2017 na balança

Com a prata da Copa dos Campões, o Brasil encerra a temporada com quatro medalhas e três títulos (Montreux, Grand Prix e Sulamericano). 
 
Em termos de resultados, superou as expectativas e o saldo é extremamente positivo.

Do ponto de vista de desempenho, a avaliação não é tão positiva – ainda mais considerando que a base da equipe foi a mesma durante todo o ano. Houve uma evolução num primeiro momento, entre o Montreux e o Grand Prix, mas o crescimento do time parou por aí. Quando achávamos que o time tinha alcançado um nível de qualidade bacana numa partida, ele fazia uma atuação péssima na seguinte. Ou seja, muito pouca consistência. Sem contar, é claro, as derrotas difíceis de engolir para Japão e Tailândia.

E é isso, o desempenho, que deixa um gosto um pouco amargo ao final de uma temporada bastante premiada.

Em termos individuais, o ano foi importante para dar rodagem a algumas jogadoras. Roberta, Drussyla, Gabiru, Bia, Rosamaria tiveram boas oportunidades pra jogar – se elas têm alguma chance no futuro, deixo para avaliar num próximo post. Mesmo assim, fica a sensação de que o ano não foi tão bem explorado para testes como poderia ter sido, seja porque alguns nomes ficaram de fora da lista de convocadas seja porque outros foram subaproveitados.
 
 ***************************************

O que se leva de 2017, no fim? Muito pouco.

Os pódios certamente deram um respaldo importante para as novatas, mas não devem servir de referência da real posição brasileira perante os adversários para o próximo ano.

O Brasil conseguiu ser competitivo dentro das limitações de recursos que tinha, e isso foi positivo. Porém, tanto individualmente como coletivamente, foi muito pouco inspirador.

Desta forma, termino a temporada pensando mais nas jogadoras que podem voltar para reforçar a seleção em 2018 do que no legado de 2017.

Comentários

André disse…
Laura, como sempre suas avaliações são excelentes. PARABÉNS!! Acho que ainda é cedo para nos iludirmos com os resultados. E acho que o ano de 2017 era a melhor oportunidade de fazermos todos os testes possíveis, inclusive levando equipes diferentes para os torneios. Mas, ZRG fixou cedo demais um time titular e pouco mexeu. Como posso saber que, de fato, a Roberta é a melhor opção para a posição se as outras não foram igualmente testadas? Por que ele nunca ousou colocar a Tandara na entrada e a Natália na saída? Enfim, não vou me estender nisso porque acho que já falamos demais, mas a tal renovação, a meu ver, não veio como poderia.
Não sei qual é sua opinião, Laura, mas eu ainda acho que China, Estados Unidos e Sérvia estão um degrau acima das demais equipes (ainda que tenham oscilado, elas têm uma curva de oscilação menor que a nossa seleção). E acho que Brasil, Holanda, Itália, Japão e Rússia estão num degrau abaixo (são seleções que podem fazer um jogo fantástico e, por vezes, estar no pódio e, na competição seguinte fazem papéis de figurante... embora, eu tb ache que a Russia está num descendente impressionante).
Kamila Azevedo disse…
Uma pena que tenhamos que pensar nas jogadoras que podem voltar, em 2018, ao invés de pensarmos nas jogadoras que se firmaram no início de um novo ciclo olímpico. A culpa disso é da comissão técnica, que, realmente, se eximiu de fazer testes, não convocou os jovens destaques da Superliga (Lorenne e Paula Borgo, duas opostas de ofício, ficaram de fora da lista) e ainda cometeu erros ridículos (como a ausência de Macris na Copa dos Campeões).

A inconstância dessa "nova" seleção brasileira feminina de vôlei foi o que realmente chamou mais a atenção.

