Um dia, um adeus



Desde que foi incorporado o Sesc ao patrocínio do Rexona nesta temporada, já se ouvia aqui e ali de que a Unilever (proprietária da marca Rexona) estaria deixando o projeto de apoio ao voleibol.

A empresa confirmou nesta terça-feira o fim do patrocínio ao time feminino, depois de 20 anos de atuação.

Difícil dizer neste momento se o Sesc (com ou sem outros parceiros) terá estofo para manter um alto investimento no time carioca. Apesar de ser bem mais comedido nas suas contratações em comparação com o rival Osasco, o Rexona/Unilever sempre manteve uma equipe de alto nível. 

Ter o Bernardinho no comando do projeto sem dúvida é um atrativo para patrocinadores e atletas renomadas se juntarem à equipe, mas não garante a perpetuação do nível de competitividade do time nos próximos anos.
Quando um patrocinador deixa o vôlei, ainda mais um com o histórico da Unilever, provoca uma série de desconfianças. Afinal, sabemos como é difícil para os clubes angariarem patrocínio  e formarem um time competitivo. Mais complicado ainda é conseguirem apoio a projetos que contemplem além da equipe principal.

Por mais que saibamos que o projeto no Rio de Janeiro não irá morrer e que já está sendo feita a transição, é uma história que perde sua continuidade. Mexe com o cenário feminino nacional e é uma despedida difícil de assimilar.

A Unilever, por todo seu tempo de apoio ao vôlei e dos inúmeros títulos, conseguiu que a marca Rexona se sobressaísse ao nome dado ao time pela televisão (Rio de Janeiro). Deixou literalmente sua marca no vôlei feminino.

Só isso já seria suficiente para se lamentar a sua saída do vôlei. No contexto atual brasileiro (econônico e esportivo), é também de se temer o futuro e a qualidade da competição nacional.

Comentários

George disse…
Ao que tudo indica, a verba principal do Sesc vai para o time masculino mesmo. O que resta saber é: vai apoiar sozinha o time ou terá um copatrocinador? De qualquer forma, espero que seja um time competitivo que mantenha o nível. Com a chegada do Hinode Barueri (que, salvo algum desastre enorme, não ganha o campeonato) da Superliga B, teremos mais times em alto nível.
Um adendo é saber que as chances do time feminino do Sesi seguir na ativa são bem pequenas, apesar de eu ter achado que eles praticamente boicotaram a equipe esse ano, deixando um monte de gurias recém saídas da categoria de base jogando juntas.
Sergio disse…
Parabéns Laura pelo excelente texto. Infelizmente outros blogs estão vibrando com o acontecido, inclusive colocaram um post por demais maldoso, onde no texto fala:"--O Rio, sem o Rexona, depende de verba e da confirmação do Sesc para estar no Japão. Osasco não"
Sinceramente ter jornalista dessa natureza no nosso esporte é muito ruim, pois só faz coisas ruins
Anônimo disse…
Bernardinho concedeu uma entrevista ao blog Saida de Rede e afirmou que " o time começou competitivo e vai continuar competitivo por mais 20 anos".Também, informou que o orçamento para próxima temporada já está definido. O Unilever só deixa a equipe após o mundial de clubes.
Paulo Roberto disse…
Sobre a questão do supertime, não adianta nada ter o melhor elenco do mundo, mas o comando ser fraco. O próprio Osasco já mostrou isso.

Uma pena a Unilver sair do cenário num momento como esse, mas as coisas são cíclicas. Pra empresa, acredito que o investimento já retornou a um bom tempo. Espero que o Sesc possa manter o alto nível da equipe, coisa que tenho lá minhas dúvidas.

Vamos ver o que vai acontecer daqui pra frente. Me preocupa muito o Praia, já que houve um investimento pesado, contratam Fabiana, mantiveram o time do ano passado e ao que tudo indica, me perdoem o trocadilho, vão morrer na praia outra vez. Tomara que o Minas consiga manter o nível de investimento para o próximo ano e não monte o elenco no decorrer da temporada, fato que interfere diretamente no rendimento do time.
Sergio disse…
Acredito que o Bernardo não vai permitir em deixar sua equipe ficar em segundo plano, inclusive ele deu uma entrevista em um canal de esporte e disse que a equipe será sempre competitivo. Segue as palavras dele: "--“Time nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos". Sendo assim, não vejo o time com menor investimento como também não vejo o Bernardo aceita esse tipo de coisa. Ele é competitivo e ficar com um time não competitivo ele não vai querer. Acho até que essa mudança também teve um dedo dele nessa negociação.