quinta-feira, 23 de março de 2017

Só Natália sorriu

Na rodada do Playoff da Champions League em que as brasileiras entraram quadra, só a Natália teve motivos para comemorar.


Eczacibasi 2x3 Fenerbahce
(25-16; 22-25; 19-25; 25-21; 12-15)

Mais uma vez um duelo entre Eczacibasi e Fenerbahce foi decidido somente no tie-break. Desta vez, o equilíbrio do placar, na verdade, refletiu muito a inconstância das duas equipes na partida.

Entre os altos e baixos, o Fener acabou por surfar o topo da onda exatamente no tie-break. Teve uma recuperação decisiva após um mal quarto set em que, mesmo com 9 pontos em erros do adversário, não conseguiu fechar a partida. Com passe ruim e bolas lentas, Natália e Kim ficaram presas ao bloqueio adversário. 

Achei que ali o Fener tinha perdido a mão da partida, mas, com mais volume de jogo no quinto set, o time cresceu e a coreana decidiu contra-ataques importantes. A marcação do Eczacibasi caiu assim como o rendimento das suas atacantes.

É curioso que, mesmo com a Tomkom em quadra a partir do segundo set, o Fener não teve uma distribuição equilibrada nem armações muito ágeis. Ficou bastante dependente das oscilações de Kim e Natália durante a partida.

O Eczacibasi, por outro lado, dividiu bem as responsabilidades entre as pontas e tentou aproveitar as boas jogadas que têm no meio de rede, mas as centrais não corresponderam. Adams foi bem marcada e a Thaisa abusou dos erros.

Jogo da volta é no dia 04 de abril. Será que teremos mais um tie-break para a coleção desta temporada?

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Volero Zurich 1x3 Vakifbank
(25-15; 20-25; 17-25; 21-25)

Desde que o Vakifbank entrou em quadra – ou seja, somente no segundo set -, a vida do Volero ficou muito difícil. 

Sem uma linha de passe qualificada, em que até a líbero fazia a levantadora correr atrás da bola, o Volero suou para conseguir efetivar a sua virada de bola. O Vakif até não foi tão agressivo no bloqueio, mas foi bem defensivamente e no aproveitamento dos contra-ataques.

Zhu demorou para entrar na partida e acabou por não ser a atacante de referência do Vakif. Mas o time teve em Sloetjes e Hill (que não comprometeu no passe) boas saídas para fazer fluir o ataque turco.

Fabíola se contundiu antes da partida e foi um desfalque importante. Dificilmente a brasileira conseguiria fazer milagre com o passe que a Zivkovic teve que trabalhar durante a partida, mas, talvez, a distribuição tivesse sido mais variada e o jogo suíço menos lento. Acho que isso acabou também por tirar um pouco a Carcaces da partida, deixando o jogo muito concentrado na oposto Olesia. 
      
A missão do Volero já era difícil, agora vai precisar que o apagão do Vakif no primeiro set desta partida se repita mais 3 vezes no mínimo para ter alguma chance.

11 comentários:

Davi Perez disse...

Assisiti as duas partidas e achei a Thaisa bem perdida em quadra, longe daquela que estamos acostumado, sinto que ela esta com dificuldades de entrozamento com a levantadora errou muito mesmo, a Larsson tambem estava bem apagada, por outro lado o Vankif tem o grupo bem mais entrozado e se deu bem contra um apagado Volero, o bom foi ver a Mari Paraiba no finalzinho né nåo?

Jess disse...

Qualquer jogo dessas quartas da superliga.. foi melhor que esse jogo Vitra x Fener.. jogo chato

Sobre o jogo do Volero.. uma pena a Fabiola ter se machucado.. só vi 2 sets.. mas como vc falou, bem improvável o Vakif fazer o péssimo 1* set 3 vezes e dentro de casa..

George disse...

Gente, o que esperar de uma linha de passe com Rabadzhieva, Carcaces e Popovic? Apesar de achar a levantadora sérvia fraca, ela não teve a vida facilitada pelo passe. Acho que o 1º set se deu muito pelas dificuldades que o Vakif teve, mais do que pelas qualidades do Volero.
Quanto ao Eczacibasi x Fener, achei a Natália em ótima forma, voando no ataque, bloqueada poucas vezes. O time do Fener é mais encaixado e tende a oscilar menos. Já o Ecza é aquela coisa, um amontoado de ótimas jogadoras que batem cabeça quando encontram dificuldade. Em algumas vezes, as individualidades delas aparecem e ganham. Tenho de admitir que, apesar de achar ela incrível, a Maja nessa temporada deixa a desejar. As bolas com as meios só saem depois de muito marcadas e, na maioria das vezes, muito baixa pra ataque.

