terça-feira, 21 de março de 2017

Nestlé fez bem


Quartas de final – 2º jogo

Fluminense 0x3 Vôlei Nestlé 
 
Foto: João Neto
 
O início do primeiro set deu sinais de que o Fluminense conseguiria emular o desempenho da maior parte do primeiro confronto. Não foi o caso, a resistência tricolor do Fluminense nesta segunda partida durou pouco.
 
Seria difícil, por si só, a Renatinha repetir a atuação extraordinária do primeiro jogo e carregar o ataque carioca sem, novamente, a companhia de Ju Costa ou Sassá. Para piorar, o passe do Flu foi muito mal, o que impossibilitou a Pri Heldes de tentar uma saída mais constante com as centrais.

Não foram poucas as vezes que o passe nem chegou às mãos da levantadora, para falar a verdade. 

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O Osasco, por sua vez, muito mais estável no passe do que no primeiro confronto, acordou logo e tomou o controle da partida antes que degringolasse. A partir do segundo set, o jogo foi só dele.

A Dani Lins colocou suas centrais para jogar em tudo quanto foi situação, puxando bolas rápidas lindíssimas em contra-ataques. Show de habilidade da levantadora que foi muito bem acompanhado pela Bia e pela Nati Martins.

O Osasco que, nesta temporada, está tão focado nas pontas, procurando tanto o desafogo com a Tandara, nesta partida lembrou seu estilo de jogo dos anos anteriores quando tinha na Adenízia e na Thaisa opções constantes de ataque. 
 
Foi um Osasco mais coerente com as opções de ataque que tem à disposição nesta temporada. Seria ótimo levar um pouquinho da variação vista neste confronto de quartas para as semifinais.

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É uma pena que o Fluminense se despeça da Superliga com uma derrota feia como foi esta nos dois últimos sets, nos quais o Osasco passou o trator.

Ainda assim, dentro das suas limitações de elenco, que deixaram o time bastante precário ofensivamente e, como se pôde ver durante a competição, no passe, o Flu pode se orgulhar da sua campanha na SL, principalmente no segundo turno. Sem contar que sai da temporada com um título sobre o todo-poderoso Rexona.

Renatinha ressurgiu bem depois de uma temporada de idas e vindas no São Bernardo. Para o tempo e o desgaste que teve durante todos estes anos, é incrível que ela tenha segurado as pontas – literalmente – durante toda esta SL.

Já a Sassá se encaminha cada vez mais para ser uma jogadora de fundo de quadra ou assumir a posição de líbero.

Pelo pouco que se pôde ver da Ju Perdigão como reserva da Fabi no Rexona, esperava mais segurança da líbero nesta sua temporada como titular do Flu.

Ficaram um pouco abaixo também as centrais, Lara e Letícia Hage. A Letícia cresceu no final do campeonato no bloqueio e no saque, mas, em termos gerais, foi subaproveitada no ataque.

2 comentários:

George disse...

Laura, também achei que pelo começo do jogo haveria um jogo mais disputado, mas que Osasco dominou a partir do fim do 1º set. No 2º e 3º então nem deu chances do Flu tentar se encontrar.
Acho que um dos pecados do time carioca foi ter contratado um time inteiro e não ter aproveitado nenhuma de suas jogadoras campeãs na temporada passada. De forme geral, cumpriu seu papel e fez uma ótima volta a SL.
Quanto a Osasco, finalmente um jogo em que Luizomar deixou a Tijana os 3 sets. Dani esteve inspirada, fazia tempo que não via uma distribuição tão boa dela. Ok que ainda pecou um pouco na precisão das bolas, mas deixou as atacantes em melhor posição de ataque - Bjelica agradece.

Chandler Bing disse...

Um dos melhores jogos que eu vi Dani Lins fazer nesta temporada.

Fluminense infelizmente não foi pro jogo, o que é uma pena, pois a torcida apoiou o time o tempo todo. Mereciam um jogão.