sexta-feira, 21 de abril de 2017

Osasco X Rio de Janeiro: a rivalidade em 4 atos

São sempre eles: nas últimas 12 edições da Superliga, foram dez finais entre Rio de Janeiro e Osasco. Domingo, os principais rivais do vôlei feminino brasileiro se encontram pela 11ª vez numa final.

Figurinhas repetidas? Sim. Mas o clássico já rendeu decisões que entraram para história. O Papo relembra algumas:

SL 2004/05 – Osasco Campeão
Quando toda rivalidade começou. De um lado, Zé Roberto. Do outro, Bernardinho e Fernanda Venturini. A turma se enfrentava numa decisão logo depois de todo aquele rolo sobre a Olimpíada de Atenas 2004.


A série foi vencida pelo Finasa/Osasco por 3x0. A última partida foi um 3x0 tranquilo no Rio de Janeiro, mas as duas primeiras só foram decididas no tie-break. Destaque para o segundo jogo, quando o Osasco, dentro de casa, conseguiu uma virada impressionante sobre o Rexona, que comandou o placar a maior parte do tempo. As cariocas chegaram a ter a vantagem de 10x6 e levaram a virada, perdendo o jogo por 25x23.

SL 2006/07 – Rexona Campeão 
 

Terceira decisão seguida entre Osasco e Rexona e a mais disputada. O título só foi decidido no quinto set da quinta partida da série, no Rio de Janeiro.

As duas primeiras partidas acabaram no 3x0, uma para cada time. As demais, porém, foram todas para o tie-break, com Osasco e Rexona perdendo em casa.

No último jogo, o Osasco foi de altos e baixos. Perdeu de lavada o primeiro e o quarto set e venceu o segundo e o terceiro em parciais que superaram os 30 pontos. No tie-break, abriu 5x0 e depois 8x4 até que a Régis foi para o saque e virou o set a favor das cariocas.

SL 2009/10 – Osasco Campeão
Com a volta do patrocínio da Nestlé, a volta ao título.

Depois de quatro vice-campeonatos, finalmente o Osasco conseguiu desbancar o Rexona (Unilever, na época).

Final de jogo único, decidida somente no tie-break e com um momento crucial no terceiro set: um erro de arbitragem irritou tanto a Natália que ela levou um cartão amarelo. A partir daí, a jovem ponteira se transformou e ninguém mais a segurou. Cresceu na partida e comandou o Osasco na virada no placar.

Lembrando que, nesta Superliga, ainda havia o São Caetano com Sheilla, Fofão e Mari, que, mesmo estrelado, não conseguiu mudar a final do campeonato.

SL 12/13 – Unilever Campeão
O Osasco era a base da seleção brasileira campeã olímpica em Londres: Sheilla, Garay, Thaisa, Adê e Jaque, além de Fabíola e Camila Brait. Era o atual campeão da SL e do Mundial. Tinha o melhor conjunto daquele campeonato.

Abriu 2x0 na final de jogo único e todo mundo imaginou que a história da SL anterior, quando o Osasco havia vencido o Unilever tranquilamente por 3x0 em pleno Maracanãzinho, iria se repetir, desta vez, no Ibirapuera.

Só que esqueceu do perigoso adversário que estava do outro lado da quadra. Baixou a guarda e pronto, levou uma virada histórica do Unilever. Time que tinha Fofão, Jucy, Fabi e Sarah Pavan, mas também contava com uma Natália longe da melhor forma e recorrendo à novata Gabi para substituir a Logan Tom.

7 comentários:

Haroldo Caldas disse...

"Essa p....é nossa p.....! Jamais esquecerei esta cena na final 2012/2013. Natália derrubando tudo é com sangue nos olhos. Neste momento pensei: acabou para a seleosasco. Uma das partidas mais emocionantes que assisti neste confronto histórico.

Laura disse...

hahaha Verdade, lembro disso! E ela tinha sido protagonista da conquista do outro lado anos antes.

Sergio disse...

Sinceramente, não canso de rever esse jogo, principalmente o comentário de hooker dizendo que o Osasco já era campeão quando estava 2 x 0, mais ainda, quando no primeiro ponto do tie break, o time do Osasco correndo a quadra toda, vendo a expressão de desespero do time a cada ponto perdido, pareceriam não acreditar no que estavam vendo, era uma seleção perdendo para um time, que na tese era a terceira força daquela superliga. Aquele olhar de Adenizia, de Jaqueline, de Camila e principalmente Thaisa, não tem preço. O time do Osasco tinha certeza que aquele campeonato era dele, pois tinha uma seleção nas mãos, além de um banco muito competente, mas quiz o destino dizer a eles que um time se forma com um grupo, deixando o individual de lado. Vejam agora, o time está coeso pois não tem aqueles medalhões que queriam ser protagonista.

Anônimo disse...

Laura, na superliga 2012/2013 o Rio ficou em primeiro lugar na fase de classificação com 45 pontos e Osasco em segundo com 44. Teve até o lance que quando o Rio levou o jogo para o quinto set (era o jogo que fechava a fase de classificação e era em Osasco), o Bernardo tiro a Fofão pq já havia garantido o primeiro lugar e o Luizomar reclamou. A final foi no Ibirapuera por determinação da CBV, igual ano passado e esse ano.

Laura disse...

Obrigada pela correção! Acho q olhei a tabela errada qd fui relembrar os fatos... =/

L. Mesquita disse...

Galera, acho que o que contribui para mudar a postura de ARROGANCIA do NESTLE foi a humildade das SERVIAS que mostram profissionalismo dentro de quadra, jogando SEM DEBOCHAR dos adversarios, ao contrario das cubanas que gostam dd PROVOCAR e das AMERICANAS que sao devochadas! Por falar em deboche, que coisa feia foi as americanas fazendo DANCINHA no CHOQUEIRINHO das reservas na semifinal contra as SERVIAS!!! As americanas estavam levando PATADAS da MIHAJILOVIC, BOSKOVIC, RASIC e STEVANOVIC e continuavam debochando... Serah que elas achavam q ganhariam das SERVIAS no DEBOCHE???

Haroldo Caldas disse...

L Mesquita concordo que o Osasco está com uma postura muito mais tranquila e humilde. Me parece que mesmo a rivalidade entre as jogadoras está mais tênue. Vai ser um jogão. Contudo mantenho a opinião já manifestada em outro post de que a grande jogada do time foi a Troca de toda a comissão técnica que auxilia o Luizomar à exceção de seu auxiliar direto, especialmente do Spencer Lee.