, mas se mostrou uma importante opção no ataque e foi a central com a qual a Roberta se sentiu mais à vontade para acionar. Ela e Adenízia, aliás, se viraram bem nas chinas nem sempre precisas da levantadora. Já a Carol precisa melhorar no ataque. A bola de primeiro tempo da Roberta está na mais correta, o problema maior é a mira da central. Em compensação, a Carol cresceu no saque com o decorrer das competições. Acho que tanto ela quanto a Bia deixaram uma boa imagem ao final do ano e devem permanecer na briga no próximo ano. Mesmo se tivermos a volta da Thaisa e da Jucy, é provável que haja uma vaga para a quarta central no Mundial 2018 – considerando que a Adê é presença certa.

Rosamaria e Drussyla  

Foi bom poder ver a Rosamaria em quadra pela seleção para dar uma ideia mais realista do nível de jogadora que é. Isso deixou muito claras as suas limitações – e nem digo no passe, o que já era esperado, mas no ataque. Ela teve um e outro bom jogo, como contra a Holanda aqui no Brasil, mas não me parece que tenha estofo, no momento, para estar na seleção. Também foi bom ver a Drussyla na seleção, pois deixou evidente o quanto ela precisa amadurecer. Ela tem personalidade, encara tudo de forma muito corajosa e isso é de se aplaudir. Tem algo de especial nesta garota. Mas ela precisa ter mais clareza na hora do ataque e uma regularidade maior em todos os aspectos. Ou seja, precisa ter mais tempo em quadra jogando. 

Amanda e Monique
A Amanda teve poucas chances para jogar como ponteira mesmo e, quando as teve, não foi nada bem no ataque. Difícil, pelo que se viu dela, apostar que consiga ir além da jogadora que entra para sacar e fazer o fundo de quadra na seleção. Ainda assim, caso a Jaqueline não volte, ela pode encontrar um espaço. A Monique também se limitou a passagens de saque e fundo de quadra e algumas inversões, na maioria, não muito frutíferas. Quando poderia ter sido aproveitada, como contra o Japão, foi esquecida pelo treinador. De qualquer forma, tem lugar cativo com o Zé Roberto.

Mara, Macris, Naiane
Pouco se viu das levantadoras, quase nada se viu da Mara. Serviram mais como “tampões” para fechar o grupo. Acredito que o futuro da Naiane na seleção, se acontecer, não é próximo e será realmente decidido depois desta temporada em Barueri com o Zé Roberto.

14 comentários:

Kamila Azevedo disse...

Você foi certeira em seus comentários, Laura! Para mim, o grande nome da seleção nestes três primeiros torneios foi Tandara. Ela, sim, foi constante; está numa excelente fase profissional e foi a líder que a Natália deveria ter sido. Tendo dito isso, concordo totalmente com seus comentários sobre a Natália. Está claro que ela é o xodó do ZRG, que confia muito nela, mas a Natália não está pronta ainda para assumir a responsabilidade de ser a líder deste time.

Acho que se consolidaram na seleção, após os primeiros torneios, as seguintes jogadoras: Tandara, Natália, Roberta, Gabi, Adenízia e Rosamaria.

Bia e Carol foram muito bem, mas, com a possível volta de Thaísa, as duas devem brigar pela quarta vaga de central da seleção.

A Suelen, como você bem disse, perdeu a chance de ouro de se firmar como segunda líbero da seleção, mas foi péssima e não passou confiança em momento algum. A Gabiru, pelo contrário, aproveitou a chance que teve e foi se encontrando, no passar do tempo, como líbero. Mas, essa não é a posição de origem dela, então, acho que esse experimento do ZRG não vai pra frente e só ocorreu porque nem ele confiava na Suelen plenamente.

O mau aproveitamento da Macris e da Mara me incomodou profundamente. A Mara, quando entrou, não comprometeu e foi ótima. Merecia ter tido mais chances. Em relação à Macris, sinto que ela não se sente à vontade na seleção, que ela tolha seu talento e sua ousadia. Isso se deve ao fato do ZRG não gostar de levantadoras assim.

Como a Macris não terá espaço, espero que o ZRG faça o correto e chame uma levantadora experiente como Fabíola. Com certeza, a presença de alguém como ela fará um bem enorme à Roberta, que poderá crescer ainda mais como levantadora.

No mais, estou muito preocupada com o futuro dessa seleção e espero, sinceramente, que o ZRG, em futuras convocações, dê espaço para novos talentos do nosso vôlei, como Lorenne, porque isso será fundamental para ela.

Vicente Maia disse...