Com as possíveis voltas de Fernanda Garay, Dani Lins ou Fabíola, Thaísa, Leia e (AFF!!!!!!!!!) Jaqueline, a tendência é que os testes deixem de acontecer! Uma pena! Uma pena, mesmo! Queria tanto ver Lorenne na seleção principal, queria tanto ver a Macris recebendo o reconhecimento que merece!
Paulo Roberto disse…
Excelente análise Laura, mais uma vez.

André em questão ousadia, inovação tática o Zé realmente é um caso perdido. Concordo também que pra mim, com os elencos completos esperados, acho que EUA, China e Sérvia estão acima das demais. Especialmente, a Itália muito me preocupa (como torcedor brasileiro claro) um time jovem, com boas jogadoras e com algumas mais experientes dando suporte, bem similar ao caso brasileiro, mas creio que a Itália tem mais margem para evolução durante o ciclo. Acredito que será o time que mais vai surpreender. Já a Rússia está em franca decadência e me parece que falta algo no comando. Uma pena que jogadoras excepcionais como Goncharova e Kosheleva não encontrem na mesma geração companheiras de nível parecido.
Joao Ismar disse…
Excelente avaliação. Sobre as indagações dos colegas, a meu ver só China e EUA estão num patamar superior devido a qualidade do material humano que tem, jogadoras altas e coordenadas que se bem trabalhadas tem muitas possibilidades. A Sérvia, com exceção das centrais, tem apenas as titulares. Faltam jogadoras acima da média para compor o elenco. Holanda ainda pode dar trabalho, mas peca na mão. Itália tem uma geração boa, mas ainda acho inferior a geração anterior, o único ponto fora da curva é a Egonu, que, se tivesse nascido 10 anos antes, cairia como uma luva no outro time. O Japão tem jogadoras esforçada e só, com a Nagaoka as coisas podem até mudar, mas não vejo ninguém a altura de Saori, Takeshita e Sano. Sobre A Rússia, chega a ser triste o desempenho da atual seleção, realmente falta um técnico que consiga dar forma ao time, sem sombra de dúvida é a seleção que mais sofre com a renovação. Já sobre o Brasil, com uma ou outra exceção já sabemos o time titular do mundial, e talvez até da Olimpíada. Só lesões tirariam algumas jogadoras do time a surpresa pode vim no Banco de reservas, mas como já conhecemos a filosofia do ze, nao teremos muitas surpresas. Acredito que esse time da temporada 2017 deve ser a base pós 2020. Ano que vem no mundial e provavelmente até o final do ciclo só Tandara e Natalia serão titulares. 2017 foi o ano para testes e o ze não testou praticamente ninguém. Amanda e Drussyla substituirão Jaqueline? Acho pouco provável. Bia,Ade e Jucy brigarão p jogar ao lado da Thaísa (em caso de recuperação). Com a volta da camisa 6 fica difícil para Carol, já que as duas são centrais de rede 3,e não são tão boas na rede 2, mas certamente Carol também está na briga. O principal teste da temporada foi a Roberta, muito esforçada, mas não aprovou. Na verdade, Fabíola e Dani Lins não tem concorrentes a altura (na média geral), por enquanto, no Brasil. Explico: na médias dos fundamentos são as melhores, Roberta defende e bloqueia mais que as duas primeiras, mas peca na qualidade do levantamento, Macris é muito baixa, Naiane e Juma ainda estão começando a carreira, Giovana sequer foi lembrada... Roberta deve virar protagonista apenas depois de 2020.
Por fim, destaco o ótimo ano da Tándara. Acho que ela ainda pode evoluir muito, tem que melhorar principalmente o pingo, mas finalmente ela mostrou que não é jogadora só de clube.
Unknown disse…
Concordo com tudo o que escreveram... Mas pensem que no Brasil não é fácil e possível fazer testes sem ter resultado. Não estamos na China que escondeu o time "inteiro" no ciclo passado e acabou sendo campeã olímpica, mesmo nao ganhando nada durante quase todo o período. O treinador no Brasil precisa de RESULTADO, infelizmente. Porém, vejo um cenário mundial muito equilibrado com a China super dependente da Zhu. No resto todas na mesma, ora ótimos jogos, ora jogos para esquecer. No geral penso que foi um ano proveitoso para Roberta e Tandara, e tb deixou claro que precisamos de uma líbero capaz de carregar uma de nossas ponteiras (Natália).
Vicente Maia disse…
Em entrevista ao Voloch, JRG disse que está satisfeitíssimo com a Roberta na seleção e que essa é a hora e a vez da dela. Segundo ele, ela "conduziu com maestria esse time durante a temporada". Sobre Dani Lins e Fabíola, nas palavras dele, "Eu trabalho com o presente e hoje é o momento da Roberta. Ela é realidade. Não sei o que vai acontecer daqui para frente. A Roberta mostrou ser capaz. Não seria justo agora falar de quem não está no grupo’." Em outras palavras, dedução minha, na seleção brasileira Roberta tem vaga garantida.
Ele vem trabalhando com ela desde 2015 quando ela ainda era reserva no time do Rio de Janeiro. Eu achei estranho na época ele apostar nela que praticamente nem jogava, mas depois me convenci que ela era a levantadora que ele estava procurando para suceder Dani Lins. Ela só não foi para as Olimpíadas pela "dívida" que o JRG tinha com a Fabíola. O Afastamento da Dani Lins abriu as portas para ela que, na minha humilde opinião, soube bem aproveitar.
Eu jogaria, hoje, todas as minhas fichas em Roberta e Dani Lins em Tóquio e não duvido que Roberta seja a titular.
Eternal Sushine disse…
Como concordo com quase tudo, basta a mim apenas acrescentar o que discordo:

