Semana decisiva

Começa a última semana da fase classificatória do Grand Prix e o Brasil terá que correr atrás do prejuízo das duas últimas rodadas para chegar à fase final.

Perder para Japão e Tailândia colocou a vaga brasileira em risco não só porque a seleção perdeu para adversários mais fracos, contra os quais se esperava garantir, no mínimo, os três pontos, como também acabou por beneficiar um adversário direto, o Japão.

Vejamos como está a classificação: 


Como se vê, está tudo bem embolado. O bom para o Brasil é que o Japão caiu num grupo complicado nesta semana, tendo que enfrentar China, Sérvia e Rússia. A Itália, acredito, deve dar uma disparada ao pegar Turquia, Tailândia e República Dominicana.

O Brasil poderia ter a vantagem de fazer esta semana decisiva em casa, mas nem isso será um grande ponto a favor. Além de chegar ao país vindo de uma viagem extremamente longa e desgastante do Japão, teve o início da semana de jogos antecipado de sexta para quinta-feira, para se acomodar às transmissões da Globo. Há um tempo mínimo para descanso ou treino. 


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Apesar de toda esta situação e do baque na confiança que foram as derrotas do final de semana, acho que o Brasil não vai se complicar contra a Bélgica e tem chances de vencer a Holanda.

Primeiro porque acredito na recuperação brasileira, principalmente por não ter nenhum embate contra times asiáticos. Segundo, porque a Holanda, apesar da boa pontuação, tem feito uma campanha, assim como a maioria das seleções, irregular, se complicando contra adversários que deveriam ser mais fáceis. E o mais importante: normalmente, o jogo brasileiro encaixa bem contra o holandês.

Já contra os EUA, o cenário é mais complicado de prever. Isso porque, tradicionalmente, é um confronto muito estudado, decidido no detalhe. Mesmo as novas formações das duas seleções não devem mudar isso. A vantagem que vejo para as norte-americanas, no momento, é que elas vieram de duas semanas em grupos mais fortes dos que os enfrentados pelo Brasil. 


Acho que o Brasil se classifica. Na rabeira, mas se classifica.

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Os jogos do Brasil:

20/07 – 15h05 – Brasil x Bélgica

21/07 – 15h05 – Brasil x Holanda

23/07 – 10h10 – Brasil x EUA 

Comentários

Alysson Barros disse…
Queria entender uma coisa: a proteção e a blindagem que a Natália possui. É incompreensível!

Queria que parassem de dar desculpas para deus baixos rendimentos, pipocadas e amareladas. Tem site agora que não é mais possível criticar a jogadora. Te respondem com baixeza e vulgaridade e "argumentos" infantis.

Se ela tá cansada que peça dispensa. As outras jogadoras não tiveram temporadas desgastantes também? Se está lesionada, que tipo de comissão técnica irresponsável a deixa jogar lesionada? Se está de saco cheio da seleção, que vaze e que renda no lugar que a sustenta.

Dez anos de seleção e quase trinta anos e até hoje não entregou absolutamente nada. Falhou quando mais precisamos dela e, engraçado, permaneceu imaculada. Fez turismo em Londres e está tudo bem!

Temos três campeãs olímpicas atuais que simplesmente não fizeram nada pelo status que possuem. Pelo contrário, só atrapalharam, em especial a camisa 12.

Será que estou sendo demasiado crítico? Por favor, vocês que são sensatos, me digam.
l.mesquita disse…
Alguém tem dúvidas que MACRIS só foi chamada no DESESPERO porque o Ze perdeu dois jogos seguidos pra TAILÂNDIA e JAPÃO??? Caso contrário ela nem seria lembrada???
Rah Silva disse…
Se eu fosse o JRG chamaria a Jaque nessa etapa de Cuiabá kkkkk o problema é simplismente o passe e os levantamentos. Cortaria Monique e traria Edinara de volta.
L. Mesquita disse…
Uma coisa é fato: o SESC RJ que disputou o MUNDIAL de Clubes estava muito mais bem arrumado e eficiente que a seleção atual. Inclusive as jogadoras do SESC RJ: Roberta, Drussyla, Monique e Carol renderam muito mais nas mãos do BERNARDINHO do que com o ZE.
Gilbert Angerami disse…
Eu já havia reparado L. Mesquita.
Falem o que quiser, mas teve um momento que o time em quadra (seleção) era exatamente o RJ com exceção da líbero Roberta e Monique, Natália e Drussyla, Carol e Gabirú (que agora é do RJ). Bernardo é foda!!!! Ainda vai fazer o time ficar competitivo com a Mayhara.
Se o ZRG continuar burocrático não classifica para as finais, e quanto a largar o osso? Podem escrever só depois do Japão, ou se houver uma virada de mesa MUITO grande na CBV.
Yano o Chato disse…
Eu concordo contigo em todos os pontos Alysson, sem mais nada a acrescentar.
Acho que a Macris não terá oportunidade real de jogo.

Não acho que a seleção veja as derrotas como um baque. Lendo e assistindo diversas entrevistas com as jogadoras e o técnico sobre essa fase inicial, todos falam com muita naturalidade sobre as derrotas, que é normal, e que vão melhorar. Não vi um sentimento maior de tristeza ou constrangimento. Sem baque.

Eu prefiro que o time não se classifique para que o processo seja revisto. Se passar vai ficar parecendo que o Zé está no caminho certo, e para mim não está. Se perder, a pressão sobre ele aumenta, talvez, talvez, ele reveja alguma coisa.

Eu também traria Ednara de volta, e agora na ponta, já que ela passa muito bem e joga muito bem como ponteira passadora.
Jess disse…
Tem jogadora que parece que é intocável.. e pior sao os comentaristas falando que teve temporada desgastante, Como se as outras tivessem de férias..

Acho que o Brasil pode se classificar, se mudarem algumas coisas, mas ate que não acharia ruim a eliminação, Como o Yano falou, quem sabe com ela vindo algumas coisas não mudariam..

Macris tem que ter chances reais na seleção.. mas não pode ser colocada de qualquer maneira..
Kamila Azevedo disse…
Eu também prefiro que o Brasil não se classifique. Quem sabe, alguma luz amarela não acenda na CBV e alguma atitude seja tomada. Se o Brasil se classificar pra fase final do Grand Prix e, por um acaso, vencer o torneio, tudo vai para debaixo do tapete, vão dizer que o trabalho da comissão técnica começou bem e que está tudo ótimo e que as derrotas da fase inicial foram apenas percalços num percurso que terminou vitorioso.

Insisto na tecla da comissão técnica, que, pra mim, é o grande problema dessa seleção. Não entendo como a CBV renovou o contrato do ZRG e seus auxiliares e espero que, se um dia, ZRG se toque de que o ciclo dele à frente da seleção terminou, que ele não seja substituído pelo seu clone Paulo Cocco, que nunca teve qualquer resultado expressivo em suas experiências como técnico. Essa comissão técnica que está à frente da seleção é ultrapassada e parou no tempo. Não aprenderam com os erros de Londres (o ouro olímpico só veio porque as jogadoras se fecharam), não aprenderam com os erros do Rio de Janeiro e vão continuar sem aprender com os erros cometidos agora.

A renovação tem que ser feita, começando pela comissão técnica dessa seleção!

PS: Infelizmente, também não acho que a Macris seja aproveitada nesses três jogos que acontecerão. O máximo que poderá acontecer com ela é entrar numa inversão 5x1 – e pronto!
Jess disse…
Entraria com

Roberta (Macris entrando aos poucos pra se entrosar com as jogadoras)
Edinara
Tandara
Rosamaria
Mara
Adê
Suellen