Laura, muito boa sua análise, como sempre.
Eu fiquei bastante surpreso com essa formação, esperava apenas o título sul-americano, mas elas se superaram e conseguiram dar a volta por cima em determinadas situações que pareciam perdidas. Mérito delas e da comissão técnica que conseguiu dar uma identidade ao time e fazê-lo trabalhar como uma equipe. A falta de grandes estrelas talvez tenham sido uma coisa boa para elas, pois a única titular remanescente do Rio 2016 era Natália.
O início foi marcado por um discurso pessimista de uma parte da torcida que previa um apocalipse voleibolístico, que seriam dois ciclos perdidos, que o futuro da seleção era ser uma Cuba. As críticas viam de todos os lados e atingiam a todas elas. Natália era a eterna promessa que não se concretizava, Tandara a jogadora que amarelava sempre, Roberta não tinha rodagem nem em clube, Rosamaria ou Drussyla não tinham bagagem para ser a segunda ponteira. As centrais foram as mais criticadas, chamadas de anãs e que só serviriam para levar água para as titulares que deveriam ter mais de 1,90m. Ver Carol e Bia serem premiadas em todas as competições foi um prazer muito grande. Adê aproveitou muito a primeira oportunidade como titular e fez uma boa campanha. Tandara e Roberta foram, para mim, as jogadoras que mais evoluíram e se consolidaram nas respectivas posições. Natália passa para mim a impressão de não estar bem fisicamente desde o início dessa temporada.
O grande problema do time brasileiro foi o passe, um percentual expressivo de passes B e c acabavam com as opções de ataque e facilitavam a vida dos adversários. Tinha grandes expectativas em relação à Suelen, mas achei que ficou devendo muito nesse quisito. Gabi excedeu às minhas expectativas, mas não é uma líbero nata. Mudar de ponteira pra oposta não é um grande sacrifício, mas de ponteira para líbero é uma mudança radical e que leva muito tempo para maturar. Pra piorar ela vai voltar a jogar de ponteira no Rio de Janeiro, então se Léia voltar à forma ou Camila voltar atrás na decisão de não jogar mais na seleção, o projeto Gabi líbero talvez não dê em nada.
Mesmo elas tendo escorregado em algumas ocasiões, o saldo foi, para mim, muito bom.

Para o próximo ano devem voltar Thaisa, Juciely, Fê Garay e Dani Lins, além de Adê e Gabi, mas estas vão ter de estar jogando o fino da bola para desbancar essas meninas que tão bem representaram o Brasil. Acredito que a maior sinuca é pra central onde temos 5 nomes fortes e apenas quatro lugares. E pra piorar essa tomada de decisão, elas têm características diferentes e uma ou outra se adapta melhor a determinados adversários. Tem de ter coragem pra cortar Carol depois de 3 prêmios de melhor central e 1 MVP ou Bia, a melhor central do Grand Prix e que deu o nome naquela competição. Dany Lins deve voltar, mas vai ficar um ano parada e está sem clube, terá de estar muito bem para tomar o lugar da Roberta. Reiterando que você falou, Natália, Fê Garay e Gabi tem assento certo na seleção. A quarta vaga de ponteira fica mesmo entre Rosamaria e Drussyla. Com a ausência da Gabi no time do Rio de Janeiro, Drussyla deve assumir liderança do ataque, uma responsabilidade imensa que ela terá de enfrentar. Se for bem sucedida em capitanear o ataque do Rio de Janeiro, aposto nela, senão, será Rosamaria.

Yano o Chato disse...

Laura, concordo com todas as suas análises. Sem nada acrescentar.
Coloco alguns pontos:

Voloch acabou de divulgar que Gabi vai operar o joelho e só volta às quadras em 2018. Talvez não jogue a Superliga.

Darei um desconto à Suelen, pelo fato de ter feito a cirurgia bariátrica e ter que jogar se adaptando a um novo corpo a cada semana. Acho que não dá para ser estável assim. Quando era gorda mesmo, jogava bem melhor.

Foi muito bom assistir aos jogos sem os narradores do Sportv e os comentários do Marcos Freitas e Nalbert.

Faltou um campeão africano no campeonato. Isso está errado.

Rafael disse...

Fico feliz com a consolidação da Tandara na função de oposto. Mesmo errando muito ainda, se comparado com a Sheilla, por exemplo, ela se mostrou como a bola de segurança do time e não deixou a peteca cair em nenhum momento, sendo sempre a maior pontuadora da seleção.

Adenízia nos fez lembrar nessa temporada o voleibol que a levou aos Jogos de Londres em 2012. Muito bem no ataque e no bloqueio, mostrou ter recuperado a sua melhor fase. É presença obrigatória no Mundial.

Roberta precisa melhorar muito ainda, mas é a opção mais confiável no momento, por mais irônico que seja. Mas com a Dani por perto e a Fabíola de volta ao Brasil, vai ficar dificil pra ela se manter no grupo do Mundial. Já sabemos que o Zé Roberto é fã incondicional da Dani e só vai parar de convocar ela quando ela não tiver mais mão pra levantar.