- Acho mesmo o time brasileiro bem instável e que o ZRG foi conservador demais nos testes. mas será que não estamos sendo rigorosos demais com essa seleção?

- Minha principal discordância: Vejo sim a China num nível - principalmente por causa da Zhu - dos demais times. E Vejo a Sérvia como segunda força( porém um time com buracos a serem explorados). Mas para mim é incompreensível colocar o time americano no bolo. Qual é o meu ponto? A renovação que tentaram fazer no Grand Prix não deu certo! Tanto no que quesito resultados quanto na qualidade achei este time americano apenas razoável. Diferentemente do que ocorreu em 2013, os testes feitos pelo Kiraky não deram certo. E Ele mesmo externou sua decepção em entrevistas. Agora, a seleção americana deverá depender bastante da base que foi ao RIO 2016 para o mundial ( caso nenhuma outra revelação surja). Portanto, neste momento não coloco elas ente as favoritas nao.
Laura disse…
André e amigos, eu coloco os EUA no mesmo patamar do Brasil, duas seleções que precisam dar uma sacudida no pó e vão ter que correr atrás de China e Sérvia (essa, com mais fragilidades a serem exploradas, como o Eternal falou). Se, por um acaso da vida, a Hooker volte ou mesmo a Hodges, pode ser que o time ganhe outro status.
edsantos disse…
na minha opiniao o zrg nao vai renovar nada, ele so levou este time com caras novas esse ano por necessidade , nao tinha outras, se nao ele chamava todo mundo da olimpiada, ELE QUER GANHAR CAMPEONATO, dane se o futuro , o legado para os proximos ciclos, ele quer ganhar o mundial ano que vem , porisso ano que vem volta thaisa , garay , jaqueline, dani ou fabiola, as novatas que estavam nesse time serao esquecidas, isso me da uma raiva so de pensar,por isso eu achava que essa ct deveria ter sido demitida , para termos sangue novo, novas ideias e nao essa teimosia e conservadorismo
L. Mesquita disse…
Laura e amigos, que pena que não podemos ver a SUB23 nem na TV nem na INTERNET...
A SUB23 está dando gosto de ver, ou seria de NÃO VER???
Brincadeiras à parte, a SUB23 sapecou 4x0 na TURQUIA de HANDE BALADIN com show a parte do trio das matadoras DRUSSYLA, EDINARA e LORENNE. DRUSSYLA foi a maior pontuadora com 11 pontos e EDINARA com 9 pontos e LORENNE com 7 pontos se revezaram nas inversões do 5x1!
A SUB23 tá com artilharia pesada e destruindo os adversários, quero ver como elas se sairão contra o Japão e a CHINA, pois contra as europeias não houve problemas.
edsantos disse…
quanto as jogadoras que estiveram nesses torneios do ano, eu teria chamado poucas,esse time é muito baixo,atacantes com 1,78 cm ( gabi, monique,amanda )nao dá, central com 1,84 cm ( carol, adenizia )pior ainda,so ganhamos em estatura do japao, cade fê tomé,paula borgo, helô, flavia gimenes, andressa picussa,milka , valkiria todas com 1,89 a 1,94 , o zrg nem pensa nessas jogadoras.Outra coisa essa seleçao tem algumas atletas bem pesadas, fora do peso,nao só a libero suelen, mas ninguem fala, tem a TANDARA, A BIA E tambem A NATALIA acho essa tres acima do peso , fora dos padroes,acho que so a REP. DOMINICANA tem jogadoras mais gordinhas,eu mandaria elas perderem pelo menos uns 10 kilos se quisessem servir a seleçao,
