domingo, 10 de setembro de 2017

Despedida prateada

Brasil 3x0 EUA
O Brasil se despediu da Copa dos Campeões – e da temporada – com uma prata e uma bela atuação. Vitória convincente num jogo em que o controle esteve a maior parte do tempo nas mãos das brasileiras.

Ao contrário do que vimos em outras partidas do torneio, com exceção da Coreia, a seleção brasileira entrou bastante concentrada. Provavelmente o fato de conhecer os EUA de cor e salteado ajudou a equipe a entrar, desde o início, com um volume defensivo muito bom.

Isso ajudou para que o Brasil tivesse mais paciência na troca de bolas e se aproveitasse os erros norte-americanos. Aliás, surpreendeu o fato de que os EUA, também bastante conhecedores do jogo brasileiro, não tenha conseguido neutralizar os pontos fortes e colocado o Brasil mais vezes sob pressão.

Outro fator que fez a diferença a favor do Brasil foi o saque. As brasileiras conseguiram desestabilizar o passe norte-americano com bem mais frequência do que elas. Tanto que nem Carlini, a levantadora que começou a partida, nem a Lloyd, que entrou no terceiro set, conseguiram imprimir um padrão de jogo mais veloz. E mesmo as jogadas com as centrais, uma das forças dos EUA, foram bem marcadas pelo Brasil.

Do lado brasileiro, Gabi foi a personagem do jogo. Os EUA tiveram uma dificuldade enorme em pegar o tempo de ataque da atacante brasileira, cuja velocidade foi bem explorada pela Roberta. O passe teve seus momentos de pane, principalmente com a Natália, mas, em geral, permitiu que o ataque e a distribuição da Roberta fluísse com naturalidade. 

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Pê esse:

- Pela primeira vez vi o Kiraly respirar fundo (umas duas vezes) para não estourar e se irritar com suas jogadoras pelos erros cometidos. Sei que não faz muito o estilo dos norte-americanos, mas acho que um pouquinho mais de energia e cobrança não fariam mal a este time um tanto blasé.

- Seleção do campeonato:

Levantadora: Tominaga (Japão)

Oposta: Tandara (Brasil)

Ponteiras: Larson (EUA) e Zhu (China)

Centrais: Carol (Brasil) e Yuan (China)

Líbero: Inoue (Japão)

MVP: Zhu (China)

12 comentários:

L. Mesquita disse...

Piada a LARSON estar na seleção do campeonato não é mesmo? A GABI é que deveria estar ali, ela foi muito melhor ponteira q a LARSON!!!

L. Mesquita disse...

Laura estou indignado com a DISCRIMINAÇÃO da FIVB que transmitiu o MASCULINO SUB23 pela internet, mas não transmite o FEMININO SUB23!!! Afinal NINGUÉM TRANSMITE NEM TV NEN NET!!!
Quero ver DRUSSYLA, EDINARA E LORENNE!!! E não posso!!!

Pop On Air disse...

L. Mesquita a Larson foi a 7º Pontuadora, fez um bom Campeonato.

Pop On Air disse...

Japão por pouco não beliscou a medalha de Bronze, Nagaoka faz muita falta nessa Seleção.
Não adianta nada ter o bom fundo de quadra, se nos Contra-Ataque os as Atacantes Japonesas largam ou Ficam no Bloqueio. Mas o time evoluiu bem e fez jogos pareio com grandes Seleções;.

Rússia novamente dando Vexame.

Jess disse...

Larson faz tempo que só joga no truque
Bom começo pra uma seleção renovada.. 3 ouros e uma prata
#VaiBrasil

Gabi jogou muito.. conserva Deus

Marco Barbosa disse...

