sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Para garantir a vaga no Mundial 2018

Gabi volta à seleção de vôlei para a disputa do Sul-americano
Foto: Divulgação/CBV

Mal encerrada a sua participação no Grand Prix, a seleção brasileira já se prepara para a disputa do Sul-americano, que começa na próxima terça-feira. Em jogo, não só a manutenção da hegemonia brasileira no continente como também uma vaga para o Mundial, garantida somente ao campeão.

Segue a tabela dos jogos do Brasil (horário de Brasília)*:

15.08 – 19h - Brasil x Argentina

16.08 - 17h – Brasil x Venezuela

17.08 – 19h - Brasil x Chile

18.08 – 19h - Brasil x Peru

19.08– 17h30 - Brasil x Colômbia

*Transmissão pelo site da Confederação Sul-americana de Vôlei


********************************* 

O Brasil enfrenta logo na estreia o seu principal adversário no continente, a Argentina. O Peru, com a talentosa Angela Leyva, deve ser outro time que dará um certo trabalho à seleção brasileira.

Mas, por mais que tenha havido uma evolução das seleções sul-americanas nos últimos anos, o Brasil ainda mantém uma superioridade bastante significativa. Recentemente, a seleção brasileira sub-23 venceu um e perdeu outro dos dois amistosos que fez contra a Argentina principal, o que nos dá um certo parâmetro da qualidade das equipes.

Isso quer dizer que, apesar do que está em jogo - a vaga ao Mundial -, não será um grande risco dar um descanso para as titulares do Grand Prix e apostar em algumas reservas.

Gabi, por exemplo, está de volta aos treinos com a seleção e poderia ser uma boa novidade no time titular, até para recuperar o ritmo de jogo antes da Copa dos Campeões. Macris poderia receber a oportunidade de começar as partidas e, assim, melhorar o entrosamento e ganhar segurança. A Natália, também, poderia ser poupada.

Porém, com exceção do acréscimo da Gabi, não acredito que outras modificações na estrutura titular do Brasil irão acontecer. Em 2013, o Zé Roberto foi com força máxima para o Sul-americano para evitar qualquer tropeço na conquista da vaga ao Mundial de 2014 e para trabalhar o time para a Copa dos Campeões. Em 2015, sem vaga ao Mundial em jogo e com o Brasil fora da Copa do Mundo, o treinador deu espaço para as reservas jogarem.

Este ano se assemelha ao de 2013. O Brasil não está com a sua força máxima, mas tem um calendário curto, que acaba agora em setembro. Como vimos, o Zé Roberto está apostando na continuidade e no crescimento da regularidade do conjunto. Por isso, é mais provável que ele mantenha a base que venceu o Grand Prix, principalmente nos jogos contra Argentina e Peru, os confrontos mais delicados do campeonato. 

18 comentários:

Kamila Azevedo disse...

Acho que o Sul-Americano será o torneio perfeito pro ZRG fazer as experiências que ele precisa fazer com as jogadoras, dando rodagem, especialmente ao banco de reservas. É hora de revezar o time durante os jogos, colocar as reservas para jogar e dar oportunidade a elas de mostrar seu jogo.

Se o Brasil jogar focado, não tem risco de não conquistar a vaga ao Mundial.

Yano o Chato disse...

Fiquei muito feliz pela vitória das meninas e por seu esforço, mas devo confessar que queria que a seleção perdesse. Aliás queria que nem tivesse se classificado. Aliás não se classificou com méritos. A China classificou o Brasil, tentou entregar mas a Holanda foi incompetente e não ganhou.

Assim como uma derrota não sere de argumento para pedir a saída de um técnico posso usar essa lógica para afirmar que uma vitória não deve ser argumento para que ele fique.

O Zé Roberto não classificou as meninas em Londres 2012 (os EUA o fez), não classificou as meninas para a final do Mundial 2014, não classificou as meninas no Rio 2016 e não classificou as meninas no Grand Prix 2017 (a China o fez). Em todos os casos acho que ficou claro, pois discutimos aqui exaustivamente, a responsabilidade maior parece ter sido dele, e não das meninas.

