sexta-feira, 17 de março de 2017

Iguais, mas com uma enorme diferença

Quartas de final – 1º jogo

Vôlei Nestlé 3x0 Fluminense 

 

Ótimo volume de jogo, boa relação saque e bloqueio e irregularidades na recepção. Nestes três aspectos Osasco e Fluminense se assemelharam na primeira partida de quartas de final.

O que fez a diferença para a vitória paulista? O arsenal ofensivo.

No primeiro duelo entre as maiores pontuadoras da SL, Tandara superou Renatinha. Como sempre, a atacante do Osasco foi decisiva. Mas desta vez teve a companhia de outras colegas, caso da Natália e da Bjelica no trabalho de manter o ritmo ofensivo do time afiado.

Não que Renatinha não tenha brilhado no confronto. Pelo contrário. Aproveitando com efetividade as bolas de contra-ataque, foi uma das principais responsáveis pelo Fluminense ter feito dois primeiros sets bastante equilibrados. 


Mas a oposto carregou o fardo ofensivo quase que sozinha. Uma china aqui, uma bola de primeiro tempo lá, foi o máximo que a Pri Heldes conseguiu diversificar. E nem Sassá tampouco a Ju Costa conseguiram ajudar a colega.

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Nos dois primeiros sets, o Osasco teve mais sorte que juízo. O Fluminense fez com perfeição o mais difícil, que foi correr atrás do placar sacando com agressividade, bloqueando e construindo bem os contra-ataques para, então, deixar escapar alguns pontos em erros bobos de saque e ataque.

Faltou ao Osasco na partida, principalmente no início, ter uma postura menos passiva. Esperou o Flu pressionar para responder. Até mesmo o ginásio me pareceu numa atmosfera morna, sem a pressão que lhe é de costume.

De qualquer forma, individualmente, tivemos boas atuações de quase todo o time. A Dani Lins puxou bolas de primeiro tempo nos contra-ataques belíssimas; a Natália correspondeu ao chamado da levantadora no ataque e fez pressão no saque; Tandara e Bjelica viraram bem; e Brait manteve o nível da disputa no fundo de quadra elevado contra um Fluminense de também muito volume. 

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Osasco e Fluminense fazem a segunda e decisiva partida na próxima segunda-feira (20/03). O time paulista tem condições de, mesmo jogando fora de casa, deixar mais claras ainda as diferenças entre o segundo e o sétimo colocados.

8 comentários:

Sergio disse...

Parabéns pelo excelente comentário. Posso até ser mais além, se o flu tivesse mais uma jogadora de definição, talvez o placar tivesse sido outro, um 3 x 2, por exemplo. Mas se serve como console o time do FLU foi guerreiro e jogou no seu limite.

Sergio disse...

Excelente post, parabéns. E vou além se o FLU tivesse uma outra ponteira de mais definição, talvez o placar não fosse esse 3 x 0. Mas o FLU está de parabéns, foi guerreira. Jogou no seu limite.

João Paulo disse...

Infelizmente o Fluminense só tem a Renatinha, as 2 outras ponteiras não conseguem ter um mínimo de ataque definidor, as meios fazem o que podem, mas poderiam ser aproveitadas pelo menos para tentar segurar o bloqueio adversário. Osasco teve seus méritos, mas um jogo irregular e sem a Tandara se destacando, ganhou muito na falta de definição do fluminense. Acho que Malesivc (não sei se escreve desta forma) deve estar pensando o que veio fazer aqui, sinceramente... já algumas partidas a garota erra um passe e ele coloca Gabi (a salvadora) no lugar e a mantém mesmo que ela tenha erros.

George disse...

Assisti apenas o último set e foi um passeio, mas pelo que li - e pelo placar - os 2 primeiros foram bastante disputados. Admito que fiquei surpreso ao ver a Carol (mesmo com a cabeça enfaixada) em quadra e distribuindo muito bem. As sérvias ao fim da temporada irão voltar pras suas casas frustradas eu acho. Principalmente a Tijana por não ter nem 1 erro e ser preterida pela Gabiru, que pode errar quantas bolas forem que segue em quadra até o fim.
Quanto ao Flu, é isso aí mesmo. Deveriam ter colocado Natasha ou a grega para tentar dar mais poderio ofensivo. Renatinha não pode ser responsável sozinha pela definição.

Mateus CS disse...

A grega estava lesionada,George. Fraturou um dedo.

Anônimo disse...

George, realmente me dá uma agonia essa situação dá Gabiru,todo ano isso se repete no Osasco. Todos sabemos que ela não tem bola pra jogar uma decisão, aí agora q era hora de dar confianca pra Malesevic, lá estamos nós dando gás pra Gabi de novo. Pô, a menina é titular na servia, pra quem fala que ela não é especialista no passe, e quem é nessa superliga? Jaqueline e quem mais?
Aí quando chegar no momento de aperto no final/semi ele vai e coloca ela, pra queimar mesmo, assim como eles fizeram com a Mari na final e com a Van Hecke ano passado. No mais, o time continua sendo totalmente dependente dá Tandara, o que é ao mesmo tempo natural e preocupante.
ABS e parabéns pelo blog.
Leandro

Chandler Bing disse...

Gostei bastante da atuação da Renatinha. Na minha humilde opinião foi a melhor jogadora em quadra, mas é como a Laura disse, ela sozinha fica difícil. Confesso que pelo que tinha ouvido e pelos poucos jogos que vi do Fluminense, as jogadoras de meio, Lara e Hage, me surpreenderam... estavam dividindo a responsabilidade no ataque com Renatinha, o problema é que com o passe ruim e as vezes má escolha da Priscila, elas também pouco puderam fazer.

Yano o Chato disse...

Fica difícil sem a ponteira para virar bola. A Letícia Hage me surpreendeu jogando muito bem, bloqueado, sacando bem e atacando bem pela frente. Mas o passe péssimo não ajudou muito. Vai ser 3 a 0 pra Osasco fácil fácil. Gabiru no lugar da Sérvia é a um despautério. É a coisa mais sem noção que eu já vi. Quem vai entender.