sábado, 10 de junho de 2017

Montreux - Brasil 3x1 China


seleção feminina de vôlei Brasil
 
No primeiro encontro com a China depois da Olimpíada 2016, o Brasil fez a sua melhor apresentação na temporada.

Passe, virada de bola e contra-ataque funcionaram muito bem, o que fez o jogo brasileiro fluir com certa segurança em quase toda a partida.

Parte desta segurança no ataque, principalmente na virada, se deveu à presença da Rosamaria no time titular. Rosa esteve numa jornada especial tanto na recepção como no ataque. 
 
Além de poder de definição, mostrou um repertório completo de golpes, variando paralela e diagonais e explorando o bloqueio. Curiosamente, apesar de recente, tem feito uma parceria bastante entrosada com a Roberta. 

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O Brasil ainda teve um importante desafogo pelas pontas com a Tandara. A oposto foi o perfeito exemplo de como a seleção foi muito mais comedida nos erros de ataque nesta partida. Tandara foi precisa, mas sem perder a sua agressividade característica, saindo com um saldo positivo.

Outra jogadora que também fez bem o seu papel foi a Roberta. Foi objetiva na distribuição, aproveitando as atacantes que cruzavam com a levantadora chinesa na rede e as bolas de maior distância, além de ter caprichado nos levantamentos de contra-ataques. 
 
Faltou e falta ainda acertar a bola de primeiro tempo com a Carol, que precisa ser deslocada um pouco do centro para não pegar as adversárias, normalmente muito maiores do que a nossa meio, paradas e inteiras só à espera de bloquear. 
 
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Mais seguro no departamento ofensivo e mantendo o bom desempenho no bloqueio e na defesa (esta última ainda pode melhorar, principalmente nas coberturas de ataque), o Brasil conseguiu ter o comando do jogo o tempo inteiro.

A China, com uma maioria de novatas, é que teve que correr atrás. Venceu o terceiro set em duas bobeadas do passe brasileiro, que ainda é o ponto mais frágil do Brasil.

Porém, o que vimos neste jogo, ao contrário dos demais, é que a seleção não se afundou nos erros de recepção. Eles foram pontuais. O time teve maturidade para retomar o controle e se recuperar nos lances seguintes.

Acho que temos aí um sinal de evolução.

13 comentários:

Yano o Chato disse...

A seleção jogou melhor mesmo. Apresentou um conjunto melhor e diminuiu bastante alguns erros que estava acontecendo. Rosamaria jogou bem até o terceiro set. Depois, como de costume diminuiu o ritmo. Isso é normal dela. Tandara jogou muito bem também. Roberta idem. O time precisa aproveitar melhor as defesas e organizar contra-ataques mais efetivos. Muitas bolas são desperdiçadas e isso pode fazer falta em jogos mais duros. Natália para mim não quer jogar esse campeonato. Entretanto notei que ela melhorou muito na defesa.

O time como um todo mostrou uma evolução. Não tenho gostado das entradas de Naiane. Tá com medo de ousar e está fazendo o mais fácil: colocar a bola para a jogadora referência no momento.

Jess disse...

Boa noite pessoal..

Rosamaria nelas.. gostei muito tb da Roberta e da Tandara, só falta a Roberta acertar a bola do meio pra Carol e a bola da Natália..(que por sinal NÃO está bem)

Engraçado que a recepção do Brasil foi melhor nesse jogo.. e estavam jogando com "3 opostas"..

Se jogarmos concentradas amanhã, Vamos ganhar e ganhar confiança pro Grand Prix, que acho que não levaremos o título, mas que serve pra preparação pro mundial..

Lucas Gadelha disse...

Tenho notado a Natália com um semblante cansado como se estivesse desgastada. Melhorou bastante na recepção, na defesa e no saque, mas tem jogado só o "feijão com arroz" no ataque. não é nem de longe a jogadora agressiva que foi tão decisiva no Fenerbahce. Ela emendou vários campeonatos desde o ano passado. Superliga 2015/2016, grand prix 2016, Rio 2016, copa Turca, campeonato Turco, champions League, Montreux 2017 e mais adiante terá o Grand Prix 2017. Deveria ter seguido o exemplo das demais e pedido dispensa para esse ano a fim de recarregar a bateria. Ela já teve duas lesões graves e não é mais tão jovem. Agora, o que me intriga é: como é que a Roberta acerta a bola para Tandara e Rosamaria com quem ela nunca jogou e manda tanta jaca para a Natália e para a Carol com quem ela jogou tanto tempo no Rexona?

Gilbert Angerami disse...

Interessante como a prática difere da teoria. O time hoje jogou melhor com 3 opostas do que com ponteiras/passadoras.
Não consigo confiar na Rosa com um bom bloqueio do outro lado, mesmo assim, não se pode tirar seus méritos no jogo de hoje.
Já que a Bia esta machucada, pq não coloca a Gabiru de ponteira pra fazer o que a Amanda tem feito? Concordo com o Voloch, adoro a potiguar, mas não tem bola pra jogar na seleção.
Veremos amanhã com um bloqueio mais alto como a coisa vai ficar.
Sendo MUITO FRANCO, sem expectativas para o GP.

Mantronix Inc disse...

O Zé devia deixar a Natália só para jogar os jogos finais do Grand Prix, o campeonato é longo e muito desgastante.

Yano o Chato disse...

Também não confio na Rosa com um bloqueio do outro lado, mas vamos dar o crédito onde ela tem, no jogo de hoje.

