Copa dos Campeões - Brasil 2x3 China

seleção de vôlei feminina perde para China
É, está difícil para o Brasil superar a China nesta temporada. Desta vez, pelo menos, a seleção conseguiu fazer frente ao time chinês e chegou a sentir o cheiro da vitória.

É bem verdade que demorou até conseguir equilibrar a partida. Nos dois primeiros sets, a indicação era de mais um atropelo chinês. O Brasil não incomodava no saque (e errava quando tentava forçar) e não se encontrava no bloqueio e na defesa. Além disso, tinha problemas no passe e na virada de bola, com as atacantes brasileiras errando bastante e desperdiçando oportunidades.

O desempenho do sistema ofensivo mudou pouco durante a partida. Até o final, foi difícil para o Brasil colocar a bola no chão e os erros no passe volta e meia apareceram - e comprometeram no tie-break. A diferença entre os dois primeiros sets e o restante da partida é que a cobertura de ataque apareceu bem, dando maior respaldo às atacantes que, mais confiantes na sua defesa, não arriscavam tanto para fugir do bloqueio.

Mas o que fez o Brasil entrar mesmo na partida foi o crescimento da defesa, tanto do bloqueio como do fundo de quadra, incluindo as mencionadas coberturas do ataque. O bloqueio teve ótimas passagens parando a Zhu e salvando o time em momentos delicados. 
 
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É uma pena que, novamente, a seleção tenha demorado para se encontrar defensivamente. O time, quando entra com seu volume defensivo, ganha outra competitividade e é capaz, através dele, de reações no placar surpreendentes.

É compreensível que o sistema defensivo necessite um pouco mais de tempo para se ajustar ao ataque adversário, mas a resposta brasileira demorou demais a aparecer. Com a dificuldade ofensiva, o Brasil acabou virando presa fácil nos dois primeiros sets quando poderia ter feito, desde o início, um confronto mais parelho. Tudo acabou por se decidir no tie-break e a maior fragilidade brasileira no passe e na definição acabou por pesar contra a seleção. 

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Pê esse:

- Um dos pontos fracos do Brasil nesta temporada é as jogadas com as centrais. Cada vez que a Roberta aciona uma delas é sempre um ponto de interrogação. Nunca se sabe se o levantamento estará na medida exata e se, depois, a atacante não irá desperdiçar. A seleção se despede da temporada sem conseguir efetivar estas jogadas. 

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Demais resultados da rodada:

EUA 3x0 Coreia

Rússia 3x1 Japão

- Que curiosa as estatísticas do confronto Japão x Rússia: as japonesas superaram as russas em pontos de ataque, já as russas foram mais comedidas nos erros do que as japonesas. O resto está dentro do esperado: o Japão com mais pontos de saque, a Rússia dando de goleada no bloqueio.

Comentários

Robstter disse…
Oi Laura, parabéns mais uma vez pelos seus comentários.
Hoje só quero comentar sobre aquele grito bem agudo que uma jogadora chinesa dá, não tenho certeza, mais acho que é a Yuan. Jogo vôlei, e se alguém do outro lado da quadra grita assim dá uma raiva imensa.E falando em Yaun, estou me tornando cada vez mais fã dela, que jogadora ela está se tornando...
Kamila Azevedo disse…
Mais uma vez, não consegui assistir à partida (jogos de madrugada durante a semana, não DÁ! rsrsrs). Mas, não me surpreendo com a derrota do time brasileiro. Acho que o sistema defensivo e de passe do Brasil tem sido o calcanhar de Aquiles da seleção neste início de novo ciclo olímpico e muitos ajustes ainda precisam ser feitos – quem sabe, alguma coisa não melhore com a volta de Fernanda Garay, no próximo ano...

O que me surpreende é ler que a Roberta não tem entrosamento com as centrais, especialmente levando-se em consideração que uma das nossas centrais titular é a Carol, que jogou durante um bom tempo com a Roberta no SESC/Rexona.
Alysson Barros disse…
Não foi a Natália quem entregou o jogo de novo?
Anônimo disse…
Alysson, foi sim. Nós três sets perdidos, nos momentos decisivos finais ela aprontou suas bizarrices. Passou para trás, quinou pro lado, espetou levantamento de manchete para a Gabi. O mesmo do Rio.

