terça-feira, 6 de junho de 2017

Montreux - Brasil 3x1 Polônia

O Brasil estreou no Montreux com uma vitória, num jogo que começou tranquilo e acabou tenso, com um placar de 26x24. 


Brasil vence Polônia na estreia do Montreux 2017 vôlei feminino

Esta trajetória, que complicou o que poderia ter sido uma vitória simples, está muito na conta da natural inconstância de início de temporada. O time começa com um ritmo e nível de concentração bons que vão baixando no decorrer da partida.

Os erros de saque são o principal sinal desta irregularidade. O Brasil tem tido boas passagens no fundamento com Natália, Tandara, Roberta e Carol, mas também tem dado muitos pontos ao adversário em falhas de saque.

O bloqueio, que apareceu bem no primeiro set, também foi outro fundamento em que a seleção caiu de rendimento durante o confronto com a Polônia. 


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Porém, mais uma vez, o principal problema - e aquilo que fez o Brasil perder o segundo set e ver ameaçadas as vitórias no terceiro e quarto sets – foi a armação de ataque. A começar, claro, pela recepção.

Finalmente o Zé Roberto entrou com a Amanda no lugar da Drussyla e acho que ela se saiu bem. Seria bom que ele testasse mais esta composição da Amanda com Natália e Tandara. A questão é que o passe tem “aprontado” também com as demais componentes da linha de recepção, o que tem limitado um pouco as ações da Roberta com as centrais.

Nos contra-ataques também o Brasil tem tido problemas na construção e, na partida contra a Polônia, perdeu diversas oportunidades de pontuar nesta situação. A Roberta tinha melhorado ao final da Superliga esta questão, mas ela ainda peca na precisão dos levantamentos.

E quando o problema não acontece no levantamento, aparece na definição, com bolas precipitadas ou mal trabalhadas/pensadas pelas atacantes. 

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E é neste ponto em que entra a responsabilidade das jogadoras mais experientes, caso da Natália e da Tandara. Espera-se que elas puxem o nível do jogo para cima, mas não é isso que vem acontecendo.

A Tandara tem sido a principal pontuadora neste início de temporada do Brasil. Acho até que, dentre todas as suas passagens como oposto na seleção, por enquanto, é a que ela tem demonstrado mais resultado.

Só que ela comete muitos erros. Não dá para confiar a ela a nossa bola de segurança.

A Natália, por sua vez, tem aquela pecha de fazer umas besteiras em momentos decisivos. Aparentou estar bastante desinteressada ou pouco envolvida nos amistosos com a República Dominicana. Contra a Polônia, entrou na partida um pouco com essa vibe, mas depois cresceu. Apareceu bem no bloqueio e e saque e mostrou maior poder de decisão nos sets finais, sendo importante para a vitória brasileira.
 

É isso que se espera dela e é esta é uma responsabilidade com a qual ela tem que se acostumar. Natália agora é a referência, o nível dela tem que estar lá acima. 

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Pê ésse:

- Bela partida da polonesa Medrzyk. Teve um aproveitamento de ataque superior a 50%.

- Enchi a bola da central Kakolewska no post anterior e quem se saiu melhor na partida foi a sua parceira de posição, a Efimienko, que foi bastante acionada desta vez pela levantadora e roubou a cena nos bloqueios. A verdade é que foi difícil driblar as duas gigantes do meio de rede polonês.

- Falaremos em outro post sobre a contratação do Praia Clube, Nicole Fawcett. 

7 comentários:

L. Mesquita disse...

Quem tem AMANDA precisa de JAQUELINE??? Creio que não! Até que enfim, o ZE deixou a AMANDA jogar... Demorou a ter oportunidade, mas assim que entrou AMANDA mostrou a que veio com 70% de aproveitamento no passe, 60% de aproveitamento na defesa e 44% de aproveitamento no ataque.
A HOLANDA sem o técnico GUIDETTI está longe de ser a mesma, perderam para as raçudas Argentinas. Destaque para a ponteira Yamila Nizetich, melhor jogadora em quadra contra a HOLANDA. A ARGENTINA está evoluindo, vai ser difícil o LUIZOMAR conseguir classificar o PERU para o MUNDIAL, já que na AMÉRICA DO SUL são somente 2 vagas e ao que tudo indica serão de BRASIL e ARGENTINA.

