segunda-feira, 26 de junho de 2017

Os EUA tocam em frente

EUA campeão da Copa Panamericana 2017 vôlei feminino

Olhem esta foto da seleção dos Estados Unidos. Vocês identificam alguma cara conhecida? 
Forçando a memória, só reconheço a número 14, a ponteira Michele Bartsch-Hackley, que vestiu a camisa norte-americana no Grand Prix ano passado e nos Jogos Pan-americanos de 2015.

As demais, todas caras novas. Uma parte treina com a seleção permanente, outra parte joga em ligas secundárias da Europa ou América Central.

Pois este grupo novato sagrou-se campeão da Copa Pan-americana neste final de semana. Os EUA bateram por 3x1 a República Dominicana, essa sim com sua força máxima - inclusive com o reforço da Bethania De La Cruz. 



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Os EUA dão o peso que a Copa Pan-amaricana merece num calendário apertado de competições que uma seleção do nível dela costuma ter. E acaba, com o título ou não, sempre saindo vencedor pelo material humano que prepara.

Boa parte do elenco campeão este ano disputou o torneio em 2016. E todo ele estará, com o reforço de algumas jogadoras mais experientes, no Grand Prix mês que vem.

Não será de se surpreender se, mais um pouco, vejamos a oposto Liz McMahon desbancando a Kelly Murphy; ou a levantadora Micha Hancock brigando de igual para igual com a Lloyd pela vaga da Glass; ou a meio-de-rede Paige Tapp incomodando a Rachel Adams. 

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Os EUA têm um ritmo de renovação intenso e têm dosado bem os seus recursos nos últimos anos entre as diversas competições em que participa.

Não importa quantas destas jogadoras que surgem estão na média ou acima dela, quantas delas são  Murphy ou são Hooker. O mais interessante deste processo é que existe sempre uma jogadora sendo preparada e a briga está sempre em aberto. A seleção dos EUA está sempre em movimento.

Um cenário que é positivo tanto para quem começa a sua trajetória e busca seu espaço no time como para quem já o conquistou. Óbvio que a experiência conta, mas Hill, Akirandewo e Cia sabem que não podem se fiar somente no histórico para garantir seus lugares.
 
Claro que a seleção dos EUA tem aspectos que não aprecio, mas ela tem algo que me agrada que é esta capacidade de “tocar para frente”. Aspecto que ganha maior valor principalmente quando temos como comparação a seleção brasileira que, por vezes, parece parada no tempo. 



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+ Copa Pan-americana

- Na primeira experiência do Luizomar de Moura no comando do Peru, o treinador brasileiro saiu sem medalha. Perdeu a disputa do terceiro lugar para Porto Rico por 3x1. Mas leva para casa a boa vitória nas quartas de final em cima da Argentina, por 3x2.

- Depois de uma boa campanha no Montreux, a Argentina acabou a Copa Pan-americana em oitavo. O treinador argentino resolveu poupar suas melhores jogadoras, caso da Nizetich e da Mimi Sosa, nas disputas de quinto a oitavo lugar do torneio.

28 comentários:

Anônimo disse...

O laura a Nizetich e a sosa jogaram sim o torneio e como titulares.Não entendo como a argentina não rende.

Guilherme Andrade disse...

Muito bom ver essa renovação do time americano... Começando assim bem cedo, elas têm chance de chegar com tudo em Tóquio 2020... Gostaria que o Zé seguisse o mesmo exemplo, vamos aguardar... Essa vitória do jovem time americano deu até uma expectativa a mais para o Grand Prix... Como vc mesmo observo Laura, to gostando muito dos pedidos de dispensa da seleção, de fato o Zé está tendo que desapegar da "panela" e colocar algumas novatas para ganhar rodagem... Imagino o sofrimento dele por não poder contar neste momento com as veteranas, principalmente se o objetivo dele for mesmo aumentar o próprio currículo com os títulos dos torneios desse ano, rsrs... Em relação à participação da Rússia, fiquei triste pela não inscrição de Kosheleva e Goncharova no Grand Prix, mas por outro lado, essas ausências podem significar oportunidade para novos talentos na seleção russa, que também anda necessitada de renovação urgente, assim como o Brasil... De uma forma geral, creio que teremos partidas interessantes no torneio que se aproxima...