Em Londres cortou Mari, Brait e FABÍOLA, levando Natália quebrada e FERNANDINHA, desestabilizando completamente o time, que por benfeitoria dos EUA chegou às quartas de final. Depois o grupo de fechou e ganhou.
Em 2014, um destemperamento até hoje não explicado, desde o primeiro set, não ajudou as meninas nas semi finais de 2014. O jogo mais estranho que já vi da seleção.
No Rio, já tava mais engessado do que nunca, perdeu para a China sem fazer nada pra mudar. E agora engessado também, quase elimina a seleção, que só passou por benfeitoria da China. Na final teve um lapso de modernidade e fez alterações brilhantes, lembrando o Zé Roberto do início da seleção masculina.

Gostaria muito que ele e a comissão mudasse. Precisamos de sangue novo, uma nova filosofia, alguém mais arrojado, que dê mais oportunidades para jogadoras jovens, altas e que se destacam na superliga, e que seja justo e ético nestas oportunidades.

E continuo na tese de que quando a seleção pegar as seleções completas, não ganharão.
Se o Zé ganhar o Mundial e a próxima Olimpíada, nunca mais farei uma crítica a ele.

Kamila disse...

Yano, eu penso exatamente como você e só tenho uma explicação do por quê ZRG e Comissão Técnica permanecerem no cargo: eles querem ganhar o título que falta a eles - o Mundial.

Acho que, quando ele ganhar esse título, ele sai da seleção. Porque ele vai poder encher o peito para dizer que ganhou todos os títulos possíveis como técnico. É isso que ainda o separa de Bernardinho, por exemplo, que ganhou tudo o que podia!

Anônimo disse...

Acho impressionante como brasileiros cobram moralidade na política mas são a favor do anti-jogo. O jogo de vôlei é um jogo de varíaveis que permite classificação até com combinados de resultados, o regulamento é assim e todos os participantes acatam. Se China ou Estados Unidos fossem tudo isso teriam ganho os respectivos campeonatos.Zé Roberto já teve várias atitudes que me decepcionaram como treinador e quanto pessoa mas jamais vi ele mandar as jogadoras praticar este anti-jogo que você e outros tanto prezam. Eu creio que a eliminação em 2014 tem 2 responsáveis o Zé pelo comodismo e as meninas por acharem que título de 2012 foi pura exclusivamente delas e por não pedirem rodízio e renovação pois estavam todos desgastados físico e emocionalmente. O time atual é time possível devido aos vários fatores já elencados ele pode fazer uma boa participação na Copa dos Campeões ou pode ter um fracasso retumbante mas só jogando elas poderão saber do que são capazes. Eu creio que é necessária a renovação e se o Brasil Sub-23 for campeão ou figurar no pódio ele pode ser este técnico mas o talento do Zé Roberto não pode ser dispensado pelo conhecimento e experiência sem falar os títulos. A nossa base parece-me que está as traças pois temos material humano mas sem preparo físico e nem técnica e com a aposentadoria em 2020 ele se encaixaria bem aí.

L. Mesquita disse...

Acho que ANTI-JOGO e jogar com o regulamento são coisas TOTALMENTE DIFERENTES...
Não vejo MAL NENHUM em poupar jogadoras quando já se está classificado.
Na ÚLTIMA RODADA da fase FINAL, ITALIA, SERVIA e CHINA, já estavam classificadas.
ITALIA e SERVIA pouparam EGONU e MIHAJLOVIC para a SEMIFINAL, isso não é antijogo, isso é jogar com o regulamento.
A CHINA não poupou ZHU, com contusão crônica no punho, nem ZHANG se recuperando de contusão, para desgasta-las no jogo mais longo do GP, numa batalha épica de 5 sets, virando um tie break de 14x10.
Com isso a CHINA foi totalmente desgastada a semifinal e foi humilhada, dentro de casa, por uma ITALIA com EGONU descansada.
Se a CHINA poupassse algumas jogadoras para a SEMIFINAL no jogo contra a HOLANDA, não seria caso de antijogo, mas de JOGAR COM O REGULAMENTO.
Laura, quase morri de RIR com o RIDÍCULO DO VOLOCH quase CORTANDO OS PULSOS e tendo uma ataque EPILÉPTICO quando a ARGENTINA perdeu para a VENEZUELA a semifinal do SUL-AMERICANO. VOLOCH não escondia de NINGUÉM que estava torcendo pra ARGENTINA e contra o RENAN DALZOTO!!!