Eu já vejo o copo meio cheio para um cenário de curto e médio prazo. Com a exceção da China e da Sérvia, nós estamos no mesmo bolo que EUA, Itália, Holanda. E isso, levando-se em consideração Zhu, Boskovic e Mihajlovic. China e Sérvia não terão vida fácil para as Olimpíadas se continuarem dependentes de suas estrelas. Faltam recepção e sistema defensivo para a Sérvia e maior eficiência no ataque chinês. Se uma destas meninas se lesionar, tudo mudará, como de fato ocorreu com a lesão da Zhu na semifinal do GP. O Brasil pode não ser um time com uma estrela, mas tem no conjunto a sua maior arma. Para esta formação nova na seleção, os resultados foram ótimos. Fizemos jogo duro com uma China completa nesta Copa. Fomos irregulares? Sim. E a China? Quase perdeu depois daqueles 2 primeiros sets. Ainda não estamos sabendo jogar com as japonesas e isso precisa ser corrigido para a próxima temporada. Para uma primeira temporada, as oscilações são normais. O time passou por muita pressão, inclusive neste último torneio, e acho que o saldo ainda é positivo. Quanto à Roberta, já bato na tecla de que ela será uma das opções para o Mundial e para as Olimpíadas. A outra vaga será disputada pela Dani ou pela Fabíola. Esta insistência na Roberta não é gratuita. Ele gostou dela, mesmo com sua irregularidade em quadra. Acho, até, que Roberta evoluiu ao longo da temporada, mas precisa de muita rodagem ainda. Temos um time menos talentoso em mãos, mas com potencial de ser mais obediente taticamente. Já vimos que ser obediente pode ser suficiente para vencer China e Sérvia, que também são equipes vulneráveis e num patamar mais baixo que Brasil 2012, EUA 2016.
Eu já vejo o copo meio cheio para um cenário de curto e médio prazo. Com a exceção da China e da Sérvia, nós estamos no mesmo bolo que EUA, Itália, Holanda. E isso, levando-se em consideração Zhu, Boskovic e Mihajlovic. China e Sérvia não terão vida fácil para as Olimpíadas se continuarem dependentes de suas estrelas. Faltam recepção e sistema defensivo para a Sérvia e maior eficiência no ataque chinês. Se uma destas meninas se lesionar, tudo mudará, como de fato ocorreu com a lesão da Zhu na semifinal do GP. O Brasil pode não ser um time com uma estrela, mas tem no conjunto a sua maior arma. Para esta formação nova na seleção, os resultados foram ótimos. Fizemos jogo duro com uma China completa nesta Copa. Fomos irregulares? Sim. E a China? Quase perdeu depois daqueles 2 primeiros sets. Ainda não estamos sabendo jogar com as japonesas e isso precisa ser corrigido para a próxima temporada. Para uma primeira temporada, as oscilações são normais. O time passou por muita pressão, inclusive neste último torneio, e acho que o saldo ainda é positivo. Quanto à Roberta, já bato na tecla de que ela será uma das opções para o Mundial e para as Olimpíadas. A outra vaga será disputada pela Dani ou pela Fabíola. Esta insistência na Roberta não é gratuita. Ele gostou dela, mesmo com sua irregularidade em quadra. Acho, até, que Roberta evoluiu ao longo da temporada, mas precisa de muita rodagem ainda. Temos um time menos talentoso em mãos, mas com potencial de ser mais obediente taticamente. Já vimos que ser obediente pode ser suficiente para vencer China e Sérvia, que também são equipes vulneráveis e num patamar mais baixo que Brasil 2008, EUA 2012.
Errata: Brasil 2008, EUA 2012.
L. Mesquita disse…
Essa história de TIME BAIXO já cansou. As equipes europeias da SERVIA, HOLANDA, RUSSIA, BULGARIA, AZERBAIJÃO etc... junto com a REP.DOMINICANA são os times mais altos do PLANETA e o BRASIL não teve problema nehum com esse TIMES DE GIRAFAS. Foram justamente as BAIXINHAS do JAPÃO e TAILÂNDIA que impuseram derrotas ao BRASIL esse ano.
A CENTRAL CAROL, que não é das mais altas foi a MVP da MONTREUX VOLLEY MASTERS e também a MELHOR CENTRAL da COPA DOS CAMPEÕES!!!
GABI GUIMARAES com seus 1,80m foi a melhor atacante brasileira da COPA DOS CAMPEÕES!
Então o problema do BRASIL não é altura mesmo!!!
O problema do BRASIL é substituir a NAIANE por uma levantadora que possa revezar com a ROBERTA.
Pode ser a Fabíola ou a Macris.
E não improvisar libero de outra posição como a GABIRU. Ze Roberto tem que convocar uma libero de verdade para revezar com a SUELEN.