Laura, permita-me discordar: acho que a China tirou o pé do acelerador na tal síndrome do terceiro set. Era pra ser 3 a 0 fulminante, como no último jogo. E esse técnico faz umas mexidas péssimas, muito longe da Lang Ping. Precisou a mulher orientar da arquibancadas. A China a começou a correr e comemorar rodando na quadra e Yuan e Sing gritaram mais que nunca.
O mérito do Brasil no terceiro set foi parar de enfrentar o bloqueio. Gabi e Tangará estavam com dificuldade naquele momento. Eu achei até que a bola com a Carol tá melhor.

Por fim foi ótimo ver a Senhora de volta. Acho ela linda, mas não gostei do cabelo novo.

Tanto, o chato. Não consegui logar.
Eternal Sushine disse…
Laura, concordo com suas considerações. Bem pontuais! Mas permita te fazer dois questionamentos:

- Apesar das ressalvas, não acha que houve evolução em relação aos outros jogos com a China? Pergunto isso, pois saio dessa derrota mais otimista - ao longo prazo - do que pessimista.

- Apesar dos erros brasileiros, fiquei com a impressão que não fosse a Zhu as chinesas perderiam aquele tie- break. Salvo engano, ela fez 11 pontos no último SET. Individualmente falando isso é extraordinário. Porém, num esporte coletivo e de alto rendimento acho isso perigoso. É uma dependência muito grande de uma única jogadora! Como o que importa nesta primeira metade do ciclo é o mundial, considero isso é risco para o time da China. Acho difícil o técnico brasileiro, e outros, não estarem estudando alguma forma de dificultar a vida da Zhu. A título de curiosidade, acho que seria válido tirar o passe da mão dela. estamos forçando o saque na Zhu, porém a bola está indo na mão. A ideia seria fazê-la passar em deslocamento. Quem joga sabe que isso é bem complicado para quem tem dificuldades de locomoção como a ZHu, além de atrapalhar bastante no ataque. Neste contexto, não acha, Laura que a China está correndo um risco para o Mundial com essa excessiva dependência?
JC disse…
Robstter, que bom que mais alguém se incomodou. Que gritos insuportáveis, alguém deveria chamar a atenção de quem é que estava fazendo isso, muito desrespeitoso e irritante, quase tive que tirar o som. Obviamente já estava torcendo pelo Brasil, mas cada ponto nosso eu comemorava duas vezes: uma pelo ponto em si, outra por não ter que ouvir aquele grito de adolescente colegial.

E quando começaram a comemorar correndo pela quadra que nem crianças? Depois se perdem nos rodízios e ficam com cara de quem não entendeu nada. Nos deram 1 ponto de graça por conta disso; e se não me engano, na semi-final do GrandPrix em que foram eliminadas, deram 2 pontos de graça pra Itália por erro de rodízio também. Sem contar que, no jogo dessa madrugada, a segunda árbitra teve que chamar atenção da Zhu (capitã) em relação ao rodízio mais de 3 vezes, e ainda mandou uma jogadora voltar à quadra (acho que foi alguma confusão com a líbero). Não sei se é estratégia delas pra dar uma pausada durante o jogo (não duvido de nada vindo de Lang Ping), mas às vezes me parece que estou vendo uma equipe amadora jogando (só durante esses intervalos, porque quando a bola tá em jogo é só paulada rs).

No mais, pelo lado brasileiro, o de sempre: dificuldade no passe (cada saque chinês o coração na boca pra bola não voltar em cheque), sem ataques pelo centro (saudades Thaissa), do nada um apagão (e lá se vai a vantagem de 5 cinco pontos).

De todo modo, fiquei orgulho de pelo menos termos batido de frente e termos levado o jogo ao tiebreak. Concordo que a China não é só Zhu, mas que diferença ela faz! Nos momentos mais cruciais, ela faz um ace; ou recebe a bola em cheque e não perdoa; toma dois bloqueios seguidos mas não se intimida e vira a terceira bola como se nada tivesse acontecido. Como a Sheilla comentava durante a transmissão do GrandPrix, temos que aceitar que quando a bola vai pra ela, na maior parte das vezes não tem o que fazer. O lance é não desperdiçar contra-ataque e focar em parar as outras atacantes.
Anônimo disse…
O contra ataque na mão foi defendido com maestria, uma quinada no passe,
Laura disse…
Yano, acho q a China deu aquela murchada mesmo no terceiro set. Também, depois da lavada q deu no segundo... Mas acho q o Brasil acabou, provavelmente ajudado por esta desacelerada, entrando mais na partida tanto neste aspecto q vc falou do ataque como também na marcação.