Isa Costa disse...

O Brasil renova mesclando, nunca é radical e isso é bom. Se em 2012 a seleção trouxesse caras novas como muitos pediam, nós não seríamos bi-campeãs.

Talvez a renovação constante dos EUA seja o motivo deles nunca terem conquistado um campeonato olímpico, é uma potência mundial que não tem cara definida, sempre trocando as jogadoras em um rítmo frenético. Perderam pro Brasil nos jogos que antecederam Rio2016 e caíram pra Sérvia mais tarde. Não acho que o modelo norte-americano seja o ideal.

Laura disse...

Opa, é verdade! Me atrapalhei, queria dizer q ela poupou nos jogos finais, que definiam do 5 ao 8 lugar. Obrigada pela correção.

L. Mesquita disse...

L. Mesquita26 de junho de 2017 00:30
A coisa tá pra lá de FEIA pro voleibol PERUANO. Nem sediando um torneio SEM A PRESENÇA DO BRASIL 🇧🇷, pois o ZE deu prioridade à MONTREUX VOLLEY MASTERS e ao GP e abriu mão de disputar a COPA PAN-AMERICANA, e com EUA levando um time C, praticamente SUB 23 mesmo assim, jogando em ICA-PERU, as peruanas não conseguem um BRONZE ao menos. Imagina se BRASIL e EUA vão com força pra esse torneio... Vale ressaltar que o PERU estava com o time completo, sem desfalques, mas... com o LUIZOMAR no comando... Isso pode explicar alguma coisa? Talvez... Vale ressaltar que o Peru também não conta com as jogadoras do nível do NESTLE/OSASCO.
O PERU foi o TIMAÇO que foi nas décadas de 1970 a inicio de 1990 porque TREINAVAM EXAUSTIVAMENTE os fundamentos, principalmente o PASSE e a DEFESA. O PERU tinha um dos melhores FUNDOS DE QUADRA do mundo, se não fosse o melhor... No ataque também havia pouquíssimos erros, as jogadoras eram mais TÉCNICAS, dominavam os fundamentos. Hoje se vê um ENORME DÉFICIT TÉCNICO na seleção peruana, parece que há um erro nos treinamentos, não há um polimento nos fundamentos. A melhor jogadora deles, ANGELA LEYVA, só quer saber de ATACAR, deixando muito a desejar nos demais fundamentos, caçada no passe, não segura a pressão, muito diferente de suas antecessoras das décadas de ELITE do vôlei peruano.

Guilherme Andrade disse...

Isa Costa, muito bom o seu comentário... Entretanto, essa mescla da qual vc se refere só está acontecendo agora, e contra a vontade do Zé... Nos últimos ciclos olímpicos fiquei com a impressão de que ele chamou algumas jogadoras novas, mas que quase sempre estavam no banco, não ganhando rodagem... Como já foi muito falado aqui, ele se apega a um grupo e não larga mais... Concordo com vc que o Brasil tem que ter uma cara, mas que essa cara contemple todo o elenco, e não apenas as titulares das posições... De fato, com mais caras novas TALVEZ não seríamos bi-campeões olímpicos no vôlei feminino, mas por outro lado, se o Zé de fato aproveitasse todo o elenco de talentos que tem à sua disposição, TALVEZ também não tivéssemos sido eliminados pela China dentro da nossa própria casa... Concordo com vc quando diz que ele foi surpreendido pela China, mas a cara que o Brasil tinha na Rio-2016 permitia uma vitória (e diria até nem tão sofrida) diante das chinesas, caso o Zé esquecesse um pouquinho do seu conservadorismo... Também acho que os EUA estão no outro oposto, renovando demais, poderiam achar um meio termo, um equilíbrio, fazendo essa mescla que vc citou, entretanto também não podemos esquecer que em 2012 o time das americanas tinha A CARA de um time medalha de ouro nas Olimpíadas e, mesmo assim, caíram diante das brasileiras... Enfim, vários são os fatores que influenciam e bom mesmo é saber que aqui todos opinam de maneira saudável, única e exclusivamente devido à paixão pelo vôlei...É muito bom esse clima de trocas... :)

Isa Costa disse...