Pode ser a Leia ou alguma libero do SUB23.
Fora isso, o ZE tem que treinar PASSE exaustivamente, pois ROBERTA com a bola na mão tem dado show de distribuição de jogo!!!
Ander disse…
Aqui atualmente só são postados os comentários de quem faz críticas destrutivas ao Zé e as meninas quem não joguem no Rio ou que não foram treinadas pelo Bernardo!! Puro Despeito!!Ou que concordem contudo que a Laura fala. A seleção tem muito a evoluir ainda e o Zé terá muito trabalho, mas ainda, elas e ele merecem sim nosso reconhecimento.
Laura disse…
Calma, Ander. Para fazer a moderação, recebo notificações por email. Mas já percebi que nem todos me são enviados, uns ficam sem aviso. Aí tenho que me lembrar de entrar no publicador para verificar aqueles que não foram publicados. Por isso, às vezes demora a publicação. Qd isso acontecer, de demorar, mande um comentário me avisando q não foi publicado para que eu me ligue e verifique no publicador. Peço desculpas por este problema, aqui sempre teve espaço para diversas opiniões.
Anônimo disse…
Francamente, classificar tres titulos e um vice-campeonato como desempenho mediocre e, no minimo, curioso. Achei a análise extremamente pessimista e equivocada. Varias jogadoras evoluíram muito neste ciclo. Ainda ha espaço para melhoras? Claro! Mas sempre haverá. E o mesmo se aplica aas demais equipes
Ander disse…
Obrigado Laura por postar meu comentário!!! Gosto muito dos seus textos, tu escreve muito bem, Parabéns, mas tenho percebido uma certa "implicância" com o Zé e com algumas meninas da seleção. E tem pessoas que aqui só publicam comentários destrutivos ao Zé e a meninas que não jogam no Rio. Acho isso horrível!! A seleção tem muito o que evoluir, mas NUNCA podemos tirar o mérito das Meninas e do Zé. Tem gente que aqui teve a audácia de dizer que Roberta, Carol e Munique jogavam bem só com o Bernardo, e que na seleção não rendem nada...e que a culpa era do Ze e te sua comissao, absurdo querer comparar superliga com nível internacional. Enfim, cada um tem suas preferências, mas as vezes esse fanatismo cego a favor de Bernardo e de algumas jogadoras do Rio e a difamação do trabalho do Zé e de algumas jogadoras que as pessoas postam aqui, beira as vezes ao Patológico.
Laura poderia fazer uma análise do time Russo e do time Chinês? ? Obrigado!! Ander
Eu que não esperava mais do que briga pelos terceiros lugares estou muito satisfeita fiquei irritada com as derrotas principalmente p o Japão mais sei que na hora certa vamos superar elas no mais uma libero de ofício urgente é uma oposta alta para ser reserva de Tandara que na minha opinião a menina Edinara tem que ser treinada para isso o ano que vem
Carina disse…
O comentário de Ander está de parabéns, tanto por parabenizar a Laura como por realçar a implicância sofrida por Zé Roberto e algumas atletas da seleção. Temos que ter a racionalidade de olhar a temporada de 2017, esta foi muito positiva, alcançar pódio em tudo o que foi disputado é algo excelente.
Karch Kiraly, excelente comandante dos EUA, teceu elogios ao Zé Roberto, afirmando que o técnico brasileiro fez muitas mudanças e não mudou a identidade do time, além de parabenizá-lo.
Penso que o público brasileiro não está feliz com nada, e a mania de inferioridade contamina análises que devem ser feitas com cautela e o olhar que envolva todo o contexto, não apenas reclamar por reclamar.
As seleções brasileiras, feminina e masculina, adultas ou de base, há tempos estão entre as melhores, isso não deve ser negado. Esse ano não teve pódio para algumas categorias, mas não é motivo para que não possamos reconhecer o que já foi feito até então.
Cas disse…