Eternal, acho que sim. Acho q o Brasil demorou, mas conseguiu enfrentar mais de igual a China.

Sobre a Zhu, acho que a dependência dela nesta partida contra o Brasil foi até que natural num jogo que se tornou equilibrado e em que as outras atacantes não estavam se saindo tão bem. Se vc tem um diferencial, bola para ela na hora do aperto. O que a China tem que cuidar é não tornar isso uma armadilha contra ela própria e, em toda e qualquer partida, acionar 50 vezes a Zhu. É tentador, pois parece o mais fácil, mas é perigoso a longo prazo, como vc falou. Até porque o time chinês tem repertório e qualidade para sobreviver sem a Zhu.

Bem lembrado esta questão do saque. O Brasil perseguiu a Zhu, mas não fez ela se mexer para recepcionar.



L. Mesquita disse…
Senti falta da MACRIS nesse jogo, principalmente no TIE BREAK... No GRAND PRIX e no SUL-AMERICANO sempre que a MACRIS revezava com a ROBERTA no levantamento ela conseguia mudar o ritmo e o estilo de jogo.
É importante ter levantadoras de estlios diferentes como ROBERTA e MACRIS no elenco, creio que nesse TIE BREAK, com uma vantagem aberta de 10 x 5, se a MACRIS revezasse com a ROBERTA, o Brasil poderia ter o diferencial que levasse à vitória...
Mas o Zé preferiu cortar a MACRIS e levar a NAIANE de turista só pra ficar assistindo mais uma derrota brasileira para as chinesas...
Temos levantadoras melhores que NAIANE para a seleção, e para essa COPA DOS CAMPEÕES a melhor escolha para dupla de levantadoras seria ROBERTA e MACRIS, porém, infelizmente o Zé Roberto não quis assim e novamente perdemos para a CHINA, com NAIANE apenas assisitndo passivamente do banco , não podendo colaborar em NADA!!!
Anônimo disse…
Achei muito bom o jogo do Brasil e serviu para demonstrar que sem a Zhu a China apanha de 3x0 tanto do Brasil, quanto Italia e EUA. O Brasil tem mais equipe e so precisa usar mais as centrais. Carol bliqueia bem, mas nao tem forca de ataque. Adenizia e Bia devem ser titulares, sao mais fortes no ataque.
Yano o Chato disse…
Laura, você não acha que a Natália entregou em momentos cruciais?
André disse…
Pessoal, eu não consigo entender essa crucificação excessiva que se faz com a Natalia. Quando bloqueamos o adversário, todo mundo exalta o mérito do nosso bloqueio que, por exemplo, parou a Zhu algumas vezes. E por quê o bloqueio adversário não tem méritos de parar as nossas atacantes? Quando bloqueamos, é mérito nosso; quando somos bloqueados é erro nosso? Não dá pra usar dois pesos e duas medidas. O mesmo vale para a defesa. Não acho que foi "entregada" da Natalia. No meu ponto de vista, não podemos tirar os méritos do time chinês que soube parar o ataque dela quando precisou fazer isso. Vôlei é jogo estratégico e, no que se refere a isso, nossa comissão técnica tem perdido a mão. Eu não me iludo com o título do Grand Prix e não acho que temos convocadas as melhores jogadoras para a posição. Acho que temos outras levantadoras melhores que Naiane (Juma e Macris, por exemplo) e outras centrais que mereciam, ao menos, ser testadas num ano como esse (Valquíria, Mara -
que só foi turistar - e Milka, por exemplo).
Agora, particularmente, esse time chinês não me enche os olhos. É bola pra Zhu quase o tempo inteiro; não vejo um time com uma variação rica de jogadas como era a equipe campeã olímpica de Atenas. Aliás, com todo respeito a Zhu (que é monstruosa) eu quero só ver quanto tempo ela aguenta isso, porque vejo uma tendência de as jogadoras chinesas, na grande maioria, estarem destruídas aos 27/28 anos.
Yano o Chato disse…
André, gostaria muito que você fizesse o seguinte. Reassista ao jogo e observe os pontos finais dos 3 sets que o Brasil perdeu. Primeiro set, segundo e quinto. Nem precisa assistir tudo. Coloque apenas a partir do ponto 20 e no tie break do 10 e veja o que acontece. Analise o desempenho da Natália e honestamente venha me dizer algo. Valeu?
Yano o Chato disse…
E ela olha com uma cara de paisagem, de riso, que me mata.
Alysson Barros disse…
Acho que o que o Yano questiona é o fato da Natália ser péssima passadora e entregar pontos de graça no fundamento em momentos cruciais.
Matheus disse…
Achei até beeeeeeeem guerreiro por parte das meninas de conseguirem ganhar o 3º e o 4º set e levarem a partida pro tie-break, pq depois daquele 2º set pavoroso, eu poderia jurar que a China fecharia em 3 a 0.