Bia confirmou na seleção aquilo que ela já faz em clubes há várias temporadas. Carol mostrou melhor forma técnica depois de uma SL apagada e marcada por problema de saúde.

Suelen mostrou que não tem nível de seleção. Não da pra confiar numa líbero que não da segurança em nenhum dos seus fundamentos "especialidade".

Rosamaria me surpreendeu porque, na minha opinião, ela fez alguns bons jogos no Grand Prix, principalmente no que se refere ao bom aproveitamento de contra ataque. O passe dela pode melhorar com o tempo, afinal fará 1 ano que ela trocou de posição definitivamente, passando de oposto pra ponteira. Ela tem muito potencial e acho que, se ela se manter bem fisicamente e melhorar a condição técnica no passe e no ataque principalmente, tem tudo pra liderar o grupo nos próximos anos.

E sou só eu ou a Jaque não volta mais? Acho ela a jogadora que está mais distante dos planos do Zé. Acho que só vai voltar pro grupo se alguma outra jogadora estiver lesionada. Provavelmente 2016 foi o último ano da Jaqueline na seleção brasileira.








Unknown disse...

Concordo sobre a evolução da Selecao e que ainda temos pontos vulneráveis e pra mim o maior de todos esta no passe, no equilíbrio da defesa.Com isso arrumado fácil tá a vida de qualquer levantadora.Creio que infelizmente o regresso de Jaque não acontecerá e não vejo que possa fazer isso atualmente.Também creio que se o ZRG ..Ele.ganhar o Mundial 2018 ele não ficará até 2020.E aí. ..O problema passará PARA as noites sem sono do próximo técnico
. .

L. Mesquita disse...

Concordo contigo YANO!
Dou totalmente crédito para a SUELEN, que passou por essa cirurgia antes de ir pra seleção. Todos já vimos a SUELEN nos seus melhores dias e do que ela é capaz. Creio que SUELEN fará uma temporada incrível pelo PRAIA CLUB e ano que vem estará muito melhor.
Porém, acho necessário o Ze ter um libero de ofício e não uma improvisada para revezar com a SUELEN...
Quem sabe, a dupla SUELEN e LEIA sejam as liberos brasileiras para o Mundial 2018???
Em relação às levantadoras acho que para o MUNDIAL deverão ir ROBERTA e FABÍOLA, já que parece que MACRIS não tem muitas oportunidades na seleção...

Camilla Paiva disse...

Gostei bastante da sua análise, Laura. Em relação a Roberta, acho que ela será uma boa opção pro mundial. Tem muito a evoluir, mas tem qualidade em outros fundamentos e com o passe na mão não prejudica o time, como pudemos ver nas competições em que ela esteve com a seleção esse ano. Em relação a outra levantadora do mundial, acho que não tem mistério que será a Dani Lins. Zé gosta muito dela e acho que a "dívida" que ele tinha com a Fabíola foi paga. Como ele não testou nem Naiane e nem macris, só sobra a Dani Lins mesmo. Algumas pessoas falaram da Jaqueline pro ano que vem, o que me parece no atual contexto improvável. Particularmente eu não acho que ela deva voltar. Reconheço que ela tem um fundo de quadra maravilhoso, mas infelizmente ela não tem mais a mesma capacidade de ataque, Basta lembrar da atuação dela na superliga. Caso a Thaísa se recupere pro mundial, será uma dor de cabeça muito grande a escolha das 4 jogadoras na posição de central. Bia e Carol deram o nome, fizeram ótimos campeonatos.

Rodrigo André disse...

Concordo com muita coisa. Primeiro, acho que apesar dos bons resultados não devemos nos iludir. Contamos com a sorte em alguns momentos para obter bons resultados. Num mundial, hoje, acho que essa equipe dificilmente chegaria ao pódio. Temos várias boas jogadoras, mas nenhum fenômeno (em todas as posições). Tandara poderia ser mais alta e errar menos, Gabi idem na altura, Natália não tem o perfil de líder nem o passe primoroso, as centrais vezes brilham e vezes oscilam, até pela qualidade do passe que não sai. Falando na posição de libero, não sei quantos anos vocês têm, mas acho engraçada essa discussão de "libero de ofício". Boas jogadoras são versáteis, e podem se adaptar a funções diferentes num time, até porque treinam vários fundamentos. Os velhos lembrarão que a consagrada Fernanda Venturini já foi atacante, Márcia Fu foi meio de rede e oposta, e a maioria das liberos da seleção até meados de 2000 eram meios ou ponteiras (Sandra, Ricarda, Arlene). E aliás, foram ótimas liberos. Não acho a Gabi fantástica, mas não é o fato de ter sido ponteira que a impede de ser libero. Jaque também não é ponteira e todos a consideram uma possível líbero? Enfim, pra ser libero basta ser boa nos fundamentos e decidir investir em treinar isso. Além de ter agilidade (as muito altas dificilmente conseguiriam).

