38 razões




 
Quer entender por que o Bauru perdeu para o Fluminense? Dou 38 razões.

Esse foi o número de erros que a equipe paulista cometeu no confronto. Começou no primeiro set, com diversas falhas em saques não forçados, e acabou no tie-break com erros de ataque.

Qualquer adversário do Bauru entra em quadra já com uma certeza: ganhará uma enxurrada de pontos de graça. Com um mínimo de controle sobre seu jogo, sabe que o saldo será positivo a seu favor.

Em 16 partidas que disputou até agora na Superliga, o Bauru só cometeu menos erros que o adversário em UMA, contra o Rio do Sul no primeiro turno. A média de erros por set da equipe paulista é de 7,2 (sim, eu me prestei a calcular). 
 
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O Flu teve o mérito de não desistir da partida em momento alguma e, principalmente, ter tido muito controle sobre seus erros. Melhorou seu saque e ganhou maior poder de virada com as entradas de Eva e Ariane nos lugares de Ju Costa e Renatinha. Defensivamente trabalhou melhor também que o adversário. 
 
Mas precisamos ser realistas: não sobreviveria até o quinto set e muito menos venceria a partida se não fosse a “benfeitoria” do Bauru.

O Bauru, assim como o Flu, começou a partida em rotação baixa. Só que, mesmo assim, jogando mais ou menos, conseguiu a vitória com certa folga. Em vez de subir o seu nível de jogo, ficou patinando nos seus erros não forçados e assistindo o tricolor carioca ganhar força a cada falha sua.

O Flu logo percebeu que valia a pena trabalhar o seu ataque quando o levantamento não vinha em perfeitas condições porque do outro lado não havia a mesma paciência para a troca de bolas. O Bauru e suas atacantes ansiosas prefiram arriscar e pagaram caro por isso.

E, por este mesma razão, pouco valeu para o Bauru os passes que conseguiu quebrar do lado carioca. O Flu é frágil na recepção por natureza. Ficou ainda mais exposto com a entrada da Eva. Com um trio de atacantes com pouco poder de definição e sem ter nas centrais opções frequentes de ataque, o time teve que sempre fazer um esforço dobrado para pontuar.

Enquanto, do outro lado, o processo fluía de forma mais tranquila. Mas nem isso o Bauru soube aproveitar a seu favor. Perdeu uma vantagem de 24x21 no quarto set que fecharia a partida por total falta de competência e de controle na definição de seus ataques. 

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Kiewk foi bem mais comedido nas trocas, o que achei positivo. Foi pontual nas suas modificações. No entanto, da mesma forma que antes, as trocas continuaram não adiantando em nada já que os erros não tem feito diferenciação entre titulares e reservas.

É um problema que está no DNA do time. Errar é do Bauru.

Comentários

George disse…
Assisti o jogo inteiro e foi sofrido. A entrada da Ariane e da Eva deu um up no time do Flu, mas nada que me agradasse. A coitada da Pri Heldes deve ter recebido uns 3 ou 4 passe A no jogo inteiro. O passe do time tá uma tristeza, as centrais só conseguiam contribuir com bloqueio mesmo.
O time do Bauru é interessante, mas esses erros são demais. A quantidade de saque errado (principalmente na rede) e não forçado é de chorar. Na virada tava funcionando bem até, a bruna virou bem até quase o fim do jogo. A Brenda teve um jogo pra esquecer, espirrando passes e defesas. Foi o pior jogo que eu vi dela até hoje. A Juma demorava muito tempo pra acionar as meios, uma falha grave dela. Destaque, pra mim, foi a Val. Jogou muito bem, tanto no ataque quanto no bloqueio. Não sei exatamente o scout dela, mas deve ter feito 4 ou 5 pontos de bloqueio.
l.mesquita disse…
O BAURU tá a CARA DO TÉCNICO KWIEK!!! Qualquer semelhança entre BAURU e REP.DOMINICANA não é MERA COINCIDÊNCIA... Quantas vezes vi a REP.DOMINICANA tomar a VIRADA e perder no TIE BREAK??? A REP.DOMINICANA é time de jogadoras ALTAS e FORTES FISICAMENTE, mas que vivem batendo cabeça e se perdem nos próprios ERROS e na ANSIEDADE! Alguma semelhança do que acontece com o BAURU? Essa é a marca do KWIEK.
Joffre Neves disse…
Eva é uma boa jogadora,deveria ser titular sempre.
Joffre Neves disse…
Pra quem acha impossível vencer o rexona :

Pinheiros foi ao tie-break contra o time do rexona-sesc rio de janeiro.Se manter o foco,acreditar em si e para de pensar baixo dá pra vencer o rexona.