Precisamos falar de Natália. NÃO era para ela estar jogando esse ano, ou pelo menos ter jogado o Montreux e o Grand Prix e ter começado a temporada apenas no Sula. Essa garota foi exaustamente cobrada junto com a Kim no Fenerbahçe, fez uma temporada super desgastante e em menos de 1 mês ela estava fazendo amistosos e jogando em Montreux. Ela deve estar exausta, cansada, desgastada e por isso nesse ano em especial não está rendendo como o esperado (eu sinceramente não sei como ela ganhou o MVP de GP), pq os erros dela estão me irritando MUITO, principalmente ontem, em que nos set points do 1º e do 2º ela erra passe.

E sobre Tandara, essa tá arrasando, mas precisa um pouquinho de regularidade, erra muito, o aproveitamento não é um dos maiores mesmo quando faz mais de 20 pontos no jogo. Teve gente que achou um máximo ela fazer 28 pontos no jogo de 3 a 1 com a Rússia, mas eu achei bem preocupante, visto que 28 pontos em um jogo assim é um pouco exagerado e percebe-se que ou a distribuição tá sendo mal feita ou realmente as jogadoras não estão colocando no chão.

China deve levar essa Copa pq as duas únicas seleções que poderiam tirar o título dela seriam os EUA e o Brasil, e eu duvido que Rússia e Japão demonstrem alguma resistência pra ela. Vamos torcer mto hoje e no jogo contra os EUA.
André disse…
Yano, gentilmente, eu continuo me permitindo discordar de vc. E por quê? Em minha humilde opinião, foi mais mérito do saque adversário que demérito dela. Ela não é exímia passadora (aliás, nenhuma das titulares é - nem Gabi, nem Gabiru), mas a Zhang colocou o saque numa posição super complicada e que foi praticamente no peito dela, veja que ela fica quase sem espaço para recuar.
Não sou defensor cego dela e acho, por exemplo, que nas quartas de final olímpica, ela errou em momentos cruciais. Mas, neste jogo, eu continuo achando que foi mais mérito do saque chinês que demérito dela. Além disso, a Roberta levantou 4 bolas consecutivas pra ela e ela virou 3. E só não fechou o jogo porque a Zhang estava parada na sua diagonal e até caiu sentada tamanha a força do ataque.
Enfim, são pontos de vistas diferentes e eu respeito o seu. Ainda que tenhamos assistido ao mesmo jogo, nada nos obriga a termos a mesma percepção das coisas. E o que noto não é algo só no seu comentário - por isso, por exemplo, não o mencionei especificamente - mas é algo no geral que sempre se verifica em vários espaços de debate sobre o vôlei: temos uma tendência a culpar as nossas jogadoras e, por vezes, tiramos o mérito do adversário.
Yano o Chato disse…
André, eu não sei se você percebeu, nem se as pessoas geralmente percebem, mas neste post aí em cima eu não emiti uma opinião. Eu narrei um fato, que aconteceu, independentemente da minha percepção ou da sua, ou da minha opinião ou da sua. Natália errou em momentos cruciais, e não foi só uma vez. Os três sets foram perdidos por erros dela, e como você bem colocou, igual ao Rio.
Pouco importa a qualidade do saque da Zhang, o fato é que Natália errou. E pouco importa se ela não é exímia passadora, problema dela e da seleção que terá que se ver isso. Toda vez que a seleção precisa dela para decidir, ela falha. Não é a minha percepção, são os fatos, eu assisti isso, eu vi, não sou maluco.
Ganhar Montreux, Sul Americano e Grand Prix sem as equipes completas, é uma coisa.
Mas ok, não vou mais discuti sobre a Natália, já vi que não agrado.