Paulo Roberto disse...

Concordo com a maioria dos comentários, principalmente contigo Rodrigo. Pro Mundial, o negócio vai ser um pouco diferente.

A questão do passe me parece salutar, pois acho que o Zé vai de Roberta e Dani Lins (ela não mostra aquele voleibol que a consagrou faz um muito tempo e na seleção nunca foi isso tudo que dizem). Se tiver mais segurança no passe esse time pode almejar algo.

Posição por posição, acho que briga da titularidade fica nas pontas entre Garay e Gaby, caso a primeira volte no mesmo nível das temporadas passadas, aliás sou ais Garay que Rosa e Drussyla por exemplo. Quanto a Jaque, sou fã dela porque gosto de jogadoras mais completas, mas pra jogar de ponta, talvez não consiga mais quem sabe tentar atuar como líbero, já que a Brait realmente parece irredutível na decisão de não mais vestir a camisa da seleção. Mas temos que ver como ela vai voltar na temporada de clubes. Ganhar o mundial parece ser uma meta da Jaque e poderia ser uma ajuda extremamente importante na transição entre essas gerações.

Quanto às centrais vejo que é posição com opções mais variadas e diferentes entre si. Thaísa no auge é realmente uma das melhores do mundo, a temporada na Itália devolveu o bom voleibol à Adê e me parece que ela ainda tem margem pra crescer, a Jucy tem uma regularidade e uma vitalidade incríveis. Fica a briga por quarta ponteira entre a Carol e a Bia, que na minha opinião estão no mesmo nível.

A Tandara realmente mostrou que pode sim ser a titular da posição. Não sei como vai ser quando voltar ao clube e continuar atuando como ponteira. Precisa só erra um pouco menos. Natália realmente não me parece a líder que o Zé imagina, talvez a volta das mais experientes alivie um pouco o peso sobre ela, mas me preocupa essa questão dela assumir um papel de relevância em fundamentos que não são o seu forte. Como isso será tratado no clube?

Enfim, como a maioria aqui, comecei a temporada da seleção descrente, mas termino com um fiapo de esperança. De qualquer forma esse ano pós-olímpico não deve ser levado como parâmetro absoluto. Os títulos vieram mas o desempenho irregular diante das seleções mais fortes com os elencos completos e em competições de maior peso pode custar caro.

L. Mesquita disse...

Tem um artigo na página do Mundial SUB23 que diz que a DRUSSYLA seria o NEYMAR do volei, vejam: http://u23.women.2017.volleyball.fivb.com/en/news/drussyla-brazilian-volleyballs-neymar?id=72919

Was disse...

Concordo que ouvir os comentários do Nalbert dá sono mas o Marcos Freitas enriquece bastante uma partida de volei (exceto quando ele começa a puxar saco de uma ou outra jogadora ou quando insiste em explicar o que é uma inversão 5x1, invadir área de ataque, bola china..).

Carlos Eduardo disse...

Eu queria é que vocês analisassem a possibilidade de retorno da Thaisa, à seleção brasileira, depois da ultima entrevista que está circulando pela internet, em que ela alega que as jogadoras da seleção não iam muito com a cara dela, ou que nutriam uma suposta inveja (falavam mal pelas costas, e alguém a dizia).

A Thaisa é uma fenomeno de boca fechada. Desse jeito vai acabar com o ambiente da seleção. Acho melhor ficar de fora mesmo!!

Ninguém ligou para ela quando se machucou? Se sentiu sozinha e desamparada? As estrangeiras são mais amigas que as brasileiras? Mas algum dia ela ligou para alguém? Ou acha que as pessoas se esqueceram de como ela tratou o fato de ser substituida pela Jucielly nos jogos Rio2016?

O interessante é que ela em boa forma é inatingível, mas essa boa forma está demorando para voltar. E com esse peso negativo de relacionamento, acho melhor ficar em casa e no instagram mesmo. Chega de Fernanda Venturini! Guarde seu talento para a sua estante.

Paris disse...

Engraçado. Concordei com muito do que você disse, mas com essa parte da Drussyla e da Rosa, eu não concordo. Pra mim as duas foram equivalentes. Tiveram seus maus momentos e quando ia falhava, a outra entrava e segurava o tranco. Acredito que nesta temporada da sl poderemos ver qual delas vai assumir a 4ª vaga de ponteira.

Paris disse...

Ahhh...esqueci de dizer que pra mim, a Macris deveria estar como titular. Mas fazer o que, né?