Eu também acho que a Roberta tá garantida pro mundial no ano que vem e estou muito curioso pra ver o desempenho dela nessa próxima superliga. No grand prix do ano passado (logo antes da olimpiada) eu senti ela meio perdida em quadra quando entrou nas inversões, mas no mundial de clubes e no grand prix desse ano eu notei uma bela evolução dela, acho que já ta mais confiante e não sente tanto de jogar contra grandes times.

E aliás, acho que esse é um dos diferenciais da Roberta, ela tá num time que disputa títulos, que joga finais, semifinais, que tá acostumado a jogar jogos importantes, sob pressão, não adianta jogar bem contra time pequeno (vide Paula Borgo que arrasou no paulista e depois pipocou na superliga), acho que esse também é o problema da não convocação de Lorenne e do pouco aproveitamento de Macris e Naiane. Falta pra elas jogarem jogos mais importantes, ir pra time maior, aprender a lidar com a pressão. A Naiane mesmo pifou nos jogos da semifinal da superliga quando mais precisavam dela, acho que é essa a hora que a atleta tem que crescer.

E também não acho que seja um problema a Roberta ter saído praticamente da reserva no clube pra seleção. Acho que já tava claro que ela tava sendo preparada há muito tempo pra assumir o clube e também não era reserva de qualquer uma, foi reserva de Dani lins, da venturini e da fofão. Acho que o Zé soube reconhecer o trabalho que tava sendo feito com ela ali e que no momento em que ficou pronta pra assumir o clube também podia servir a seleção.

