domingo, 9 de julho de 2017

GP 2017 - Brasil 3x2 Turquia

seleção brasileira feminina de vôlei

Não imaginava que o Brasil teria tanta dificuldade de vencer a Turquia e muito menos que corresse o risco de perder a partida, como aconteceu.

A Turquia veio para o GP com um time bastante renovado e o qual o Brasil havia batido com certa facilidade em dois amistosos antes do início do torneio. Pois talvez estes jogos de preparação é que tenham dado a arma que foi mais poderosa para o time do Guidetti no confronto deste domingo: a defesa.

A Turquia estava com o jogo brasileiro bem estudado e, mesmo em início de trabalho, o Guidetti já conseguiu dar um pouco da sua cara à equipe (não literalmente, ainda bem) ao desenvolver um sistema defensivo muito bom.

O Brasil respondeu bem defensivamente também, mas bobeou nas largadas e ao não conseguir frear o ímpeto da Baladin quando a ponteira entrou a partir do quarto set.

Ainda assim, a seleção voltou a sacar bem e a bloquear, o que compensou a dificuldade ofensiva e a falta de constância no ataque e contra-ataque. Por vezes o jogo brasileiro fluiu bem; por outras travou. E nessas horas de “baixa”, o saque, principalmente com a Rosamaria e a Roberta, nos salvou.
 
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Acho que uma parcela do problema ofensivo está no passe e outra na definição. Há ainda pouco jogo de cintura quando o passe aperta. A equipe costuma se precipitar e tenta resolver na marra ao invés de recorrer a outros recursos ou simplesmente passar a bola para o adversário e trabalhar na defesa.

E nisso concordo com aqueles que dizem que falta ao Brasil uma jogadora que assuma a responsabilidade de resolver a situação. A Tandara é quem mais tem se aproximado deste papel, mas, como sabemos, ela precisa ser mais comedida nos erros.

Do outro lado, a Natália cada vez mais se afasta desta função. Por enquanto no GP, temos visto o mesmo de Montreux: uma jogadora mais focada nas funções de fundo de quadra e apática no ataque. Pelo menos, desta vez, o Zé Roberto teve a coragem de tirá-la e apostar na Drussyla.

A jovem ponteira deu um fôlego no ataque brasileiro. Estava difícil para Rosamaria e Tandara sustentarem sozinhas um jogo em que a bola teimava em não cair. Mas o aproveitamento da Drussyla poderia ser muito melhor se ela tivesse mais visão de jogo. Não são poucas as vezes em que ela pega um bloqueio quebrado e, sem visão, direciona o ataque no lugar errado. 

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O Brasil agora se encaminha pro próximo turno em que enfrentará, com exceção da Sérvia novamente, um outro estilo de jogo desta primeira etapa do GP. Pega Tailândia e Japão, dois testes de paciência para o ataque que, até agora, tem sido o ponto mais oscilante da seleção. 

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Demais resultados da 3ª rodada do GP:

Grupo A

Sérvia 3x0 Bélgica

Grupo B
EUA 3x0 China

Itália 3x2 Rússia

Grupo C

Rep. Dominicana 3x1 Tailândia

Japão 3x2 Holanda

- No Grupo B, os EUA tomaram conta com 3 vitórias. A Rússia, com somente três jogadoras presentes na Rio 2016 e apostando na Filishtinskaia como levantadora, perdeu todos os seus jogos por 3x2. Por ironia, acabou por fazer mais pontos do que a Itália, sua algoz na última rodada. Porém, a azurra é líder absoluta no quesito pontos em erros ao adversário: deu, em cada partida, no mínimo 30 pontos em erros.

11 comentários:

Anônimo disse...

Boa noite!

A linha de passe do Brasil é uma tragédia, Suelen não é libero para Seleção, assim como Leia e Gabiru. Realmente, espero que a Brait repense e volte, ou surja um fenômeno. Contra Sérvia em um momento do jogo, a Tandara entrou no passe, e passou o saque da Mihajlovic.

Eu gostaria muito de ver a Tandara e Rosamaria de ponteiras. Acredito que essa formação, junto com uma nova libero que passe confiança, faria o Brasil mais forte pelas pontas. Eu testaria Paula e Lorenne, que são opostas em suas origens, ou a Natália. A meu ver, ela só teria responsabilidade de atacar!!!

