quinta-feira, 16 de março de 2017

A seleção da fase classificatória

A CBV montou a seleção das melhores jogadoras da fase de classificação. Eis:


Como vocês podem conferir aqui, a maior parte da seleção mudou de cara na comparação com o primeiro turno.

As novidades: Hooker, Álix, Mara e Castillo.

As norte-americanas entraram pra valer mesmo quase que no segundo turno e já se colocaram entre as melhores. Hooker seria uma candidata forte para a minha seleção; a Álix nem tanto.

Para oposto, teria uma dor de cabeça em decidir entre Hooker e a Monique. Pelas pontas, Tandara é, para mim, até aqui, inquestionável. Para lhe fazer companhia, eu escolheria a Gabi no lugar da Álix.

A Mara foi outra jogadora que apareceu mesmo no returno, quando o time do Minas começou contar com todos os reforços. Destacou-se principalmente pelo bloqueio já que, até entre as centrais, a jogada com ela é a mais preterida pela Naiane.

Na média dos fundamentos saque e bloqueio, a Vivian superaria a Roberta que, acredito, deu uma caída de rendimento no segundo turno. De qualquer forma, qualquer uma das duas representa aquilo que o Brasília tem de melhor.

Macris, como sempre, é a rainha das estatísticas da CBV no levantamento. E numa edição de SL de qualidade tão baixa no levantamento, a habilidade dela se destaca ainda mais. Não sou fã da Macris, mas é uma opção segura pela sua regularidade.

Castillo já poderia ter feito parte da seleção do primeiro turno com tranquilidade. Acho até que deu uma caída na qualidade do passe neste returno. Mas para avaliar praticamente qualquer líbero desta Superliga, tem que se olhar também para as colegas ao lado. E, neste sentido, o trabalho da Castillo é pesado, tem muito fundo de quadra para segurar sozinha.

O curioso é que, se formos levar em conta a média de rendimento em defesa e recepção na fase de classificação, a tão criticada Tássia superaria a Castillo. Posso até ser execrada, mas vou sair em defesa da líbero do Praia: acho que ela melhorou muito no passe no returno. Mas não, não estaria na minha seleção.
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É curioso também ver como este ano, pelo menos até o momento, alguns nomes que eram figurinhas carimbadas entre os melhores do campeonato – senão pelas estatísticas, aos olhos do torcedor - têm feito, por diversas razões, um campeonato mais discreto ou tem sofrido maior concorrência.

As centrais são o caso mais emblemático. Wal, Fabiana, Carol e Jucy não aparecem com tanto destaque como em temporadas anteriores.

As líberos Camila Brait e Fabi também não monopolizam as atenções como antigamente. Ganharam a concorrência forte da Leia na temporada passada e, na atual, da Castillo.

Em compensação, depois de duas temporadas apagadas, a Tandara voltou a soltar o braço no seu melhor estilo e ser uma das protagonistas das estatísticas no ataque da SL.

Com a fase final prestes a começar, tudo pode mudar. Vamos ver com qual escalação terminará esta seleção da CBV e a do Papo de Vôlei!


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Sobre o novo ranking para a SL feminina

O ranking tem sido há um bom tempo motivo de debates a cada Superliga, mas sabemos que não é somente ele o "culpado" por não conseguirmos reter nossas estrelas no campeonato nacional tampouco contratar mais estrelas estrangeiras. É falta de grana também, de mais patrocinadores com disposição e bolso para bancar grandes jogadoras.

No entanto, gostei deste meio termo (mais informações aqui) que será testado na próxima edição da SL porque era preciso finalmente se dar um passo além das discussões. Só testando na prática para saber como o mercado e os atletas vão se arranjar. 

Há quem acredite no contrário, mas se eu fosse fazer um exercício de imaginação agora, diria que a tendência maior é que, neste primeiro ano, haja um ou dois times com investimentos pesados e um desequilíbrio maior entre os elencos daqueles que compõem o topo da tabela. Porque, como falei, o ranking não é o único obstáculo para que tenhamos uma liga mais competitiva e estrelar. 

4 comentários:

George disse...

