quinta-feira, 22 de junho de 2017

Inovação ou invenção?

Seguindo a sugestão de um dos participantes do Papo (obrigada, Evandro!), resolvi trazer para discussão as mudanças de regras que serão testadas no Mundial Sub-23 masculino e feminino, que acontecem em agosto e setembro. 
FIVB testa regras Mundial sub-23 Boskovic sacando vôlei

A primeira novidade está fora da quadra, na fórmula de contagem da partida. Serão disputas de melhor de 7 sets, cada um de 15 pontos.

Dentro da quadra, estão as outras duas novas regras:

1- No saque viagem ou flutuante, o jogador não poderá mais aterrissar dentro da quadra. Tanto o salto como a queda devem ser realizados antes da linha.

2- Os ataques realizados antes da linha de 3 metros só poderão cair no fundo da quadra do adversário, também antes da linha de 3 metros. Ou seja, nada de largadas atrás do bloqueio.


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Sempre me agradou o fato de que o vôlei não é uma modalidade engessada. De tempos em tempos, ele se atualiza, propõe mudanças para melhorar a dinâmica do jogo e para se adaptar melhor ao seu tempo.

Porém, de uns tempos para cá, tenho a impressão de que a criatividade da FIVB tem sido um tanto exagerada. Não sei se estou ficando velha - e, portanto, com mais aversão a mudanças - ou se realmente a federação está forçando a barra com algumas propostas.

Das alterações propostas para o Mundial Sub-23, a do saque é a que me parece mais compreensível e sobre a qual, a princípio, não tenho restrições. Acho que é uma regra que, caso adotada, teria maior repercussão no vôlei masculino em que os saques viagem são muito mais fortes e acabam resultados em mais aces ou em mais erros, não favorecendo a troca de bola de maior qualidade.

Acredito que o propósito desta regra, assim como a do ataque da linha dos 3, é manter a bola por mais tempo em jogo e melhorar o espetáculo.

Agora o que a FIVB não quer, para não afastar as TVs, é exatamente que as partidas durem mais tempo. Por isso, propõe, em contrabalanço às regras que tendem a aumentar o tempo de bola “rolando’, que os sets sejam menores, com duração de um tie-break. 

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O intuito da FIVB é atrair mais espectadores e, assim, maior visibilidade e mais patrocínios. Só que não sei se este é o caminho certo para isso, sinceramente.

Primeiro porque colocar mais regras - e ainda mais confusas como esta do ataque da linha dos 3 -, só torna o esporte mais hermético, complexo de entender e acompanhar.

Segundo, acredito que as propostas do ataque da linha dos 3 e dos sets menores acabam por limitar as ações/recursos dos jogadores e restringem a dinâmica de início-meio-fim de cada set. Ou seja,
ao contrário do que possa ser intenção da FIVB, tendem a empobrecer a qualidade e as emoções do jogo.

A forma de disputa em melhor de 7 sets, aliás, é bastante radical, o que me leva ao terceiro motivo para não achar que estas mudanças sejam o caminho certo: a nova fórmula até pode atrair novos espectadores, mas afasta os fieis torcedores que veem o esporte que gostam tendo a sua essência deturpada. 


30 comentários:

Evandro Mallon disse...

Laura, imagina, é sempre um prazer comentar e contribuir nesse excelente blog.

Na minha visão, no feminino, isso irá beneficiar demais os times orientais, viste que, o saque vindo menos potente e nao tendo cravadas na linhas dos 3 metros, ficam bem mais fácil para elas recepcionarem, armar um ataque super veloz que vai tirar totalmente o bloqueio e por ventura conseguir se portar com eficácia na defesa.

Laura disse...

Evandro, pois não tinha visto a coisa por esta perspectiva! E a Ásia, principalmente o Japão, é uma parceira importante para FIVB.

Evandro Mallon disse...

Uma maneira de colocar o Japão nos áureos tempos da década de 60 e 70, quando ganhavam tudo e disputavam de igual pra igual contra a URSS....depois faltou altura e potencia ate que em 2010 e 2012 desencantaram com bronze....mas caíram de novo.

Yano o Chato disse...

