sábado, 7 de janeiro de 2017

Ponto de equilíbrio

Rio do Sul/Equibrasil 3x0 Sesi-SP

Na edição passada da Superliga, o Rio do Sul foi a boa surpresa da competição. Com vitórias contra os favoritos e praticamente imbatível em casa, classificou-se para a fase final em sexto lugar. De uma temporada para outra, porém, o time foi praticamente desmanchado e perdeu o seu principal ativo, o treinador Spencer Lee.

Mesmo assim, acho que o fantasminha da temporada passada ainda ronda o Rio do Sul e este é um dos empecilhos para que o time faça uma campanha melhor. Acho que a equipe de Santa Catarina ainda não se encontrou dentro das suas capacidades. Ou melhor, não caiu na real de que, nesta temporada, as ambições têm de ser outras.

Vencer Brasília e tirar ponto do Minas, como aconteceu no primeiro turno, de nada adianta se contra os seus iguais a equipe não consegue render. Só serve para iludir e mostrar, na verdade, como ela é inconstante.

Por isso, acho que o Rio do Sul tem que buscar neste segundo turno, mais do que a reabilitação, um ponto de equilíbrio. 
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Pedro Casteli assumiu o comando do time depois da demissão de Fernando Bonato e, no seu primeiro jogo, conseguiu fazer a lição de casa ao não perder nenhum ponto para o inexperiente Sesi.

O Rio do Sul tem uma arma muito poderosa, que é o saque. O fundamento praticamente venceu o Brasília no primeiro turno. Contra o Sesi e sua frágil linha de recepção, então, o saque foi o responsável por construir grandes vantagens a seu favor e amenizar possíveis reações da equipe paulista.

Mas o resultado ainda diz muito pouco se o Rio do Sul conseguirá conquistar maior equilíbrio neste turno. Primeiro, pela fragilidade do adversário. O Sesi tem dificuldade de dar continuidade ao seu jogo e acabou por presentear o Rio do Sul com muitos erros.

Segundo, pela forma que o time de casa reagiu nas poucas vezes que foi ameaçado pelo Sesi. Rio do Sul sentiu a pressão, principalmente na recepção com a Naiara, e perdeu-se na organização do jogo quando o Sesi encaixou melhor o seu saque. 

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Com um arsenal ofensivo razoável - com um trio de ponteiras baixas e muito dependente ainda da oposto Natiele -, Rio do Sul precisará evoluir defensivamente para poder ter um contra-ataque que usufrua melhor seu conjunto de atacantes. O time ainda não aproveita da forma ideal o bom trabalho estratégico que apresenta no saque.

Certamente o Rio do Sul tem elenco e capacidade para estar à frente de São Caetano e disputar de forma mais equilibrada com Pinheiros e Fluminense. Mais do que isso é impossível e desnecessário. A equipe desta temporada não tem condições de repetir o desempenho da SL passada e é com esta realidade com a qual o time tem que trabalhar.


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Do outro lado da quadra, acredito que o Sesi tenho feito uma partida um pouco abaixo das suas capacidades. Nas últimas partidas que pudemos assistir, o time tinha evoluído. A entrada da Isabela Paquiardi tinha dado um pouco mais de estabilidade à linha de passe.

Contudo, neste jogo ela não esteve bem. Sucumbiu à instabilidade das suas colegas, Gabriela e Laís, na recepção. E o Sesi acabou por ficar bastante desprotegido neste fundamento.

A Gabriela até conseguiu se recuperar na partida no ataque, tendo papel importante no terceiro set, mas a líbero Laís não. Além do passe, defensivamente ela pecou em bolas que poderiam ser recuperadas.

Defensivamente, aliás, o Sesi é um time fraco. A começar pelo saque bastante irregular. O bloqueio se posiciona mal e mais ajuda do que atrapalha o ataque adversário. E, lá atrás, a defesa também comete erros técnicos que dificultam a armação de um bom contra-ataque.


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É um pouco aflitivo assistir ao Sesi jogar, confesso. Vê-se ali capacidade, mas falta continuidade. Um erro encadeia uma sequência de falhas que desestrutura o time, inclusive emocionalmente.

Continuo com a minha impressão de que o fato de se ter um grupo só de jovens jogadoras acaba por impossibilitar o melhor desenvolvimento das próprias atletas. Vejo atletas habilidosas como a Giovana que acabam por ficar presas às limitações do grupo.

Ainda assim, dentro de toda esta instabilidade que é o Sesi, a Lorenne tem conseguido se sobressair sem arranhões. O fato de ela estar jogando e se destacando já é bastante válido. Só não sei se a experiência no Sesi dará a ela aquela responsabilidade de decisão que uma grande oposto tem que ter. O time paulista não tem nada a perder, a Lorenne lida com uma pressão pequena. Ao contrário da pressão com a qual ela tinha que lidar no Rexona mesmo sendo reserva. Isso ela só vai encontrar em time grande e na seleção. Tomara que sendo titular no Sesi e tendo este bom desempenho, ela ganhe confiança para assumir um papel de decisão em equipes maiores. 


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Dentil/Praia Clube 3x0 Renata Valinhos

Desta vez, Praia Clube não complicou com Valinhos. E ainda teve o retorno da Álix às quadras. Tanta falta que a norte-americana fez...
 
 

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