Bia e Adenezia, são as únicas centrais que passam confiança!! Monique só foi passear, igual algumas jogadoras do banco do Brasil.

Já que estamos começando um novo ciclo, o Zé deveria ousar mais, testar de verdade!!!

E com Roberta, temos que ter paciência, igual tivemos com Dani lins!!!

O que vocês acham?

Lucas Gadelha disse...

Quando a Natália foi sacada da partida eu soltei um exasperado "até que enfim". A mulher está visivelmente esgotada fisicamente. Nota-se pela sua expressão que antes sempre jocosa e vibrante, agora está apática e opaca. Será que Zé Elias Proença não vê isso? Não havia a menor necessidade de levar a Natália para o Grand Prix ou mesmo para Montreux. Se este é um ano de testes, joga a responsabilidade na mão das novatas. Zé Roberto tem mania de sugar até a última gota de sangue da jogadora. Deveria ter dado um descanso para ela assim como deu para as outras. Além do mais, duas incoerências. Primeiro, Natália não tem perfil de liderança. Pelo contrário, ela é o tipo da jogadora que se desestabiliza com pressão, vide o que aconteceu nas quartas de final contra a China. Líder tem que ser a coluna do time. Segundo, apesar de ter feito uma louvável temporada na Turquia e melhorado razoavelmente sua recepção, ela nunca será uma exímia passadora. Forçá-la na função tática de ponteira de preparação é inviável. Esperar que ela cubra a Rosamaria é o mesmo que designar um míope para guiar um cego. Deixa ela descansar, recarregar as baterias e voltar zerada para o Mundial no ano que vem.
Tandara, ainda não me passa segurança. Se utiliza quase que predominantemente da força para resolver os pepinos. Hoje, ela vai ter pesadelos com a Fatma Yildirin e a líbero turca que estavam plantadas para defender suas diagonais. Sei que é redundante, mas volto a dizer que precisamos de uma atacante de estatura e alcance para assumir o papel de matadora. Egonu, hoje fez simplesmente 39 PONTOS contra a Rússia. Mihajlovic pontuou 23 vezes numa partida de 3x0. Não vejo esse perfil de matadora na Tandara. Porém, hoje, ela foi decisiva no final do tie-break e sai com pontos a seu favor. Ainda acho que Paula Borgo e Lorenne merecem uma chance.
No mais, é bom para Roberta, Bia, Rosa, Drussyla e Suellen encararem essas "pedreiras". Ajuda a "engrossar o couro". É melhor perder agora do que no Mundial ano que vem.

L. Mesquita disse...

Laura, sinceramente, o ZE ROBERTO me dá até preguiça de comentar... O jogo da seleção está FEIO, CHATO DE ASSISTIR, por quê??? Por que nossas PONTEIRAS-PASSADORAS deixam a desejar no PASSE! E nossa OPOSTA ERRA mais do que uma oposta deveria errar. Enfim, tá chato de assistir à seleção brasileira!!!

Fernanda Oliveira disse...

Como o Brasil erra ataque. Dá pra entender errar na afobaçao, mas com passe na mão e sem bloqueio chega a ser irritante o número de bolas pra fora. Nenhuma atacante se salva nesse ponto.

L. Mesquita disse...

Algo me diz que o BRASIL terá muitas dificuldades contra o JAPÃO... Se contra a TURQUIA que nem defende tanto qto o JAPÃO, o ataque brasileiro já teve grandes dificuldades de superar a defesa das turcas, contra as japonesas que tem um time de praticamente SEIS LIBEROS em quadra, não sei não... Acho que o BRASIL realmente terá dificuldades contra as japonesas, é esperar pra ver...

Lucas Gadelha disse...

Enquanto o Zoran Terzic a cada jogo escala um time titular praticamente diferente, o Zé Roberto esquece Mara, Macris, Edinara, Fernanda Tomé e Gabiru no chiqueirinho. Por mais que haja uma diferença técnica entre as duas, a Naiane e Roberta possuem estilos parecidos de jogo. A Macris possui um padrão completamente diferente. É mais veloz, mais habilidosa e força mais no meio mesmo com passe C. Por que não arriscar e ver no que dá? Que cara tacanho!

Sergio disse...