Ah, esse post enseja várias discussões. Vou tentar organizar o pensamento.

Vou começar de forma polêmica e preconceituosa, talvez burra, mas é como me vem na cabeça: a pior coisa que poderia ter acontecido para a FIVB, e consequentemente para o vôlei, foi ter um gestor brasileiro no comando. Sabemos do que um gestor brasileiro é capaz de fazer com as instituições. Lembrando que Ary Graça saiu da CBV em meio a acusações pesadas de corrupção, para as quais nunca deu uma resposta. Passou batido e não deu em nada. Nesta semana saiu uma reportagem sobre os salários que o pessoal da CBV recebe, na casa dos 50 mil reais, sem sequer ir lá às vezes, e me deu vontade de chorar. Eu aqui me lenhando na faculdade pra tentar melhorar de vida e isso aí rolando no Brasil todo. Mas voltemos.

Dessa forma, no meu modo de ver, todas as posições do Ary Graça visam, em primeira instância, se manter no poder pelo maior tempo possível, para isso precisa ser bem político e agradar as potências do vôlei que investem mais dinheiro, e todas as mudanças ou invenções ou inovações em "favor do vôlei" decorrem disso.

A Liga Mundial é disputada em divisões, dos grupos mais fracos ao das elites. No ano passado a Rússia ficou em último lugar e seria rebaixada. A federação russa disse que jamais a Rússia seria rebaixada. E assim foi: Ary Graça mexeu os pauzinhos, mudou o regulamento e manteve a Rússia na primeira divisão. Neste ano a Itália, prata no Rio, ficou em último e foi rebaixada. Ary Graça já anunciou que o regulamento mudou e que ninguém será rebaixado este ano e mais dois da segunda divisão irão subir. A partir de agora o grupo da elite será composto por 16 times, o que inchou o campeonato e tem sido criticado por vários entendidos. O argumento foi de que esses 16 times são os que mais investem financeiramente no vôlei. Então o que está em jogo é a não perda de dinheiro. O jeito brasileiro de fazer as coisas. Tem tudo a ver com o que o Evandro falou sobre beneficiar os orientais, em especial os Japoneses, tanto no masculino como no feminino. Essas regras os beneficiariam demais.

Yano o Chato disse...

Continuando: nas transmissões do Sportv o Nalbert fica o tempo todo criticando os tempos técnicos dos 8 e 16 pontos, alegando que os técnicos usam para amarrar o jogo, que tem que acabar e que aqui no Brasil na superliga acabou e funcionou.

Durante toda sua carreira o Nalbert jogou com o tempo técnico e várias partidas foram ganhas graças a esses tempos que o Bernardo sempre soube utilizar muito bem. É muita hipocrisia dele agora pedir para terminar um direito que o beneficiou durante tanto tempo, mas que ele agora não usufrui. É óbvio que ao pedir o fim do tempo ele veste a camisa de seu empregador, a Globo, que quer a todo custo diminuir o tempo do vôlei aqui no Brasil. E é aqui que mora o x da questão.

Os tempos técnicos sempre existiram e são tempos para que as televisões locais exibam os patrocinadores. Lá fora isso é muito importante e acontece naturalmente, pois os patrocinadores são respeitados e é reconhecida sua importância para a modalidade e para os custos dos campeonatos mundo afora. Aqui não. A Globo boicota os patrocinadores do vôlei a ponto de não falar o nome completo das equipes porque eles não querem pagar mais dinheiro para isso, sendo que investem e mantém viva a modalidade e a superliga.

A concepção da superliga está errada como produto. O vôlei é um esporte completo e complexo, de tradição, com especificidades próprias, que evolui no tempo e obteve conquistas. Uma dessas, por exemplo, é o ataque dos 3 metros, que hoje ocorre com naturalidade, como se fosse da rede. Agora que os atletas conseguiram esta conquista, querem vir e mudar. Não tem sentido.

Não tem sentido também o uso do tempo cronometrado no vôlei. Não é futebol, não é basquete. O vôlei parece mais com o tênis que necessita do tempo para que o atleta mais preparado se sobreponha e ganhe o jogo. O vôlei também é assim. Por isso se luta for final e 3 ou 5 jogos. Porque num dia ruim o melhor time pode não ganhar. O tempo longo favorece o time mais preparado.