Guilherme Andrade, com certeza. O problema do ZR é que ele é supersticioso, ele cisma que mudar alguma coisa pode lhe custar uma vitória, isso já foi dito em algumas entrevistas dele, é muito complicado.

Laura disse...

Isa, tb não gosto de alguns pontos desta constante renovação dos EUA. Até acho q não foi mto o caso do Kiraly depois de 2014, mas este modelo tende a impactar no entrosamento do time e fragilizá-lo ao colocar jogadoras despreparadas em para enfrentar momentos cruciais de pressão. O que me agrada é o espírito de desprendimento dos EUA, de não temer o processo de renovação, de mudar o grupo. Como vc e o Guilherme falaram, no Brasil, o Zé ainda fica muito preso a um grupo restrito de jogadoras e tem dificuldade de abrir mão delas até num torneio de bairro.

Yano o Chato disse...

Como dito, são vários fatores que levam um time à vitória em um torneio. Renovação não implica vitória necessariamente. Mas como a Laura bem colocou, o bacana dos EUA, em oposição ao Brasil, é a mentalidade aberta para mudar e o desapego e valorização dos talentos novos que aparecem, tendo sempre a equipe muitas peças boas de reposição. O masculino deles segue a mesma filosofia.

Talvez falte um ponto de equilíbrio nos dois times. Elas pecam pela renovação desenfreada e o Brasil peca por morrer com um grupo fechado.

Sobre o Mundial de 2014, achei aquela final atípica, pra mim o Brasil estava mais forte que no Rio, mas por algum motivo que desconheço e não entendo as meninas jogaram mal aquela semi-final. Achei o Zé Roberto bem desequilibrado naquele dia, muito nervoso.

Rodolpho Francis disse...

Eu gosto desse estilo de Renovação dos EUA. Estão certos em utilizar jogadoras desconhecidas em competições sem grande importância. Brasil deveria ter feito o mesmo e dar oportunidades a Vanessa, Milka, Carla, Michele, Anandda, Lorenne, Vitoria e etc. O que essas atletas conseguissem seria lucro. O tecnico dos EUA só peca numa coisa... Assim como o ZRG, ele morre abraçado as suas escolhas e não abre mao. Levou tres levantadoras pra Olimpíada e deixou a Murphy de titular, enquanto tinha outras opostas muito melhores. Não adianta revelar várias jogadoras, se nas principais competições são sempre as mesmas escolhidas.
O Brasil só renova mesmo quando não tem outra escolha. De 2004 para 2006 saíram Venturini, Virna, Erika e Arlene. De 2006 para 2008 a seleção foi a mesma mas as ponteiras titulares foram Paula e Mari. De 2008 para 2010 saíram Fofão e Waleswka e Natalia e Fabiola ganharam a Tiularidade. De 2010 para 2012, Garay ganhou a titularidade. De 2012 pra 2014, mesmas atletas e de 2014 para 2016, Natalia veio como titular mais uma vez. O Brasil não renova a Seleção. Apenas da oportunidade para atletas que sempre estiveram no Banco. Diferente dos EUA que revelaram Hoocker, Larson, Robinson, Hill Akinrandewo, Harmotto, dentre outras, mas não conseguem aproveitar isso da melhor forma.

Paulo Roberto disse...

Yano, realmente o mundial de 2014 foi pra mim uma daquelas imprevisibilidades incríveis que o esporte nos proporciona, do mesmo nível de Londres 2012, só que dessa vez, com um gosto amargo para o Brasil. Era claro que nosso time era melhor que os outros, inclusive a seleção dos EUA, aí na semi tudo que podia dar errado acontece num único jogo, aliado à tendência do Zé a morrer abraçado às suas convicções.