Lucas você definiu bem a Roberta: o inesperado em pessoa. Levanta bem para Rosa e Tandara e mal para Carol e Natália, colegas de longa data. Quem entende que explique, por favor.

Discordo da Gabiru de ponteira. Não tem lugar pra ela na seleção nesta posição. Chega de invencionices.

Julio César Coelho Ramos disse...

O time como um todo foi bem, com destaque para a Rosa,que foi a melhor do jogo.
Vale destacar que esse time da China, além de não ser o titular, era um time bem jovem, tanto que foi um time bastante instável nessa partida.
Quanto ao ponto negativo, destaco as entradas da Naiane (como já falaram). Parece que tem medo de arriscar, duvido que seja convocada futuramente.
Pra mim dá Brasil nessa final, mas me preocupa o GP...

L. Mesquita disse...

Yano, concordo plenamente contigo!!! GABIRU de ponteira na seleção NÃO DÁ!!! E ao meu ver, nem de LIBERO!!! Pois acho a maior falta de respeito do ZE ROBERTO com todas as nossas LIBEROS e OPOSTAS de OFÍCIO, desprezar o trabalho delas e ficar querendo mudar jogadoras de posição... Antes da OLIMPÍADA foi com SASSA, que foi libero na seleção e voltou a ser ponteira no FLU, e com ADENIZIA que elequeriaque fizesse o papel de OPOSTO na inversão do 5x1 na OLIMPIADA, agora é com GABIRU, que já disse voltará a ser ponteira no SESC RJ e com TANDARA que voltará a jogar como ponteira no NESTLE... Porque não dar uma chance pra uma LIBERO que jogou a temporada inteira na posição para atuar junto com a SUELEN??? O mesmo digo para as OPOSTOS!!! MONIQUE, EDINARA, BRUNA HONORIO, LORENNE se destacaram atuando como opostos na última temporada e poderiam ser melhor testadas na seleção, JULIANA PAES FILLIPELLI, Campeã Mundial SUB23 e LAIS VASQUES, Campeã SUL-AMERICANA SUB23, são liberos da nova geração que também poderiam ser testadas na posição em vez de GABIRU...

L. Mesquita disse...

Julio, concordo contigo em relação a NAIANE: Tem Fabíola, Macris, Roberta, Giovanna Gasparini e Ananda que foram melhores que ela na última temporada. Contra TAILÂNDIA 🇹🇭 B e CHINA 🇨🇳 B, o Brasil não teve dificuldades nenhuma contra o bloqueio, já contra a EUROPEIAS da POLÔNIA 🇵🇱 e da ALEMANHA 🇩🇪, o BRASIL teve que jogar com INTELIGÊNCIA explorando o BLOQUEIO! Na final contra as ALEMÃS, não adianta ficar encarando o bloqueio de frente, tem-se que usar TÉCNICA E INTELIGÊNCIA e ir explorando as pontas dos dedos e a mão de fora e alternando força com lagardas, para MINIMIZAR O EFEITO do BLOQUEIO ALTO.

Evandro Mallon disse...

Laura, vê se concorda comigo:
Isso parece em 2005, quando após Atenas 2004, daquele time sobrou apenas 3 jogadoras: Sassá, Fofão e Walesca.
Elenco novo, instável, que muitos chamavam elas de '' amarelonas'' porque chegava numa semi ou final de campeonato importante elas perdiam.

Porém lá tínhamos as peças bem definidas: líbero Fabizinha, centrais Carol Gattaz, Walesca, Thaisa e Fabizona; pontas Jaqueline, Sassá, Paula pequeno, Mari; levantadoras Carol Albuquerque e Fofão e opostos Renatinha e Sheila.

Nesse ciclo estamos com confusão de peças, ninguem sabe quem é ponta, quem é oposta, quem é central ou quem virará libero.

Laura disse...

Evandro, sabe que eu tb tenho pensado mto em 2005? A seleção vive um momento semelhante. Acho que a diferença é que, além do q vc falou sobre as confusão nas posições, tínhamos jogadoras especiais na época. E não é com o olhar de agora que avalio. A gente não tinha dúvida de que Sheilla, Paula, Jaque, Fabis e etc eram jogadoras de nível de seleção. Faltava ter experiência e ganhar em conjunto. Agora, tenho mtas dúvidas de qtas deste grupo atual tem estofo técnico e personalidade para encarar uma seleção.

Evandro Mallon disse...

Laura, a única mudança lá foi Mari de oposta passar a ponteira passadora. Nesse ciclo só falta ainda Fernanda Tomé virar levantadora, Roberta oposta e Gabiru meio de rede.

Yano o Chato disse...

Laura, eu acho que esse grupo não tem estofo técnico nem personalidade para encarar uma seleção. Estou torcendo para que tudo dê certo e elas evoluam, mas acho que não são de decisão. Gostei muito da evolução no campeonato e do título, embora Montreux não seja parâmetro para nada.

Se o Zé Roberto for campeão com esse grupo aí sim vou tirar o chapéu para ele e nunca mais o contestarei. Vamos até onde ele pode ir com o grupo e o quanto pode tirar das atletas.

Obs. Quando toda a cerimônia de premiação é exibida o torneio ganha outra importância. Fiquei feliz de ver brasileiras em primeiro lugar, ganhando prêmios. Fiquei orgulhoso das meninas. Estar entre atletas de países desenvolvidos que sempre viveram bem e com mais oportunidades é motivante.