quarta-feira, 3 de maio de 2017

A Turquia é amarela e azul


Não teve pra ninguém. Na Turquia, quem mandou foi o Fenerbahce.

O time de Natália e Kim levou a Copa da Turquia e, nesta terça-feira (2), sagrou-se campeão da liga turca ao vencer por 3x0 o Galatasaray na terceira partida da série final.
 
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O Fenerbahce começou a temporada dando a entender que não seria uma ameaça real aos poderosos Eczacibasi e Vakifbank. Perdeu as primeiras partidas para os principais rivais no campeonato e ainda tinha que lidar com o fato de ser, entre o trio de clubes que mais investe no país, o menos estrelar.

Pois o “patinho feio” começou a dar a volta por cima com a sábia contratação da holandesa Grothues para, como uma falso oposto (muito em voga no momento), estabilizar o passe do time e deixar a coreana Kim mais livre para atacar.

Além disso, permitiu a formação de composições diferentes com a até então oposto titular, Ushpelivan, agora como opção frequente em inversões ou quando o time precisava ser mais agressivo ofensivamente.

No meio disso tudo, a Natália foi a melhor companhia tanto para complementar o trabalho da Grothues no fundo de quadra como o da Kim no ataque. A coreana teve uma temporada de altos e baixos, e Natália segurou as pontas quando a colega não respondeu no ataque.

Para complementar, o Fenerbahce contou ainda com uma excelente temporada da central Eda no bloqueio e no ataque, sendo com a Rasic, do Vakifbank, os destaques da posição no campeonato. 

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A temporada só não foi perfeita para o Fenerbahce por que não alcançou o Final Four da Champions League. Caiu exatamente contra aquele que foi o seu principal adversário nesta temporada, o Eczacibasi.

Ambos se encontraram em eliminatórias da Copa da Turquia, da Champions e da liga. Em embates quase todos muito equilibrados, o Fener saiu vitorioso na Copa e, numa reviravolta emocionante no Golden set, no campeonato turco.

Caiu na Champions numa partida um pouco abaixo da equipe. Mesmo sem disputar o título do principal campeonato da temporada, o Fener encerra o ciclo com mais motivos para se orgulhar. Isso porque, com menos estrelas, foi um time muito melhor, mais organizado e combativo do que o Eczacibasi que, depois do título Mundial em outubro, acabou em quarto lugar na liga turca e sem vaga para a Champions 17/18. 

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Fora do Mundial de Clubes deste ano, o Fener agora planeja o futuro. As jogadoras principais por enquanto não são protagonistas dos rumores de mercado, mas certamente a Natália deve estar chamando a atenção depois desta boa temporada. Sai mais valorizada de que quando entrou. 
 
Acho que seria importante ela permanecer no Fener - não só para ela como para o time. Outra manutenção importante para a equipe buscar o título da Champions é a do treinador Marcello Abbondanza, sondado pelo Casalmaggiore após a saída de Caprara.

5 comentários:

Rafael Pais disse...

A passagem pra final do Turco no golden set foi graças aos bloqueios da Eda e aos ataques decisivos da Kim. Natália se destacou na temporada como um todo por conta da presença da Kim, sem dúvida.

Chandler Bing disse...

Como você própria mencionou, Laura, sobre a contratação da Grothues, o time melhorou muito. Polen Uslupehlivan é muito inconstante pra uma oposta e as vezes saía com pontuação bem baixa. Grothues desafogava o time no passe/defesa e deixava Natália e Kim mais tranquilas, isso agregou muito ao Fenerbahçe. E sobre a Eda Erdem, foi outra que fez uma das melhores temporadas da carreira, que mulher decisiva, na hora que o time mais precisou ela estava ali bloqueando, fechando a rede...
Natália calou a boca de muitos sendo MVP. Essa temporada no exterior fez bem à ela. Queria vê-la na Liga Italiana agora.

Rah Silva disse...

Laura o Kiraly liberou a lista de convidadas da seleção dos EUA para treinos. O que você achou?

Laura disse...

Oi, Rah! Pois a maioria é desconhecida para mim, ou por serem jogadoras de universidades ou por estarem em ligas que não acompanho, como a da Alemanha. Mas dá pra ver que os EUA continuam com a mesma filosofia de trabalho, de constante renovação e experimentações. São 19 nomes, uma lista enorme de jovens tendo a experiência de treinar com a comissão técnica principal e com jogadoras mais experientes.

Rah Silva disse...

Obrigado por responder Laura. Então acho essa tática dos Estado Unidos muito inteligente e mesmo sem ter uma liga profissional tem um potencial gigante de novas atletas, fui procurar ver algumas dessas que não conhecia como a Inky Ajanaku e é uma ótima atleta, e nova. Outras como a Sanja Newcombe e a Madinson Kingdon são também boas surpresas. Sinti falta da central Crimes e da ponteira Vasant que fez bonito no Pan 2015. Está última seria um privilégio vê-la no Brasil, seu último clube foi o volero.