Anônimo disse...

Pra mim o Fenerbahce é o grande favorito a essa CHAMPIONS LEAGUE, a KIM mostrou porque é a melhor do mundo na hora de decidir no TIE BREAK, ela foi simplesmente fenomenal, foi a DONA DO TIE BREAK. KIM, a melhor ponteira-passadora do mundo junto com TOMKOM, a melhor levantadora do mundo, no mesmo time é covardia! Natália Zilio está também em excelente forma e jogou muito bem tmabém.

Jess disse...

Achava que a Final seria Vakif x Cone.. mas já tô achando que vai ser Fener x Moscow..(Não sei de nada)

Já quero ver a Natália na seleção, pra ver o quanto ela evoluiu com esse tempo jogando fora..

l.mesquita disse...

Boa tarde Laura! Ei Jess, não sei contra quem, mas acho muito difícil o Fenerbahce não estar na final. Guardadas as devidas proporções considero o FENERBAHCE, o REXONA da EUROPA. Assim como já sabemos que no BRASIL a final vai ser REXONA e mais um, na EUROPA considero que a final será FENERBAHCE e mais um!!!
As estrangeiras do time do FENERBAHCE são:
-Kim Yeon-koung: MVP OLÍMPICA, melhor ponteira-passadora do mundo na atualidade,fechar sets é o passa tempo preferido dela,fria,craque de bola,não sente a pressão para fechar um set ou um jogo.
-Nootsara Tomkom: rápida, precisa, inteligente, a MELHOR LEVANTADORA DO MUNDO na atulaidade.
-Maret Grothues: atua como oposta-passadora, da mesma forma que MONIQUE no REXONA e RAMIREZ no PRAIA, uma das craques desse time fantástico que a HOLANDA conquista a PRATA no CAMPEONATO EUROPEU.
-Natália Zilio: em sua primeira temporada na Europa, está na melhor fase da carreira, muito madura e segura de si.

P.S.: A NATÁLIA ZILIO é mesmo PÉ QUENTE,veio para o REXONA e conquistou o BICAMPEONATO DA SUPELRIGA(2015 e 2016), foi contratada pelo FENERBAHCE e já conquistou a COPA DA TURQUIA e está indo rumo a conquista da CHAMPIONS LEAGUE. PARABÉNS NATÁLIA!!!

Anônimo disse...

Boa tarde Laura! Ei Jess, não sei contra quem, mas acho muito difícil o Fenerbahce não estar na final. Guardadas as devidas proporções considero o FENERBAHCE, o REXONA da EUROPA. Assim como já sabemos que no BRASIL a final vai ser REXONA e mais um, na EUROPA considero que a final será FENERBAHCE e mais um!!!
As estrangeiras do time do FENERBAHCE são:
-Kim Yeon-koung: MVP OLÍMPICA, melhor ponteira-passadora do mundo na atualidade,fechar sets é o passa tempo preferido dela,fria,craque de bola,não sente a pressão para fechar um set ou um jogo.
-Nootsara Tomkom: rápida, precisa, inteligente, a MELHOR LEVANTADORA DO MUNDO na atulaidade.
-Maret Grothues: atua como oposta-passadora, da mesma forma que MONIQUE no REXONA e RAMIREZ no PRAIA, uma das craques desse time fantástico que a HOLANDA conquista a PRATA no CAMPEONATO EUROPEU.
-Natália Zilio: em sua primeira temporada na Europa, está na melhor fase da carreira, muito madura e segura de si.

P.S.: A NATÁLIA ZILIO é mesmo PÉ QUENTE,veio para o REXONA e conquistou o BICAMPEONATO DA SUPELRIGA(2015 e 2016), foi contratada pelo FENERBAHCE e já conquistou a COPA DA TURQUIA e está indo rumo a conquista da CHAMPIONS LEAGUE. PARABÉNS NATÁLIA!!!

Jess disse...

Concordo e ja quero o Fener tombando o Vakif (claro..se passarem)

L. Mesquita disse...

Bom dia Laura!Hoje sera tomada uma decisao IMPORTANTÍSSIMA na SUPERLIGA masculina q pode refletir na feminina! Dos 8 times classificados para as QUARTAS DE FINAL, 4 sao TOTALMENTE CONTRA QUALQUER tipo de ranking, soh concordando com a limitacao de 2 GRINGOS por equipe!Como no feminino,os jogadores sao contra qualquer tipo de ranking.O ranking eh uma ABERRACAO BRASILEIRA,trata seres humanos como objetos,eh INCONSTITUCIONAL pois LIMITA as liberdades de ESCOLHA PROFISSIONAL e PESSOAL do atleta.