Welmer disse...

Todas essas mudanças que a FIVB propõe são patéticas, só desfiguram o esporte e o tornarão menos atraente ao grande público.

A FIVB se preocupa tanto em modificar o esporte para encaixar o vôlei na televisão, mas o retorno por parte da TV é quase inexistente.

Já foram testados os sets de 21 e não foi aprovado. Por que sets de 15 pontos dariam certo? A FIVB tenta mascarar diminuindo o número de pontos e aumentando o número de sets, mas o resultado prático disso é zero. Com sets de 21, quando jogo terminava 3-0 a equipe que vencia tinha que marcar pelo menos 63 pontos por jogo. Com esses sets de 15, se um jogo terminar 4-0 o mínimo de pontos que a equipe vencedora marcaria é 60, ou seja teremos ainda menos jogo pra ver. Assim como a mudança dos sets de 21 pontos não foi pra frente, espero que essa também não vá!

Outra mudança que a FIVB vai implantar que não gostei é o retorno do GP (e da LM) ao formato antigo com seleções predefinidas e sem as divisões. Gosto tanto desse formato com divisões porque o vôlei foi democratizado e levado a novos lugares sem comprometer a qualidade da competição entre as principais seleções. Peru, Colômbia, Argentina, Austrália, México e outros países puderam receber uma competição intecontinental, coisa que jamais poderíamos imaginar com o antigo formato. A FIVB finalmente tinha alcançado o seu objetivo de usar o Grand Prix para popularizar o esporte, aí por questões políticas resolvem desfazer uma das poucas mudanças que tiveram resultado efetivo.

Ao invés de excluir torneios inuteis como a Copa dos Campeões e a Copa do Mundo (sim, mesmo sendo usada cono qualificação olímpica a Copa do Mundo é inútil, as vagas olímpicas poderiam ser distribuídas de outra forma inclusive para os melhores do campeonato mundial), que não deixam claro a importância de cada campeonato pro grande público, atrapalham a popularização do esporte e só incham o calendário. Por mim, a FIVB só poderia manter só o Grand Prix e o Mundial. Em anos ímpares faria o Grand Prix intercalado com os continentais, primeiro faria duas rodadas de classificação, depois as seleções iriam jogar os continentais, e depois jogariam as rodadas finais do GP, acho que assim a competição seria mais valorizada. Aí nos anos pares se manteria o formato tradicional com o GP sendo disputado direto e depois o Mundial/Jogos Olímpicos.

Acho que me estendi um pouco no comentário, meus devaneios estavam gritando na minha mente rs

Paulo Roberto disse...

Concordo em gênero, número e grau com todos. O Yano tocou no ponto chave e volta e meia falo disso aqui: a gestão. Muito questionável a gestão do Ary à frente da FIVB assim como foi à frente da CBV.

E outra, qual estudo foi feito para essas mudanças? Tanto nas regras do jogo, quanto no formato das competições me parecem que alguém acorda com uma ideia e quer botar pra frente sem ao menos refletir sobre ela!