O que vi nesta escalação da seleção de Ze, foi que ele não sabe utilizar a Monique como deveria. Ele apela para ela em momento de dificuldade, esse não é o jogo dela. Se ele tivesse visto a superliga, quando na linha de passe do Rexona-Sesc, tinha Monique, Gabi e Drussyla ou a Anne, sim a Monique como Oposta mas também ṕreenchedo a quadra no passe. A meu ver, com pouco entendimento de volei, ele deveria escalar o time da seguinte maneira, Natalia e Tandara(ponteiras), Monique como oposta, mas também completando a linha de passe. Outra coisa, para que Mara foi para seleção para ver jogo? não o vi dando oportunidade a ela, o meio de rede é sempre, Carol, Bia e Adenizia. Quem contribui mais para o passe ser uma b.... é a Rosa, sinceramente ele gosta muito dela, mas ela só joga com time mediano. Outra coisa, tem que treinar a Tandara, pois se no mundial ela ficou apagada, não foi por acaso não, foi porque os times Europeus sabem marcar bem no bloqueio, se ela não sabe ser jogueira, fica difícil.

Luis Eduardo disse...

Laura, hello. Como sempre, comentários pertinentes com o assunto: renovação. Tenho que começar este comentário elogiando a Roberta. Ela tem se saído bem neste começo de trabalho de um modo geral, mas tem queimado muito as centrais.
Acredito que nosso jogo tenha que passar pelo meio...Não podemos simplesmente acreditar que bolas na ponta e saída irão ser a salvação dos problemas... Temos que rodar pelo meio e, neste quesito, a Carol não poderia estar no time.
Penso que Adenizia e Bia seriam a dupla ideal para este grupo por serem mais completas. Penso que a Tandara tem se saído muito bem na seleção, visto que somente ela se apresenta na hora do aperto.... Parece a vontade para assumir de vez o papel de protagonista. Por outro lado, quem aparenta estar incomodada é a Natália. A jogadora não parece querer o papel de liderança ou preparação imposto a ela na seleção. Acho que, pelo que vimos, quem tem liderado é a própria Tandara ao chamar para si os pepinos nos momentos decisivos. Quanto às demais, Rosamaria está se adaptando, mas parece mostrar sinais de que pode a se tornar uma ponteira matadora...Só precisa ser menos passional e mais e muito mais racional.
Drussyla mostra que pode brigar por uma vaga, talvez não como titular ainda... Suellen mostra segurança nos fundamentos... Melhor que Léia, inclusive.
Por fim, fico triste em saber que jogadoras como a Paula Borgo e a Lorenne capazes de evoluir muito na seleção, não estão tendo a chance que mereciam e ainda merecem... Pena

Cesar Castro disse...

Nao espero título aqui, se for pra segunda fase já está ótimo.
Essas meninas precisam jogar, enfrentar times completos, levar 3 x coco, ser exigidas, amadurecer enfim.
Até pro Mundial deveriam ir sem os medalhoes.
Levo muita fé na Drussyla, na Rosa, na Bia e na Roberta.
Tandara precisa jogar muito pela selecao, tirar o atraso. Gabizinha tb.
Natalia ta pronta.
Formar uma base forte pra Tóquio.
Depois trazer Thaisa,Garay e Dani Lins só em 2019.

Cesinha disse...

de todos os comentários que são bons , mais o do Sérgio é o mais coerente em relação a Monique . Não acho a Suelen essas coisas todas a Léia tem muito mais agilidade sobre as centrais enquanto a Jucy não voltar Bia e adenezia Carol é otima central mais está em má fase quando Jucy voltar ela e Bia , eu estava vendo coisas ou o inventor por vezes tirava uma central e punha a Amanda não só pra sacar as vezes troca simples não entendi mais ..... renovação vamos ter paciência mais tem coisas que não dá né !

Chandler Bing disse...

Acho um pouco forçado dizer que Suelen não é líbero pra seleção.
Particularmente tenho gostado muito das atuações dela, principalmente na defesa. Confesso que acho que ela tá devendo um pouco no passe, fundamento que ela sempre teve bons desempenhos.

Gostei muito da Adenízia, por ser uma das mais experientes do grupo e também uma atleta vibrante, tenho visto ela como peça fundamental, puxando o grupo... e tem sim que ser titular.

Como já falamos desde a Superliga, Drussyla tem uns momentos de erros bobos, a inconstância é algo que ela tem que melhorar... lógico, tudo isso em função de muito tempo sendo reserva, mas tem bola pra ser grande e personalidade também.