quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Elas querem conquistar a Europa


Nesta sexta-feira começa o Campeonato Europeu. É o torneio que encerra a temporada, iniciada em maio com o qualificatório para o Mundial, para as seleções do Velho Continente.

Os primeiros classificados de cada grupo garantem vaga direta nas quartas de final. O segundo e terceiros se enfrentam num play-off para definir as demais vagas nas quartas.

Vamos ver como as principais seleções chegam para a grande disputa continental?

Grupo A
Alemanha, Polônia, Hungria e Azerbaijão. 
Levantadoras: Hanke e Kemmsies
Opostas: Lippmann e Stigrot
Ponteiras: Brinker, Geerties, Poll e Großer
Centrais: Schölzel, Schwertmann, Pettke e Gründing
Líberos: Dürr e Pogany

A Alemanha mantém a base que conseguiu a vaga para o Mundial 2018 no início do ano. Classificação facilitada pelo fraco grupo em que era cabeça de chave. No Europeu, a chave é bem mais equilibrada. A Polônia, também com um grupo jovem, pode ser um adversário complicado assim como o Azerbaijão, que supreendeu no qualificatório europeu ao bater a Holanda. Destaques para a oposto Lippmann, a “matadora” do time, e para a experiente ponteira Brinker.

Grupo B 
Itália, Croácia, Bielorússia e Geórgia 
 
Levantadoras:Alessia Orro e Cambi 
Opostas: Egonu e Sorokaite
Ponteiras: Caterina Bosetti, Lucia Bosetti, Sara Loda e Tirozzi
Centrais: Sara Bonifacio, Cristina Chirichella, Anna Danesi, Raphaela Folie
Líberos: De Gennaro e Parrocchiale.

Apesar de estar no início de um novo trabalho, a Itália chega ao Europeu como uma das favoritas ao título. A prata no Grand Prix dá este crédito ao jovem time que tem dois desfalques: a levantadora Malinov, que está lesionada, e a ponteira Sylla, suspensa por ter sido pega no exame antidoping. Com Sorokaite em bom momento, Diouf foi cortada. Pelo jeito, mesmo sem a Sylla, Mazzanti não está querendo arriscar uma formação mais ofensiva com Egonu e/ou Diouf como passadoras e preferiu assim manter as ponteiras mais técnicas. A Itália não deve encontrar dificuldades para se classificar em primeiro. O adversário mais complicado deve ser a Croácia, que tem como principal estrela a oposta Samanta Fabris, bastante conhecida da liga italiana.

Grupo C  
Rússia, Ucrânia, Bulgária e Turquia
Levantadoras: Filishtinskaia e Pankova
Opostas: Goncharova e Voronkova
Ponteiras: Kosheleva, Shcherban, Parubets e Frolova
Centrais: Fetisova, Zaryazhko, Efimova e Evdokimova
Líberos: Kryuchkova e Tretyakova

Turquia

Levantadoras: Naz Akyol e Gamze Alikaya
Opostas: Meryem Boz, Polen Uslupehlivan
Ponteiras: Gözde Kırdar, Neriman Özsoy, Önal e Hande Baladın
Centrais: Eda Erdem Dündar, Bahar Toksoy Guidetti, Kübra Çalıskan e Beyza Arıcı
Líberos: Dalbeler e Aköz

Grupo complicado em que a Turquia é a estranha no ninho entre as seleções gigantes do leste Europeu. Bulgária vem embalada pela classificação para o Mundial e pode embolar o meio de campo das ditas favoritas Turquia e Rússia. A seleção turca conta com a volta das suas jogadoras mais experientes que ficaram fora do GP: a levantadora Naz e as ponteiras Godze e Neriman, além da boa central Eda. A Rússia chega para defender o título com o mesmo time que disputou a Copa dos Campeões, mas com uma mudança no banco, feita de última hora: sai o treinador Kuzyutkin, entra Ushakov, comandante do Dinamo Krasnodar. Parece que a confederação russa viu que sua escolha inicial não estava dando resultados. Quando Kuzyutkin retornou à seleção, ele disse que a permanência dele até Tóquio 2020 dependeria dos resultados do Europeu e do Mundial. Ele sequer durou até a primeira competição importante. A Rússia tende a ganhar com Ushakov, um treinador mais jovem. E, por ele ser já o assistente da seleção, não tumultua muito o ambiente da equipe antes do Europeu. Mas isso mostra como a Rússia está perdida na condução do novo ciclo.

Grupo D
Sérvia, Holanda, Bélgica e Rep. Tcheca
Levantadoras: Zivkovic e Mirkovic 
Opostas: Bjelica e Boskovic
Ponteiras: Mihajlovic, Malesevic, Busa e Milenkovic.
Centrais: Rasic, Veljkovic, Stevanovic e Popovic
Líberos: Blagojevic e Pusic 

Holanda 
Levantadoras: Dijkema e Stoltenborg
Oposta: Sloetjes
Ponteiras: Buijs, Plak, Daalderop, Grothues e Jasper
Centrais: De Kruijf, Belien, Koolhaas e Polder
Líberos: Schoot e Knip

Outro grupo complicado. A Holanda vem de uma temporada bastante desgastante, principalmente porque bobeou na primeira fase do classificatório para o Mundial e teve que disputar outro torneio para conseguir a vaga. Mas tem o retorno da Sloetjes, esta sim, mais descansada. Além disso, o treinador parece ter encontrado um formação mais equilibrada pelas pontas com Daalderop (a boa nova da temporada) e Grothues. Talvez não conte com central a De Kruijf nos primeiros jogos, machucada. Com exceção da central, a Holanda chega com o time inteiro. Ao contrário da Sérvia que teve uma zica danada durante a preparação para o Europeu. Mihajlovic, Zivkovic, Malagurski e Rasic tiveram lesões. Malagurski foi cortada; Rasic não deve jogar a primeira fase. Para completar, a levantadora Antonijeviç está também suspensa por doping (assim como a Sylla, espera a contraprova. Provavelmente ingeriram uma substância proibida sem intenção, num alimento). Antonijeviç, aliás, não consegue ter vida fácil na seleção. A Sérvia fez alguns amistosos e, capenga, sofreu derrotas para Turquia e Bulgária. O momento não é dos melhores, mas não deixa de ser uma das favoritas ao título.

3 comentários:

Thamy Costa disse...

Oi laura. Gostaria de saber se nao vai postar sobre o quadrangular no peru e sobre o europeu??

Laura disse...

Oi, Thamy! Segunda devo postar alguma coisa sobre os dois! Assim já tenho os resultados finais do quadrangular para comentar e tb da primeira fase do Europeu.

Anônimo disse...

É fiii, apostou na Alemanha mas quem SAMBOU foi AZERBAIDJAN!!! Classificou-se em 1º Lugar no Grupo.