E a Tandara sempre foi isso, rendimento baixo, pontua tanto para o adversário como para o time. Mas ela tem melhorado.
Yano o Chato disse…
E André, de fato talvez tenhamos uma tendência de culpar nossas jogadoras, mas eu creio que seja muito porque achamos que dá para ganhar se forem feitas as mudanças necessárias durante as partidas. A impressão sempre que fica, pelo menos para mim, é a de que perdeu quando dava para ganhar. É claro que os adversários têm seus méritos, como a China, que é um grande time, mas o Zé Roberto tem morrido com algumas escolhas.
Por exemplo, também concordo com esse excesso de jogos da Natália. Não tem sentido exigir tanto dela, vai terminar quebrada. Quando começar a temporada dos clubes, ela será exigida ao máximo como viradora de bola, ano que vem tem Grand Prix e Mundial, será que ela aguenta? O Zé Roberto tá plantando e pode colher mal lá na frente.
André disse…
Yano, acho que você tocou no ponto chave: o problema da seleção não é o elenco de jogadoras, mas a comissão técnica. Concordo contigo quando diz que ZRG morre em suas convicções e não larga delas. Quantas vezes ele diz que prefere jogadoras versáteis, mas nunca as testa fora de suas posições tradicionais? Como pode um técnico chamar de seleção renovada, sendo que, das 6 titulares, somente duas estão no primeiro ano como titulares (Bia e Roberta)? Falar que jogadoras como Adenizia, Natalia e Tandara precisam de rodagem? Como assim? Gosto demais do jogo da Gabi, mas não dá pra achar que uma ponteira de 1.80, por mais habilidosa que seja, vai dar conta de segurar o ataque; Não dá pra achar que se renova a seleção convocando uma oposta reserva que, além de muito baixa para a posição, já está com 31 anos. Por que Paula Borgo e Lorenne sequer foram testadas? Outra coisa: é impressionante como Tandara é instável pra idade que ela tem. É a mesma coisa em clubes: pontua muito, mas erra na mesma proporção, pq insiste em querer resolver tudo na força.
Respeito o trabalho do ZRG, que não se tornou tricampeão olímpico à toa, mas acho que o tempo dele à frente da seleção já deu. Ele chama de seleção renovada, mas vai trazer de volta Jaqueline e Juciely (nada contra as duas, mas não é renovação?). Ele só não convoca Fabiana e Sheilla porque elas não querem. E não nos esqueçamos que ele chegou a cogitar a possibilidade de reconvocar a Walewska.
Enquanto as outras seleções, de fato, estão se renovando, isso não está acontece com a nossa seleção.
Guilherme Andrade disse…
Concordo com o Yano em relação à Natalia: erra nos momentos cruciais... A Laura também pontuou bem: ela é não é a nossa jogadora de confiança no ataque, infelizmente... E concordo demais com o André nesse ponto: "Gosto demais do jogo da Gabi, mas não dá pra achar que uma ponteira de 1.80, por mais habilidosa que seja, vai dar conta de segurar o ataque; Não dá pra achar que se renova a seleção convocando uma oposta reserva que, além de muito baixa para a posição, já está com 31 anos. Por que Paula Borgo e Lorenne sequer foram testadas?" Aliás André, seus posicionamentos também são muito coerentes...

Quando a Natália erra nos momentos cruciais, fico com a mesma sensação do Yano: perdemos o jogo quando dava pra ganhar... Como que saímos de um 10 a 5 para um 19 a 17 no 5º set?? Sem condições... Brasil tinha time pra fechar esse set, agora não sei se tinha comissão técnica pra isso...