Querida Laura e caros amigos, achei a temporada da SFV meio estéril. Isso porque sabemos que esse time não será aquele que estará no mundial em 2018; é bem provável, inclusive, que a Roberta, levantadora titular absoluta na temporada, sequer esteja no grupo que vai ao Japão. Assim, para o desenvolvimento da equipe no ciclo olímpico ficou um trabalho meio sem propósito. Sobraram análises individuais de jogadoras que não costumavam trabalhar com o JRG, como a própria Roberta que, se não é uma levantadora extraordinária, agrega muito com sua disciplina e qualidade no saque, bloqueio e defesa. Acho, porém, que ela tem momentos ruins que, felizmente não chegam a ser longas fases e costumam ficar restritos a um jogo ou outro. O problema é que esses momentos são muito ruins mesmo, de modo que, se você quer trabalhar com a Roberta, é necessário ter uma reserva confiável e sempre pronta, e não ter cerimônia em substituí-la logo, ao estilo Bernardinho. A Bia eu creio que aproveitou bem sua oportunidade de mostrar serviço, mas o mesmo não pode-se afirmar da Suellen. Não creio que o 'experimento' Gabiru vá dar em alguma coisa: está parecendo mais algo como foi o projeto "Érika levantadora". Tandara foi, ao meu ver, o destaque desse time, mas eu devo confessar ter certa birra com ela: sempre penso na Tandara como a jogadora que estará entre as maiores pontuadoras de qualquer torneio que disputar, resolvendo todos os jogos que não forem decisivos.
Os otimistas verão a parte meio cheia do copo: o saldo do ano foi muito positivo, o time esteve no pódio em todos os torneios e a medalha de prata da Copa dos Campeões foi muito honrosa. Os pessimistas falarão da parte meio vazia, reclamando do jogo errático e inconsistente e do sinal de alerta que foram as emblemáticas derrotas para Japão e Tailândia. Observarão também que parece não haver sequer uma idéia de como lidar com a China da Lang-Ping, coisa que deve ser prioridade para qualquer um interessado no topo dos pódios pelos próximos anos.
Da minha parte, a maior preocupação é com a tragédia que foi a temporada para as seleções de base (torçamos para que a sub-23 traga alguma coisa da Eslovênia); se houvesse alguém no comando lá na CBV ele já deveria estar se mexendo.

L. Mesquita disse...

Pop, a GABI foi a TERCEIRA melhor atacante do torneio, independente disso assistindo ao desempenho de LARSON e GABI no 3x0 contra os EUA, quem vc escalaria para a seleção do Campeonato LARSON ou GABI?
Ao meu ver a atuação espetacular da GABI ofuscou totalmente a LARSON.

L. Mesquita disse...

Laura e amigos, as meninas da SUB23 estão no mesmo grupo B do JAPÃO, vejamos como será o desempenho delas contra as japonesas já que a seleção principal tem encontrado bastante dificuldade contra elas, no mais contra as europeias e cubanas creio que o Brasil não terá dificuldades, a CHINA já carimbou 4x0 na TAILÂNDIA e está no grupo A.
Tudo leva a um novo embate BRASIL X CHINA por um lugar no PODIUM... É esperar pra ver!

Laura disse...

Marcos, que bom ler seu comentário aqui novamente! Compartilho boa parte das suas opiniões e estou preparando dois posts para avaliar o ano da seleção e o desempenho das jogadoras. Mas já adianto aqui que minha visão está mais para o copo meio vazio...

Quando o Zé Roberto falou em testar a Gabiru como líbero, lembrei-me desta história da Érika virar levantadora. O processo de transição para a Gabiru é bem mais simples, mas tb acho difícil este projeto ter alguma continuidade. Não pq ela tenha se saído mal, pelo contrário. O problema é q ela vai para o clube e vai exercer outra função - e provavelmente sem ser titular. Com a Leia de volta, acho que o Zé vai continuar com a Suelen como segunda opção.

Ander disse...

Parabéns Meninas!! Parabéns Zé!! Novamente calando a boca de muitos!! Nesse torneio, o Brasil foi a única equipe que chegou ao 5 set com a China da poderosa Zhu. Nem os EUA e Rússia conseguiram chegar ao 5 set. Sei que tem muitas coisas a serem corrigidas na nossa seleção, mas devemos por enquanto, parabenizar as meninas e o Zé. Pro mundial se fosse o Zé, levaria a Nati como oposta reserva da Tandara e as pontas seriam Gary e Jaque ou Gabi. Eliminava de vez a Munique.

Anônimo disse...