MINEIRIM disse...

Gostaria de ter visto um teste realmente completo nesse início de competições. Natália e Tandara ainda precisam ser testadas??? Já estiveram até em Olimpíadas, se o técnico gostou ou não: que corte ou dê cadeira cativa. Não consigo gostar da Natália na seleção, eterna promessa. Carol e Adenízia são novidades na seleção?, já conhecemos seu jogo, por que não testar a Mara? Fernanda Tomé será testada somente nos treinos e Edinara somente nas inversões? Temo que isso aconteça...

Palpiteiro disse...

Sinceramente, estou cada vez mais desacreditado com Zé Roberto na seleção. Logicamente que ninguém é tricampeão olímpico sem mérito. Mas ninguém diz que ele ganhou com jogadoras fora de serie como Sheyla, Fofão, Thaísa e Fabiana. Em 2012, elas ganharam sozinhas, pois quase ficamos na primeira fase. Naquele jogo contra a Rússia em Londres, o Brasil não ganhou senão pela coragem e categoria de Sheyla. Dani é titular indiscutível, pq é a única que acerta o levantamento pra Thaísa e Fabiana, que são armas mortais na nossa seleção. Final do Grand Prix ano passado só ganhamos por causa da jogada de meio, quando os EUA eram muito favoritos. Perdemos no Rio, pq Dani resolver levantar pra Natália e esquecer pq o Brasil é bicampeão olímpico, senão, pelo poder ofensivo das nossas torres gêmeas. Ele acha que pode mudar a posição da jogadora a qualquer tempo, como fez com Mari em 2008 e todas vão responder 100%. Até hoje, acho um desperdício Natália não jogar na saída e Tandara na entrada. Assim que elas mostraram o melhor vôlei delas. Temo dizer, que se ele não convencer Fabiana, Sheyla e Thaísa a voltarem, não vamos ganhar nada. Bernardinho seria o único capaz de renovar essa seleção, inclusive, grande parte das jogadoras da seleção só são o que são hoje, porque foram lapidadas por ele.

Jess disse...

Tempo da Sheilla já deu na seleção,, Zé deve testar novas jogadoras..

Palpiteiro disse...

Será? Ano passado foi eleita na seleção do Grand Prix, com todas as melhores jogadores atuando. Essa história de que o tempo passou é velha, desde 2102... ela se mantém em forma e ainda não apareceu ninguém com sua habilidade e capacidade de corrigir jacas. Mas o que quis dizer, também, é que Zé Roberto não vai garimpar ou descobrir nenhum talento ou tirar o melhor de jogadoras, ele já pega o diamante polido e, na maioria das vezes, esse trabalho de garimpar e polir é de Bernardinho. Pra que terceirizar essa função?

Jess disse...

Erro meu, quis dizer que ele deveria testar (o que não deve acontecer.. vai de Tandara e Monique)

Sou grata por tudo que a Sheilla fez pela seleção, mas realmente acho que o tempo dela na seleção se foi, e já falando, a Thaisa tem que se preocupar em voltar a jogar bola, pq faz tempo que tá devendo..

Mas isso tudo é uma OPINIÃO MINHA..

Lip disse...

Brasileiro é algo que não tem como compreender ,a anos pedem por uma renovação na nossa seleção , a renovação chega , chuva de críticas. É fulana que não presta é beltrana que é isso , é melhor trazer as antigas. Aí trás as antigas , vai ser : a não rendeu porque tá velha.
Calma , só isso , tem que ter calma nossa seleção foi bicampeã olímpica tinha uma base que foi mantida por anos . Pra essas meninas que chegaram vai ocorrer o mesmo , elas vão ganhar força como conjunto com o tempo não é do dia pra noite que vão ganhar todos os campeonatos.