Inclusive também eu acho essa preparação mais lenta e a longo prazo das jogadoras algo muito inteligente da parte delas em relação a planejamento de carreira, vejo muita gente aqui criticando algumas jogadoras por aceitarem ficar na reserva de algum time grande em vez de ir pra um time pequeno pra jogar de titular, mas sinceramente, pra quê? Não se conquista uma vaga de titular em time grande e posteriormente na seleção assim de um dia pro outro. Tem vários exemplos de jogadoras que souberam esperar o seu momento, lembro dos casos do rio:

*Gabi chegou como reserva da logan tom, teve oportunidade de virar titular na lesão da americana e não saiu mais.

*Roberta ficou também anos na reserva e conquistou a vaga dela em cima da Courtney (inclusive acho que isso foi plano do bernardinho, pra Roberta não "herdar" a vaga de titular, mas ter que conquistá-la).E ela hoje tá no lugar em que praticamente qualquer levantadora queria tá, sendo treinada pelo Bernardinho no clube e pelo Zé Roberto na seleção. Só tem uma vaga dessa no mundo e ela é ocupada pela Roberta.

*Drussyla também, tá há alguns anos na reserva e esse ano conquistou a vaga dela em cima da Anne. E também foi direto pra seleção. Jogou pouco mas foi justamente o jogo em que precisavam dela, e ela correspondeu.

*E agora a Mayhara, que com a saída da Carol vai ter chance de disputar a vaga com a Vivian.

Inclusive já fazendo uma previsão eu não duvido nada que o mesmo aconteça com a Vitória trindade, a Fabi já apresenta alguns sinais de que pode parar nos próximos anos e tenho a impressão que essa menina está sendo preparada pro lugar dela, e acho que no momento em que tiver pronta pra ser titular no clube ela também deve ir direto pra seleção, principalmente se continuar essa crise de líberos.
Cas disse…
Sobre os testes realizados esse ano, eu queria ter visto a Macris jogando um jogo inteiro, a Monique sendo mais usada nos jogos com times asiáticos, acho que encaixa mais com o tipo de jogo dela do que com o da Tandara e também queria ter visto mais a Mara jogando.

Pro ano que vem eu to muito curioso pra ver o que vai acontecer com a volta das jogadoras mais antigas, principalmente nas posições de Central e Ponteira.

Nas ponteiras acho que Garay, Natália e Gabi estão garantidas, imagino que a quarta seria disputada entre Drussyla e Rosamaria. (E acho que tá mais pra Rosamaria, a Drussyla vai ter que ir muito bem nessa proxima superliga pra ter chance). Pra Jaque eu tenho a impressão que a seleção já acabou, o Zé pouco falou dela na entrevista da convocação, explicou a situaçao de varias jogadoras, como a Garay que ia casar, mas em relação a jaque ele fugiu um pouco do assunto e só falou que qualquer jogadora podia voltar, que nao tinha nada definido em relação a isso. Mas na olimpíada do Rio ela já foi muito pouco usada por ele, acho que ele dispensa ela.

Minha maior curiosidade é em Relação as Centrais, temos Thaísa, Bia, Adenízia, Jucy e Carol. Não sei qual seria cortada, elas tem caracteristicas bem diferentes, umas bloqueiam melhor, outras atacam melhor, a Adenízia tem uma energia bem legal pro time, acho inclusive que tinha que ter uma formação pra jogar com time alto e outra com time rápido, acho que dá pra ter um revezamento legal entre as centrais.

Nas levantadoras acho que a Roberta ta garantida, daí entre Dani Lins e Fabíola, em uma situação normal eu diria Dani Lins, que já ta firme na seleção há um tempo. E também acho que a "dívida" do Zé com a Fabíola já ta paga com a convocação dela pro Rio sem condições de jogar. Mas essa gravidez da Dani Lins muda tudo né. Ela tá sem clube, a gravidez vai cobrir a superliga inteira, vai ficar essa temporada sem jogar. Não consigo imaginar em que situação ela vai chegar pra esse Mundial, se vai valer a pena arriscar numa jogadora recém saída de gravidez como fez com a Fabíola.

