segunda-feira, 29 de maio de 2017

Mundial 2018? Sérvia já está lá


Sem tempo de descanso para as jogadoras europeia. Mal finada a temporada de clubes, já começou a das seleções.

É que os times nacionais do Velho Continente disputam neste final de maio e início de junho o classificatório para o Mundial de 2018. Divididas em seis grupos de seis, as seleções enfrentam-se dentro das suas chaves. A primeira colocada ganha a vaga para o campeonato enquanto a segunda disputa mais um torneio classificatório em agosto,no qual apenas uma seleção será premiada com a vaga para o Mundial. 
Sérvia garante lugar no Mundial de vôlei feminino 2018
A Sérvia foi a primeira a entrar em disputa e a primeira seleção europeia a carimbar o passaporte para Japão 2018. Mesmo num grupo, digamos, equilibrado, conquistou a vaga com 5 vitórias por 3x0.

A surpresa no grupo ficou por conta da República Tcheca que venceu a Polônia e, assim, assegurou a segunda colocação e a chance de buscar a última vaga para 2018. Desta forma, a Polônia teve adiado, dentro de casa, o sonho de voltar ao Mundial mais uma vez. A equipe da levantadora Wolosz e da atacante Tomsia disputou o seu último torneio em 2010.

Os demais grupos começam as suas disputas nas próximas terça e quarta-feira.


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A Sérvia esteve no classificatório praticamente com o mesmo elenco que conquistou a prata na Rio 2016, o que incluem Boskovic, Mihajlovic e Malesevic. O time teve a presença ainda de duas ex-Osasco: Bjelica e Malagurski. A ausência principal foi da central Rasic.

As demais do grupo vice-campeão olímpico se despediram da seleção: a veterana ponteira Nikolic, a oposto Brakocevic e a levantadora Ognjenovic. Esta última, é verdade, ainda pode repensar a sua decisão.

De qualquer forma, já deixa uma dor de cabeça para Zoran Terzic. Não por não saber quem será a sua substituta. Zivkovic assume naturalmente a posição depois de cincos anos na reserva. Se as lesões não a impedirem, o treinador terá à disposição, neste ciclo, Ana Antonijevic, reserva no Mundial de 2010 - e mais competente que Zivkovic, aliás.

Mas as duas não são Ognjenovic. Pela experiência e pela habilidade técnica e inteligência tática, ela é incomparável, no momento. A levantadora sérvia foi um dos pilares do crescimento da seleção nos últimos anos e da campanha na Olimpíada de 2016. Possibilitou que a Sérvia, com duas grandes atacantes, Mihajlovic e Boskovic, não se resumisse somente a bolas altas na ponta (sempre levantadas com precisão, diga-se de passagem). Teve repertório e capacidade de executá-lo.

Se o adeus de Ognjenovic for mesmo definitivo, a Sérvia terá o desafio de não empobrecer ou burocratizar o seu jogo, o que a faria perder o que tem sido especial no time: o equilíbrio entre altura/força e repertório/variação de jogadas.

5 comentários:

Yano o Chato disse...

Aqui em Osasco Malesevic foi banco para Gabiru. Vai entender.

Chandler Bing disse...

A Sérvia é hoje a seleção européia mais forte e naturalmente uma das melhores do mundo ao lado da China.

Infelizmente Antonijevic é uma "atleta de vidro", vive se quebrando, o que impediu ela de ser mais espetacular do que já é. Espero que agora ela se mantenha inteira e assuma a condição de titular, pois na minha opinião é muito superior à Zivkovic.

Jess disse...

Sérvia <3


Concordo com tudo que falou Chandler..

Yano o Chato disse...

sou fã da antonijevic, sempre fui, mas tinha esquecido, rs

Pop On Air disse...

O levantadora que se aposentou da seleção jogava muito rápido, porém suas atacantes são excelentes e se viram com bolas altas, acho a Sérvia vai realmente sentir e cair o seu jogo atual quando a Mihailovic deixar a Seleção. Surgiram novas Opostas mas as ponteiros de definição a Sérvia só tem uma.