cleyton nayos disse...

Concordo e vou além.
O Zé não sairá da seleção nunca , por que ele tem medo de sair e o Bernardinho entrar e ganhar uma Olimpíada no feminino e na verdade é isso que o diferencia do Bernardinho.Ele é o único técnico campeão Olímpico tanto no masculino como no feminino no mundo.

CLAUDIO DITA disse...

Concordo plenamente com o Yano. Com o Zé Roberto na seleção não vislumbro um título no mundial ou Olimpíadas. Ele já devia ter saído há tempos. O futuro me preocupa, pois a renovação deveria ter começado agora com jogadoras altas e novas. O Título do grand prix foi bom apenas para o psicológico das que jogaram, mas tem o revés de achar que é o caminho certo. O próximo ciclo será bem disputado e não podemos achar que sempre a sorte contará a nosso favor.

Kaike Lemos disse...

Zé Roberto na maioria das vzs faz escolhas erradas. Enquanto nao ganhar o Mundial ele não sai... ele quer provar pra Deus e o mundo que ele é o melhor tecnico ( COISA QUE ELE TA LONGE DE SER! ) Estamos precisando de um tecnico que de oportunidade pra tudo o que tem de bom na Superliga e essa renovação deveria ter sido na comissão tecnica! Ele tem opostas excelentes na SL: Bruna, Lorenne, Paula que sao altas e agressivas no ataque. Levantadoras talentosas como: Juma, Ananda , Macris. Aquela panela atrapalha a nossa seleção.

Luiz Felipe disse...

Muita implicância irracional com o ZRG por aqui. Tenho pena dele que, depois de ajudar o Brasil a conquistar três ouros olímpicos, precisa ganhar um mundial e mais um outro ouro olímpico para ter o respeito de alguns colegas por aqui ...

L. Mesquita disse...

O torneio mais difícil de se ganhar é a COPA DO MUNDO, pois são 11 jogos em PONTOS CORRIDOS, não depende sorte, depende de COMPETÊNCIA, qualquer set perdido na primeira partida pode influenciar no resultado FINAL! Pra mim um técnico que conquista uma COPA DO MUNDO, pode ser considerado um dos melhores técnicos do MUNDO!!!
BERNADINHO conquistou 2 COPAS DO MUNDO, ainda por cima no vôlei masculino, que é muito mais difícil, pois as seleções masculinas são muito mais equilibradas e mais fortes que as femininas!!!
No feminino, apenas CHINESAS, ITALIANAS, CUBANAS, JAPONESAS e RUSSAS já conseguiram conquistar uma COPA DO MUNDO.
BRASILEIRAS, SERVIAS, ESTADUNIDENSES E KOREANAS no máximo subiram ao PODIUM, mas nunca no degrau mais alto do Ouro!

Carina disse...

Respeito a opinião de todos, mas tenho o direito de discordar. Acho que o Zé Roberto e sua comissão técnica não ganharam inúmeros títulos à toa, foram méritos que eles conquistaram. Acho que não podemos desmerecê-los. Afinal, quando o Bernadinho ficava com as honrosas medalhas de prata, todos o crucificavam, depois da conquista do último título olímpico diminuiu a intensidade de críticas. Temos que nos lembrar que o Brasil se mantém a anos como uma potência nesse esporte, isso não é por acaso, os profissionais que estão por trás disso, tanto no feminino quanto no masculino, trabalham muito. Com muita sinceridade, a seleção feminina ganhou o título do Montreaux, isso por si só já prova que o caminho está sendo bem trilhado.

