Um início atribulado, outro promissor


República Dominicana
O treinador Marcos Kwiek e o assistente técnico Fabiano Kwiek deixaram o comando do Vôlei Bauru. Segundo comunicado do clube, Marcos terá que dedicar mais tempo do que o previsto inicialmente aos projetos da República Dominicana e, por isso, não poderia manter o vínculo com a equipe brasileira.

O começo de temporada do Vôlei Bauru passou de promissor para atribulado. Os reforços Paula Pequeno e Helô e, principalmente, a promessa da contratação da dominicana Martinez indicavam não só o interesse do time em manter os investimentos como também tornar a equipe mais competitiva no cenário nacional.

Porém, a contratação da Martinez não se confirmou e, para piorar, o Bauru não conseguiu renovar com a líbero Brenda Castillo, seu principal destaque e diferencial na temporada passada.

Agora, perde a dupla de treinadores, que vinha no comando do time há dois anos e que iniciou a programação desta temporada. Tenho minhas críticas em relação ao trabalho do Kwiek, como o excesso de trocas e a indefinição de um time titular que prejudicaram o desenvolvimento do time na Superliga passada, mas nem por isso deixo de achar que é ruim para a equipe perder o seu comando agora. Ainda mais porque o projeto tinha muito impressas nele as digitais do Kwiek.

Acaba por ser um desvio na preparação do time que precisa construir, nestes meses iniciais, uma estrutura sólida para que o conjunto chegue forte na SL ao enfrentar equipes com maiores destaques individuais. O importante é o Bauru definir logo seu novo treinador para não perder este tempo precioso de preparação.


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Japão de volta ao topo 
O Japão conquistou o campeonato Asiático ao vencer por 3x2, de virada, a Tailândia. É o quarto título continental da seleção que desde 2007 não levava a medalha de ouro. A ponteira/oposto Shinnabe, uma das ausências mais sentidas do Japão na Olimpíada do Rio, foi eleita a MVP do campeonato.

É um bom começo de ciclo do Japão. Não se classificou para a fase final do Grand Prix, mas conseguiu vitórias importantes contra seleções que há tempos não conseguia fazer frente, incluindo o Brasil. E agora volta a conquistar a Ásia.

O Japão não mudou a sua essência, sendo mais técnico do que força/altura, mas dá indícios de que pode reencontrar um maior equilíbrio entre defesa e ataque como acontecia nos tempos da dupla Saori e Ebata. Apesar de não ser nenhuma novidade, Shinnabe garante técnica e, improvisada este ano na posição de oposto, também se mostrou uma boa força ofensiva. E o Japão ainda pode contar com Koga, que fez um bom GP, e o retorno da Nagaoka, melhor oposta japonesa.
Está cada vez mais difícil para seleções como o Japão serem competitivas no vôlei de hoje, em que o físico (altura e força) pesa muito. Certamente o Japão não será o protagonista deste próximo ciclo, mas tem potencial para voltar a ser aquele figurante que incomoda e volta e meia rouba a cena dos atores principais.

Comentários

l.mesquita disse…
Laura, a verdade é que BAURU teve a coragem que a REP.DOMINICANA não teve...
O trabalho de MARCOS KWIEK é ruim, sabe aquela máxima de que "time que está ganhando não se mexe"??? Pois é, MARCOS KWIEK já perdeu vários jogos por, mesmo estando ganhando, mexer demais no time na "HORA ERRADA" e com as peças erradas.
O problema em si não é mudar o time, mas sim a hora propícia para fazer isso e mexer nas peças certas.
Kwiek não tem o "timing" de mexer no time, coisa que, por exemplo, técnicos como LANG PING e BERNARDINHO sabem fazer muito bem!!!
Por vaŕias vezes vi tanto o BAURU quanto a REP.DOMINICANA começarem bem os jogos, fazendo jogo duro e vencendo sets e depois tomarem a virada devido a falta de visão do KWIEK de:
1. O que mudar;
2. Quem mudar;
3. E, principalmente, quando mudar!!!
Quantas vezes a Rep.DOMINICANA já levou viradas incríveis e perdeu jogos praticamente ganhos no TIE BREAK???
Vou dar um exemplo incrível da SUPERLIGA, no primeiro jogo das quartas-de-final, o BAURU vencia o MINAS em BELO HORIZONTE por 2 SETS A ZERO, no terceiro set, Kwiek faz uma inversão do 5x1 inoportuna e fora de hora tirando sua maior pontuadora de quadra BRUNA HONORIO e JUMA para por MARI e LYARA, o BAURU perde o terceiro set, o quarto e o tie break. MARI saiu com zero pontos do jogo e BRUNA com 28... Todos pensávamos que o jogo em BAURU seria disputadíssimo, mas KWIEK surpreende e entra com MARI STEINBRECHER e MARI CASSIMIRO e deixa as ponteiras que foram titulares em BH, THAÍS MARIELY e PRISILLA RIVERA no banco!!! Resultado: o BAURU tomou uma surra de 3x0 do MINAS dentro de casa, diante da torcida!!!
É dessas mexidas malucas e sem sentido e totalmente fora do tempo que eu estou falando... Mexer no time é bom, mas tem que saber fazer!!!
l.mesquita disse…
Realmente RISA SHINNABE é uma daquelas jogadoras que se pode dizer completíssima, domina bem todos os fundamentos e se daria muito bem no vôlei de praia pela competência com que cobre a quadra no passe e pela velocidade de movimentação dentro de quadra.
O Campeonato Asiático é bem mais forte e equilibrado que o Sul-Americano, quem dera pudéssemos ter aqui na América do Sul seleções de alto nível para fazer boas partidas com o Brasil...
No Campeonato houve duas premiações para a função de líbero: uma para a melhor passadora e outra para a melhor defensora, as premiações individuais ficaram assim:

MVP: Japão - Risa Shinnabe

Levantadora: Thailandia - Nootsara Tomkom

Ponteiras-passadoras: Korea - Kim Yeon-koung
Thailandia - Chatchu-on Moksri

Centrais: Thailandia - Hattaya Bamrungsuk
Japao - Nana Iwasaka

Oposto: China - Jin Ye

Líberos: Melhor passadora: Japao - Mako Kobata
Melhor defensora: Philipinas - Dawn Nicole Macandili
Jess disse…
E o Luizomar continua no Osasco...😭
Yano o Chato disse…
L. Mesquita, concordo em gênero, número e grau sobre o Marcos Kiwiek. Lembro bem desse jogo contra o Minas que ele botou tudo a perder e fiquei sem entender nada. Até Taisinha ele tirou do time que tinha feito um excelente primeiro set, só porque a menina errou algumas bolas.

Ele me lembra um pouco do Talmo e a indefinição que causava no time.