Teste de paciência superado



Rexona-Sesc 3x1 Hisamitsu Springs

 
"Nossos japoneses são melhores do que os outros". O Rexona pode falar isso ao Osasco. O vice-campeão japonês Hisamitsu mostrou-se um adversário mais complicado de se enfrentar do que o campeão Red Rockets.

O Rexona encontrou do outro lado da quadra um oponente de estilo similar ao seu, com bom saque e volume de jogo, sempre testando e induzindo o adversário ao erro. 

O saque curto, que caía rapidamente, complicou o trabalho da Drussyla na recepção e tirou a velocidade do Rexona em alguns momentos da partida. A equipe japonesa ainda alternava bem o saque fundo e o curto, por vezes deixando a recepção carioca um tanto insegura.
 
A defesa japonesa testou a paciência das cariocas, que foram persistentes. Os melhores recursos no ataque, porém, principalmente com Drussyla e Monique, acabaram por fazer a diferença ao Rexona, além do bloqueio.

Apesar das qualidades do adversário, o Rexona sai com sensação de que o dever não foi bem cumprido. O resultado veio, mas poderia ter sido com uma atuação menos inconstante. 


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O Rexona agora enfrenta o bicho-papão do grupo: o Vakifbank. Este não é o adversário a se bater na chave, o Rexona precisa superar o Dinamo para chegar às semifinais. Mas  o time carioca pode se aproveitar da posição de franco atirador na partida para tentar roubar um ponto do Vakif.

Para isso, o Rexona terá que ser melhor do que na estreia. Não duvido que possa dar uma canseira no ataque turco devido ao bom sistema defensivo que tem. Mas só isso não vai adiantar. A equipe carioca vai ter que mostrar muito mais consistência no passe para superar o bloqueio do Vakif e não ficar muito para trás do poderoso ataque adversário. 


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Vakifbank 3x0 Dinamo Moscou 

Pelo desafio que tinha em frente e pelo que apresentou, o Vakifbank foi o time que melhor se apresentou na estreia do Mundial.

Digamos que o Vakifbank entrou em quadra com as sete jogadoras enquanto o Moscou com uma. No time russo, praticamente só a Goncharova jogou.

O time turco foi muito mais equilibrado na distribuição e no desempenho dos sistemas defensivo e ofensivo. Também foi muito mais efetivo nos seus contra-ataques, frequentemente proporcionados pelo boa defesa da equipe.

O Dinamo conseguiu manter a disputa equilibrada no primeiro set, compensando a dificuldades no ataque com o bloqueio. Mas a partir do segundo set, a coisa degringolou no passe e, fora a Gonchorova, ninguém manteve regularidade na definição.

No Vakif, houve equilíbrio nas responsabilidades. Quando a Sloetjes colabora e divide o ataque com a Zhu, o Vakif alcança outro nível. Fica um time muito difícil de se bater. Mas a holandesa é conhecida por sumir nos jogos mais duros. Vamos ver como será no restante deste Mundial.

Comentários

Jess disse…
Nao vi o jogo do Rio, mas assisti Vakif x Dinamo e como vc falou a Goncharova jogou realmente só, a Shcherban tava o erro ontem e já pelo lado do Vakif o time jogou em conjunto..

Há muitas chances do Rio passar, pegando a vaga contra o Dínamo...

Espero bons e disputados jogos
Chandler Bing disse…
Hisamitsu e NEC sem suas respectivas opostas canhotas se tornam duas equipes frágeis no ataque. Mesmo assim Hisamitsu é bem mais time que o NEC, pelo que pudemos ver. Time deu muito trabalho ao Rio, principalmente no saque. Me arrisco a dizer que se elas sacarem tão bem assim contra a frágil recepção do Dínamo de Moscou, podem até beliscar algum ponto.

Por falar em Dínamo, como essa Kosianenko (Pankova) é ruim. Ela ignora por diversas vezes as outras jogadoras e só enxerga a Goncharova. Vetrova quando entrou se mostrou bem mais segura.
Laura disse…
Pensei o mesmo sobre a Kosianenko, Chandler. Acho q o treinador demorou até para optar pela Vetrova.