Quanto à renovação, não sei se vocês leram a entrevista do Zé ao Saída de Rede, mas ele toca num ponto que colabora para nossas jovens jogadoras cheguem à seleção muito mais verdes do que as dos nosso principais concorrentes: nossa SL. O nível do nosso principal campeonato é de longe muito inferior às principais ligas (turca, italiana, russa - mesmo em queda apresenta um nível melhor que o nosso) e até algumas secundárias. Então mesmo que a jogadora se destaque aqui, quando vai jogar fora sente a dificuldade. Por outro lado, não isenta a CT de colocar as meninas pra jogar em competições menos importantes. Como disse o Guilherme, o Zé só está dando oportunidade para essas meninas porque se viu sem saída.

Também sou contra uma renovação radical, até porque pra mim quem estiver jogando bem e tiver condições de estar na seleção pode estar independente de idade (vide o caso Juciele) o problema é se apegar a determinadas atletas e quando estas não rederem mais não ter ninguém para substituí-las a altura (vide casos Sheila e Jaque).

Yano o Chato disse...

Paulo, eu sempre achei a superliga feminina muito fraca. Sempre disse isso. Além de todo o fator técnico, falta atitude às atletas. Talvez por serem de família humilde, não terem formação escolar de qualidade. Não sei. Tem alguma coisa que impede que as atletas dos times menores tenham altivez, olhem para as jogadoras de rio e osasco olho no olho, achando de fato que podem ganhar.

Quando as americanas, por exemplo Hill, Robson, Lloyd, entre tantas outras bem novas, surgem, já aparecem com cara de vencedora, se impondo. Não vejo isso nas atletas brasileiras. Tem muitas coisas influenciando esse baixo nível de nossas jogadoras. Tem a estatura baixa também, que não ajuda muito.

Agora tendo a achar, de forma geral, os técnicos da superliga bons. Talvez seja a base que é ruim. Não sei, temos que pesquisar.

Paulo, sobre o Mundial 2014, eu consigo entender muito melhor a derrota para a China aqui no Rio, do que aquela semi contra os EUA.

Joao Ismar disse...

Muito boas as colocações dos colegas. A meu ver o principal problema da renovação no Brasil é o investimento na base. Infelizmente não vejo tantos talentos surgindo como acontece com os EUA e China. O Brasil era disparado o melhor time em 2014 e se perdeu na semi, mas são situações do esporte, na final de 2012, EUA tinha o melhor time e também perdeu. O Brasil precisa ter as 12, ou 14 ou 16 jogadoras, a depender do campeonato, como opções. Nem sempre as 7 titulares (em tese as melhores) são as mais indicadas para o estilo de jogo que será exigido em cada partida. Faltou isso no Rio, no caso faltou coragem pra tirar uma ou duas jogadoras que deveriam ser substituídas (não porque estavam ruins, mas porque tinha outras no banco com um perfil mais indicado para o jogo contra as asiáticas).

André disse...

Laura, sei que aqui não é o post para isso, mas queria te perguntar algo: vc sabe como está a questão da contratação de Jaqueline e Sheilla? Temos alguma notícia?

edsantos disse...