L. Mesquita disse...

LAURA e amigos, BOM DIA!!!
1. Dentre as mudanças sugeridas, sou a favor APENAS da regra do SAQUE, várias vezes vi diferentes jogadores queimarem o saque pisando na LINHA e isso passar BATIDO pelos FISCAIS DE LINHA, para o JUIZ DE CADEIRA e para o time adversário fica DIFÍCIL detectar esse PISÃO NA LINHA, mas os fiscais de linha tinham que ficar mais atentos para isso! Com essa NOVA REGRA do saque, ficaria EXTINTO DE UMA VEZ POR TODAS esse PISÃO NA LINHA, espero... Por falar nisso, a SHEILLA era MESTRE em queimar o saque pisando na linha e passar batido pela arbitragem. Nada contra a SHEILLA, sou fã dela e admiro muito a raça dela! Mas acho que o pisão na linha ocorre com muita frequência sem ser percebido pela arbitragem!!!
2. O grande problema do VÔLEI para a TV é duração incerta da partida que pode durar MENOS de UMA HORA num 3x0 fácil ou mais de DUAS HORAS num jogo apertado, podendo chegar a até TRÊS HORAS, isso quebra a PROGRAMAÇÃO de qualquer TV! Mudar de melhor de 5 sets de 25, para melhor de 7 sets de 15 pontos, não resolverá o problema de tempo de uma partida de vôlei!!!
3. O objetivo de reduzir os sets de 25 para 15 pontos é ter mais intervalos para a TV por comerciais e não para reduzir o tempo do jogo...
4. É simplesmente RIDÍCULA a regra de só poder dar a PINGADINHA após a linha dos 3m para quem ataca do fundo de quadra, concordo com a LAURA, isso só complica o entendimento do vôlei pelo leigo, tornando-se um esporte cada vez mais hermético. Além disso, essa regra é escrota pois limita a CRIATIVIDADE e a HABILIDADE dos jogadores que são craques de bola como o NGAPETH. Deixaremos de ver jogadas bonitos estilo "vôlei de Praia" em que os jogadores usam um vasto repertório de largardinhas para superar o bloqueio e pegar a defesa despervinida, com essa regra ridícula, o voleibol se tornaria mais óbvio e menos arte. Quero ver o talento dos jogadores prevalecer em quadra sem esse tipo de regra absurda!!!

Evandro Mallon disse...

Por gerações e mais gerações atletas se esforçam para cada dia inovar o volei. Quem nao se lembra de Godina e Artamonova efetivando o ataque da linha dos 3 metros ?
Ou Dani Scoth fazendo valida a jogada china para as ocidentais?

Agora vem um cara que fica sentado atrás de uma mesa e de modo questionável e quer mudar tudo isso.

L. Mesquita disse...

As minhas sugestões de regras para manter a bola mais tempo em jogo e para o jogo ficar mais encaixado na programação da TV seria:
1. Punir o erro de saque com 2 pontos para o adversário, dessa forma inibiria os sacadores a ficar errando saques suicidas adoidado, sacando no meio da rede ou pra fora. Com menos erros de saque, teríamosmais tempo de bola em jogo.
2. Acabar com a diferença de 2 pontos para fechar um set, com um set normal acabando sempre em 25 pontos, mesmo que esteja em 24X24, ou em 15 pontos, mesmo que esteja 14X14.
3. Punir os retardos do jogo tanto pelo técnico, quanto pelos jogadores com cartão vermelho e ponto para o adversário.
4. Limitar o tempo de saque, com uma sirene ou um apito, se o jogador não sacasse até apitar o alarme, o saque passaria para o adversário e o ponto também.
5. Limitar o tempo de cada set a, no máximo, 25 minutos, com o cronômetro parando nos últimos 5 minutos do set a cada vez que bola estivesse fora de jogo(parada técnica,pedido de desafio,substituições,contusões etc...), para que não houvesse "CERA"!!!

L. Mesquita disse...

Laura, Yano e amigos, também fico incomodado com a insistência do NALBERT contra os tempos da TV nos pontos 8 e 16, isso é importantíssimo para os patrocinadores, é devido aos PATROCINADORES que o VÔLEI PROFISSIONAL existe, e a CBV e a GLOBO boicotam esses patrocinadores, infelizmente...
WELMER, eu acho a COPA DO MUNDO um TORNEIO IMPORTANTÍSSIMO e é o meu TORNEIO PREFERIDO pois o formato por pontos corridos faz com que o saldo de sets e de pontos faça muita diferença na definição do Campeão, por isso qualquer set perdido nos jogos iniciais fará diferença no resultado final.

Laura disse...

Yano, acho q vc tocou num ponto-chave qd falou sobre a natureza do vôlei, que tem características para ser mais demorado como o tênis. E nunca ouvi ou li alguém querendo reduzir o tempo das partidas de tênis. São modalidades mais complexas de se jogar e de acompanhar. Por isso até que não dá para se esperar que tenha o mesmo apelo de um futebol, por exemplo. Então não adianta forçar que o vôlei entre no padrão de outros esportes, no máximo que se conseguirá será desfigurá-lo.