Na posição de Líbero tá o grande problema, acho que ninguém ta satisfeito né? Eu até acho que a Gabiru melhorou bem nesses últimos jogos, mas como vai voltar a jogar de ponteira no Clube, não imagino que vai ter muita evolução pro ano que vem.
Kaike Lemos disse…
A Seleção brasileira agora tem uma briga de levantadoras: Dani x Fabiola, pois Roberta ta garantidissima! Eu gosto mais do jogo da Fabiola, pois o da Dani todo mundo sabe, faz bola de segunda em rallys, não capricha nos levantamentos pra saida etc. Naiane não passa muita segurança depois da Superlga de altos e principalmente baixos.Concordo com edsantos na questão da altura e o peso mais so pras ponteiras, pois se deslocam pra fazer a Recepção atrapalha. O ZRG da preferencia as mais baixas! Mara com 1,90 e ele não usa! ELE SO QUER GANHAR TITULOS TESTAR, NUNCA TESTA DIREITO. A China tem uma depencia grande da Zhu ou seja pra vencer a China é controlar os erros na recepçao e colocar um triplo na frente dela. O Brasil fechou um ano com um aproveitamento excelente, mas kd os testes?
L. Mesquita disse…
Laura e amigos, a CASA CAIU pra CHINA no MUNDIAL SUB23, na base da FORÇA BRUTA, com 10 ACES, 6 BLOCKS e 29 pontos de ataque, as ESLOVENAS derrubaram as chinesas por 4x0. O saque forçado que a ESLOVENIA usou quebrou as jogadas rápidas da CHINA, e no jogo lento a ESLOVENIA levou vantagem... Talvez esse seja o segredo pra derrotar as chinesas, não é mesmo?
Ander disse…
Obrigado Carina!! E seu comentário também está de Parabéns pela coerência de idéias!!
Anônimo disse…
O Brasil desfalcado de jogadoras importantes como Dani Lins, Fê Garay, Thaisa, Juciely, Gabi e Leia venceu duas vezes a Sérvia completa no Grand Prix: um côco na primeira fase e um 3x1 na semi-final…. Quanto à China, esta foi com força máxima para o Grand Prix e para a Copa dos Campeões: um título e um quarto lugar. Mais uma vez, um Brasil com alguns desfalques perdeu por 19x17 no tie-break. Os EUA com time completo tomaram um sacode de 3x0 do Brasil na Copa dos Campeões.
Dito isto, não entendo quando falam que o Brasil está tão mal. Só pode ser implicância. Sinceramente, gostei muito do ano da nossa seleção.
Nenhuma seleção nesta temporada fez apresentações regulares. Nem a China, atual campeã olímpica nem a Sérvia, vice-campeã. Às vezes, tenho a impressão de que buscamos comparar a equipe brasileira com o que já tivemos em outros ciclos. É um time inferior, mas nem por isso competitivo. China sem Zhu e Sérvia sem Boskovic são times no mesmo bolo de Brasil, Holanda, EUA e Itália. Jogamos a temporada com Tandara de oposta, Gabiru como líbero, Rosamaria como ponteira (posição que reassumiu na última Superliga após a chegada da Hooker) e mesmo assim perdemos apenas um campeonato. Acho que estes resultados foram tão bons que fico com a impressão que o Zé terá dificuldades para a escalação na próxima temporada. Isso porque esse time esbanja, mesmo com toda irregularidade, força de conjunto e vontade de escreverem uma história na seleção. Algumas jogadoras do ciclo passado pareciam menos motivadas na seleção e menos suscetíveis a críticas.