Essa é a segunda partida em que o Rexona-sescfoi ao tie break seguidas - foi ao tie contra o sao caetano e agora contra o pinheiros.

Qual é a desculpa agora,praia club ?
O mesmo serve pra Genter-Bauru,Terracap-BSB,Camponesa -minas.
l.mesquita disse…
Impossível vencer o REXONA não é. Nenhuma equipe do MUNDO é invencível! Mas não adianta NADA levar ao tie=break e PERDER... Vale ressaltar que SÃO CAETANO e PINHEIROS levaram o REXONA para o TIE-BREAK, mas na HORA DA VERDADE, perderam também. Parabéns ao esforço dos times do PINHEIROS e SÃO CAETANO. Mas na HORA DA VERDADE, não tiveram cacife para vencer no quinto set.
l.mesquita disse…
Do jeito que vai DANI LINS acabará quebrando a TANDARA, foram 51 bolas levantadas para TANDARA das quais 22 viraram pontos,aproveitamento de 43%. A segunda atacante que mais recebeu bolas foi MALESEVIC com 22 bolas levantadas, que viraram 12 pontos com aproveitamento de 55%. Ou seja DANI LINS concentra seus levantamentos na ENTRADA DE REDE, sendo que TANDARA recebeu 70% das bolas e MALESEVIC apenas 30% das bolas das ponteiras. A bola da oposta BJELICA tem que ser ALTA e não espetada na tede e no bloqueio, como DANI LINS tem dificuldade de levantar para a saída de rede, ela concentra as bolas na entrada de rede e principalmente em TANDARA e não utiliza todo o potencial da BJELICA. Fica mais confortável pra DANI LINS esse jogo marcado. Foi por esse jogo marcado que o BLOQUEIO DO MINAS tirou o NESTLÉ da FINAL DA COPA BRASIL. Pelo jeito, DANI LINS não aprendeu a lição com a DERROTA PARA O MINAS e insiste em bolas marcadas pela entrada de rede. Quase o BRASILIA venceu o quarto set que terminou em 30x28. Se o BRASILIA vencesse o quarto set, era certo que no tie break a DANI LINS só iria acionar a TANDARA DIRETO, daí o BRASÍLIA poderia vencer o NESTLÉ por insistência nessa bola marcada da entrada de rede.
O NESTLÉ tem um EXCELENTE time, porém, com uma levantadora preguiçosa e teimosa...
Rodolpho Francis disse…
Nenhum time é imbatível. Acontece que todos aqui sabemos a dificuldade de vencer o time carioca. O Pinheiros conseguiu vencer o Osasco na Final do PAulista. Ja no quinto set o pinheiros foi massacrado, justamente por não conseguir manter a regularidade necessária pra vencer as cariocas(15x5). Pra vencer o Rio, os times tem que jogar sempre no limite e os times daqui são muito irregulares pra isso.
Chandler Bing disse…
Falando aqui sobre o jogo de ontem, Brasília × Osasco... É incrível como essa Andréia não está jogando praticamente nada. Meu Deus, até na defesa a mulher está dando prejuízo, bolas fáceis e ela deixava espirrar. Como faz falta uma oposta para o Brasília, caso tivessem uma, o jogo poderia ter tomado outro rumo, pois mesmo o time errando passe o tempo todo e a Macris só jogando pras pontas, ainda conseguiu equilibrar o jogo.
Como eu estou gostando de ver a Amanda jogando de titular em uma equipe.
Joffre Neves disse…
Exatamente por não ser imbatível que eu falei : se times fora de título foram ao tie significa que times favoritos a título podem sim vencer porém se acomodaram.Vencer ou não no tie break importa sim,era apenas um parâmetro pra equipes grandes pararem de achar desculpas pra tudo e jogarem frente a frente ao rexona.