Se formos pegar os elementos dispostos isoladamente, não concordo com 1 peça que é a Mara. Acho que Bia deveria estar no lugar. Porém se fosse analisar o combinado, a Castillo sofreria tendo que varrer a quadra no passe!
Vale a ênfase no que comentei no post sobre a seleção do 1º turno: ponteira não é só ataque! Por que insistem em resumir só a isso? Acho que deveriam pegar a melhor em ataque, mas que tem bom rankeamento em passe/defesa também, uma média. Acredito que talvez a Gabi entrasse no lugar da Álix, pois a Tandara tem bloqueado bem também.
A minha seleção do 2º turno seria bem próxima a do 1º:
Macris/Hooker
Tandara/Gabi
Bia/Vivian
Castillo

P.S.: também notei a melhora na Tássia, mas com aquele passe horrendo que ela estava, qualquer coisa é melhor.

Edu disse...

Minha seleção seria:
Oposto: Hooker. Mas poderia ser a Monique. Com a sua chegada elevou o Minas a outro nível.
Ponta 1:
Tandara. Absoluta, num time cheio de jogadoras de alto nível, ela consegue se destacar, indo mais além ainda.
Ponta 2:
Amanda do Brasília. Pra mim ela é a jogadora mais regular da Superliga, mesmo o time caindo de rendimento no segundo turno, ela continuou jogando muito. Mesmo ela sendo uma ponteira de preparação, ela anda resolvendo no ataque.
Levantadora: Macris. Nenhuma levantadora faz uma grande Superliga pelo menos ela se mantém na média,
Central 1:
Walewska. Em um time superestrelado, porem irregular, ela se destaca pela regularidade.
Central 2:
Bia. Poderia ser a Roberta ou a Vivian. Mas a Bia tem muita garra e desafoga a Tandara quando o passe sai.
Libero: Castillo. A Fabi, com certeza poderia estar aqui, mas considerando que a Castillo tem que dar conta do passe, ela merece estar aqui.

Rodolpho Francis disse...

Gente, serio que voces acham a Macris regular? Eu gosto do estilo de jogo dela, mas acho que as vezes ela exagera na ousadia. Um exemplo foi quando o Brasilia jogou contra o Rexona. Ela levantou diversas bolas pra Paula e esqueceu o Meio(que é o ponto forte do time) e a Amanda que está fazendo uma ótima superliga. Minha seleção do Segundo Turno seria:
Ananda ou Macris(por falta de opção) ou Roberta(se a CT fosse a mesma do Rexona)
Monique(Poderia ser a Hoocker)
Bia e Fabiana
Tandara e Gabi
Fabi(Sempre será a melhor)

Carlos Cogliones disse...

Ranking feminino: Me parece que agora, mais do que nunca, as disparidades do poder financeiro vão aparecer. Equipes com patrocinadores fortes podem simplesmente contratar as melhores jogadoras disponíveis no mercado sem se preocupar com os pontos, já as equipes com menor poder aquisitivo ficarão a mercê do que tiver de "menos melhor" (rs) no mercado. Isso, na teoria, restringe ainda mais a competitividade da superliga. Em termos de marketing é ruim, pois afasta as hoje principais estrelas, como diriam os americanos, as franchise players do mercado nacional. Uma competição onde estão Sheila, Thaisa, Fe Garay e Natália é muito mais vendável do que uma com outros nomes menos badalados. Essa jogadoras sim sendo punidas por seu desempenho e seu esforço para chegar na seleção brasileira.
O ranking deveria ser extinto, simples assim, porém como não é consenso, pelo menos o critério deveria ser baseado em estatística. O voleibol é um dos esportes onde o sistema de estatísticas é incrivelmente eficaz, porém a escolha da pontuação é subjetiva e de acordo com o achismo dos clubes. Sheila jogou na turquia e foi banco a temporada toda, está sem jogar nesta temporada, como ela pode ser jogadora de 7 pontos. Gabizinha não está nem entre as 10 melhores atacantes da competição, aliás ela não lídera em nenhum fundamento as estatísticas, isso não quer dizer que não seja uma grande atleta, mas onde está o critério para avalia-la como 7 pontos? Dani Lins é a sexta levantadora da superliga, com metade de ações positivas do que a primeira colocada Macris. Qual o critério?