Oi, Papo de Vôlei,

Esses critérios da FIVB para a eleição das melhores jogadoras das competições que promove tem muitas falhas e não raro há algumas injustiças. Percebo que sempre emplacam algumas jogadoras do país sede entre as "melhores", que nem sempre representam a verdade. Na edição da Copa dos Campeões deste ano, dos 8 prêmios, duas jogadoras japoneses contempladas (e o Japão foi penúltimo lugar!). Não pode.
Tirando os prêmios da Zhu (MPV e ponteira), indiscutível, e a Tandara, que levou o de melhor oposta, acho que os demais bem discutíveis. Engraçado ver a Carol, que tem sido bastante irregular, mais uma vez levando prêmio de melhor central. Ela tem um bom boqueio, mas no ataque deixa muito a desejar, não era para tanto. Para "melhor central" tem que ser mais completa.
Quanto ao desempenho da Seleção Brasileira em geral, gostei muito da Tandara, que parece que assumiu com dignidade o posto deixado pela inigualável Sheilla. Também gostei do desempenho da Bia, que vem fazendo boas partidas desde o Grand Prix. Destaco também a ponteria Gabi, uma jogadora inteligente que não enfrenta bloqueio à toa (Rosamaria e Drussyla precisam aprender isso com ela), que mesmo ainda sem estar 100% melhorou o passe da Seleção e foi bem nas viradas bola. Também a Roberta também merece um crédito: apesar de não ser um gênio no levantamento, é alta para a posição, tem bom bloqueio e saque e fez o arroz com feijão bem feito nas levantadas.
Quanto aos pontos negativos (ou a merecerem uma antenção maior do ZRG), destaco a Natália, que teve uma temporada muito abaixo do que se espera dela na Seleção (o prêmio de MVP no Grand Prix foi uma dessas injustiças, a Tandara merecia mais). A ponteira do Fenerbahçe precisa se concentrar mais nos jogos para ser mais confiável, a meu ver.
Achei que Naiane (um equívoco sua convocação, já comentei aqui em outro post) e Monique pouco acrescentaram nas inversões. No caso da Monique, observo que ela até poderia ter sido mais bem aproveitada, sobretudo contra as asiáticas, pois seu jogo de paciência encaixa mais contra essa escola e o Brasil tem tido dificuldades na temporada em jogar contra elas. Mas o ZRG a deixou pouco tempo em quadra... poderia ter sido mais útil contra China e Japão.
Amanda foi uma arma no saque, mas no ataque e até mesmo no fundo de quadra deixou a desejar. Ter um bom saque é pouco para garantir uma vaga entre as 12 numa Seleção Brasileira.
Agora, a posição que o ZRB deve se preocupar mais no momento é a de líbero. Léia poderá voltar, mas se contunte bastante e tem altos e baixos, apesar de ser a melhor disponível. Suelen foi uma enorme decepção. Estava com um passe muito ruim, e isso para uma líbero é fatal. A Gabiru é esforçada, ok, poderá crescer se investir na posição, mas o fato é que vai voltar a jogar de ponteira no Sesc-Rio e perderá uma temporada interia sem jogar como líbero e isso é muito tempo perdido. Acho que seria mais produtivo se o ZRG começasse a dar experiência a líberos jovens para o futuro (Laís agora no Praia é uma boa opção) e ter Léia como líbero mais experiente no grupo.
Por fim, uma observação sobre a meio-de-rede Mara. A central brasileira mais alta dessa temporada internacional poderia ter mais oportunidades na Seleção, já que tem sido muito eficiente no Minas e acho que tem bastante potencial.

No mais, parabéns pelo blog. Gosto muito de suas análises e da participação dos fâs do vôlei em geral. Este espaço aqui é muito valioso para nós fãs do vôlei.
Márcio.

Anônimo disse...

pois acho seu ponto de vista sobre a Gabi equivocado visto q em várias jogos ela se saiu muito bem sim.. com defesas incríveis e um deslocamento excepcional p coberturas... Muito melhor ela é leia na seleção... Gabi foi uma grata surpresa na posição de líbero.. Devemos é parabeniza.la pelo seu jogo...