Welmer, não tenho nada contra estes torneios que vc gostaria de eliminar, mas concordo sobre o GP. A ideia das divisões tinha sido uma das mais bacanas da FIVB, democratizando a disputa e melhorando a qualidade da divisão principal. O Mundial é que deveria ter um enxugamento de seleções e uma fórmula mais simples e menos desgastante (a atual é ridícula), sendo mais exclusivo.

Yano o Chato disse...

Continuando. Há corrupção na CBV, e agora na FIVB. Essas modificações deixam claro que não é o desenvolvimento do esporte que está sendo buscado, as sim o agrado a alguns grupos, em especial, aqui no Brasil, a Globo.

A superliga tem que ter regras próprias. Quem quiser comprar e transmitir este produto, assim o faz. Sem dar ordens, sem mexer no regulamento. A Globo já controla demais os esportes no Brasil, tudo aliás. Temos superar a Globo.

Já disse isso antes, mas vou repetir. O vôlei tem que ser dividido entre tv aberta, fechada e internet. superliga masculina em um canal, feminina em outro, liga mundial na netflix, grand prix no youtube. O streaming via internet tem que ser usado. Quem quiser pagar para transmitir que pague.

A rede tv fez um excelente trabalho nessa temporada. Começou meio sem jeito, mas achou um formato que ficou bacana e me fez, por exemplo, esquecer a transmissão tendenciosa do sportv. Temos o SBT, Band, bandsports, sport interativo, fabiano nichetti. Sei lá.

Ary Graça já está garantido na FIVB até 2024. Tem que ter muito conchavo pra ter um contrato assim.

Cansei. Vou esperar os colegas. Depois falo mais. Revoltado.

Gilbert Angerami disse...

Se o objetivo era popularizar o voleibol, meta alcançada!
No Brasil querer fazer com que ele se equipare ao futebol: IMPOSSÍVEL, devido as questões culturais, machistas, regionalismos, complexidades, técnicas, etc.
Acredito que com esse avanço da Superliga Masculina ter a maioria dos seus jogos transmitidos pela internet, já vai melhorar MUITO para nós fanáticos. Falo por mim, tenho uma despesa com TV a cabo somente por conta do volei, tem semanas que nem ligo a TV. Quem gosta do esporte, acorda 4h da manhã como eu pra assistir uma partida por exemplo. Certa vez já aconteceu de no meio de uma partida no Sportv o jogo se alongar e simplesmente eles cortaram a transmissão para começar o futebol e.... desculpe (foda-se) quem estava assistindo o volei. Vivemos num mundo capitalista, o que importa é o $$$$$.
Sobre as novas regras, a modernização do esporte é IMPORTANTÌSSIMA principalmente relacionada as novas tecnologias, agora descaracterizar o mesmo aí já não concordo. Mas sempre toda a mudança causa rejeição e impacto num primeiro instante, somente se saberá se ela surtirá efeito e se sustentará com o passar do tempo (VIDE O TOQUE NA REDE).

L. Mesquita disse...

Realmente, concordo com vc YANO, não comfio em Ary Graça como Presidente da FIVB... É muita corrupção no Brasil, e os dirigentes esportivos estão muito envolvidos em "esquemas de corrupção ".

Chandler Bing disse...

Primeiramente sou contra a essas regras citadas.
Acho que o vôlei chegou num ponto legal, onde as pessoas começaram a entender o esporte. O mais complicado de entender para quem não costuma assistir é a questão do erro de rodízio e da bola não poder ser atacada quando o líbero levanta de toque dentro da linha dos 3 metros.

Essas regras todas são absurdas...
Não vejo vantagem nenhuma em não poder aterrisar dentro da quadra depois do saque. Não vejo vantagem nenhuma em sets de 15 pontos. E ainda vejo menos vantagem sobre a questão do ataque antes da linha dos 3 metros não poder cair dentro da linha dos 3 adversária.

Também sou contra aumentar a rede (tanto em masculino como em feminino). Veja bem, aumentando a rede só se pensa nos jogadores maiores. Lembrem-se, tem muito atacante mais baixo aí que joga bem e se vira no ataque. Se os jogadores estão mais altos, os bloqueios também são mais altos, então qual a vantagem em aumentar a rede? Prejudicar os atacantes mais baixos?