CONCORDO COM O YANO O CHATO, QUANDO APARECEM NOVAS JOGADORAS AMERICANAS ELAS VEM DE UNIVERSIDADES, NAO TEM EXPERIENCIA INTERNACIONAL NENHUMA E JOGAM COMO GENTE GRANDE ENCARANDO QUALQUER SELEÇAO DO MUNDO,EXEMPLO DA HILL, KELLY MURPHY E A KARSTA LOWE, AQUI SEMPRE E ESSA DESCULPA , AH SAO MENINAS AINDA ! ,SAO JOVENS , UM EXEMPLO CLASSICO E NO MASCULINO O LUCARELLI, SEMPRE TRATADO COMO MENINO , FUTURO DO VOLEI ETC.., POXA NO ANO PASSADO NA OLIMPIADA OS PONTEIROS AMERICANOS TAYLOR SANDER E AARON RUSSEL COM 23 E 22 ANOS DE IDADE ACABARAM COM O JOGO ,JOGARAM DEMAIS , PRIMEIRA OLIMPIADA E CONTRA O TIME DA CASA E NEM SENTIRAM, JA O NOSSO LUCARELLI COM 24 ANOS , JA TINHA JOGADO A FINAL DO MUNDIAL 2014 , JOGOU MAL ERRANDO DEMAIS E COM CARA DE ASSUSTADO O JOGO INTEIRO , QUER DIZER É TUDO QUESTAO DE MENTALIDADE DE PREPARO PSICOLOGICO

Cesar Castro disse...

Na minha opinião, é estilo.
O povo adora criticar o ZRG.
Acho a renovacao dos EUA esticada demais e até nociva.

L. Mesquita disse...

Concordo! Isso no BRASIL é ter mentalidade de TERCEIRO MUNDO, de coitadinhos... Já a postura AMERICANA é DESTEMIDA, VENCEDORA, independente de ter ou não experiência. É dessa forma que os EUA, mandam seus soldados mundo a fora enfrentar esses TERRORISTAS MALUCOS, esse homens-bomba sem medo. Faz parte da cultura americana essa AUTO-CONFIANCA.

Yano o Chato disse...

É isso, edsantos. Vejam a Boskovic, por exemplo. Acho que 17 anos, chegou, jogou, afrontando na rede, determinada a ganhar, partindo para o ataque e o saque viagem com uma agressividade incrível. Aí, você pega aquelas meninas dos times menores, como São Caetano, Pinheiros, Rio do Sul, com uma apatia, um excesso de humildade, uma carreira inteira sem evoluir, sem melhorar, com o técnico gritando anos e anos a mesma coisa. Uma mistura de baixa autoestima, preguiça e falta de treinamento. Não consigo entender o que acontece com as atletas brasileiras.

Aí podem dizer que é o jeito, é a personalidade. Pode ser também, mas são um jeito e uma personalidade que não combinam com o atleta em ação. Essa parte, digamos, psicológica, deveria ser muito discutida e treinada também.

Um exemplo fictício: pegar uma oposta dessas que ficam anos sem melhorar, indo até para o banco ou caindo para a superliga B e perguntar: vem cá minha filha, se compare com a Sheilla, o que é que ela tem que você não tem, o que é que ela faz que você não faz. o que é que falta pra você apresentar um desempenho igual ao dela? Vamos treinar, vamos melhorar. Faça uma autocrítica. O que eu, como técnico, posso fazer para te ajudar?

Se eu fosse técnico começaria a temporada assim.

Yano o Chato disse...

Concordo L. Acabei de comentar sobre isso. Esse excesso de humildade.

Paulo Roberto disse...

Eu não tinha pensado sobre esse aspecto cultural e que infelizmente se acentuou com o passar do tempo. Pra mim o grande exemplo disso é a Natália que até o ciclo passado ainda era tratada como promessa, com a grande mídia reforçando esse esteriótipo. Não me lembro de terem dado esse mesmo tratamento à Jaque, Sheila, PP4, Mari quando elas estavam na mesma fase. Agora, a jogadora está com 24, 25, 26 anos e ainda é promessa, tem que ter paciência, etc, etc, etc.

Yano o Chato disse...

Pois é, Paulo, é bem isso.

O Sérgio Maurício ainda hoje chama o Théo de garoto Théo, um galalau com 33 anos.

l.mesquita disse...