L. Mesquita disse...

O maior exmplo disso foi o caso da Jaque, que devido ao ranking foi obrigada a escolher entre ficar proxima do filho pequeno e marido ou se afastar do volei, pois o ranking travava negociacoes pra q ela ficasse perto da familia. Indignadas,revoltadas,frustradas por NUNCA SEREM OUVIDAS e serem TRATADAS COMO OBJETOS, jogadoras da SELECAO BRASILEIRA fizeram uma CARTA-PROTESTO,exigindo o FIM DO RANKING:

L. Mesquita disse...

Nós,prejudicadas pelo ranking adotado pela CBV,repudiamos o regulamento do ranking votado em 14/03/2017 e imposto para a temporada 2017/2018.O ranking,que já foi alvo de críticas em diversas oportunidades,é uma anomalia que só existe no Brasil,sob o pretexto de se criar equilíbrio na competição.Porém,nunca houve equilíbrio,basta verificar as poucas mudanças nos vencedores da Superliga dos últimos anos.O problema do voleibol brasileiro é estrutural e não adianta tentar corrigi-lo com um ranking que cria um equilíbrio artificial e teórico.O ranking sempre criou problemas às atletas, principalmente àquelas com maior pontuação.As limitações impostas pelo regulamento,que por si só,vão de encontro ao interesse das atletas,que são verdadeiras protagonistas dos eventos esportivos,ainda são inconstitucionais,tendo em vista que impõem restrições à liberdade de trabalho das atletas,ao direito de escolha de cada uma,ao livre mercado e força a redução dos salários,o que é inconcebível.É importante lembrar,também,e lamentar,que a opinião das atletas nunca foi ouvida,sequer levada em consideração nas decisões que envolvem o ranking.A própria CBV criou a chamada"Comissão de Atletas",mas esta comissão ligada à própria instituição tem apenas um voto na decisão do ranking.Não é razoável.Se há cerca de 10 clubes votantes,as atletas nunca terão chance contra os demais.Repetimos:não é razoável.Quando a vontade das atletas prevalecerá?Da forma como as coisas estão, jamais!A situação ficará ainda pior na temporada 2017/2018,pois tomamos conhecimento que o novo formato do ranking pontuará apenas nove atletas, as mesmas nove que são pontuadas com sete pontos (pontuação máxima) na temporada atual.Apenas nós estaremos sujeitas às restrições.Nós não poderemos ser contratadas livremente pelas equipes, pois cada time poderá ter apenas duas das nove,ao contrário das demais atletas que serão livremente escolhidas,o que configura clara discriminação e desrespeito.Se assim as coisas permanecerem,nós seremos prejudicadas sob o frágil e teórico argumento de"equilíbrio do campeonato".Nós,que defendemos a Seleção Brasileira,que nos destacamos,agora seremos punidas por isso.Não é razoável.Aliás,não há lógica nisso.Queremos ser tratadas de forma igual, sob pena de nos socorrermos ao Poder Judiciário,tendo em vista a clara e manifesta afronta a princípios constitucionais.Alem disto,as estrangeiras não serão pontuadas,o que diminui ainda mais as opções das nove brasileiras discriminadas.Vale destacar que,em 14/03/2017,a própria CBV divulgou a "Seleção da Superliga" e nela há três estrangeiras: Destinee Hooker,Alexandra Klineman e Branda Castillo.As três são atletas de alto nível e serão escolhidas livremente pelas equipes para a próxima temporada,ao contrário das nove brasileiras pontuadas.Ademais,nesta "Seleção da Superliga"há apenas uma atleta das nove presentes no ranking.Isto mostra que o sistema do ranking não tem critérios claros e não cumpre sua suposta função.Diante do exposto,exigimos que a CBV tome providência no sentido de extinguir o ranking e parar de interferir no direito de escolha de cada atleta.As atletas precisam ter uma voz independente da confederação e ter peso igual nas votações do regulamento.Se de um lado os clubes pagam os salários,de outro são as atletas dão o espetáculo e atraem o público.Aguardamos um posicionamento da CBV em até 5 dias corridos.Estamos abertas a discutir o assunto para resolver o impasse.