Me perdoem aos que aqui deram sugestões. Sem querer ser chato, mas já sendo, sou contra todas elas.
Cronometrar partida de vôlei, punir erros de saques com 2 pontos. Enfim.


Falam tanto do tempo que uma partida de vôlei pode chegar, eu não vejo ninguém reclamando do tempo de uma partida de tênis, que chega a ser incansável.

Deixa o vôlei do jeito que está agora. Tá "bonitinho". Chega de novas invenções. Isso só serve para "cagar" o esporte.

Julio César disse...

Sou contra todas essas regras.
Set de 15 pontos: se um time começa o set mal, a virada fica qse impossível.
Regra dos 3 metros: WTF!!!! Qual a lógica disso???
Regra do saque: vai travar o saque das jogadoras.

A principal mudança que eu faria é acabar com as duas paradas obrigatórias. Eu entendo que o patrocínio é importantíssimo para o vôlei, assim como para qualquer esporte, mas existem outras alternativas para divulga-los. Não dá pra um jogo de vôlei ficar parando toda hora. Isso trava muito, chega a irritar. Por mim acabaria inclusive com um tempo técnico e aumentaria os intervalos entre os sets para descanso das jogadoras.

Agora, eu entendo esse desespero da FIVB para atrair público, mas isso não se faz "enxugando" set e impondo regras ridículas e sem nexo algum. A NBA (liga de basquete mais famosa do mundo) não atraiu público mexendo em regras. Ela investiu pesado em ações de marketing, sem inventar e descaracterizar o esporte.

Yano o Chato disse...

Chandler, eu também sou contra aumentar a altura da rede para não excluir ainda mais os jogadores baixos. A altura tá ideal, por enquanto.

Não vejo sentido no ataque dos 3 não poder pingar. Tentei entender mas não consegui.

Não concordo com o sacador não aterrizar na quadra, mas entendo a lógica. Eles querem todo o movimento de antes da linha do fundo de quadra. Pra mim é indiferente.

Também não entendo essa busca por aumentar o tempo de duração dos rallies. Consigo ver muita beleza numa virada de bola eficiente. De um saque difícil que foi bem recepcionado, uma levantada boa e um ataque fulminante cravado no chão. É justamente por isso, aliás, que gosto mais do masculino do que do feminino. O número de erros não forçados e largadinhas no feminino, muitas vezes mostra falta de técnica e ataque e de convicção das atletas ao ter que fazer um ponto. No masculino isso é logo castigado com o contra-ataque adversário. No feminino nem tanto, é comum quem largou ainda fazer o ponto. No masculino é mais difícil.

Se a regra do ataque dos 3 não puder pingar, vai exigir mais forças d@s atletas para colocar a bola no chão, o que pode aumentar o número de lesões de ombro.

Gilbert, também passo pelo mesmo problema aqui em casa. Tenho custo com internet banda larga, netflix e sky, mas esta última só mantenho por causa do vôlei. E sou eu que pago até, porque minha mãe já abriu mão. Depois de 20 anos de tv por assinatura, já não faz tanta diferença. A programação não é tão boa assim. Tem muitos canais da Globo. E filmes assistimos na netflix e no cinema. Os canais de esporte, de forma geral, é que estão mantendo as tvs por assinatura.

L. Mesquita, o fim da diferença dos 2 pontos te até sentido. Poderia ser pensado isso. Nos prós e contras. Não sei o argumento dessa regra.

MINEIRIM disse...

Não poderia como um amante do voleibol, em especial o feminino, deixar de comentar. É com muita tristeza que leio o que estão fazendo com o voleibol. Já é revoltante pra mim pagar uma Tv por assinatura para assistir no máximo míseros 2 jogos por rodada enquanto ao mesmo tempo reprisam 2 ou mais vezes jogos de futebol. A nova regra do saque ainda dá para entender, as demais NÃO. Se nada é feito para melhorar o esporte, beneficiar os patrocinadores que investem na modalidade então deixem como esta, mas querer retroceder, piorar, é muito triste. A realidade brasileira no âmbito do esporte é lamentável, sou amante desse esporte, mas tenho amigos amantes de basquete e outras modalidades, todos andam revoltados. Futebol é o único esporte tratado com respeito pela detentora das transmissões. São tantas revoltas que peço perdão aos leitores pela mistura de assuntos nessa postagem, foi na verdade um desabafo...