Laura,Yano, o melhor exemplo disso tudo é a fenomenal Tijana Boskovic, que, com apenas 17 anos, assumiu a titularidade como oposto da SÉRVIA, com concorrentes fortíssimas como Ana Bjelica e Jovana Brakocevic. Isso no Brasil é praticamente impossível de acontecer, mais por culpa da mentalidade do Zé roberto também, pois Bernardinho é muito mais ousado. Com ele, Gabi novinha pôs Logan Tom no banco e Drussyla fez a mesma coisa com Anne Bujs. Zé não arrisca, ele quer jogadoras prontas pelos técnicos dos clubes. O caso mais emblemático de precocidade na seleção brasileira foi da fenomenal Jaqueline Silva, primeira Campeã Olímpica num esporte femino no Brasil, em Atlanta-1996, mas que ingressou na seleção principal de quadra com apenas 14 anos!!! Mas a energia, positividade e excesso de auto-confiança da adolescente Jackie foi encarada como rebeldia pela CBV: De temperamento forte a atitudes polêmicas, uma líder nata e sempre lutando pelos seus direitos como mulher e como atleta, Jacqueline envolveu-se em várias disputas com dirigentes da Confederação Brasileira de Voleibol, como, por exemplo, quando se recusou a vestir o uniforme oficial da seleção brasileira com o nome do patrocinador estampado, sem receber nada por isso, numa atitude premonitória do profissionalismo que viria a existir nos esportes olímpicos, mas que na época era visto como um desafio de uma "menina rebelde". Jackie foi levantadora titular da seleção brasileira de vôlei nos Jogos Olímpicos de Moscou em 1980 e de Los Angeles em 1984 - onde foi considerada a melhor levantadora dos Jogos. Durante os anos 1980, deixou o Brasil e foi jogar na Europa e na América do Norte, onde começou a participar do vôlei de praia,esporte que virava uma febre. Acabou tornando-se a melhor jogadora de praia dos Estados Unidos,para os fãs norte-americanos Jackie Silva, a Rainha da Praia - ganhando inúmeros torneios e conquistando o primeiro lugar no ranking mundial. A personalidade de auto-confiante de Jackie se encaixava mais no perfil dos EUA que no brasileiro, aqui ela era vista como rebelde.

Leonardo Lucas disse...

E so colocar a Julia bergman(1.90) e jessica Lima pra comecarem na selecao princioal

Laura disse...

André, desculpa a demora para responder. Olha, não sei de nada concreto. Sheilla não queria jogar no exterior, mas pelo jeito (e pelo o que ela pede) só resta esta saída ou ficar mais um ano parada. E a Jaque foi contratada pela Record para participar do Dancing Brasil. rsrs

Mesquita, e, antes da Boskovic, a Brakocevic tb tinha surgido na seleção muito nova, 18, 19 anos.

Yano o Chato disse...

Ótima analogia, L. Eu conhecia esta história da Jack, mas não tinha associado ao que estávamos discutindo. Ainda tem isso, os técnicos parecem não gostar muito quando as atletas têm personalidade. No masculino é um pouco melhor.

edsantos disse...

BEM LEMBRADO DA BOSKOVIC TITULAR COM 17 ANOS , SENTANDO A MAO NO SAQUE IGUAL HOMEM , ELA E A EGONU DA ITALIA SAQUE VIAGEM IGUAL AO MASCULINO, AQUI AS JOGADORAS PENTEIAM A BOLA, DÁ RAIVA

L. Mesquita disse...

E olha que a bola é CARECA, se pelo menos tivesse longas madeixas...

Rafael disse...

Quando assistimos jogos como o da final da liga universitária dos EUA (https://youtu.be/QRNN6DSNdUc) dá para entender de onde vem tantas jogadoras e porque sua atitude diante do jogo é tão profissional. Há jogadoras com bom nível técnico em grande quantidade e algumas delas já são tratadas como estrelas pela torcida e pela transmissão de TV. O ambiente criado é o de um grande espetáculo que atrai os olhares da seleção adulta - inclusive Karch Kiraly é o comentarista da transmissão. Nenhum desses times universitários, eu arriscaria dizer, faria feio numa Superliga feminina. E não me admiraria se a seleção principal dos EUA incorporasse algumas dessas jogadoras, em breve, em seu plantel.

P.S. Primeira vez que comento aqui. Excelente seu blog, Laura :)