Anônimo disse...

Grande parte dos torcedores brasileiros são passionais.Ontem criticavam o Bernardinho por colocar o seu filho como levantador e capitão do time e ter sucessivos vice-da liga mundial, ganhou a olímpica saiu do cargo virou o melhor novamente. Agora a carga volta para o Zé Roberto não importa o títulos que tenha e nem o profissional que seja.Erros e acertos fazem parte da vida nossa vida.Pode gostar mais de um ou de outro ou dos dois mas desmerecer o que eles construíram ao longo de duas décadas e o fato de tentarem copiá-los e levarem gato por lebre em alguns times e seleções por referência a este legado já demonstra isso. Críticas tem que ocorrer só não podem no nível de ofensa moral como estavam ocorrendo. Para finalizar não vejo ainda uma escola no masculino ou feminino para fazer uma trajetória longa e quase imbatível como a nossa num período próximo por mais material humano é recursos técnicos a sua disposição.

Anônimo disse...

SÃO TODOS PESSIMISTAS

Kaike Lemos disse...

Mas ficar insistindo na jogadora errada já é burrice. Insistiu na Nati na Rio 2016 , no jogo contra China deixou quinar o que tinha direito. Fabiola no banco? Que no Volero vinha jogando melhor que Pani Lins.
ZRG deixa a dani fzer china ate com a Sheilla, ja o Bernardo chega na Roberta pede calma, fazer uma bola mais alta pra fulana. Tinha que usar o q tem de bom na SL como: Lorenne, Paula , Bruna, Juma etc. Testar jogadora e tao dificil assim?

Alysson Barros disse...

Não entendo esse melindre todo com as críticas, majoritariamente bem merecidas, a alguns indivíduos do voleibol brasileiro.

ZR cometeu inúmeras presepadas já e vinda de outras é bem provável que aconteça. Ninguém aqui desrespeitou nenhum integrante da comissão ou jogadora. Eu, hein?

Yano foi perfeito no comentário. ZR é sortudo sim e o fato dele acreditar em duendes corrobora com tal afirmação.

L.Mesquita disse...

Concordo com o YANO e os demais! Não se deve creditar vitórias a CORCUNDAS e DUENDES e sim a um trabalho sério e criterioso!

edsantos disse...

concordo com o yano, o problema e a comissao tecnica, nao teve renovaçao nenhuma , ele manteve 3 jogadoras reservas de 2 ciclos olimpicos e as outras ja estiveram na seleçao em 2015 no pan do canada e no granprix de omaha nos estados unidos, sao as mesmas atletas baixas e pouco eficientes, uma panela, ele queria ganhar o titulo. porque nao colocou mara para jogar , a juma , nao convocou valquiria e paula borgo, isso sim seria renovaçao, e as atletas mais altas nao tem ? vamos passar 3 anos ate tokio com esse time nanico ? eu tambem torci para o brasil nao classificar, pis o titulo iria maquiar tudo e dar a impressao que tava tudo certo, e foi o que aconteceu, ano que vem ele vai querer chamer thais , dani , garay e ate sheila e fabizona, tenho certeza, ou seja ele nao esta pensando no futuro em outras geraçoes , ele quer ganhar titulos

Carina disse...

Acho que devemos ser racionais, técnico ruim não ganha uma série de títulos. Além do mais, achar que é sorte ganhar títulos é desmerecer as demais seleções participantes, que também competem e fazem trabalho sério.
Acredito que criticar é válido, mas temos que reconhecer o que já foi feito no vôlei brasileiro, que aliás, há tempos está entre os melhores.
Também devemos reconhecer que ser de uma comissão técnica exige uma análise muito mais detalhada do que o óbvio, não existe uma série de integrantes especializados para que eles vejam somente o que vemos pelas transmissões.
Nós temos que reconhecer que somos bons em alguma coisa, e o nosso vôlei é uma dessas coisas.