Gilbert Angerami disse...

Sem demagogia, como é bacana encontrar um lugar onde pessoas inteligentes e dispostas a trocar ideias sobre um assunto se respeitam e valorizam o tema abordado.
Parabéns Laura por conseguir manter o nível das postagens, e talvez "censurando" posts indevidos, inconsistentes e desagradáveis.

P.S. Seria muito devaneio tentarmos agendarmos um encontro real? Sou do Rio de Janeiro/RJ.

Jess disse...

Invenção total.. espero que não vá pra frente

Kaike Lemos disse...

Sou a favor de 7 sets de 15 pontos. Tentaram tirar 4 pontos dos sets. Agora a questão do saque é bem prejudicial ! O viagem pra dificultar o adversario precisa aterrisar na quadra se não vai ficar facil. Até hoje acho que o ranking não serviu pra nada, principalmente no feminino. Para mim a não ser a tecnologia e tirar as paradas obrigatorias são essenciais. Mas mudar o modo como se joga! . Tomara que estes testes não sejam aprovados.

Laura disse...

Gilbert, obrigada. Agradeço a vcs pelas constantes colaborações e opiniões! Para mim ficaria difícil um encontro "real", sou de Porto Alegre. Mas quem sabe há mais participantes que sejam do Rio. Não custa tentar!

Lulu disse...

Parabenizo-os pelas informações pontuais e a aceitação de opiniões e críticas relacionadas ao nosso esporte favorito. Esta amante de voleibol, desde os tempos da TV em preto e branco, é uma leitora pontual. Aproveito a oportunidade para apresentar uma sugestão de um assunto pouco divulgado. Como funciona o mercado de contratações de atletas para as equipes participantes da superliga, inclusive a contratação de estrangeiros. Sugiro este assunto pois nos últimos anos o nome da ex-jogadora Ana Flávia foi citado em várias contratações. Assim, quem domina esse mercado, quem faz o link do negócio, o clube procura o empresário ou o empresário procura o clube? Enfim, mostre nosso esporte fora da quadra. Saudações.

L. Mesquita disse...

Laura, incrível os EUA com um time só de NOVATAS conquista a COPA PAN AMERICANA ADULTA contra seleções VELHAS DE GUERRA... EUA 🇺🇸 com um time C, praticamente SUB 23, passa o RODO nas seleções principais de ARGENTINA 🇦🇷, PERU e REPÚBLICA DOMINICANA 🇩🇴!!! Incrível!!! Jogadoras DESCONHECIDAS DO PÚBLICO, seleção TOTALMENTE RENOVADA e com 100% de aproveitamento contra jogadoras com muita experiência internacional!!!Impressionante!!!

L. Mesquita disse...

Por outro lado, LUIZOMAR com o PERU jogando em CASA, sequer consegue chegar ao podium: OURO EUA, PRATA REPÚBLICA DOMINICANA, BRONZE PORTO RICO!!!

Yano o Chato disse...

Gente, vocês viram a entrevista do Zé Roberto. Eu percebi que nela ele confira várias das posições tacanhas que discutimos aqui. Diz que não se martiriza pela derrota para a China, entre outras coisas. Mas a afirmação mais emblemática para mim foi a de que não vê a vida dele sem a seleção, como se a seleção existisse para o satisfazer.

Vale a pena ler.

https://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/

L. Mesquita disse...

A seleção virou propriedade particular do ZE, do tipo ninguém tasca que eu vi primeiro, ele se acha num cargo VITALÍCIO???

Yano o Chato disse...

L. Mesquita, eu tô chocado com as posições dele, com as naturalização dos fatos. Mas confirma tudo o que a gente pensa.

Jess disse...

Ta ficando gagá.. Qual as chances dele sair antes do mundial? Zero?